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terça-feira, novembro 30, 2010

A Bélgica também já está na berlinda

Os juros da dívida dos países da chamada "periferia" europeia continuam em máximos desde a entrada no euro, aumentando o "spread" face às bunds alemãs, que estão a beneficiar da queda das acções. Espanha e Itália estão cada vez mais sob pressão.

The premium investors demand to hold Belgian government bonds rather than benchmark German debt rose to its widest level since early 2009 on Monday as the country issued 2 billion euros of 2014, 2020 and 2035-dated bonds.

The Belgian/German 10-year bond yield spread widened to 110 basis points from around 102 bps at Friday's settlement.

Belgium hit the middle of its target range at higher yields than in previous auctions in a sign investors are increasingly concerned over its high level of debt as the euro zone crisis continues to claim casualties.

 

Cada vez mais o fim do Euro aproxima-se, se nada for feito.

Tem de haver um perdão de dívida aos países periféricos. A Irlanda não vai aguentar taxas de juro de 5,8% para empréstimos de "amigos".

Com amigos destes, não é preciso inimigos.

Se o endividamento sobe a um ritmo superior ao crescimento do PIB, o país nunca será viável em termos financeiros. Isto é uma conclusão óbvia.

Os bailouts estão assim condenados a falhar.

A Grécia e a Irlanda receberam o beijo da morte. Seremos nós os próximos?

 

segunda-feira, novembro 22, 2010

quinta-feira, novembro 18, 2010

Começou a corrida aos bancos na Irlanda?

This is what happens when you in constant denial of a problem. It gets on top of you. The FT reports this morning that corporate customers have been pulling out their deposits from Irish banks, amid signs of fading confidence in the banking system. Irish Life & Permanent said corporate customers had withdrawn €600m, more than 11% of total deposits, during August and September. The FT report says there is evidence that another deposit crunch is happening right now, as confidence faded that the Irish banking sector is able to fund itself if, and when the ECB scales backs its emergency funding.  But even the  ECB funding had not been sufficient as Irish central bank had to provide €20bn in exceptional liquidity assistance outside the ECB programme. And, wait for it, Brian Lenihan, the Irish finance ministers, tells the world that the Irish banks had no funding difficulties.

(via Eurointelligence)

(sublinhados nossos)

sábado, setembro 18, 2010

A Irlanda fez tudo o que a direita apregoua. Expliquem lá porque não funcionou.

Para quem acompanha a blogosfera nacional, sabe que a solução apresentada pela direita bloguista é, básicamente, a imagem que emana do projecto de revisão constitucional do PSD. Sejam 31’s, blasfemos ou alguns fumadores (entre outros) o problema está no Estado e na presença deste na economia. Até há pouco tempo, a Irlanda foi-nos apresentados por vários representantes destes blogues como um exemplo de como se deveria combater o problema da dívida externa.

E é verdade, a Irlanda fez tudo o que estes senhores apregoam. Fez cortes, baixou salários, the works.

Assim, como explicam os doutos senhores “donos” dessa solução milagrosa que, ontem, quer a Irlanda quer o FMI tenham vindo a público desmentir a intervenção daquela organizaçãr naquele país? Expliquem lá como é que “A combination of costly bank bailouts, anemic growth and the worst budget deficit in the European Union has stoked fears of a full-blown debt crisis in Ireland”? A solução não era óbvia? Não eramos nós, os mauzões dos socialistas, que não queriamos ver o que o Mundo (excepto os EUA) já tinha visto?

Pois é. Afinal parece que estavam errados. Parece que, afinal, não há uma solução milagrosa. Vamos lá “arregaçar as mangas” e trabalhar um pouco mais.

domingo, junho 15, 2008

Irish People


I. Irlandeses


Estou triste com o resultado do referendo ao povo irlandês sobre o Tratado de Lisboa. Gosto do país, dos irlandeses, dos que emigraram em barcos para a América, empurrados pela fome (falta de batatas) até Battery Station em Manhattan ou, posteriormente, a partir de Janeiro de 1892, até à estação de Ellis Island (no rio Hudson, frente a Battery) onde a primeira pessoa a entrar, no primeiro dia do ano, foi Annie Moore, vinda de County Cork, Ireland; sou apreciadora da música, dos pubs, da alegria, do irish coffee. E, sobretudo, do muito que aquele povo conseguiu crescer, na sua terra natal, com a ajuda dos fundos europeus.

