terça-feira, novembro 30, 2010

Eu pensava que Golden Shares e afins era ilegais na UE

Fernando Pinto diz que modelo de privatização da TAP deve garantir controlo do Estado

Se é esse o objectivo, então para quê privatizar?

Enfim...

E se a situação já não estivesse complicada o suficiente...

S&P alerta que pode cortar "rating" de Portugal

O fim está próximo... (actualizado)

ADENDA - João Correia, ex-secretário de Estado da Justiça, acaba de dizer à SIC que a sua demissão se deveu à falta de solidariedade do Ministro Alberto Martins em relação a notícias caluniosas que vieram a público.

(não sei o que ele se está a referir, mas não mencionou isto como motivo da sua saída, quando se demitiu há uma semana).

Demissão em bloco na Direcção-geral da Administração da Justiça

Esta direcção cai uma semana depois da demissão do ex-secretário Estado da Justiça, João Correia.

 

O cerne da questão

This is a political more than an economic issue. It is possible for a currency union to survive sovereign defaults. The question is, rather, whether members believe the arrangement remains beneficial. The difficulty for surplus countries is that they must finance those in deficit, accept external adjustment or push the eurozone into external surplus. The difficulty for deficit countries is that the cost of leaving the eurozone is to face debt crises. If those have happened already, the costs will seem smaller. If they think they have replaced currency crises with credit crises, which do not even restore competitiveness and growth, they may see the union as a bad deal. Political glue could melt. Such calamities do happen. It is now up to the members to see that they do no

Martin Wolf, Financial Times

Sobre a justeza da tributação retroactiva de dividendos

Infelizmente, Passos Coelho perdeu toda a razão há uns meses, quando aceitou um aumento do IRS, com efeitos retroactivos, a meio de 2010. Enquanto não explicar por que motivo é legítimo alterar as regras a meio do jogo para os impostos dos trabalhadores, mas já não é legítimo fazer o mesmo para os impostos dos capitalistas, Passos Coelho não tem razão. Menos do que razão, não tem autoridade moral absolutamente nenhuma.

Luís Aguiar-Conraria

A Bélgica também já está na berlinda

Os juros da dívida dos países da chamada "periferia" europeia continuam em máximos desde a entrada no euro, aumentando o "spread" face às bunds alemãs, que estão a beneficiar da queda das acções. Espanha e Itália estão cada vez mais sob pressão.

The premium investors demand to hold Belgian government bonds rather than benchmark German debt rose to its widest level since early 2009 on Monday as the country issued 2 billion euros of 2014, 2020 and 2035-dated bonds.

The Belgian/German 10-year bond yield spread widened to 110 basis points from around 102 bps at Friday's settlement.

Belgium hit the middle of its target range at higher yields than in previous auctions in a sign investors are increasingly concerned over its high level of debt as the euro zone crisis continues to claim casualties.

 

Cada vez mais o fim do Euro aproxima-se, se nada for feito.

Tem de haver um perdão de dívida aos países periféricos. A Irlanda não vai aguentar taxas de juro de 5,8% para empréstimos de "amigos".

Com amigos destes, não é preciso inimigos.

Se o endividamento sobe a um ritmo superior ao crescimento do PIB, o país nunca será viável em termos financeiros. Isto é uma conclusão óbvia.

Os bailouts estão assim condenados a falhar.

A Grécia e a Irlanda receberam o beijo da morte. Seremos nós os próximos?

 

Hipocrisia num mundo pequeno

É bonito ver a súbita preocupação de Paulo Portas com os gestores e os assessores. Voltemos a 2002-2004. O país estava de tanga. Portas comprou dois submarinos por mil milhões e, em dois anos, fez 16 (dezasseis) nomeações para um gabinete-sombra de “Ministro de Estado”, onde colocou, às custas do contribuinte, o estado-maior do Largo do Caldas.

Assim, a par das nomeações para o seu gabinete enquanto ministro da Defesa, Portas teve um outro gabinete apinhado de gente como ministro de Estado, que é apenas uma espécie de cargo honorífico para distinguir o visado no elenco governamental. Eis a lista (acreditando ser exaustiva) do gabinete do ministro de Estado no primeiro Governo PSD-CDS (não menos interessante as nomeações para o segundo Governo PSD-CDS):

 

segunda-feira, novembro 29, 2010

Precisamos de um Apocalypse

À Irlanda, como a nós, só resta rezar para que a anunciada catástrofe do euro se agrave tão rápida e dramaticamente que torne inevitável uma inversão de 180 graus na governação económica europeia.

Do que precisamos, afinal, é da iminência de um desastre tão completo e total que nem tribunal constitucional alemão nem BCE tenham força para se oporem à necessária união fiscal que qualquer zona monetária bem formada requer e sem a qual rapidamente caminharemos para a desagregação da zona euro.

João Pinto e Castro

Sinais de loucura: Director-geral há 4 meses acusa PM de falta de estratégia

 

Realmente temos de dar a mão à palmatória ao nosso governo. Escolher para director-geral das artes, para substituir alguém que bateu com a porta estrondosamente, uma pessoa que após quatro meses já diz que o PM não têm estratégia política é obra.

Deixem-me adivinhar, o próximo no cargo, porque este também está a pedir para sair, diz que a culpa dos problemas (reais ou imaginários) da cultura é de Sócrates e do PS. Só falta essa.

E este cargo é de confiança política do governo. Vâ lá se não fosse....

 

 

As prioridades do nosso governo

Ou seja, as fraudes do banco de Oliveira e Costa, Dias Loureiro e restantes companheiros de jornada custaram-nos cerca de 5 mil milhões de euros, mais de 3 por cento do produto interno bruto e o equivalente ao PECIII. Por outras palavras, estamos a sofrer cortes nos vencimentos, cortes nos apoios sociais e aumento de impostos para pagar as falcatruas dos dirigentes do BPN

Palmira F. Silva, Jugular

Torna-se cada vez mais incompreensível que um governo, que se chama a si próprio de esquerda, esteja a sacrificar os mais pobres do seu país para salvar accionistas de entidades bancárias com lucros brutais. Entre aqueles que precisam de prestações sociais, e as vêm reduzidas de dia para dia, e especuladores sem escrúpulos, cujos seus erros levaram toda a Europa a esta crise, o nosso governo parece já ter feito a sua escolha.

É isso que é ser de Esquerda?

