segunda-feira, dezembro 31, 2007

Fim de Ano


Uma vez que neste Natal fui judeu; acho que vou ser Hindu neste fim-de-ano.
(o tapete é o calendário Hindu correspondente aos nossos anos de 1871-1872)

domingo, dezembro 30, 2007

PES

Mais uma edição da nossa newsletter (a segunda) do PES Activists Portugal...

Algumas contribuições interessantes de personalidades do panorama politico, nacional e internacional.

Vamos centrar atenções em quatro linhas orientadoras as quais serão:

1. Eleições na Roménia
2. Congresso de Sofia
3. Manifesto 2009
4. Tratado de Lisboa


Estava prevista ser finalizada nesta época Natalícia. Substimei as minhas capacidades de gestão.
No principio do novo ano que se avizinha...

E com isto mais um passo para a consistência deste nosso projecto...

Estaremos por cá...

sábado, dezembro 29, 2007

Magalhães Update


Texto roubado ao Margem de Erro


Iowa e New Hampshire update, a uma semana

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1. Nos Democratas, uma sondagem recente do American Research Group dá uns espectaculares 14 pontos de avanço a Hillary Clinton sobre Edwards em Iowa, com Obama em terceiro. A confirmar nos próximos dias. Mas no Pollster, uma nota importante: o ARG tem dado resultados para Clinton sempre acima da tendência. Seja como for, os mercados electrónicos de futuros parecem ter levado a sondagem a sério: Obama desce e Clinton sobe no Intrade.

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2. Nos Republicanos, Huckabee parece imparável, quer nas sondagens quer nos mercados electrónicos: a estimativa Franklin e Blumenthal para Huckabee, neste momento, é de 34%, contra 23% para Romney. No Intrade, Huckabee é absolutamente favorito. Mas há uma tendência recente para a diminuição da vantagem de Huckabee, que os mercados parecem não ter detectado (ou não levar ainda a sério).

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3. Dito isto, duas precauções gerais sobre Iowa:- as sondagens mais recentes estão potencialmente afectadas pelo período festivo. Polling on the dark side of the Moon, chama-lhe Blumenthal;- as sondagens para um caucus, com baixíssima participação, estão sempre potencialmente afectadas pela dificuldade em estimar os votantes prováveis.

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4. Em New Hampshire, Clinton e Obama praticamente empatados, se não contarmos, mais uma vez, com a sondagem ARG (que dá grande vantagem para Clinton). Mas tudo vai ser afectado pelo resultado de Iowa. E a grande notícia vem dos Republicanos: a subida de McCain, que já aparece empatado com Romney numa das sondagens.

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5. E há quem esteja farto de ver as primárias americanas tão poderosamente afectadas por eleições em dois estados pequenos e não representativos (G. Terry Madonna e Michael Young, "Iowa e New Hampshire: Same Old, Same Old"):"The entire nominating apparatus is again fixated on Iowa and New Hampshire, resulting in more candidate visits than ever; more media coverage than ever; more TV commercials than ever; and more money spent than ever. Once again the outcome of a presidential race may depend on the results of two small unrepresentative states"; "When the early states vote, many voters in other states not have thought deeply about their choices. But the intense and concentrated coverage for Iowa and New Hampshire introduce candidates to a national electorate as de facto "winners" or "losers" before more than 90% of voters can cast ballots."

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Arte

Mais parva que um puto de 5 anos...

mas saiu de lá com o dinheiro, ao contrário de um amigo meu...

E mataram-na mesmo


Mataram Benazir Bhutto (1953-2007)

Não tenho grande opinião acerca da sua política ou dos seus valores ideológicos. Sei que lutava por uma Democracia plural no Paquistão, e basta-me. Podia ter ficado no seu exílio dourado, sem preocupações, mas não o fez. Sabia o perigo que corria ao regressar. Arriscou tudo. E pagou com a vida.
Vamos ver se fica o exemplo.
Aqui uma pequena biografia da mulher que, aos 35, foi Primeira-Ministra do Paquistão.

Chazinho e Mezinhas


Parece que no Les Cannard Libertaires a polémica em torno da Política Cultural do governo intensifica-se. Ler, a este respeito, todos de autoria do Tiago Ivo Cruz, Escolha Política (17 Dezembro), Objectivos e Terapias (19 Dezembro), Petição para a Cultura (21 Dezembro) e Urticária e Posições (27 Dezembro).
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Neste último texto senti-me visado; pelo que respondo:
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Tiago,
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Nao sei se era para mim que escrevias, mas acusei o toque.
Desculpa não ter tido o tempo de poder continuar a boa polémica que aqui iniciámos, mas o trabalho tem sido muito intenso.
Só um par de ideias, sobre a petição e o «senhor» que referes.
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Sobre a petição.
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Concordo que se deve fazer algo, e rapidamente. Concordo com o teor geral da petição, que aliás assinei, só discordo da personalização de uma posição que, a meu ver, deveria ser mais teórica que concreta. Isto é, não me interessa nada dizer que fulano A ou B fazem bem ou fazem mal. Interessa que se faça. Que faça bem e ponto.
Ao identificar actores e salvadores, culpados e vilãos a petição perde força e dá azo a segundas leituras, mais condizentes com boatos e intrigas de bastidores, com as quais nada tenho de ver. Estou farto de ver o debate sobre a Cultura ser manipulado e restrito a luta de quintais. Estou farto.
(a petição tinha seria bem mais eficaz se lhe retirassem o nome do Carrilho, dexando-o subentendido...)
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Sobre Manuel Maria Carrilho
Concordo com a apreciação do seu trabalho. Sem dúvida que será um modelo de Ministro da Cultura na realidade portuguesa por alguns anos. Eu apoiei-o para a Câmara de Lisboa com a sincera crença que seria um excelente presidente da Câmara e alguém que poderia operacionalizar em Lisboa a tal ideia cultural que tenho vindo a falar.
O problema não é nem as suas capacidades nem o seu passado. O problema é o seu presente e o seu futuro. Eu, quando penso em política activa, penso sempre no futuro. O passado estudo-o. Nada mais. E o Carrilho, hoje, deixou de ser uma referência no PS (acho), muito pelo que fez na campanha de Lisboa. E não acho que será por ele que passará qualquer solução de futuro no sector. Mais, acho que a sua associação, ainda que indirecta, a esta petição a prejudica e a menoriza, como acima deixei expresso.
Preocupa-me mais encontrar os novos actores, em definir as linhas mestras com que cozer uma política cultural à seria do que, insistentemente, apresentar soluções do passado como soluções do Futuro.
Sabendo respeitar o passado, há que não ter medo de procurar pensar o Futuro.
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(Tiago: e continuo a não ter nada contra o Carrilho, só acho que é má estratégia – do ponto de vista prático e teórico – apostar tudo nele…)

sábado, dezembro 22, 2007

roubado

Do De Rerum Natura, definitivamente um dos melhores blogues nacionais.
É um exercicio mental, para que não se esqueçam de aquecer o cerebre nesta quadra tão inactiva mentalmente...
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO 4 NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 A SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R D3 P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O! 4 SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

Natal é todos os dias...

sexta-feira, dezembro 21, 2007

X - mas

[via email - Rui, não sei porque não colocaste este...]

Bom Natal!


Não é um problema, é uma oportunidade!

