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sexta-feira, agosto 10, 2012

O mundo mudou... em quanto tempo?

Durante anos tivemos (e ainda vamos tendo em alguns lados) uma Counicação Social que, diligentemente, nos foi explicando que Sócrates se desculpava com a ideia de que o mundo mudara em 15 dias.
Que essa era uma desculpa ou, em casos mais radicais, que era uma espécie de alucinação do anterior Primeiro-Ministro.

Soubemos ontem que, afinal, José Sócrates exagerou no tempo que o mundo demorou a mudar: Segundo o jornal I o mundo mudou... num dia!!!

  

quinta-feira, dezembro 01, 2011

A persistência do erro

Quando a Grécia pediu ajuda externa foi-lhe imposto um pacote de austeridade para poder cumprir com as metas do défice e da dívida pública.

Após estes anos já se percebeu que a ajuda à Grécia se tornou numa enorme Tragédia Grega.

Com Portugal passou-se o mesmo. Um pacote de austeridade a acompanhar o empréstimo. Percebe-se essa opção do lado de quem empresta. Não é objectivo deles que nós tenhamos uma melhor vida. O que eles pretendem garantir é que, findo o prazo, tenhamos dinheiro para pagar. Como obtemos esse dinheiro não lhes interessa.

Após a aplicação das primeiras medidas de austeridade, a recessão do próximo ano já foi revista, aumentando-a, como aliás havia ocorrido com a Grécia.

Na última conferência de imprensa foi feita a comparação entre o caso português e o caso grego. A resposta dos técnicos da troika foi, no mínimo, desconcertante: connosco iria dar certo pois somos um povo mais ponderado que o grego. Além de sermos considerados de mansos, a opinião dos técnicos da troika poderia ser, também, algo como "temos fé que dê certo!"

Não será de estranhar que as medidas que estão presentes no OE2012  não sirvam para nada. Torna-se necessário pensar em novas medidas para resolver o problema.
E que novas medidas são essas?

Tentar dinamizar a economia?

Promover o consumo?

Não. As medidas serão mais austeridade. Tirando Camilo Lourenço e José Gomes Ferreira, todos já percebemos que este caminho é o caminho do abismo. E o governo quer que nós o percorramos sorrindo!


Se calhar o futuro que nos resta é mesmo aquele indicado pelo Secretário de Estado da Juventude e Desporto. Porque somos governados por pessoas que nem sequer reconhecem um erro, muito menos que estão a persistir nele!

quarta-feira, outubro 26, 2011

A vitória política de José Sócrates


Só este título, da reunião do Conselho de Estado, era o suficiente para afirmar que José Sócrates viu, muito antes da Presidência e, como os últimos tempos da então oposição (agora Governo) que a crise era internacional e não portuguesa.

Mas o segundo ponto do comunicado do Conselho de Estado é um pedido de desculpas pelo gravíssimo erro de análise da Presidência, que teve o seu expoente máximo no discurso de tomada de posse. Vejamos:


(negritos meus)
Sem pedir desculpas ou reconhecer o erro de forma explícita, a Presidência da República, através do Conselho de Estado, vem reconhecer a análise política de José Sócrates, ao assumir que a crise é uma crise da União Europeia e que é uma crise sistémica.




quinta-feira, setembro 15, 2011

Um grande azar

Este povo tem azar. Com uma crise internacional (desde fim de Junho) e nós sem ricos neste país. Se tivessemos ricos poderiamos chegar à mesma conclusão que Warren Buffett ou os franceses ricos.

Mas como nós não temos ricos, só trabalhadores, não podemos ter medidas destas, como a vizinha Espanha, que contribuíriam com receitas extraordinárias para o estado sem penalizar as classes mais baixas e o consumo (que dizem ser o motor da economia)

quarta-feira, abril 06, 2011

A culpa é (mesmo) do Rato Mickey

Não acontece muitas vezes mas de vez em quando é possível dar razão a Luís Filipe Menezes. Diz este ex-líder do PSD que "O Rato Mickey tem com certeza culpa da crise portuguesa".

Eu não percebo muito de transacções comerciais com outros países, por isso socorro-me de um conhecido economista português, de seu nome Aníbal Silva, que há algum tempo disse que os portugueses deveriam fazer férias em Portugal pois "férias passadas no estrangeiro são importações e aumentam a dívida externa portuguesa".