A Europa que nos governa

Está certo: se a austeridade não convence os mercados e deprime a economia, a conclusão, como é óbvio, só pode ser: mais austeridade. Se dúvidas houvesse ficamos a saber que a estratégia suicida e irracional defendida pela CE não é passível de ser avaliada quanto à sua eficácia, pois é um apriorismo dogmático que, dê por onde der, tem de funcionar. Porquê? Porque a teoria (a dele) diz que tem de ser assim. Estamos no campo do fanatismo e da mais pura cegueira ideológica.

João Galamba, Jugular

Sobre a intervenção na Irlanda

The success of the program will depend crucially on the market reactions. Here you can see a snapshot of the bond markets this morning, as compared to Friday morning. The yield spread – the measure of risk is unchanged in the case of Ireland and Spain, and it is marginally low for Greece and Portugal. But the spread is only a difference. German yields themselves rose further, to 2.76% this morning, which reflects market concerns about the bailout burden on Germany, but without alleviating the concerns about default risk in the periphery. It is a kind of the worst of both worlds scenarios.

This is an exceptionally bad reaction to the deal, especially as a lot of questions are now answered. To us, this suggests that the markets are concerned about Ireland’s fundamental solvency, something no bailout package can ever address. And we cannot see how interest rates at 6% are consistent with solvency.

(Eurointelligence)

domingo, novembro 28, 2010

Ventos que sopram da Catalunha

O fim do ciclo avizinha-se. Talvez não seja algo totalmente negativo. As curas de oposição podem fazer bem a um partido, se percebemos o que correu mal e quais os grupos que já não o podem liderar. É melhor sermos um partido de que nos orgulhemos na oposição, do que algo que desprezamos no governo.

E nunca esqueçamos: as derrotas de hoje abrem caminho às vitórias de amanhã.

A graça das reformas estruturais

É engraçado que quando se fala em "reformas estruturais", quer-se sempre dizer cortes nas prestações sociais, reduções das despesas públicas em educação e saúde, e liberalização dos despedimentos, em muitos casos através da redução das suas indemnizações legais.

No reverso, "reformas estruturais" nunca são indicativo de reformas tributárias mais equitativas, de pôr a banca que tem lucros abissais a pagar o mesmo imposto que os restantes sectores de actividade, de maior tributação das mais-valias por oposição ao rendimento do trabalho, de enterrar as parcerias público-privadas, SCUTS, TGVs e afins que cada vez mais parecem sair da cabeça de loucos ou de incompetentes.

Soubemos hoje que o nosso ministro das finanças disse em Bruxelas que Portugal vai iniciar um programa de "reformas estruturais" na área do mercado de trabalho, da saúde, e dos transportes. A receita já a conhecemos: privatizações ao preço da uva mijona para beneficiar a mesma clique de "elites económicas nacionais" que conduziram a nossa economia para a desgraça em que vivemos, que serão recompensadas com boys do bloco central em cargos de topo. Afinal, é preciso manter a proximidade ao poder.

A par disto, teremos a perda generalizada de benefícios sociais, educação, saúde e transportes públicos cada vez mais caros, e possivelmente abriremos a porta ao despedimento generalizado na função pública, e quiçá em certas sectores privados.

E para quê? Para nada!

Cada vez mais se tem a noção que estas políticas de austeridade fulgurante, pouco efeito têm na tranquilização dos mercados financeiros. Afinal, condenar países inteiros a recessões brutais, destruindo qualquer hipótese de possível crescimento económico, não tranquiliza qualquer credor da dívida externa, pública ou privada. Apenas o crescimento económico pode ser bom sinal. E é isso que estamos a matar com estas políticas de austeridade.

Os neoliberais sabem-no. Mas aproveitaram-se desta crise para destruir o modelo social europeu. A extrema-esquerda combate-os com unhas e dentes. E o que faz o centro-esquerda? Quais são os seus ideais que defende nesta crise?

Isso ainda não consegui perceber

sábado, novembro 27, 2010

Carta da Irlanda: Para quando a Portuguesa?

 

We were hooked on credit like it was crack cocaine. We binged but never purged and we stayed high to postpone the inevitable hangover. Everybody was in cahoots, from corrupt local governments, driving through emergency rezoning laws, to rogue bankers financing the criminal inflation of developments and shoveling billions to builders, to newspapers cashing in on their property advertising to regulators asleep at the wheel. Our mafia don cum Taoiseach, Bertie 'Gombeen-Man' Ahern, invited critics of the system to commit suicide. Nobody left the orgy. Nobody wanted to leave. Planet Hollywood had finally come to Planet Ireland!


(...)

 

As a nation we're a joke, a laughing stock, and now it's time to become a colony of the IMF under the direction of the same cowboy outfit that brought peace and prosperity to Argentina and Iceland. O Joy, I just can't wait. We the Irish People have our asses greased for yet another bout of sodomy. We're used to it. It feels good. And this time we walked right into it. Heck, we can always get drunk afterwards, have a rare old session and weep and wail over our Fenian dead.

 

Pequena Lição da crise para a Europa


Deve ser a jogar dados que as agências dão os seus ratings
 Podem dizer o que quiserem, mas a realidade é que os mercados estão interessados em fazer dinheiro com a especulação sobre os países. Durante anos andaram a fazer exactamente isto com os bancos e com os produtos financeiros. Falharam sempre. No entanto, o mundo continua a confiar na sua válida opinião. Dois meses antes do colapso, a Islândia era considerado o país mais evoluído do mundo. Antes do colapso, a Irlanda tinha o modelo económico correcto. Dias antes da falência da Lehman Brothers os produtos (agora reconhecidamente) tóxicos que provocaram a falência desta (e da AIG, que muita gente se esquece) foram classificados pelas agências de ratings com AAA (ou triple A), a classificação mais alta que estes produtos podem ter.

O curioso é que quando os CEO's destas empresas (Standard and Poor’s, Moody's e Fitch) foram questionados no Congresso Americano, a resposta deles foi singela e inocente (qualquer coisa como): "Nós só transmitimos uma opinião. Não obrigamos ninguém a segui-la".

Agora, depois deste passado fantástico com o rating de produtos, anda o mundo preocupado com a opinião destes senhores? Se alguém falhasse tanto, com este nível de gravidade, no seu emprego estava garantidamente despedido. Com estes senhores, no entanto, nada se passa e o mundo treme com a opinião deles.

O mais curiosos é que a Europa encontra-se sobre o ataque especulativo daqueles que à dois anos ajudou a salvar. Com o bailout da Administração Americana a várias empresas e com a intervenção dos Estados Europeus com a salvação de vários bancos e com o aumento da despesa pública foi possível evitar a recessão. Evitou-se um nível maior de crise financeira para termos que suportar uma crise especulativa daqueles que foram salvos (em última análise) pelos Estados.

É caso para dizer: Ricos e mal-agradecidos.