Crítico? Não. Critical!

"Em Setembro de 2006, a Comissão Europeia informou que seria tecnicamente
impossível ter o SIS II em funcionamento antes de meados de 2008, o que
inviabilizava a entrada no Espaço Schengen de nove dos novos EM, antes de 2009.
Percebendo que a questão lhe ia rebentar nas mãos em pleno exercício da
Presidência da UE, o Governo português socorreu-se da engenharia portuguesa para
encontrar uma solução. E o resultado está à vista. Depois de vários meses de
trabalho intenso, o primeiro-ministro José Sócrates vai poder sorrir nas
cerimónias que estão marcadas para assinalar mais uma abertura de fronteiras
entre países comunitários
."


E assim foi... Mais um sucesso da Presidência Portuguesa da UE.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Parabéns


À Boína Frígia, pelo seu terceiro aniversário.
Pedro, um grande abraço.

Eleições EUA 2008 (D)

Do lado Democrata, e a menos de quinze dias da primeira eleição das primárias, a dúvida mantêm-se: Conseguirá Barack Obama inverter as previsões das sondagens com o efeito bola de neve, ou as sondagens nacionais manter-se-ão?

Previsões para Iowa.
Previsões para New Hampshire.
Previsões nacionais.
A verdade é que embora se confirme o favoritismo de Barack Obama em Iowa, e uma eleição aberta em New Hampshire, Hillary Clinton não tremeu nas sondagens nacionais. Mas depois dos votos contados neste dois primeiros distritos, tudo poderá mudar... ou talvez não.

Lisboa Cool e Informada

Dj Set Peter Kruder
O nome Peter Kruder dispensa qualquer apresentação. Dúvido que seja possível encontrar no do Lux alguém que não conheça a sigla K&D, apesar dos aninhos que já lá vão. Recentemente tivemos a oportunidade de ouvir Richard Dorfmeister (26 Out. @ Music Box), que ansioso por fazer a festa não hesitou em apoderar-se dos pratos uma hora antes do previsto. E festa foi feita. Agora é a vez de saborearmos o que anda a passar a outra metade da (já imortalizada) dupla austríaca. Em nenhum dos casos se podia (ou pode) prever o que aí vem, mas uma coisa é certa: muito certamente valerá a pena, pois tanto num caso como outro, sabiamo (e sabemos) de ante-mão que é gente que de música e pista de dança percebe e sabe o que faz. Abram alas, sóbe ao palco o maestro da “Orquestra da Paz”. / NunoT
onde
Lux, Av. Infante Dom Henrique, Armazém A
quando
À 01h
quanto
12€

Concerto Rodrigo Leão & Cinema Ensemble
Do som à nossa imagem, Rodrigo Leão interpreta Os Portugueses. Inspirado pelo olhar em cena do documentário Portugal. Um Retrato Social, o encontro de referências e estilos musicais foi intuitivo e imediato. O tom melancólico perseguido nas imagens surge inevitavelmente na sua composição e a esperança sentida não passa despercebida no tempo. Da ficção ao palco, a mesma realidade é ouvida com outros olhos. O cenário dirigido pela música vai ao encontro da imagem presente numa versão independente dirigida pela mente. Sem história para contar, o som diz tudo e as imagens não param. Disparam. / Fiti
onde
Teatro Municipal S. Luiz, Rua António Maria Cardoso, 38Tel.213 257 661
quando
Até dia 22 e de 26 a 29. Às 19h.
quanto
20€

Festa de Natal Filho Único
Imagina que decides dar uma festa em tua casa hoje à noite. Daquelas grandes. Telefonas e falas com toda a gente e dizes para não se esquecerem que hoje à noite há festa em tua casa. Falas com umas bandas amigas e dizes: Tu tocas na sala, tu tocas no quarto, tu tocas na cozinha e tu tocas na casa de banho. Chega a hora da festa e as pessoas aparecem. Entram-te pela casa dentro, muitas que não conheces, andam pela casa toda, riem-se, dançam e toda a gente te vem dizer como a festa está boa. É isto que vai acontecer na casa do Filho Único. As bandas são tantas que não cabem todas aqui. Loosers, Traumático Desmame, Kimi Djabate e Os N’Gapas são algumas delas. Hoje à noite anda beber um copo lá a casa. /Carlos Ramos
onde
Casa da Avenida Av. Liberdade, 211
quando
Às 21h30m
quanto
7€
Festa Natal no Maxime
O Cabaret Maxime tem muito amor para dar. E o Manuel João nem se fala. Gosta mesmo de receber a malta. E a malta agradece. Passada a meia-noite com a família, não pares de beber, vai ao Maxime. Se o teu Natal foi solitário, vai ali receber um pouco de calor e dar umas risadas. Isto é tudo muito relativo e não vale a pena ficarmos preso à quadra. No palco vão estar The Wonderland Club, uma dupla formada pela inglesa Leah Foster, nome artístico Lady Bambi, e o galês Ian Witchell, mais uma ou outra banda a anunciar até lá, e um show the striptease da Mirelle. Isto é tudo verdade, não estou a inventar. Ora vai lá ver! / Blindim
onde
Cabaret Maxime, Praça da Alegria, 58
quando
Depois da meia-noite
quanto
10€
Festa Da Providers Xmas Party
Esqueçam lá o bacalhau e o perú, as árvores megalómanas de Natal e a energia que gastam em tempo de sustentabilidade, as prendas, as filas de espera, a loucura do Natal. Esqueçam lá a doença do consumo que afecta a todos nesta quadra. Mais vale virar costas, escapar, fazer de conta que o Natal é para dançar e não para ser um consumista exacerbado. É que os Da Providers vão à Fábrica do Braço de Prata, o novo pólo cultural a Oriente de Lisboa, para uma festa que é já tradição. Os convidados são Kasey Taylor, John-E, Bart Cruz, Heartbreakerz, Pena e Henrique. Uma cúpula aquecida ao ar livre e a ideia de que Natal passa-se é a curtir. / Artur Soares da Silva
onde
Fábrica Braço de Prata, R. Fábrica Material de Guerra Poço do Bispo
quando
A partir das 24h
quanto
15€
Festa Xmas Royal Rumble Party
Será que te apetece mesmo ficar a ver aqueles típicos filmes de dia Natal, género Sozinho Em Casa ou o Love Actually? Se acabaste de torcer o nariz, agarra em dois ou três amigos que o Mini-Mercado está a vossa espera! Os Dj’s convidados prometem agitar a pista com sons que passam pelo breakbeat, electro, house, pop, rock, enfim uma verdadeira salada musical! E para que não falte energia a ninguém é melhor seguirmos o lema da casa e comermos muita frutinha, seja em pedaços ou em sumo. Pronto para a rambóia? Suzanne Marivoet
onde
Mini-Mercado, Av. D.Carlos I, 67
quando
Das 22h às 04h
quanto
Entrada livre

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Call Girl

Foi ontem a anteestreia do novo filme de António Pedro Vasconcelos «Call Girl», com argumento de Tiago Reis Santos. Deixo em pequeno depoimento do argumentista, justo depois do primeiro screening do filme (que, por acaso era para ter ido - assimo como à anteestreia de ontem - e agora só à estreia oficial, dia 27...)
Retirado do blogue de João Nunes
Depoimento: Tiago Santos e a escrita de “Call girl”
Publicado em 26 de Setembro de 2007 por João Nunes

Depoimento: Nuno Duarte e a escrita de "O Turno da Noite"
Depoimento: Tiago Santos e a escrita de "Call girl"

O Tiago Santos é o segundo convidado desta série especial de depoimentos de guionistas. Como se diz dos futebolistas, o Tiago está a atravessar um bom momento de forma. Os três últimos guiões em que trabalhou receberam luz verde: "Atrás da nuvens", que já estreou este ano; "Call girl", que é um dos filmes mais aguardados da rentrée; e "Star Crossed", que vai entrar em breve em rodagem. Lendo as suas palavras é fácil perceber porquê.