Como o Rato Mickey é uma criação de Walt Disney e os seus direitos pertencem à Disney que é, como todos sabemos, uma empresa americana, todo o merchandising relacionado com este boneco são importações e fazem aumentar a dívida externa portuguesa.

Como tal, Luís Filipe Menezes tem razão: A culpa é do Rato Mickey!

quarta-feira, março 30, 2011

quarta-feira, janeiro 12, 2011

... Hoje é o dia

Há dias assim. Dias em que estamos mesmo com a convicção de tomarmos uma decisão típica de pacote de açucar (de café Nicola, passe a possibilidade).

Foi com esta convicção que João Miranda acordou hoje: "Um dia ainda vou citar Paul Krugman. Hoje é o dia!"

sábado, novembro 27, 2010

Pequena Lição da crise para a Europa


Deve ser a jogar dados que as agências dão os seus ratings
 Podem dizer o que quiserem, mas a realidade é que os mercados estão interessados em fazer dinheiro com a especulação sobre os países. Durante anos andaram a fazer exactamente isto com os bancos e com os produtos financeiros. Falharam sempre. No entanto, o mundo continua a confiar na sua válida opinião. Dois meses antes do colapso, a Islândia era considerado o país mais evoluído do mundo. Antes do colapso, a Irlanda tinha o modelo económico correcto. Dias antes da falência da Lehman Brothers os produtos (agora reconhecidamente) tóxicos que provocaram a falência desta (e da AIG, que muita gente se esquece) foram classificados pelas agências de ratings com AAA (ou triple A), a classificação mais alta que estes produtos podem ter.

O curioso é que quando os CEO's destas empresas (Standard and Poor’s, Moody's e Fitch) foram questionados no Congresso Americano, a resposta deles foi singela e inocente (qualquer coisa como): "Nós só transmitimos uma opinião. Não obrigamos ninguém a segui-la".

Agora, depois deste passado fantástico com o rating de produtos, anda o mundo preocupado com a opinião destes senhores? Se alguém falhasse tanto, com este nível de gravidade, no seu emprego estava garantidamente despedido. Com estes senhores, no entanto, nada se passa e o mundo treme com a opinião deles.

O mais curiosos é que a Europa encontra-se sobre o ataque especulativo daqueles que à dois anos ajudou a salvar. Com o bailout da Administração Americana a várias empresas e com a intervenção dos Estados Europeus com a salvação de vários bancos e com o aumento da despesa pública foi possível evitar a recessão. Evitou-se um nível maior de crise financeira para termos que suportar uma crise especulativa daqueles que foram salvos (em última análise) pelos Estados.

É caso para dizer: Ricos e mal-agradecidos.

P.S. - Espero que demore muito tempo a esquecer (de preferência, que não nos esqueçamos) do que "estes senhores" (estas agências) andam a fazer. Nunca se sabe quando será necessário salvar outra vez conglomerados financeiros. Nessa altura, e retirando desta lição os ensinamentos que dela advêm, que tal se tirar também a rede de segurança?

sábado, novembro 13, 2010

A quem interessa o FMI?

Toda a gente anda por aí a comentar (bem, toda a gente não - os comentadores e bloggers de direita! mas adiante) quando chega o FMI e o que virá fazer. Agora que estamos na casa dos 7% existem uns quantos encartados da blogosfera que acham que o FMI já deveria estar a aterrar na Portela, sem considerarem que a Irlanda está um bocadinho pior que nós e o FMI ainda não comprou bilhete para o aeroporto de Dublin.

Nos anos 80, se bem me lembro (felizmente não me lembro pois era muito novo nessa altura e não tinha a noção das dificuldades - desde que houvesse comida na mesa e escola no dia a seguir, o meu mundo estava a funcionar normalmente -, mas como sou um rapazinho curioso, perguntei aos meus pais e outras pessoas da mesma geração) a situação é ligeiramente diferente. Ligeiramente diferente a situação económico-financeira do país e ligeiramente diferente as condicionantes de intervenção do FMI.