P.S. - Espero que demore muito tempo a esquecer (de preferência, que não nos esqueçamos) do que "estes senhores" (estas agências) andam a fazer. Nunca se sabe quando será necessário salvar outra vez conglomerados financeiros. Nessa altura, e retirando desta lição os ensinamentos que dela advêm, que tal se tirar também a rede de segurança?

Marinho Pinto reeleito bastonário da Ordem dos Advogados

Depois de ter sido atacado pela comunicação social como nenhum outro Bastonário da Ordem dos Advogados o foi, também porque tantas vezes se pôs a jeito

"Marinho Pinto foi reeleito como bastonário da Ordem dos Advogados conseguindo 9532 votos num universo de 20521 votantes".

Parece que, independentemente das opiniões políticas publicamente expressas, a Ordem concluiu que o (agora reeleito) Bastonário defendeu a classe, mesmo quando criticou aqueles a que ela pertencem. Uma lição a retirar, possivelmente por todos nós.

quarta-feira, novembro 24, 2010

Palavras que inspiram

Vice President Johnson, Mr. Speaker, Mr. Chief Justice, President Eisenhower, Vice President Nixon, President Truman, reverend clergy, fellow citizens, we observe today not a victory of party, but a celebration of freedom—symbolizing an end, as well as a beginning—signifying renewal, as well as change. For I have sworn before you and Almighty God the same solemn oath our forebears prescribed nearly a century and three quarters ago.   1
  The world is very different now. For man holds in his mortal hands the power to abolish all forms of human poverty and all forms of human life. And yet the same revolutionary beliefs for which our forebears fought are still at issue around the globe—the belief that the rights of man come not from the generosity of the state, but from the hand of God.2
  We dare not forget today that we are the heirs of that first revolution. Let the word go forth from this time and place, to friend and foe alike, that the torch has been passed to a new generation of Americans—born in this century, tempered by war, disciplined by a hard and bitter peace, proud of our ancient heritage—and unwilling to witness or permit the slow undoing of those human rights to which this Nation has always been committed, and to which we are committed today at home and around the world.3
  Let every nation know, whether it wishes us well or ill, that we shall pay any price, bear any burden, meet any hardship, support any friend, oppose any foe, in order to assure the survival and the success of liberty.4
  This much we pledge—and more.5
  To those old allies whose cultural and spiritual origins we share, we pledge the loyalty of faithful friends. United, there is little we cannot do in a host of cooperative ventures. Divided, there is little we can do—for we dare not meet a powerful challenge at odds and split asunder.6
  To those new States whom we welcome to the ranks of the free, we pledge our word that one form of colonial control shall not have passed away merely to be replaced by a far more iron tyranny. We shall not always expect to find them supporting our view. But we shall always hope to find them strongly supporting their own freedom—and to remember that, in the past, those who foolishly sought power by riding the back of the tiger ended up inside.7
  To those peoples in the huts and villages across the globe struggling to break the bonds of mass misery, we pledge our best efforts to help them help themselves, for whatever period is required—not because the Communists may be doing it, not because we seek their votes, but because it is right. If a free society cannot help the many who are poor, it cannot save the few who are rich.8
  To our sister republics south of our border, we offer a special pledge—to convert our good words into good deeds—in a new alliance for progress—to assist free men and free governments in casting off the chains of poverty. But this peaceful revolution of hope cannot become the prey of hostile powers. Let all our neighbors know that we shall join with them to oppose aggression or subversion anywhere in the Americas. And let every other power know that this Hemisphere intends to remain the master of its own house.9
  To that world assembly of sovereign states, the United Nations, our last best hope in an age where the instruments of war have far outpaced the instruments of peace, we renew our pledge of support—to prevent it from becoming merely a forum for invective—to strengthen its shield of the new and the weak—and to enlarge the area in which its writ may run.10
  Finally, to those nations who would make themselves our adversary, we offer not a pledge but a request: that both sides begin anew the quest for peace, before the dark powers of destruction unleashed by science engulf all humanity in planned or accidental self-destruction.11
  We dare not tempt them with weakness. For only when our arms are sufficient beyond doubt can we be certain beyond doubt that they will never be employed.12
  But neither can two great and powerful groups of nations take comfort from our present course—both sides overburdened by the cost of modern weapons, both rightly alarmed by the steady spread of the deadly atom, yet both racing to alter that uncertain balance of terror that stays the hand of mankind's final war.13
  So let us begin anew—remembering on both sides that civility is not a sign of weakness, and sincerity is always subject to proof. Let us never negotiate out of fear. But let us never fear to negotiate.14
  Let both sides explore what problems unite us instead of belaboring those problems which divide us.15
  Let both sides, for the first time, formulate serious and precise proposals for the inspection and control of arms—and bring the absolute power to destroy other nations under the absolute control of all nations.16
  Let both sides seek to invoke the wonders of science instead of its terrors. Together let us explore the stars, conquer the deserts, eradicate disease, tap the ocean depths, and encourage the arts and commerce.17
  Let both sides unite to heed in all corners of the earth the command of Isaiah—to "undo the heavy burdens ... and to let the oppressed go free."18
  And if a beachhead of cooperation may push back the jungle of suspicion, let both sides join in creating a new endeavor, not a new balance of power, but a new world of law, where the strong are just and the weak secure and the peace preserved.19
  All this will not be finished in the first 100 days. Nor will it be finished in the first 1,000 days, nor in the life of this Administration, nor even perhaps in our lifetime on this planet. But let us begin.20
  In your hands, my fellow citizens, more than in mine, will rest the final success or failure of our course. Since this country was founded, each generation of Americans has been summoned to give testimony to its national loyalty. The graves of young Americans who answered the call to service surround the globe.21
  Now the trumpet summons us again—not as a call to bear arms, though arms we need; not as a call to battle, though embattled we are—but a call to bear the burden of a long twilight struggle, year in and year out, "rejoicing in hope, patient in tribulation"—a struggle against the common enemies of man: tyranny, poverty, disease, and war itself.22
  Can we forge against these enemies a grand and global alliance, North and South, East and West, that can assure a more fruitful life for all mankind? Will you join in that historic effort?23
  In the long history of the world, only a few generations have been granted the role of defending freedom in its hour of maximum danger. I do not shrink from this responsibility—I welcome it. I do not believe that any of us would exchange places with any other people or any other generation. The energy, the faith, the devotion which we bring to this endeavor will light our country and all who serve it—and the glow from that fire can truly light the world.24
  And so, my fellow Americans: ask not what your country can do for you—ask what you can do for your country.25
  My fellow citizens of the world: ask not what America will do for you, but what together we can do for the freedom of man.26
  Finally, whether you are citizens of America or citizens of the world, ask of us the same high standards of strength and sacrifice which we ask of you. With a good conscience our only sure reward, with history the final judge of our deeds, let us go forth to lead the land we love, asking His blessing and His help, but knowing that here on earth God's work must truly be our own.