Putas, Polícias e Políticos: a origem de "Call Girl"
Vi uma segunda montagem do ‘Call Girl’ há poucos dias atrás. Em casa de António-Pedro Vasconcelos (APV), estávamos acompanhados pela sua esposa e a minha irmã. As imagens e os diálogos ainda não acompanhados por música passavam num ecrã plasma. Se a minha vida fosse um filme (não é, é muito mais aborrecida do que isso), este era o momento perfeito para um flashback. ‘Close up’ na cara do argumentista, um sorriso enigmático, fade to black.
(só agora é que percebi que, se a minha vida fosse um filme, aparentemente era bastante mal realizado)
Conheci o APV poucos meses depois de voltar de Nova Iorque, onde durante dois anos e meio escrevi, estudei, trabalhei em restaurantes e me envolvi no mais variado tipo de confusões. Agora em Lisboa, este jovem argumentista de 27 anos não fazia a mais pequena ideia de como entrar na indústria.
(sim, era também ingénuo ao ponto de acreditar que existia uma indústria)
Com Miguel Meneses, um amigo actor que tinha frequentado um workshop dado pelo APV, começámos a trabalhar numa ideia para um filme que lhe apresentariamos mais tarde. Chamava-se ‘Diana’. Escrevemos sinopse, descrição de personagens, pitch e cenas dialogadas. Alguns dias depois, APV telefona e combina um almoço num restaurante italiano no Bairro Alto.
(o primeiro de dezenas de almoços e jantares em restaurantes italianos com o APV: o homem gosta da sua pizza)
Sempre simpático, enquanto comia Linguini com ameijoas com cuidado para não manchar a camisa, APV disse-nos que não estava interessado no projecto.
(Primeiro conselho para guionistas: habituem-se à rejeição. Porque depressa se vai tornar parte do vosso dia a dia)
Eu tentei disfarçar a desilusão com um sorriso e, como quem não quer nada, ofereci-lhe uma cópia do ‘Strange Everyday People’ , um guião em Inglês que tinha escrito um ano antes.
(Segundo conselho para guionistas: tenham sempre um plano B, tenham sempre algo mais para mostrar, se somos escritores, é isso que as pessoas esperam de nós: coisas escritas, muitas, várias, ideias, frases, conceitos)
Uma semana depois, recebo um email entusiasta: ‘muito interessante’, ‘personagens cheias de defeitos mas pelas quais temos simpatia’, ‘tenho uma ideia que gostava de discutir contigo. Chama-se ‘Call Girl’. Seguiram-se três anos de trabalho, a saída do Miguel Meneses do projecto, inúmeras versões, a derrota num concurso do ICAM, períodos de entusiasmo, fases de derrotismo.
(Terceiro conselho para guionistas: se estão a trabalhar na ideia de outros, não esperem facilidades. As pessoas têm dificuldade em reconhecer as suas próprias ideias quando estas são traduzidas pelos outros. Não desistam facilmente e encontrem escapatórias para a frustação: alcóol e drogas costumam ajudar)
Até que chegámos ao dia de início das filmagens. Produção MGN, Soraia Chaves como Maria, Ivo Canelas como Madeira, Nicolau Breyner como Meireles. A puta, o polícia e o político, que durante tanto tempo viveram apenas na imaginação de escritor e realizador, estavam agora à minha frente. Primeiro durante a rodagem, no trabalho dos actores e de toda a equipa de produção, depois naquele ecrã plasma, onde já não pertencem a ninguém e simplesmente existem. E, enquanto vejo o filme, a forma como está realizado, fotografado, interpretado, iluminado e decorado, tenho a sorte e satisfação de dar por mim a pensar
How the fuck did this happen? ‘Call Girl’ wasn’t this good on paper.
(quando falo comigo próprio, mesmo em conversas mentais, faço-o sempre em Inglês. Acho que me torna mais ‘cool’. Estão a ver? Eu disse Cool. Acabei de o fazer outra vez)
Tiago R. Santos trabalhou no guião de Atrás das Nuvens e Call Girl, nos cinemas a 29 de Novembro. Escreveu também, em conjunto com Artur Ribeiro, o PICA, defunta série da Dois cuja versão cinematográfica entra hoje em produção. E, junto com Neil Jackson, assina ‘Star Crossed’, cuja rodagem tem início em Outubro no Porto.

resposta directa

Rui,
1. Sabes que a descoberta sabe sempre melhor.
2. deves estar esquecido do que aqui escrevo e divulgo sobre as nossas actividades culturais.
3. Mais valia dizeres que não gostavas da música...

Já chega, não?

Lá porque estiveste uns dias em Madrid, já chega de tanta cultura "do lado de lá" da fronteira, não?

Obrigas-me a isto:




P.S. - Vê lá se fazes o mesmo pela nossa cultura?!?!?

terça-feira, dezembro 18, 2007

Descubieras en Espana

Para que não me acusem de só divulgar cantoras ou grupos liderados por mulheres, o último exemplo que vos trago é El Bicho, liderado pelo carismático El Miguel (miguelito). El Bicho procura seguir no trilho do Rock Andaluz dos anos 70 (Triana), mesclado pelo invitávl flameco clássico (de El Cameron de la Isla). O produto final é simultaneamente agressivo e melancólico, conforme estejamos perante cada uma destas facetas.
Já vs apresentei El Miguel com Cambao, e agora deixo-vos «Parque Triana», do segundo album (El Bicho II); «Locura» e «Mama Dolores» (do primeiro album - El Bicho) e de esconderse (de El Bicho VII)
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Parque Triana

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Locura

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Mama Dolores

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de esconderse

Descubieras en Espana

De saida de terras madrileñas, deixo-vos mais duas sugestões musicais. Estas não vão bem ao enconro das últimas, ou melhor, talvez se possa com a Bebe fazer a ponte entre o que pode ser «Musica popular espanhola» e a nova musicalidade andaluza que vos proponho agora.
O primeiro exemplo é Chambao, que segundo o dialecto andaluz significa uma tenda improvisada para proteger do Sol e da brisa da tarde, na praia. É pois, sobre este conceito que Chambao nos apresenta o conceito de Flamenco-Chill, curiosamente o nome do primeiro album. Inicialmente um colectivo multinacional, Chambao evoluiu para um projecto mais próximo da personalidade da sua líder, LaMari, hoje única subrevivente do grupo original.
Esta extraordinária cantora, que recentemente venceu um cancro na mama, assume de forma muito activa o último trabalho de Chambao «Con outro aire», marcado por uma descoberta mais assumida do Magreb e por uma forte atitude acivista.
Deixo «Playas de Barbate» de FlamencoChill; «Ahi estas tu»de «endorfinas en la mente», album de 2004; duas interpretações ao vivo (com Bebe e el Bicho) e o novel «papeles mojados».
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Playas de Barbate