A abstenção ao referendo foi enorme. Como interpretar esta falta de participação às urnas? Como interpretar tal ausência num referendo? E como interpretar o não! irlandês ao princípio de uma construção europeia? Talvez pelo sentimento de não participação real e efectiva na Europa: uma percepção, por parte de quase metade da população, segundo a qual os nãos! acabarão por se transformar em sins! com alguns atrasos.

A ser assim, os irlandeses estão apenas a dizer: atenção, nós existimos e somos cidadãos! É uma questão política de comunicação política - de falta dela. Uma espécie de greve às formas de fazer política mais do que aos conteúdos (quem leu o Tratado?...). Os irlandeses são cidadãos da Irlanda e são, também, todos, cidadãos europeus. No entanto, cerca de 50% disse não querer ter dupla cidadania e sim permanecer monogâmicamente fiel às raízes da terra mátria. Parece uma denegação verbal e política de uma identidade económica, cultural e social já adquirida e moldada ao e pelo caracter irlandês.


II. Holandeses

Vincent Van Gogh, Potato Eaters, oil on canvas, 1885. Van Gogh Museum, Amsterdam

"Comedores de batatas", de Van Gogh, Museu Van Gogh em Amsterdão, primeira obra importante do pintor, exprime a dureza da vida dos camponeses; um "interior holandês" (1) rural, frugal, familiar, coloquial. Na Holanda, a alimentação tradicional é, como na Irlanda, à base de batata (continua a ser: croquettes e empadão). Desconhecia a vertente, triste e escura - entre o neo-realismo e o expressionismo? - do pintor dos países baixos que um dia quis ser pastor protestante no seu país do Norte e acabou, devido a um des-gosto-amoroso, por partir para França, colorir campos de trigo dourados com corvos negros e girassóis verdes e amarelos, amar, auto-mutilar-se, enlouquecer e suicidar-se sob o Sol do Sul. No quadro, os exagerados nódulos dos dedos dos camponeses mostram os efeitos do peso do arado que revolve a terra, as descomunais mãos, duras e grossas abrem-se para semear e fecham-se para recolher... e, entre os dois gestos, repousam inertes e sem função (2) sobre os joelhos.


III. Futebol?


Porque não ligo ao futebol, nem as vitórias da equipa portuguesa nem os belos (dizem) golos dos nossos jogadores me servem de penso rápido. Desabafo com os meus redondos botões "Batatas! Bolas!".



1. Ironizo, invocando, por antinomia, os "interiores flamengos" do século de ouro (séc.XVII) pintados por Vermeer, elegantes, doces, tranquilos, de poucas palavras faladas, letrados e musicados; mãos que não trabalham a terra podem tocar espineta. Mãos que têm outras mãos para tocar nos produtos agrícolas (cf. o quadro " A Leiteira") têm tempo e saber para desfolhar epístolas, olhando longamente através da janela (cf. o quadro "Mulher vestida de azul lendo uma carta").

Vermeer, 1663-1664, Rijskmuseum, Amsterdam


2. Excepto a função de reposição de forças para o trabalho.

quinta-feira, maio 17, 2007

Hello People!



Ola pessoal. Este que vos quer bem da-vos um abraco aqui de Drogheda, perto de Dublin. Isto esta a ser giro, embora muito trabalhoso.

Um Abraco!

P.S. - Desculpem a falta de acentos, mas estes estrangeiros nao sabem o que e isso!

sábado, abril 28, 2007

So You Want To Be Taoiseach


Não sei se sabem, mas muito em breve irá haver eleições na Irlanda. Estima-se que estas sejam marcadas para dia 17 de Maio.
(ADENDA: as eleições foram marcadas para 24 de Maio)

Para quem se interessar sobre o tema (e os assuntos eleitorais em geral), e for adepto do West Wing, deixo esta versão irlandesa, intitulada So You Want To Be Taoiseach (Primeiro-ministro).

São três episódios, de 45 minutos cada, contendo 10 lições que nos levarão à primeira figura política irlandesa. a apresentação de Ardal O'Hanlon é sóbria e cativante.

Começamos com a inscrição num partido...



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