Greve Geral (2)

Correspondendo ao repto do Diogo, tenho a dizer que



NÃO, pá!
Estou a trabalhar!
Estou a descontar para poder pagar ordenados àqueles que hoje não trabalham.
Estou a fazer pela vida sem ser promovido por antiguidade.

Em suma, continuo a lutar dia a dia por melhores condições para mim e para os meus, produzindo e com isso ajudando o meu país.

E quando estou mal no emprego faço algo de inédito para todos aqueles que trabalham na função pública:

MANDO CURRÍCULOS E VOU A ENTREVISTAS!

Haviam de experimentar...

GREVE GERAL!

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segunda-feira, novembro 22, 2010

Porque vamos todos salvar a Irlanda

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(FT Alphaville)

O Efeito de Retorno Irlandês ou o fim da Utopia?

But it’s the utopians of European integration who should learn the hardest lessons from the Irish story. The continent-wide ripples from Ireland’s banking crisis have vindicated the Euroskeptics who argued that the E.U. was expanded too hastily, and that a single currency couldn’t accommodate such a wide diversity of nations. And the Irish government’s hat-in-hand pilgrimages to Brussels have vindicated every nationalist who feared that economic union would eventually mean political subjugation. The yoke of the European Union is lighter than the yoke of the British Empire, but Ireland has returned to a kind of vassal status all the same.

As for the Irish themselves, their idyllic initiation into global capitalism is over, and now they probably understand the nature of modernity a little better. At times, it can seem to deliver everything you ever wanted, and wealth beyond your dreams. But you always have to pay for it.

Ross Douthat, NYT

sexta-feira, novembro 19, 2010

Parece que o FMI já percebeu o problema da Europa. E a Europa, já percebeu?

"A crise da dívida soberana não acabou", disse o director geral do FMI numa conferência hoje em Frankfurt, citado pela Bloomberg, explicando que "as rodas da cooperação movimentam-se demasiado lentamente" e sublinhando que "reparar o sector financeiro está a demorar demasiado tempo, em parte porque os decisores políticos não estão a tomar a atenção suficiente à dimensão paneuropeia".

Para Strauss-Kahn, os défices das contas públicas "nalguns países da zona euro precisam de diminuir e, em paralelo, noutros países, como aqui na Alemanha, o crescimento precisa de ser suportado pela procura interna".

"We are no Portugal"

A solidariedade entre os estados-membros da UE até se cheira à distância...

“We are no Portugal”

We picked up this statement by Elena Salgado, who said she saw no reason to compare Spain with Ireland and Portugal. One can understand the wish not to be compared to Ireland, but Portugal? Is she saying that Portugal is like Ireland? Does she think Portugal will default? Or need EFSF funds? I think we should be told. So Ireland says it is not Greece. Portugal says it is not Ireland. Spain says it is not Portugal. And who knows, Italy may soon tell us that it is no Spain. It looks like there is a fire in the theatre, and they all rushing to the exit, everyone for themselves, against each other.

(via Eurointelligence)

 

quinta-feira, novembro 18, 2010

Começou a corrida aos bancos na Irlanda?

This is what happens when you in constant denial of a problem. It gets on top of you. The FT reports this morning that corporate customers have been pulling out their deposits from Irish banks, amid signs of fading confidence in the banking system. Irish Life & Permanent said corporate customers had withdrawn €600m, more than 11% of total deposits, during August and September. The FT report says there is evidence that another deposit crunch is happening right now, as confidence faded that the Irish banking sector is able to fund itself if, and when the ECB scales backs its emergency funding.  But even the  ECB funding had not been sufficient as Irish central bank had to provide €20bn in exceptional liquidity assistance outside the ECB programme. And, wait for it, Brian Lenihan, the Irish finance ministers, tells the world that the Irish banks had no funding difficulties.

(via Eurointelligence)

(sublinhados nossos)

Joana Amaral Dias voltou a escrever no seu blog

Pastel de Belém:


Os mercados arremessaram EUA e Europa para um crise inédita. Depois, conseguiram que grande parte da sua dívida fosse paga com dinheiro público. Não satisfeitos, continuam a extorquir nações. Perante o esbulho, que diz o Presidente da República? Desaconselha qualquer crítica. Recomenda que fiquemos caladinhos e quietos, deixando os saqueadores levarem o que quiserem. No primeiro mandato, Cavaco candidatou-se como grande economista capaz de resolver a crise do país. Vê-se. No segundo, alegou ir a eleições em nome de Portugal. Nota-se.
Mas se os demais candidatos a Belém são constantemente interpelados, Cavaco é permanentemente poupado. Se Alegre tem de opinar sobre o orçamento ou acerca das suas relações com o PS, a Cavaco é concedida uma moratória sine die, inclusive pelos socialistas, que já desistiram das presidenciais. Cavaco pode tentar enxovalhar a classe política, que não é confrontado com o seu longo passado de primeiro ministro; pode ter um representante nas negociações do Orçamento, que não é interrogado sobre as suas interferências no PSD; podem continuar os escândalos BPN, que não é questionado sobre a sua ligação à má moeda.
Enfim, o conformismo do Presidente da República é um problema. Mas o conformismo do país perante Cavaco Silva não tem solução.
Publicado no Correio da Manhã

(Via Córtex Frontal.)

Mesmo que seja a republicação dos seus artigos de Jornal.

Algo que, enfim, alguns de nós também deveriam fazer...

terça-feira, novembro 16, 2010

Pequenos pormenores que fazem a diferença.

Henrique Raposo tem não tem razão quando diz que


E digo que tem não tem razão porque a malta que critica a Alemanha não se esqueceu disso. A malta que critica a Alemanha habituou-se foi mal: Habituou-se a Helmut Kohl e ficou mal habituada. Henrique Raposo é que se esquece, por vezes, destes pormenores...

Continuando a combater mitos: Sobre o peso do Estado em Portugal

Despesa e Receita do Estado português continuam abaixo da média: "

(dados Eurostat)

Apesar do 'senso comum' (cronicamente caracterizado por falta de senso) estar convencido que o Estado português tem um peso na economia maior que a média, os últimos dados do Eurostat voltam a provar o contrário. Em 2006, 2007, 2008 e 2009 (os anos que estão no relatórios, mas o mesmo se aplica aos anos anteriores) a receita fiscal do Estado português foi de 40,5%, 40,9%, 40,6% e 38,8% do PIB. Estes valores estão claramente abaixo da média europeia que foi de 44,8%, 44,8%, 44,6% e 44,0%, e isto para nem falar da média do Zona Euro que é ainda maior.