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Ahi estas tu


Chambao y Bebe

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Chambao y El Miguel (El Bicho)

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Papeles mojados

Duas notícias rápidas de España

1. Falando de violência doméstica.
Um Guarda Civil matou a sua ex-mulher. É a 71ª vitima mortal de violência doméstica este ano em Espanha. Repito: 71ª vitima mortal. Inacreditável!
2. Sobre a campanha eleitoral.
O Governo de Zapatero anda a ser atacado pela relação que procuraram estabelecer entre a gorjeta deixada nos cafés (!) e a inflação (!!!). Está a ser um regabofe.
Pior foi uma intervenção da senhora Aguirre (líder da região de Madrid) em que disse só que «Se o PSOE ganhar a próxima eleição, Espanha desaparece!»
Vai ser uma campanha das antigas... (as eleições são em Março)

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Descubieras en Espana

O último exemplo tem mais «ganas». É a valenciana Bebe. Só tem um album, Pafuera telarañas, mas dele sai uma estranha mistura que faz que Bebe meia andaluz, valenciana, gitana. Sudaca de certeza, com uma voz rouca que inunda e propaga melodia e garra.
Deixo o hit do disco, «Malo», em versão ao vivo e em videoclip, «Con mis manos», versão acustica, e o video de «Siempre me quedará»

Malo, clip

Malo, ao vivo


Con mis manos


Siempre me quedará

Descubieras en Espana

Este segundo exemplo é El sueño de Morfeo. É um grupo asturiano que, apesar de dominado pela presença da vocalista, Raquel del Rosario Macías (novia de Fernando Alonso), têm sabido construir uma carreira de sucesso calculado. Lançaram este ano (2007) o seu segundo album que, depois do sucesso de El Sueño De Morfeo (primeiro LP homónimo), levanta grandes espectativas.
Deixo três musicas:«DemasiadoTarde» «Para toda da vida» de Nos Vemos En El Camino, o album novo; e «Nunca volverá» e «Ojos de cielo», do primeiro album

Nunca volverá


Ojos de cielo


Para toda la vida


Demasiado tarde

Descubieras en Espana

É, na realidade, mexicana; mas um grande sucesso aqui em Espanha.
Este e os exemplos que se seguirão são de «Musica Popular Espanhola», ou cantada em espanhol, se preferirem. Aquilo que em Inglaterra seria «Chart Music», ou «Musica dos Tops».
Ficam duas músicas: «Me voy», ao vivo e em clip; e «Lento».
Que desfrutem.





Nova Poll

Está fechada mais uma poll.

À pergunta "Concorda com a nova lei eleitoral autarquica, que diz que o partido mais votado passa a ganhar a maioria absoluta de vereadores?" o resultado foi o seguinte:

Sim - 17 votos - 49%
Não - 18 votos - 51%

(Voltei a perder uma votação por um voto - qualquer dia torna-se um hábito)

Para aligeirar a coisa, aqui vai a próxima votação "Como espera que vá ser o próximo ano?"
É ver as opções de resposta e clicar.

P.S.(Para os membros do blog) - Essa pergunta (que estão a pensar) será feita no próximo ano...

domingo, dezembro 16, 2007

100 anos Oscar


[imagem via Arrastão, desenhado por Pedro Vieira no Cinco Dias]
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[fotos via Boína Frígia]
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Não, não é o Óscar da Cidade dos sonhos, essa pequena estatueta dourada que a todos ofusca.
É Óscar Niemeyer, poeta do betão, construtor de Utopias, sonhador permanente. Aquele a quem a curva se apresentava como irmã próxima do seu sonho. Aquele que ousou sair da imaginação fácil do estirador e colocou a visão no solo, bem físico, de uma planície árida. Ousou fazer o novo; ousou procurar a utopia.
Quantos são aqueles que não se afastam da segurança da linha recta? Do que politicamente não emociona, não causa impacto, não se sente? Muitos, demasiados mesmo. Não Niemeyer.
Ele diz-nos que há mais que a linha recta; que a utopia é possível. Se a soubermos procurar…

SICKO


Acabei de ver o Sicko, documentário realizado por Michael Moore, realizador norte americano.

Começa por falar e de retratar uma serie de casos, de americanos, os quais não possuiam "Health Care" ... Faz alusão a uma serie de politicos e com as suas contradições perante o capitalismo e o controlo dos lobies... Ficamos sem perceber o porquê de um país desenvolvido e rico, não ter e não assegurar o tratamento médico para todos "Universal Health Care"... Quem tem dinheiro trata-se, quem não tem... Espera um milagre de Deus...
Por entre a comparação com alguns países desenvolvidos, Micheal coloca em causa a moral hipocrita desenvolvida pelas gentes de seu país.
Preferem em vez disso focar atenções para os "Terroristas" os que provocam "MALES" vindos do oriente... Deixando os seus proprios terroristas proliferarem os seus lobies em sua "casa"...
Mas destas vissicitudes Americanas já muito se falou, o que me causa alguma preocupação são algumas tendências similares a estas Norte Americanas que em Portugal têm ganho e conquistado algum terreno para se legitimar a sua ponderaçao, sempre com a desculpa de a situação estar dificil. Colocam em causa o sistema (o de saúde) dizendo que este está ultrapassado, sem sequer perceber se é o modelo do sistema ou a sua organização logistica, de recursos humanos, que está desactualizada.
Ouvimos falar cada vez mais em privatizar.
Será que os nossos politicos não têm capacidade para combater os lobies?
Será que os nossos politicos não têm capacidade de estruturar os vicios criados ao longo de muitos anos de marasmo?
Sei que é mais facil viciar as variaveis que se traduzem em constantes, partindo dessas mesmas constantes e posteriormente lançar dados para "criar " as variaveis, sempre com dados oficiais claro está!
Precisamos estar atentos!
Ouço falar em solidariedade social, pessoas, mas o que temos são sempre números e não pessoas, números esses que são utilizados para disfarçar e amedrontar a realidade envolvente...
Nem tudo tem sido mau.... Mas muita coisa tem sido mal explicada...
Temos o papão do défice, o tal que nos sonega as oportunidades às quais temos direitos e deveres de participar... Sempre com a desculpa do compromisso...
O exemplo do grande projecto de desenvolvimento para Portugal, o novo Aeroporto e a sua localização, tem se mostrado uma rede de vicios e de lobies, que se torna assustador perceber que quem vai decidir por vezes parece não ter um pingo de solidariedade para com quem neles votou, acreditou, confiou...
Este governo tem organzido muita coisa, orientado o bom caminho para outras... Tem tentado mudar uma coisa... O pessimismo que nos é muito peculiar...
Isso é muito positivo, mas ainda quero mais no combate ao lobie... Porque este caminho de privatizações de empresas sem concorrência, por aparentemente, ser dificil combater os carteis, lobies, corporativismos, deixa-me algo preocupado...
Estarei atento... Ou ainda vou ter de convidar o Michael Moore para realizar um documentario sobre as vissicitudes deste nosso Portugal...