Assim sendo, a quem interessa que chegue o FMI ?
E é aqui que quero chegar: O FMI, neste momento, não tem o bicho papão do comunismo ao lado da Europa Ocidental para contrapor com as medidas de mercado livre e desregulamentado que deseja. Neste caso, seria espectável que o FMI, uma vez aterrado na Portela, sugerisse que houvesse um conjunto de privatizações ainda maior do que aquelas já anunciadas pelo actual governo (e que, em alguns casos, são altamente discutíveis, para dizer o mínimo).

Assim, nesse pacote de privatizações não é difícil imaginar as seguintes:
  • RTP
  • Caixa Geral de Depósitos
  • Parte da Segurança Social (esta é uma situação genérica, eu sei, mas não sou especialista na matéria, nem tento passar por um)
Ora, a quem interessa a privatização da RTP? A Pinto Balsemão, militante n.º 1 do PSD? À OnGoing, para onde foi trabalhar, deixando a Assembleia, Agostinho Branquinho, ex-deputado do PSD?
E a quem interessa a privatização da CGD, o maio banco nacional? (Ui! Que esta lista é enorme...) Alguém consegue imaginar quanto ganhariam todos os bancos (e pagaríamos todos nós) por uma simples consulta de multibanco? Um simples levantamento? (Mais que o valor da CGD, que é imenso, este era o verdadeiro pote no fim do arco-íris da privatização da mesma).

Em relação à parte da Segurança Social, toda essa questão estaria envolvida na principal vantagem que a actual turbe dirigente do PSD vê na chegada do FMI. A imposição do seu programa de governo, que foi tão bem demonstrado na agora esquecida proposta de Revisão Constitucional, e que, com o chapéu protector do FMI, poderiam impor ao país. Este é o verdadeiro Euromilhões do jogo político actual. Mais que mudarem as caras da administração e dos Jobs, o que a turbe que dirige o PSD quer, com o FMI em Portugal, é alterar profundamente a sociedade portuguesa, por forma a liberalizar todo o sistema laboral, retirando toda a protecção dada pelo estado. Está bem demonstrado no projecto de Revisão Constitucional, e eles não se esqueceram da verdadeira queda livre que deram nas sondagens quando o mesmo viu a luz do dia e se começou a esmiuçar o mesmo.

A quem interessa o FMI?
A este PSD. É óbvio. Não numa perspectiva eleitoralista (onde também iriam ganhar) mas numa perspectiva de alteração de paradigma da sociedade portuguesa. Este PSD é a direita que anda a reclamar do estado socialista. Este PSD é a direita que não está confortável com o fim de muitos aspectos do antigo regime. Este PSD é a direita que venera o Reaganismo e o Thatcherismo. Este PSD é o PSD que quer privatizar tudo aquilo em que o estado é contestado (pela esquerda e pela direita) para depois poder dizer que não tem nada a ver com isso, que isso são sectores privados (educação, saúde).

Com o FMI em Portugal, e provocando eleições antecipadas, este PSD pensa que conseguirá, sem ser muito responsabilizado por tal, impor o seu programa, a sua agenda, o seu paradigma, a sua ideologia. Por isso é que são estes senhores que querem que o FMI venha para Portugal. E não se calam com isso.

sexta-feira, novembro 12, 2010

Como a justiça já era rápida e eficiente...

"A desmotivação tem-se manifestado de diversas formas. Um juiz do tribunal de Alenquer adiou um julgamento alegando que, devido à redução salarial anunciada, "terá forçosamente - de modo a possibilitar que o seu agregado familiar honre os compromissos financeiros assumidos - de reduzir o seu horário de trabalho extraordinário e não remunerado em duas horas diárias. Ao final de um ano trabalhará menos 460 horas, ou 46 dias de trabalho normal. O juiz Diniz Nunes registou esta sua decisão num despacho referente ao caso em julgamento."

Todos sabemos que a justiça funciona de forma rápida e celere, mantendo assim o alto estatuto que goza na sociedade. Assim, percebe-se que os homens fiquem revoltados com estes cortes salariais, já que demonstram diariamente que merecem todos os centimos que recebem.