Mas não se pense que esta diferença acontece apenas quando se olha para a receita. Até poderia acontecer que a despesa estivesse acima da média, já que Portugal tem tido défices orçamentais maiores. Mas não, a despesa está também ela abaixo da média, com 44,5%, 43,8%, 43,6% e 48,2% contra 46,3%, 45,6%, 46,9%, e 50,8%.

(Via fado positivo)

O trágico é que isto deve cair em saco roto. A ideologia neoliberal, assente em mistificações e mentiras, continua a imperar...

Caso Irlandes Vs. Caso Português - afinal é diferente

Mais um passo perto do desastre?

Nov. 16 (Bloomberg) — Greece has not met the commitments it made to the European Union in return for its agreed bailout package, so Austria has not yet released its contribution to the package, Agence France-Presse reported, citing Austrian Finance Minister Josef Proell.

Nov 16 (Reuters) - Finland is against putting pressure on Ireland to quickly apply for a European Union bailout, saying EU financial aid must be a last resort


Chafurdando na pocilga do jornalismo: O próximo passo

No último fim-de-semana terei perdido mais uma pérola do Correio da Manha, que teria sido acompanhado por esse jornal de referência que já conheceu melhores dias. Aliás, fiquei deveras siderado por existir todo um universo de "muitos blogues de socialistas" que, pelos vistos não acompanho. Se ao menos o DN me pudesse dar umas referências sobre esse assunto, visto que isso cheira muito à "floresta de votos", frase muito badalada em alguns congressos partidários...

Sobre o cerne da questão, faço minhas as palavras de Pedro Marques Lopes ou de José Leite Pereira:

"Este jornalismo de sarjeta que o CM vem praticando mancha a profissão. Não me querendo arvorar, nem ao jornal que dirijo, em exemplo, há que dizer que comportamentos destes constituem um crime e vão denegrindo a imagem da profissão, porque se tende a generalizar a crítica. Não há, não pode haver, contemplações com casos destes."

Mas o mais engraçado desta história, é que pelos vistos os "chafurdadores" não parecem alcançar o corolário lógico das suas acções. Ou então são suicidários profissionais, a cada um pelos seus gostos...

Se agora podem-se publicar escutas ilegais de conversas privadas que não têm nada a ver com investigações em curso, sendo o facto de terem sido recolhidos para efeitos de investigação criminal por autoridades judiciais um mero acidente, quando tempo demorará até que se comecem a utilizar escutas feitas por pessoas ou entidades privadas como meio de luta mediática?

Afinal, a ilegalidade não é factor de recusa de publicação por "razões de interesse público".

E as redacções de determinados órgãos de comunicação social, ou certos jornalistas, poderiam ser um bom alvo para essas escutas. Aliás gostariamos todos de saber quais as conversas/interesses que têm. O porquê de fazerem determinadas peças e não outras. Afinal, os jornalistas são das pessoas com mais poder neste país. As suas vidas também deveriam ser escrutinadas. E aí temos mais uma vez o "interesse público". Seria um pagode.

E é só um pequeno passo.

Vivemos tempos interessantes, vivemos.

 

Raul Meireles faz parte do complot anti-Queirós

"Indiscutível na era Carlos Queiroz, o médio, campeão europeu de sub-17, em 2000, revelou aquilo que mudou com a chegada de Paulo Bento: «Nós tínhamos consciência de que era obrigatório ganhar à Dinamarca e Islândia, pois, caso contrário, como o próprio seleccionador frisou, estávamos fora do Europeu. O grupo uniu-se, como sempre aconteceu nas alturas difíceis, e percebeu que o treinador também tinha vontade de ganhar. Resultou na perfeição.»"

Se percebeu que o treinador também tinha vontade de ganhar...

sábado, novembro 13, 2010

A quem interessa o FMI?

Toda a gente anda por aí a comentar (bem, toda a gente não - os comentadores e bloggers de direita! mas adiante) quando chega o FMI e o que virá fazer. Agora que estamos na casa dos 7% existem uns quantos encartados da blogosfera que acham que o FMI já deveria estar a aterrar na Portela, sem considerarem que a Irlanda está um bocadinho pior que nós e o FMI ainda não comprou bilhete para o aeroporto de Dublin.

Nos anos 80, se bem me lembro (felizmente não me lembro pois era muito novo nessa altura e não tinha a noção das dificuldades - desde que houvesse comida na mesa e escola no dia a seguir, o meu mundo estava a funcionar normalmente -, mas como sou um rapazinho curioso, perguntei aos meus pais e outras pessoas da mesma geração) a situação é ligeiramente diferente. Ligeiramente diferente a situação económico-financeira do país e ligeiramente diferente as condicionantes de intervenção do FMI.

Assim sendo, a quem interessa que chegue o FMI ?
E é aqui que quero chegar: O FMI, neste momento, não tem o bicho papão do comunismo ao lado da Europa Ocidental para contrapor com as medidas de mercado livre e desregulamentado que deseja. Neste caso, seria espectável que o FMI, uma vez aterrado na Portela, sugerisse que houvesse um conjunto de privatizações ainda maior do que aquelas já anunciadas pelo actual governo (e que, em alguns casos, são altamente discutíveis, para dizer o mínimo).

Assim, nesse pacote de privatizações não é difícil imaginar as seguintes:
  • RTP
  • Caixa Geral de Depósitos
  • Parte da Segurança Social (esta é uma situação genérica, eu sei, mas não sou especialista na matéria, nem tento passar por um)
Ora, a quem interessa a privatização da RTP? A Pinto Balsemão, militante n.º 1 do PSD? À OnGoing, para onde foi trabalhar, deixando a Assembleia, Agostinho Branquinho, ex-deputado do PSD?
E a quem interessa a privatização da CGD, o maio banco nacional? (Ui! Que esta lista é enorme...) Alguém consegue imaginar quanto ganhariam todos os bancos (e pagaríamos todos nós) por uma simples consulta de multibanco? Um simples levantamento? (Mais que o valor da CGD, que é imenso, este era o verdadeiro pote no fim do arco-íris da privatização da mesma).