Cabo Verde (3)



Cabo Verde (2)




sábado, dezembro 15, 2007

Cabo Verde



Prémio Pessoa


Aqui deixámos um curto post de noticia e de parabéns à historiadora Irene Fulsner Pimentel, que acaba de ser agraciada com o Prémio Pessoa 2007.
Agora dedico-lhe algumas palavras mais.
Não conheço pessoalmente a Irene Pimentel, só o seu trabalho, mas a regularidade do seu uso e a qualidade do seu labor permite-me construir uma relação de certa intimidade com a autora. Mais ainda, partilho com a Irene quer o período de estudo (o Estado Novo), quer a oportunidade de desenvolver trabalho junto do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa.
Sinto-me, humildemente, e a anos luz de distancia, seu colega. E é nessa condição que aqui escrevo.
A Irene é daquelas historiadoras que não tem medo de ser opinativa, de intervir, de tomar posição, assumida. Afasta-se assim do politicamente correcto, da neutralidade da análise política contemporânea, que de tanto querer ser ausente se robotiza e se esquece de ser emotiva.
Que não se julgue, no entanto, que estamos perante uma historiadora panfletária, nada disso. Longe disso mesmo. O seu critério, rigor científico, capacidade de investigação e de análise colocam-na no patamar superior da elite académica portuguesa, e, sem dúvida, autora de destaque e de referência no período do Estado Novo; primeiro com os seus trabalhos sobre as organizações femininas, e, mas recentemente, com a sua monumental História da PIDE.
Aparte do seu trabalho como historiadora, a Irene Pimentel é uma personagem bem interveniente no activismo cívico, nomeadamente através do movimento «Não apagues a Memória», tantas vezes citado neste blogue.
Este galardão, e para terminar, premeia não só a historiadora, a mulher, a activista ou a militante. Premeia também a academia portuguesa e a historiografia contemporânea que, numa altura onde tanto se critica a falta de cultura geral, sabe produzir gentes e trabalhos da qualidade que a Irene nos tem habituado.

Parabéns Irene.
-
Publicou diversos artigos em jornais e revistas científicas, de divulgação histórica e de colaborações em dicionários e obras colectivas.
Tem ainda os seguintes livros:
História das Organizações Femininas do Estado Novo. 1.ª ed. Lisboa: Círculo de Leitores, imp. 2000.
Cardeal Cerejeira: Fotobiografia de Manuel Gonçalves Cerejeira. 1.ª ed. Lisboa: Círculo de Leitores, imp. 2002.
Os Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em fuga a Hitler e ao Holocausto. Lisboa: Esfera dos Livros, 2006.
Vítimas de Salazar. Estado Novo e Violência Política. Lisboa: Esfera dos Livros, 2007. (co-autora)
A História da PIDE. 1.ª ed. Lisboa: Círculo de Leitores, 2007.
Mocidade Portuguesa Feminina. Lisboa: Esfera dos Livros, 2007.
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Soube da distinção da Irene Pimentel no Womenage a trois, que me reencaminhou para este texto da Cláudia Castelo e do Daniel Melo no Peão, que, por sua vez, que sugeriram este texto da Irene Pimentel sobre o concurso «Os grandes portugueses» aqui.

Ele bem tentou entrar pela porta dos fundos...

...mas parece que não deu...
Foi apanhado e arrisca-se que lhe rebente tudo na cara. Definitivamente o senhor Brown tornou-se num caso de estudo na ciência política: como delapidar 10 anos de boa governação em 6 meses de erros atrás de erros.
Mais valia ter aparecido de peito aberto,mas essa não parece ser uma caracteristica do senhor Brown.
[página do The Sun via Boina Frigia]

O GRÉMIO ESTÁ VIVO E NÃO PODE FECHAR

O GRÉMIO ESTÁ VIVO E NÃO PODE FECHAR
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Caríssim@ Amig@,
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Temos de te dar uma má notícia em relação à nossa cidade de Lisboa: o Grémio Lisbonense, fundado em 1842 (!) e situado em pleno Rossio, recebeu a última ordem de despejo.
Na iminência desta decisão, os amigos do Grémio querem devolvê-lo à cidade, aos seus habitantes e aos que por ela passam, aos artistas e promotores das mais diversas actividades, reafirmando a sua importância como espaço aberto de carácter social e cultural.
Já no próximo domingo, 16 de Dezembro, realizar-se-á "Um dia pelo Grémio", em que é nossa intenção lembrar e provar a importância do espaço que o Grémio foi, é e será. Assim, gostávamos de te convidar a visitar o Grémio Lisbonense e a participar nas actividades que acontecerão ao longo deste dia, de manhã à noite, que incluirão música, dança, poesia, vídeos, debates, baile, actividades para os mais novos e mais velhos, enfim... festa para todas as idades!
Apoia este espaço! Não podemos deixar que se dê mais uma machadada na vida do centro lisboeta!
E, quando estiveres no Grémio, assina o abaixo-assinado. Ou assina-o online.
O Grémio está vivo e não pode fechar! Se te sentires inspirado és muito bem-vindo partilhando connosco uma das tuas músicas, as tuas palavras e a tua companhia neste espaço e neste dia.
Ficamos à tua espera,
Aparece! Divulga! Grita? Dança?...
Os amigos do Grémio Para saberes mais sobre o Grémio, visita o blog.

Prémio Pessoa

Parabéns à Irene Pimentel pela recente distinção. Parece que o Instituto de História Contemporânea ainda consegue apresentar qualidade ímpar.
[descoberto via Womenage a trois]

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Elections 08

Detenham a data: 5 de Fevereiro. É a «Super Tuesday», quando metade dos delegados dos republicanos e democratas vão seu eleitos. Aí vão restar, no máximo, dois candidatos por partido. E se a contenda estiver disputada, se não é a data em que sabemos quais os candidatos de Novembro. Se ainda ouver disputa (o que até é provável, em ambos os campos), a data seguinte será 3 de Março. Aí 80% dos delegados estarão eleitos, e será tempo para as contas da vice-presidências.
(nota para fanáticos: voltar à sétima série do West Wing - go Santos...)