Com esta decisão, e se a mesma fizer escola, percebe-se que a primeira consequência será que os prazos de conclusão dos processos ir-se-ão arrastar: os julgamentos em tribunal passarão a levar anos a serem decididos. Algo que neste país não estamos nada habituados!

Será que este senhor tem uma opinião isenta?

(Declarações de Allan Katz, Embaixador dos E.U.A. em Portugal)

"Francamente, acredito que Portugal tem sido tratado injustamente na imprensa económica", disse o diplomata.

O embaixador, que tem estado em contacto com o Governo de Lisboa sobre o assunto, encoraja mesmo um "maior contacto com a imprensa financeira em Londres e Nova Iorque".

"As decisões muito difíceis que eram necessárias foram feitas há cinco anos, como na Segurança Social, na idade de reforma e na função pública", considerou.

"Portugal deu passos muito significativos que fazem a viabilidade financeira a longo prazo melhor do que tem sido caracterizado na imprensa. O balanço dos compromissos financeiros a médio e longo prazo em Portugal é muito melhor do que para a maioria dos outros países do sul da Europa", afirmou Allan Katz.

Um "obstáculo" inibidor do investimento estrangeiro era o mercado de trabalho, mas este foi agilizado, e hoje "as oportunidades são muito boas" -- em Portugal e também em África, referiu."

terça-feira, setembro 28, 2010

Quando o mundo está errado.

A OCDE veio defender o aumento de impostos em Portugal, para atingir as metas da consolidação orçamental. Não sendo uma boa notícia (aumento de impostos nunca é uma boa notícia, a menos que seja para pagar novos serviços ou o aumento de qualidade dos actuais) não deixa de ser curiosa a reacção dos conselheiros económicos do PSD e do seu líder.

Não tendo ainda reparado, ou mantendo-se calados em relação a, no problema surgido na Irlanda que aplicou a cartilha por estes economistas defendida e cujo resultado foi o seu ainda maior afundamento económico no que toca a défice, vêm agora criticar a OCDE.

Faz lembrar a anedota da mãe que vai ver o juramento de bandeira do filho e estando este com o passo trocado em relação a todo o pelotão, exclama orgulhosamente "O meu filho é fantástico! É o único que vai no passo certo!"

terça-feira, setembro 21, 2010

A Europa debate como evitar uma nova crise financeira

Excelente artigo no NYTimes (que estranho ser num jornal americano... pensando bem, não será assim tão estranho!) sobre o que está em discussão, na Europa, para evitar uma nova crise financeira. Ficam algumas passagens (o artigo pode ser lido aqui).

"The sovereign debt crisis showed the inherent problems of running a currency union without central fiscal authority. Yet sovereign countries are reluctant to hand over politically tricky tax and spending policy to an unelected committee."

(...)

"One alternative being discussed would be to withhold so-called structural and cohesion funds, which are allocated by Brussels primarily to the bloc’s poorer nations. Mr. Strauss-Kahn also suggested that fines could be “smoothed” over time by trimming such transfers."

(...)


"There also has been a suggestion of suspending political voting rights for countries that breach budget limits.(...) But officials worry about the political fallout and whether Paris or Berlin would be willing to apply the sanction to themselves."


(...)

"One involves how to calculate the level of debt. Several of the union’s newer member states argue that pension obligations must be considered when calculating debt levels. Italy is pressing for private as well as public debt to be taken into account."

(...)

"David Clark, a former adviser to the British government on European affairs, said tinkering with the current rules would only prolong the “inherent instability” of the economic and monetary union.

He said a fundamental problem needed to be addressed, formally or informally: how to “rebalance” the euro zone’s structure. Currently, he argued, Germany’s export-oriented economy is accruing the benefits, while poorer neighbors are being forced to retrench."


sábado, setembro 18, 2010

A Irlanda fez tudo o que a direita apregoua. Expliquem lá porque não funcionou.

Para quem acompanha a blogosfera nacional, sabe que a solução apresentada pela direita bloguista é, básicamente, a imagem que emana do projecto de revisão constitucional do PSD. Sejam 31’s, blasfemos ou alguns fumadores (entre outros) o problema está no Estado e na presença deste na economia. Até há pouco tempo, a Irlanda foi-nos apresentados por vários representantes destes blogues como um exemplo de como se deveria combater o problema da dívida externa.