Em relação à parte da Segurança Social, toda essa questão estaria envolvida na principal vantagem que a actual turbe dirigente do PSD vê na chegada do FMI. A imposição do seu programa de governo, que foi tão bem demonstrado na agora esquecida proposta de Revisão Constitucional, e que, com o chapéu protector do FMI, poderiam impor ao país. Este é o verdadeiro Euromilhões do jogo político actual. Mais que mudarem as caras da administração e dos Jobs, o que a turbe que dirige o PSD quer, com o FMI em Portugal, é alterar profundamente a sociedade portuguesa, por forma a liberalizar todo o sistema laboral, retirando toda a protecção dada pelo estado. Está bem demonstrado no projecto de Revisão Constitucional, e eles não se esqueceram da verdadeira queda livre que deram nas sondagens quando o mesmo viu a luz do dia e se começou a esmiuçar o mesmo.

A quem interessa o FMI?
A este PSD. É óbvio. Não numa perspectiva eleitoralista (onde também iriam ganhar) mas numa perspectiva de alteração de paradigma da sociedade portuguesa. Este PSD é a direita que anda a reclamar do estado socialista. Este PSD é a direita que não está confortável com o fim de muitos aspectos do antigo regime. Este PSD é a direita que venera o Reaganismo e o Thatcherismo. Este PSD é o PSD que quer privatizar tudo aquilo em que o estado é contestado (pela esquerda e pela direita) para depois poder dizer que não tem nada a ver com isso, que isso são sectores privados (educação, saúde).

Com o FMI em Portugal, e provocando eleições antecipadas, este PSD pensa que conseguirá, sem ser muito responsabilizado por tal, impor o seu programa, a sua agenda, o seu paradigma, a sua ideologia. Por isso é que são estes senhores que querem que o FMI venha para Portugal. E não se calam com isso.

sexta-feira, novembro 12, 2010

Como a justiça já era rápida e eficiente...

"A desmotivação tem-se manifestado de diversas formas. Um juiz do tribunal de Alenquer adiou um julgamento alegando que, devido à redução salarial anunciada, "terá forçosamente - de modo a possibilitar que o seu agregado familiar honre os compromissos financeiros assumidos - de reduzir o seu horário de trabalho extraordinário e não remunerado em duas horas diárias. Ao final de um ano trabalhará menos 460 horas, ou 46 dias de trabalho normal. O juiz Diniz Nunes registou esta sua decisão num despacho referente ao caso em julgamento."

Todos sabemos que a justiça funciona de forma rápida e celere, mantendo assim o alto estatuto que goza na sociedade. Assim, percebe-se que os homens fiquem revoltados com estes cortes salariais, já que demonstram diariamente que merecem todos os centimos que recebem.

Com esta decisão, e se a mesma fizer escola, percebe-se que a primeira consequência será que os prazos de conclusão dos processos ir-se-ão arrastar: os julgamentos em tribunal passarão a levar anos a serem decididos. Algo que neste país não estamos nada habituados!

Será que este senhor tem uma opinião isenta?

(Declarações de Allan Katz, Embaixador dos E.U.A. em Portugal)

"Francamente, acredito que Portugal tem sido tratado injustamente na imprensa económica", disse o diplomata.

O embaixador, que tem estado em contacto com o Governo de Lisboa sobre o assunto, encoraja mesmo um "maior contacto com a imprensa financeira em Londres e Nova Iorque".

"As decisões muito difíceis que eram necessárias foram feitas há cinco anos, como na Segurança Social, na idade de reforma e na função pública", considerou.

"Portugal deu passos muito significativos que fazem a viabilidade financeira a longo prazo melhor do que tem sido caracterizado na imprensa. O balanço dos compromissos financeiros a médio e longo prazo em Portugal é muito melhor do que para a maioria dos outros países do sul da Europa", afirmou Allan Katz.

Um "obstáculo" inibidor do investimento estrangeiro era o mercado de trabalho, mas este foi agilizado, e hoje "as oportunidades são muito boas" -- em Portugal e também em África, referiu."

Duas maneiras de dar um título à mesma notícia

De um lado temos a notícia pequena: "Portugal cresce 0,4% no terceiro trimestre".

Do outro a notícia grande: "Economia portuguesa cresce 1,5% no terceiro trimestre".

Depois a notícia começa da mesma maneira:"O PIB português cresceu 1,5 por cento no terceiro trimestre de 2010, quando comparado com igual período do ano anterior. Face ao trimestre anterior, o aumento foi de 0,4 por cento".

Mas a perspectiva do órgão de comunicação social que dá a notícia em relação ao governo é diferente. De um lado (na notícia pequena) ficamos com a clara sensação, principalmente se não lermos o corpo da notícia, que a economia entrou em clara desacelaração. Do outro (na notícia grande) ficamos com a ideia de que a economia manteve o rumo do restante ano.

Assim sendo, e uma vez que ambas as notícias, no seu corpo, são identicas, qual o órgão de comunicação social que está correcto? E qual seria a forma de dar um título completamente isento? Seria possível?

Afinal quem é que tem a mania de aumentar a despesa pública?

Nos últimos 30 anos, a despesa pública aumentou de 29% para 45% do PIB. Um aumento do peso do Estado na economia de 16,3 pontos percentuais, dos quais 12,1 p.p. (75%) aconteceram em governos liderados pelo PSD e apenas 4,2 em governos PS.

Façam o favor de ler o resto... Bastante elucidativo. Andam a atirar-nos areia para os olhos!

A Ler: Teoria dos jogos

Teoria dos jogos:

Qual o sentido dos governos Francês e Alemão cozinharem uma solução institucional que, daqui a três anos, implicaria custos efectivos para os seus próprios bancos? Nenhum sentido: apesar das aparências, a declaração de Deauville foi feita para ter efeitos imediatos. Anunciando uma realidade a três anos, Alemães e os Franceses alteraram o presente e criaram as condições para forçar, hoje, os devedores a recorrer ao fundo que já existe e que não implica qualquer reestruturação da dívida. Ou seja, não há aqui qualquer intenção de punir os credores, antes pelo contrário. Num certo  e perverso sentido, o comportamento dos mercados nas duas últimas semanas foi inteiramente desejado pelo eixo Franco-Alemão.

Joião Galamba (Via Jugular.)

quinta-feira, novembro 11, 2010

Lições da Crise: Não podem haver bancos "Too Big to Fail"

"One of the key lessons we’ve learned in this crisis is that any time a small country takes pride in its large and profitable international banks, everything is liable to end in tears. Big banks are too big to fail, which means their national governments have to bail them out—but when the banks are as big or bigger than the government in question, such a bailout becomes politically and economically disastrous. My feeling is that no government should ever allow its banks to become too big to bail out, because no government can credibly promise not to bail out such banks should they run into difficulties"

Learning from Ireland, Felix Salmon

Esta é uma lição que deve ser também aprendida em Portugal. Dificilmente o Estado português tem capacidade para salvar um dos 4 grandes bancos nacionais (CGD, BCP, BES ou BPI) sem provocar a quase falência do país.