Referendum ou não referendum

[é este o link]
Referendum ou não referendum

Dentro do espírito plural que deve o Partido Socialista promover, já vieram duas opiniões acerca do que como deve o Governo abordar a questão da rectificação do tratado de Lisboa: a de António Costa a defender a ratificação parlamentar e a de Pedro Nuno Santos a requerer um referendo (e a solicitar uma Assembleia Constituinte, ao que parece).
Sou pela realização do referendo e, genuinamente, parece-me que seja essa a via que o governo seguirá; ou melhor, deveria ser essa a via que o governo deveria seguir.
Isto porque iria congregar a sua volta a maioria da oposição, em especial o PSD; que ficaria colado a uma posição do PS. O PSD veria aqui rebentar o balão de oxigénio que Luís Filipe Meneses comprou com a sua eleição para líder, que, depois do esvaziamento que tem tido nos debates parlamentares e na Câmara de Lisboa, ficaria sem gás. Por outro lado, só convêm ao PS, no lançamento para 2009, construir (mais) uma vitória em referendo que, a somar-se à consulta sobre o aborto, e às intercalares de Lisboa, o retiraria da miséria das Autárquicas 2005 e das presidenciais 2006 e o lançaria numa nova dinâmica de vitórias.
Depois, porque seria sempre uma vitória do PS, que, no governo e com a possibilidade de ratificar o Tratado na Assembleia, passaria a ideia de querer consultar a população, num sinal altruísta e democrático. «Ouvir o povo, informar o cidadão e fomentar o debate sobre a Europa», seriam as linhas de uma campanha pró-referendo. Não penso que a restante esquerda possa fazer algo mais que um animado debate.
Claro está que não podíamos condicionar a rectificação à barreira dos 50%, com risco de nunca podermos alcançar algum resultado válido. A solução do referendo do Aborto parece-me perfeitamente repetivel.
Por fim, algumas palavras acerca da proposta da Constituinte. Já aqui defendi, no passado, que o processo de construção europeia deveria ter tido o seu momento constituinte. É, aliás, uma ideia que defendo há já alguns anos, em alguns fóruns. Estranho, sinceramente, a pertinência da proposta da JS agora. Pergunto: porquê só agora, quando se assina um tratado que, na prática, inviabiliza essa opção? Onde esteve essa ideia no último ano? Eu sei que não tenho alcance nem dimensão política para que uma ideia minha caminhe no palco da política, mas a JS tem. Repito, porquê só agora, quando nada pode ser feito?
Por política, responderão, por política!
Pois, mas nem tudo tem de ser «por política»…
Vamos a esse referendo?

Já pegou, aparentemente


Estou em Madrid e ouvi no noticiário a assinatura do «Tratado de Lisboa».

Parece que vai pegar.

Parace que a primeira parte já está. Vamos ter a segunda?


quinta-feira, dezembro 13, 2007

Lisboa cool e informada


Conferência África perante o futuro...
Lisboa anda em maré de cimeiras…Uma provoca as outras. As outras provocam o pensar alternativas, o verdadeiro encontro entre culturas. Colocam África em primeiro lugar. Colocam os problemas da terra-mãe no sítio certo. Dão um empurrão para pôr a terra a girar num bom sentido. Elikia M´Bokolo junta-se à corrente e presenteia-nos com uma conferência – “África perante o futuro, que recursos, que capital?”. Em simultâneo o historiador lança o livro “África Negra – História e Civilizações do Séc.XX aos nossos dias”. A história, o presente e o amanhã… / Célia F.
onde
Culturgest, Rua Arco do Cego Ed. Caixa Geral Depósitos
quando
Às 17h30m
quanto
Livre
Cinema Ciclo Novíssimo do Cinema Português
Não vamos pensar duas ou três vezes. Vamos antes aparecer e torcer pelo Cinema Português! É tempo de explorar algumas das produções que por ali e acolá foram deixando as suas marcas. Na sexta, por volta das 18h30, que tal andarmos pelo bairro da Mouraria com o filme Yangel, e depois percorrer as Valsas mandadas com Manda Adiante? Pausa. Sessão das 21h30. Seguem as projecções. É hora de algumas das curtas do 1º curso de Realização de Cinema da Gulbenkian serem apresentadas. Ainda não parou por aqui. Vão também passar três filmes de Luís Miguel Correia, incluindo Estação, que segue as histórias de um grupo de amigos residente num subúrbio de Lisboa . Porque o que é nacional também é bom, venham mais iniciativas destas! Suzanne Marivoet
onde
Cinema São Jorge, Av. da Liberdade
quando
Sessão às 18h30 e às 21h30
quanto
2€

Concerto Aniversário Trem Azul
Para quem não conhece,a Trem Azul é a nossa loja lisboeta especializada em jazz. É também uma editora, por onde os grandes nomes (e são muitos) do jazz em Portugal já passaram. O espaço está escondido por baixo dumas escadas na Rua Alecrim, o que dá aquele charme que toda a loja de jazz deve ter. Celebram agora três anos, com uma noite em que os amigos do jazz são benvindos. A banda em acção será o trio de Gonçalo Prazeres, mas o serão vai meter jam session, claro, além dos comes e bebes e dos 10% de desconto nos discos (e olhem que eles ali já são baratos). / Blindim
onde
Trem Azul Rua do Alecrim, 21A Tel. 213423141
quando
A partir das 21h30m
quanto
Entrada livre
Exposição Museus do Século XXI
Pensar e conceber um espaço para acolher exposições. Projectá-lo e inseri-lo no meio de uma arquitectura ou paisagem já existente. Alargar um museu existente. Reflectir sobre o público: o potencial público que o visita. Acolher exposição diversificadas. Olhar para a contemporaneidade e desenvolver uma arquitecura que se reveja num percurso em direcção ao futuro. O pensar os espaço do museu através de conceitos, projectos e os edíficios em si. A ideia da exposição é promover o debate em torno não são das estruturas dos museus mas também sobre os programas que cada instituição adopta para seduzir os visitantes. Nuno Rodrigues e Sousa
onde
Culturgest, Rua Arco do Cego Ed. Caixa Geral Depósitos
quando
Até 3 de Fevereiro, 2ª a 6ª: 11h – 19h, Sábados, Domingos e Feriados: 14h - 20h (encerra terça)
Cinema Control
O clube Hacienda, de Manchester, foi criado tanto pelos Joy Division como pelos New Order, fruto do sucesso inesperado das respectivas bandas no final dos anos 70. Quem adivinharia tal fenómeno quando Ian Curtis, Bernard Sumner, Peter Hook e Steven Morris tocaram pela primeira vez, no dia 25 de Janeiro de 1978? A história deste filme gira à volta de Ian, vítima de talento inato e vocalista. Movimentam-se sentimentos nostálgicos inerentes à perda de uma das perólas da escrita de letras musicais. Ian sentia-se preso, manipulado por marionetas de expectativas e um problema grave de epilepsia. Necessitava de equilíbrio e rotina, características pouco presentes na vida de uma pop star, como bem nos conta Anton Corbijn na sua narrativa romântica a preto e branco. / Ana Vinhas
onde
King e Monumental
quando
Ver horários
quanto
Cerca

Centro de Artes Kabuki
Numa zona que alguns evitam ir, surge Kabuki, um espaço com energia fresca, impulsionador de uma arte transdiciplinar, recheada de experimentalismo. Um local de tertúlia, de reflexão, deleite e aprendizagem. No primeiro andar apresentam-nos, como entrada, a galeria de arte contemporânea, destacando nomes como Alberto ou João Silva. No de baixo reúnem o prato principal, a Escola d’Artes, a sobremesa, o estúdio e o Café Concerto, o digestivo. Kabuki, em termos linguísticos, honra a forma de teatro japonesa do século XVII, reinvindicando a estilização do drama e uma elaborada maquilhagem. Interpreta paródias de temas religiosos com danças de ousada sensualidade. Últimamente bastante requisitados estão o menu de cursos e workshops nas artes do espectáculo. Quem procura, sempre encontra. / Ana Vinhas
onde
Kabuki Rua Newton, 10B Anjos
quando
Depende dos dias
quanto
Entrada livre

Gisberta


BlackBambi apresenta oficialmente o primeiro single/videoclip: "Gisberta", realizado por Cláudia Varejão. Seguido de Live Act & DJ Set com Bambi & The Wolf.
Sáb, 15 Dez 2007 às 23h00 n'O Século
mais informações no blogue do Miguel Bonneville.