E é verdade, a Irlanda fez tudo o que estes senhores apregoam. Fez cortes, baixou salários, the works.

Assim, como explicam os doutos senhores “donos” dessa solução milagrosa que, ontem, quer a Irlanda quer o FMI tenham vindo a público desmentir a intervenção daquela organizaçãr naquele país? Expliquem lá como é que “A combination of costly bank bailouts, anemic growth and the worst budget deficit in the European Union has stoked fears of a full-blown debt crisis in Ireland”? A solução não era óbvia? Não eramos nós, os mauzões dos socialistas, que não queriamos ver o que o Mundo (excepto os EUA) já tinha visto?

Pois é. Afinal parece que estavam errados. Parece que, afinal, não há uma solução milagrosa. Vamos lá “arregaçar as mangas” e trabalhar um pouco mais.

segunda-feira, junho 01, 2009

Goodbye, GM ...by Michael Moore

Goodbye, GM
by Michael Moore

June 1, 2009

I write this on the morning of the end of the once-mighty General Motors. By high noon, the President of the United States will have made it official: General Motors, as we know it, has been totaled.

As I sit here in GM's birthplace, Flint, Michigan, I am surrounded by friends and family who are filled with anxiety about what will happen to them and to the town. Forty percent of the homes and businesses in the city have been abandoned. Imagine what it would be like if you lived in a city where almost every other house is empty. What would be your state of mind?

It is with sad irony that the company which invented "planned obsolescence" -- the decision to build cars that would fall apart after a few years so that the customer would then have to buy a new one -- has now made itself obsolete. It refused to build automobiles that the public wanted, cars that got great gas mileage, were as safe as they could be, and were exceedingly comfortable to drive. Oh -- and that wouldn't start falling apart after two years. GM stubbornly fought environmental and safety regulations. Its executives arrogantly ignored the "inferior" Japanese and German cars, cars which would become the gold standard for automobile buyers. And it was hell-bent on punishing its unionized workforce, lopping off thousands of workers for no good reason other than to "improve" the short-term bottom line of the corporation. Beginning in the 1980s, when GM was posting record profits, it moved countless jobs to Mexico and elsewhere, thus destroying the lives of tens of thousands of hard-working Americans. The glaring stupidity of this policy was that, when they eliminated the income of so many middle class families, who did they think was going to be able to afford to buy their cars? History will record this blunder in the same way it now writes about the French building the Maginot Line or how the Romans cluelessly poisoned their own water system with lethal lead in its pipes.

So here we are at the deathbed of General Motors. The company's body not yet cold, and I find myself filled with -- dare I say it -- joy. It is not the joy of revenge against a corporation that ruined my hometown and brought misery, divorce, alcoholism, homelessness, physical and mental debilitation, and drug addiction to the people I grew up with. Nor do I, obviously, claim any joy in knowing that 21,000 more GM workers will be told that they, too, are without a job.

But you and I and the rest of America now own a car company! I know, I know -- who on earth wants to run a car company? Who among us wants $50 billion of our tax dollars thrown down the rat hole of still trying to save GM? Let's be clear about this: The only way to save GM is to kill GM. Saving our precious industrial infrastructure, though, is another matter and must be a top priority. If we allow the shutting down and tearing down of our auto plants, we will sorely wish we still had them when we realize that those factories could have built the alternative energy systems we now desperately need. And when we realize that the best way to transport ourselves is on light rail and bullet trains and cleaner buses, how will we do this if we've allowed our industrial capacity and its skilled workforce to disappear?

Thus, as GM is "reorganized" by the federal government and the bankruptcy court, here is the plan I am asking President Obama to implement for the good of the workers, the GM communities, and the nation as a whole. Twenty years ago when I made "Roger & Me," I tried to warn people about what was ahead for General Motors. Had the power structure and the punditocracy listened, maybe much of this could have been avoided. Based on my track record, I request an honest and sincere consideration of the following suggestions:

1. Just as President Roosevelt did after the attack on Pearl Harbor, the President must tell the nation that we are at war and we must immediately convert our auto factories to factories that build mass transit vehicles and alternative energy devices. Within months in Flint in 1942, GM halted all car production and immediately used the assembly lines to build planes, tanks and machine guns. The conversion took no time at all. Everyone pitched in. The fascists were defeated.