No entanto, não os salvar numa crise, pode provocar o fim do financiamento externo ao conjunto do sistema bancário nacional.

A solução? Partir os grandes bancos em várias entidades mais pequenas, que poderão ser individualmente salvas (ou deixadas cair pelo Estado) sem grandes consequências para as finanças públicas e para o país.

A era do "Too Big to Fail" tem de terminar!

De boas intenções...

Parece que a Amnistia Internacional não sabe que, na política internacional, não são todos iguais. Nem sequer iguais, embora uns mais iguais que outros. Não são todos iguais, ponto!

Por isso, o facto da Aministia Internacional exigir uma investigação e o julgamento do antigo Presidente americano, George W. Bush, por este ter assumido, na sua autobiografia "Decision Points" a autorização de tecnicas de tortura (simulação de afogamento) não passa disso, de boas intenções. É como querer investigar líderes de estados totalitários. Boas intenções - inclusive a de tratar toda a gente por igual - mas que não passam disso.

Parabéns! Ganhou o troféu. Morte aos ditadores.

Soube vía TSF que o novo Call of Duty: Black Ops tem uma missāo em que se pode assassinar Fidel Castro em Cuba. O título deste post é a mensagem que aparece quando matamos Fidel.

Como era previsível, isto provocou acusações por parte do regime autoritário cubano, que dizem que os americanos procuram fazer num jogo de computador o que tentaram fazer na realidade, e falharam.

Bem vistas as coisas, isto até pode ser visto como um elogio à importancia e longevidade de Fidel Castro. Afinal, o seu assassinato fazer parte da cultura e imaginário norte-americano, tanto tempo depois da revolução, faz maravilhas ao ego de uma pessoa.

A mim dava-me muito gozo que houvesse uma (ou várias missões portuguesas) neste jogo. Imaginem assassinar Salazar. O gozo de o metralhar à queima-roupa, e assim vingar (ou evitar) as inúmeras vidas destruidas que o seu regime diabólico irá provocar.

Ou participar no evento retratado na imagem abaixo:




É só ficção. Mas a ficção também serve para educar os maís jovens. E a frase abaixo, no meio da violência explícita, tem algo de educativo num mundo em que queremos fazer negócios com ditadores, em vez de os combatermos.

Parabéns! Ganhou o troféu. Morte aos ditadores.

Afinal também há boas notícias...

"O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje que a subida de 15 por cento das exportações portuguesas, entre janeiro e setembro, permitiu ao país, "num único ano", recuperar "o essencial" do que foi perdido em 2009.
No final do ano passado, depois de Portugal ter assistido, "salvo erro, a 17 por cento de quebra nas exportações", foi dito, lembrou José Sócrates, que o país ia "precisar de três anos" para recuperar "as exportações".
"

You think????

"O presidente do PS, António Almeida Santos, admitiu hoje que as medidas previstas no Orçamento do Estado (OE) para 2011 poderão levar o Governo a "perder o poder", além de perder "popularidade e votos"."

quarta-feira, novembro 10, 2010

Piadinha fácil





Se o governo nāo tem noçāo da realidade, então Pedro Passos Coelho e o seu séquito devem ser a tripulaçāo do Yellow Submarine.

Double Standard's do Jornal "A Bola" que resultou num acto de CENSURA!

Já sabiamos que Rui Moreira podia atacar, quando participava no programa Trio d'Ataque, José Manuel Delgado e Fernando Guerra, Vice-director e jornalista do jornal "A Bola" (respectivamente) sem daí resultasse qualquer problema para o Director do Jornal, o inefável Vitor Serpa.


Agora também sabemos que o grande Opinion Maker Miguel Sousa Tavares pode, nas páginas desse jornal e numa coluna de opinião assinada (valha-nos isso - como, aliás, é seu apanágio) chamar José Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira de "dois rafeiros atiçados às canelas, dois censores encartados". Daí o senhor Vítor Serpa não achou que houvesse problema. Já quando José Diogo Quintela decidiu responder (para quem não acompanha, diga-se que José Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira tinham uma querela com Rui Moreira e Miguel Sousa Tavares que, além da côr clubística, era fomentada pelas escutas do Apito Dourado) a Miguel Sousa Tavares, o jornal "A Bola" decidiu cortar o texto do Zé Diogo, sem sequer avisar (quanto mais pedir autorização) o autor do mesmo.


Conclusão: José Diogo Quintela terminou a sua ligação ao dito jornal. Ricardo Araújo Pereira, por solidariedade, fez o mesmo. E A Bola aceitou rebaixar-se ainda mais perante a voz do dono. Se já, certas personagens, podiam falar em tons "quase" ofensivos em relação a dois profissionais daquele jornal sem o director Vitor Serpa se melindrar, esta última atitude censória do jornal perante um seu cronista que responder a outro diz tudo. Manda quem pode, e quem pode não é Vitor Serpa.

terça-feira, novembro 09, 2010

RAP e o orçamento dos mercados

"(...)Cavaco Silva partilha as preocupações de toda a gente que não vai sentir na pele os efeitos da nova política de austeridade: é importante que o PSD viabilize rapidamente o orçamento, para que o orçamento possa começar a inviabilizar a nossa vida. Ainda sou do tempo em que os orçamentos tinham por objetivo facilitar a vida dos cidadãos. Agora, trata-se de facilitar a vida a essa entidade misteriosa que se chama "os mercados". Antigamente, os eleitores votavam nos seus representantes e estes, em retribuição, definiam um orçamento que servisse as aspirações dos eleitores. Agora, há que agradar aos mercados, o que torna o trabalho dos deputados mais complexo, até porque os mercados são mais exigentes que os eleitores. E mais poderosos. Os mercados são uma espécie de bicho feroz cujo aspeto ninguém conhece ao certo. A única coisa que sabemos acerca dos mercados é que levam a mal se os portugueses não passarem a pagar mais pelo leite. E sabemos também que são uma entidade coletiva, o que assusta mais. Não temos de agradar apenas a um mercado, mas sim a uma pluralidade de mercados. Os mercados atacam em grupo, como os gangues. Mas são menos meigos e levam-nos mais dinheiro."