PES Activists,

Dear friend,
Thank you very much for trying to take part in PES Council. We are very happy with the outcome as all PES member parties gave their support to the PES manifesto campaign and to our ambition for a common 2009 election programme.
Resolutions on climate change, on financial markets and on the EU and the international scene were adopted. Along the way we proved that lively debates and strong common positions can go hand in hand.
Unfortunately the weather didn’t want to join this success story, and a heavy fog over Sofia badly hit the airport before, during and after PES Council. The result was that many party leaders, delegates, journalists and PES activists could not reach Sofia.
I regret that they were forced on a tiring odyssey of delays, re-routing and cancellations. I would like to apologize to all PES activists who tried to reach Sofia and who were finally forced to return home without being able to participate.
I know you tried and I really appreciate your effort and commitment. Your presence was missed but your effort did not go unnoticed. In the end only 15 of more than 50 registered PES activists for Council were able to make it.
I would like to thank those who were there as you have represented PES activists very actively and very ably. The PES and all delegates appreciated your input as grassroots representatives and your presence was another important step in strengthening the PES as a major player in European politics which is connected to the people and takes their needs seriously.
I hope the PES will benefit from your support for future events. You are our strength and provide us with inspiration and encouragement
With socialist regards,
Philip Cordery

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Lisboa - Madrid

Vim hoje para Madrid. Venho cá passar o fim-de-semana. Embarquei às 10 da manhã com o aeroporto de Lisboa cheio. Mas cheio à pinha.
Bem sei que isto de cimeiras dia sim, dia não, ajuda, mas a ideia que retive é a de uma estrutura aeroportuária encostada às cordas, prestes a emperrar, em ponto de ruptura. Bichas em todo o lado; para comprar umas simples pastilhas 10, uma água, mais 10 minutos. Para comprar uma garrafa de vinho tive mesmo de pedir passagem, que o meu voo estava a ser chamado
Depois aterro em Madrid, no novíssimo terminal 4, o da Ibéria. Qualquer semelhança é pua coincidência. Espaço, funcionalidade, hub. Corredores amplos, extensão para respirar, elevada quantidade de metros quadrados por cabeça.
Pode Lisboa competir com isto? Nunca. Não temos nem espaço nem mercado que o justifique. Não somos nem nunca seremos competitivos com Barajas. Seremos sempre um aeroporto periférico no espaço europeu. Não há volta a dar-lhe. O que pode fazer sentido é procurar estabelecer uma relação privilegiada com os voos africanos, que de Lisboa poderiam conectar-se com o resto da Europa; ficando Madrid com a relação com as Américas.
É uma ideia, que nunca terá viabilidade na próxima década. E aí talvez a melhor solução seja Portela + 1, em que as ligações com a Europa e as Low Costs se mantivessem em Lisboa, e as transcontinentais e a TAP fossem para novo destino (ou TAP e Europa na Portela e Low Costs e transcontinentais no novo aeroporto…)
É para aí que apostamos? É que não tenho ouvido argumentos nesse sentido…
Fica a ideia.

Dizem que é desta que fecha...


Eu, se por cá estivesse, iria. Lembro-me de muitas noites bem passadas, pelo belo palacete das Palmeiras, primeiro ainda como PSR, agora como BE. A verdade é que o ambiente foi sempre o mesmo, muito relaxado...

Protectorado

Bem sei que o meu estimado amigo José Medeiros Ferreira é um entendido e especialista em assuntos internacionais, contemporâneos e históricos. Sei também que tem desenvolvido um interessante trabalho sobre o período da I República, a participação de Portugal na I Guerra e afins. Talvez seja daí a ideia de um novo regime de protectorado internacional para o Kosovo?
Parece ser essa a ideia aqui expressa; mas questiona bem: onde estão as forças?
Eu pergunto, regressando aos anos 20, não haverá por lá cristãos a necessitar de ajuda premente? É que se houvesse, podíamos mandar os franceses. Como não há petróleo não dá para os britânicos. Restam os alemães, que como perderam sempre as guerras nunca foram chamados a protectorar nada; e os parceiros do costume: EUA e Rússia. E eu aposto que eles iam nessa...

terça-feira, dezembro 11, 2007

Manoel de Oliveira


E ainda filma. E ainda ganha concursos para filmar. Ao contrário dos muitos que o felicitam pelo feito ou pergunto-lhe «quando deixa de filmar e permite que hajam novos realizadores a ganharem subsídios para os seus trabalhos?».
É que não sei se sabem, mas em Portugal há apoio para se realizarem 5 filmes por ano; que na verdade são 4, porque um é, sempre, do senhor Oliveira. Sempre. Eu até acho piada a idade do senhor, agora pensem nos realizadores que nunca apareceram porque 20% do apoio que foi dado ao cinema português, pelo menos nos últimos 20 anos, tem um dono cativo.
Como é possível desenvolver uma política de apoio ao cinema português, ao novo ou ao consagrado, com a obrigatoriedade de manutenção de certas «vacas sagradas»? Como definir uma política de cultura para o sector se os escassos recursos existentes têm, à partida, destino certo?

Manifesto 2009


Parece que ganha momento a construção do Manifesto 2009.

Parece que há uma nova iniciativa alemã; e em Espanha há este excelente blogue, que, com simpatia, nos publicou. O texto é inédito e espera publicação nacional, pelo que ainda não o divulguei.

Sofia, Madrid, Lisboa
December 08, 2007
José Reis Santos nos envía, en portugués, esta reflexión sobre el Congreso del Partido Socialista Europeo celebrado recientemente en Sofía. Todo ello con la vista puesta en Madrid, donde se aprobará el Manifiesto 2009 para toda Europa

«Após o Congresso do PES organizado no Porto, em Dezembro de 2006, a expectativa em torno do Conselho de Sofia era elevada. E estas não foram defraudadas, pois o seu contributo político foi muito intenso. Confirmou-se o papel central que o Manifesto 2009 assumirá na vida próxima do PES e, inevitavelmente, dos diversos partidos socialistas nacionais; bem como o papel que o movimento dos Activistas pode, e deve, desempenhar na boa condução desta original iniciativa.»
Read the rest of this entry →

Aviso Panteras

Enforcamento Iraniano, Silêncio Europeu
Makwan Mouloudzadeh foi enforcado a 5 de Dezembro às 5 h da manhã na prisão central de Kermanshah, no Irão. Era acusado de ter mantido uma relação homossexual com um rapaz de 13 anos, idade que ele mesmo tinha à altura dos factos, em 1999.
À política criminosamente homofóbica do Estado iraniano corresponde o silêncio cínico dos diplomatas europeus eda presidência portuguesa da União Europeia. Sobre este assassinato homofóbico, nem uma palavra, nem um gesto, nem um olhar.
Não duvidamos: tanto é culpado o carrasco como o cínico que olha para o lado em nome de interesses políticos e comerciais, ou quaisquer outros.
Shame on Iran, Shame on the European Presidency and the European Comission!