We are now in a different kind of war -- a war that we have conducted against the ecosystem and has been conducted by our very own corporate leaders. This current war has two fronts. One is headquartered in Detroit. The products built in the factories of GM, Ford and Chrysler are some of the greatest weapons of mass destruction responsible for global warming and the melting of our polar icecaps. The things we call "cars" may have been fun to drive, but they are like a million daggers into the heart of Mother Nature. To continue to build them would only lead to the ruin of our species and much of the planet.

The other front in this war is being waged by the oil companies against you and me. They are committed to fleecing us whenever they can, and they have been reckless stewards of the finite amount of oil that is located under the surface of the earth. They know they are sucking it bone dry. And like the lumber tycoons of the early 20th century who didn't give a damn about future generations as they tore down every forest they could get their hands on, these oil barons are not telling the public what they know to be true -- that there are only a few more decades of useable oil on this planet. And as the end days of oil approach us, get ready for some very desperate people willing to kill and be killed just to get their hands on a gallon can of gasoline.

President Obama, now that he has taken control of GM, needs to convert the factories to new and needed uses immediately.

2. Don't put another $30 billion into the coffers of GM to build cars. Instead, use that money to keep the current workforce -- and most of those who have been laid off -- employed so that they can build the new modes of 21st century transportation. Let them start the conversion work now.

3. Announce that we will have bullet trains criss-crossing this country in the next five years. Japan is celebrating the 45th anniversary of its first bullet train this year. Now they have dozens of them. Average speed: 165 mph. Average time a train is late: under 30 seconds. They have had these high speed trains for nearly five decades -- and we don't even have one! The fact that the technology already exists for us to go from New York to L.A. in 17 hours by train, and that we haven't used it, is criminal. Let's hire the unemployed to build the new high speed lines all over the country. Chicago to Detroit in less than two hours. Miami to DC in under 7 hours. Denver to Dallas in five and a half. This can be done and done now.

4. Initiate a program to put light rail mass transit lines in all our large and medium-sized cities. Build those trains in the GM factories. And hire local people everywhere to install and run this system.

5. For people in rural areas not served by the train lines, have the GM plants produce energy efficient clean buses.

6. For the time being, have some factories build hybrid or all-electric cars (and batteries). It will take a few years for people to get used to the new ways to transport ourselves, so if we're going to have automobiles, let's have kinder, gentler ones. We can be building these next month (do not believe anyone who tells you it will take years to retool the factories -- that simply isn't true).

7. Transform some of the empty GM factories to facilities that build windmills, solar panels and other means of alternate forms of energy. We need tens of millions of solar panels right now. And there is an eager and skilled workforce who can build them.

8. Provide tax incentives for those who travel by hybrid car or bus or train. Also, credits for those who convert their home to alternative energy.

9. To help pay for this, impose a two-dollar tax on every gallon of gasoline. This will get people to switch to more energy saving cars or to use the new rail lines and rail cars the former autoworkers have built for them.

Well, that's a start. Please, please, please don't save GM so that a smaller version of it will simply do nothing more than build Chevys or Cadillacs. This is not a long-term solution. Don't throw bad money into a company whose tailpipe is malfunctioning, causing a strange odor to fill the car.

100 years ago this year, the founders of General Motors convinced the world to give up their horses and saddles and buggy whips to try a new form of transportation. Now it is time for us to say goodbye to the internal combustion engine. It seemed to serve us well for so long. We enjoyed the car hops at the A&W. We made out in the front -- and the back -- seat. We watched movies on large outdoor screens, went to the races at NASCAR tracks across the country, and saw the Pacific Ocean for the first time through the window down Hwy. 1. And now it's over. It's a new day and a new century. The President -- and the UAW -- must seize this moment and create a big batch of lemonade from this very sour and sad lemon.

Yesterday, the last surviving person from the Titanic disaster passed away. She escaped certain death that night and went on to live another 97 years.

So can we survive our own Titanic in all the Flint Michigans of this country. 60% of GM is ours. I think we can do a better job.

Yours,
Michael Moore
MMFlint@aol.com
MichaelMoore.com

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