Crónica de um clube que se torna pequeno

"O cidadão Rogério Alves, sportinguista assumido, pode sorrir com a desgraça alheia mas, antes de falar publicamente – ainda por cima 0cupando um cargo de relevo no clube de Alvalade – devia ter tido o cuidado de fazer algumas contas e perceber que, ao perder o clássico (independentemente de ser por 5, 10 ou 1-0), não foi só o Benfica a despedir-se objectivamente da candidatura ao título nacional. O Sporting ainda podia sonhar com a hipótese de vencer a prova se, no final desta ronda, estivesse a 7 pontos da liderança e visse o FC Porto sofrer, por fim, um desaire na competição. Contudo, seguir a 10 pontos (acreditando que logo mais soma 3 pontos na recepção ao Vitória de Guimarães) quando os dragões ultrapassaram mais um dos poucos duelos onde a derrota não seria completamente surpreendente, significa que o Sporting, mais uma vez, não vai ser campeão."

Crónica de Luís Avelás, nos blogues do jornal Record, escrito antes do Guimarães ir ganhar o jogo a Alvalade.

segunda-feira, novembro 08, 2010

A Ler: Índice de Qualidade Jornalística

Para além da óbvia má vontade da generalidade dos media em relação ao Governo em funções, há algo mais fundo que leva os portugueses, a começar pelos jornalistas, a estar sempre prontos a acreditar no pior possível sobre si e o seu País, sobretudo quando vem "de fora". Medo de existir ou desculpa para ser medíocre, este penchant provinciano pelo auto-insulto e pelo desmerecimento tem no jornalismo um nome bem menos romântico: incompetência e enviesamento. Comprazamo-nos pois com isso - no ranking da qualidade jornalística, tem sido sempre a descer.

Fernanda Câncio, DN

Sobre a qualidade do jornalismo

Imprensa falsa

Numa altura em que se fala tanto de censura e manipulação, parece que se esqueceu de discutir a qualidade do jornalismo face à urgência de informação tão reclamada pela internet. Se hoje o mercado dos media é renhido num espaço tão pequeno como o nosso, será que se vai prescindir de um conjunto de princípios basilares do jornalismo para responder tempestivamente, mas sem critério, a essa urgência?

(Via Manual de Maus Costumes)

:D

Código Penal - Artigo 27º - Ponto 1

De vez em quando os rapazes têm mesmo piada.

Um partido unido, pronto a governar o país!

Dito por ele tem outra força:

'(...) É difícil acreditar que aos 46 anos Passos Coelho não tenha nenhuma obra para mostrar. Aos 46 anos, as pessoas devem ser avaliadas pelo que fizeram e não pelas suas potencialidades. Passos Coelho não tem o caminho feito necessário para nos dar a confiança de poder exercer com preparação e capacidade suficientes as funções de primeiro-ministro.' - Nuno Morais Sarmento, ao Jornal de Notícias

(Via Delito de Opinião.)

domingo, novembro 07, 2010

Sobre o jogo...

Tinha de ser logo num jogo destes que havias de apitar bem, Pedro Proença?
Assim não temos desculpa!!!

E o gajo insiste em se intitular benfiquista

sexta-feira, novembro 05, 2010

Este é o árbitro do Porto - Benfica


E dizem que é Benfiquista. Olha se não fosse...

A Ler: Sobre a contradição dos apelos à aprovação do OE e à Greve Geral

Greve geral -SIM:

Quando João Proença disse, aqui há uns dias, que a UGT iria estar em sintonia com a CGTP para concretizarem a greve-geral de 24 de Novembro, acrescentou que também entendia ser inevitável aprovar o OE que tinha sido entregue na AR.

De imediato ouviram-se críticas que apontavam contradição nas posições assumidas e ouviram-se as gargalhadas provindas dos fazedores de espuma.
No entanto não há qualquer contradição. Tal como Proença, também compreendi desde o início a necessidade de ver aprovado este Orçamento, mas não prescindo de aderir à greve-geral.
São duas questões a serem tratadas em separado:
Uma (a questão de aprovação do OE) destina-se a tentar evitar o mal maior;
A outra (a da greve-geral) destina-se a dar o sinal de que foi atingido o limite da tolerância e que deixou de haver margem para continuar o rega-bofe.
É importante que os políticos que nos governam e os especuladores nacionais e internacionais que nos estrangulam entendam que chegou o momento em que a nossa compreensão para as actuais medidas não é um sinal de aceitação dos erros continuados que nos conduziram até aqui. É inevitável fazê-los entender que não estamos na disposição de continuar a admitir novos pedidos de austeridade para tapar os buracos de uns e os roubos de outros.

(Via A barbearia do senhor Luís.)

quinta-feira, novembro 04, 2010

Incompetência do Governo. Mas qual?

Quem lidera um espaço como a Europa comunitária - quem lidera realmente - tem de saber e querer liderar esse espaço. A única maneira de ter alguém a liderar, efectivamente, esse espaço é obrigá-lo/a a ir a votos na totalidade desse espaço.

Quando quem lidera a Europa comunitária só tem de responder perante uma parte dos cidadãos desse mesmo espaço - por exemplo (e completamente aleatório) a Alemanha - é natural que somente tente agradar aqueles que lhe garantem a reeleição.

"
Portugal was forced to offer higher rates to sell new debt Wednesday, underlining concerns among investors about a German-led push to get them to bear some of the cost of any future bailout of countries that share the euro.

The Portuguese sale came after Angela Merkel, the German chancellor, demanded at a European Union summit meeting on Friday that investors “make a contribution” to resolving future European debt crises, rather than leaving taxpayers “on the hook.” Her finance minister, Wolfgang Schäuble, argued in a speech Tuesday night in Paris that the euro’s stability hinged upon making investors responsible.

That prospect has pushed up the spreads this week between the benchmark German bonds and those of suffering euro-zone countries.

"

segunda-feira, novembro 01, 2010

Dilma no País do Patriarcado. E o Velho Continente?

É interessante verificar ser em países sulamericanos - onde a latinidade é um traço poderoso e o patriarcado fortíssimo - que as mulheres vão chegando de mansinho (?) ao poder. O mesmo acontecera, antes, em países da Europa nórdica, onde nem a latinidade nem o patriarcado são significativos.

Está, pois, na hora de reflectir sobre factores tais como "capital cultural", "capital social" e "capital escolar" como factores que conjuntamente com um passado de esquerda em países que foram ditatoriais facilitaram a chegada das mulheres sulamericanas ao poder.

E está na hora de identificar factores concretos que na América do Sul e na Nova Zelândia abriram passagem para que duas mulheres chegassem ao topo do poder e de analisar a forma e o peso desses factores numa Velha Europa simultaneamente pejada de regras igualitárias e tão renitente à tomada de poder pelas mulheres. Continente Velho não aprende línguas?

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