(mais) uma ideia sobre Intermitência


Caro Pedro, Penso que não me fiz entender: eu não quis dizer que o problema da Intermitência era apenas um problema laboral, longe disso. É uma situação bem complexa a que envolve o sector das Artes e Espectáculos. Queria apenas sistematizar o argumento apresentando a cronologia dos eventos em curso.
1. Tratado legislativo em sede parlamentar. Proposta do Governo. Procura, na essência, resolver um problema laboral.
2. Problema da Segurança Social. A ser resolvido sob proposta do Ministério do Trabalho e da Segurança Social.
3. Aplicação da lei. Construção de grupos de apoio que acompanhem a lei e que recolham bons e maus exemplos de aplicação prática.
4. Debate alargado sobre «Teoria da Intermitência»
5 . Recolha e Apresentação de propostas de melhoramento da Lei
6. Trabalho com o poder político para a melhoria da Lei
7. Novo acompanhamento da Lei.
Isto é um processo complexo, de vários anos, que apenas começou. Estamos a findar o primeiro passo. Há que pensar no segundo, sabendo que para regressar ao primeiro, que é possível, há que trabalhar com consistência e responsabilidade. Esta parte laboral é apenas uma das faces deste problema. Concordo que não é nem a mais interessante nem a mais importante. É só pela qual estamos agora a passar…
Espero a tua resposta.
[Também publicado no Les Cannards Libertaires]

sábado, dezembro 08, 2007

Eu não inalei. Só respirei. Pior pior é a reportagem...


[via Arrastão]

Amizade e Camaradagem

Pode não se ser fã do espectáculo (eu sei que não sou) mas há que reconhecer o espírito deste grupo de forcados (se não me engano, são os de Vila Franca de Xira)

Duas ideias sobre Intermitencia,


Duas ideias sobre Intermitencia,

O Tiago Ivo Cruz desafiou-me a comentar o recente artigo do Secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho e que considerasse o que ele aqui e o Pedro Picoito já escreveram sobre o tema.

Bom, em primeiro lugar queria manifestar a minha surpresa pela não existência deste assunto na blogosfera. Seria esperar, uma vez que tantos e tão ilustres intelectuais, de esquerda e de direita, pudessem ter reparado no que está acontecer com as gentes do Espectáculo. Não acontece e é estranho.

Depois parece-me que o mais importante no processo em curso é que se criem os hábitos de trabalho e de construção de quotidianos de política que permitam observar e melhorar a legislação de determinado sector. Explico.

Na democracia portuguesa não existem hábitos de trabalho político interpartidário e entre a sociedade política e a sociedade civil. A regra é que quem está no poder, no governo, usa e abusa do direito de ler no voto legislativo uma carta de alforria que tudo permite. Neste moldes o diálogo é de surdos e o que acontece é que é aprovada a proposta do governo com toda a oposição contra. A oposição, por seu vez, geralmente, pede o Mundo e a Lua nas suas reivindicações, sabendo de antemão que nada do que pede pode ser negociado. Daqui saem duas linhas estratégicas: um acordo mínimo para que a oposição possa cantar vitória; ou a rejeição total seguida de contestação sectorial na rua e nos media, como ou sem greves; e acusações de autismo e de totalitarismo por parte do governo.

É sempre assim, seja em que área da governação for. E foi assim na discussão do dossier intermitentes. Como aqui escrevi, nunca houve por parte da Plataforma uma verdadeira vontade de trabalhar política. Pior, em muitos casos, especialmente após a entrada do PCP no debate, houve uma manipulação estratégica no sentido de boicotar qualquer tipo de entendimento entre o que o Governo e o Grupo Parlamentar do PS (GPPS) estavam a trabalhar e a Plataforma. Isto apesar das dezenas de audições que o GPPS patrocinou, com todos os envolvidos no debate. Estive inclusive em reuniões onde a Plataforma praticamente concordava com a proposta do PS, inclusive as alterações sugeridas foram aproveitadas, e de seguida ocupavam-se as escadas da Assembleia da República a denunciar o autismo governamental. Isto não é trabalhar política no sentido em que se procura melhorar as condições de vida de determinado sector profissional (como é o caso). Isto é brincar à política partidária.

Agora convém manter o governo na defensiva, com sorte abrir outra linha de contestação e se correr bem ainda se fecham os teatros, cinemas, ateliers e afins por um fim-de-semana, com uma greve geral do sector. É esse o grande objectivo? O que se ganha com isso? Só soundbite e tempo espaço de antena. Melhorias para o sector? Nada.

E ninguém parece entender isto.

Não quero aqui requentar o que estava na altura em discussão. Já o fiz aqui. Nem procuro defender que a lei está perfeita ou que é incólume. Longe disso. As leis à nascença não se querem sem falhas, pelo contrário; a ideia é que o aperfeiçoamento seja desenvolvido na prática, com o confronto com o Real, e não aquando da sua construção teórica.

Isto quer dizer que a Plataforma, e quem contesta esta lei, em vez de estar preocupada em desenvolver a próxima acção directa, devia estar interessada em seguir a aplicação da lei, em preparar gabinetes de acompanhamento jurídico para que os profissionais do sector possam ter o apoio necessário para o entendimento do novo enquadramento legal. Mas não chega. Devem estar a preparar grupos que recolham casos concretos de boa e má aplicação da lei, para que a imperativa legal seja construída com a colaboração de quem recebe o impacto da nova estrutura legislativa; e patrocinar sessões de esclarecimento, de preferência articuladas com o governo, para que a informação chegue cristalina a todos quanto dela necessitam. Deve também fomentar contactos com o Ministério do Trabalho e da Segurança Social para saber o que está a ser feito e como. Eu, por exemplo, já contactei a Secretaria de Estado da Segurança Social, que se disponibilizou para o que for necessário.

Se hoje a lei não é perfeita, pode sê-lo em dois anos, em cinco. Esta espera, este trabalho de acompanhamento, de consistência, tem de ser feito. E tem de ser feito pela sociedade civil (a aí a Plataforma poderia dar um óptimo contributo). Agora, isto exige que se trabalhe política; que se acredite no sistema, que é possível melhorar as condições de vida deste sector. Da parte do governo julgo que existe todo o interesse nisso. E na oposição? Ai julgo que não.

Para terminar, duas palavras sobre o texto do Mário Vieira de Carvalho.

Concordo com a avaliação formal do Tiago. O texto é demasiado pedagógico para ter um interesse intelectual superior. Penso é que esse era o objectivo, apresentar, nesta fase, o que está em cima da mesa. Conceitos básicos. Apenas. Vejamos se o futuro nos reserva melhores análises.

Parece-me que os comentários do Pedro Picoito pecam por tardios, uma vez que muita da argumentação que utiliza já foi sobejamente debatida (ver, outra vez, este texto). Espero os seus updates.

Por fim, Tiago, não me parece que esta seja uma lei para os Intermitentes, o que acho bem. Em primeiro lugar, do ponto de vista teórico, a discussão sobre o que é a Intermitência deve de ser feita fora das instâncias parlamentares. Nunca deveria estar no traçado legal. Deve ser promovida na arena comum, na intersecção entre a sociedade civil, política e académica. E deixo-te o desafio para organizarmos algo nesse sentido. Em segundo lugar, do ponto de vista prático, sendo esta uma bandeira bem estanque, e tão polémica, não fazia sentido colocá-la na letra da lei. Só iria confundir e provocar distracção. A ideia era resolver um problema laboral, não discutir Teoria da Cultura.

Termino lembrando que este é apenas o primeiro passo. A perfeição está no decimo. Saibamos lá chegar.

[Post também publicado nos Les Cannards Libertaires]

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