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quarta-feira, janeiro 30, 2013

O Costa de ontem

Dúvida que me fica:

António Costa terá medido bem o impacto da sua novela de ontem nos seus apoiantes, nos lisboetas, e nos portugueses em geral?



terça-feira, setembro 18, 2012

A sorte favorece os audazes?

NewImage

Aqui que ninguém nos ouve, António Costa tem muita sorte de estar toda a gente concentrada na crise da TSU, e na desagregação do governo. 

Esta história da birotunda do Marquês tem todos os ingredientes para correr mal.

quinta-feira, julho 02, 2009

Encontros com o Presidente

Hoje o António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, promove um encontro informal com bloggers e utilizadores das redes sociais (Twitters, Facebooks, etc). É às 18 h na Sala do Arquivo, nos Paços do Concelho.
Julgo ser a primeira iniciativa deste género pela parte de um Presidente de Câmara, em Portugal, o que aumenta o nível do seu significado e reforça a ideia da governação «para as pessoas» promovida pelo António Costa em Lisboa.
É ainda um sinal de que as redes sociais já entraram, definitivamente, na arena política, agora com uma maturidade e significância bem mais premente que em anos anteriores. Esse facto tem sido muito visível nas recentes campanhas eleitorais (pelo menos desde a última presidencial), mas ainda não tinha atingido, de forma consistente, as cúpulas institucionais. E o facto de ser o Presidente da CML a promover o encontro, e não o candidato, significa que as redes sociais alcançaram a sua maioridade e que são hoje tratadas com a dignidade que a sua relevância merece. Finalmente.
Eu estarei por lá, a twittar e a blogar.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Baixa de Lisboa

Já me tinha apercebido, pelo Rui, que algo se estava a passar em Lisboa. É que daqui, de Bruxelas, apesar do muito acesso existente (internet, blogues, etc) a verdade é que não se consegue estar em cima do que se vai passando (também é verdade que se tem mais de fazer que ficar em cima das notícias de Portugal...).

Deixem-me ainda acrescentar que, vivendo numa cidade como Bruxelas (Capital da Europa), sem carro, sou cada vez mais defensor de políticas agressivas para com o transporte individual. No centro de Bruxelas as pessoas vivem, não passam ou passeiam. E muitas pensam, para quê o carro? Vivo no centro, estou perto de tudo, o dinheiro que o carro me custa por mês (gasolina, portagens, leasing) dá bem para procurar uma outra qualidade de vida. E procuram.

(tema a regressar)

Entretanto, recebi um par de emails com a explicação apresentada pelo Presidente da CML (excelente apresentação, diga-se), que convosco partilho.


sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Trânsito na Baixa

Vou pôr foice em seara alheia, que é como quem diz vou comentar a questão de fechar a baixa ao trânsito, partindo da troca de palavras entre o José Gomes André e a Fernanda Câncio. Estou à vontade pois não moro na Baixa, nem sequer em Lisboa. Mas acho uma excelente ideia fechar o trânsito naquela zona da cidade. Claro que o argumento utilizado pela Fernanda não foi o mais feliz (“poder apanhar um táxi e sair à porta das lojas”) mas desvalorizar a questão por causa de um argumento infeliz é campanha, não troca de ideias.

Pessoalmente, defendo o fecho do trânsito na Baixa não por causa das lojas, até porque os lojistas já podiam ter dado um sinal de querem alterar as coisas, mudando/estendendo o horário que estão abertos ao público (qualquer coisa que permitisse combater os centros comerciais, até porque aquela zona da cidade tem tudo para ser um centro comercial a céu aberto, com as vantagens e desvantagens que isso trás) mas para transformar essa zona da cidade numa zona de vida cultural e de lazer de excelência. Como? Organizando teatros de rua, permitindo aos artistas da(s) escola(s) de circo que ali actuem (só dois exemplos), juntando a isso a oferta já existente na área, promovida pelo Coliseu, o Politeama e o Teatro Nacional. Isto, claro, combinado com um policiamento capaz e com os restaurantes e lojas abertos até mais tarde.
Digam lá se não valia a pena fechar o trânsito…

P.S. – e quanto aos utilizadores das vias adjacentes, acontecia-lhes o mesmo que aconteceu quando deixou de ser permitido aos veículos pesados no Terreiro do Paço, junto ao rio: encontraram outros caminhos!

quarta-feira, outubro 15, 2008

Petição pelo Bairro Alto

To:
Ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa,

Somos frequentadores, moradores e comerciantes do Bairro Alto, e estamos visivelmente satisfeitos com as decisões tomadas por V.Exa. relativas à limpeza das ruas deste bairro típico da cidade e à promoção da segurança nessas mesmas ruas.

Contudo, de forma alguma podemos concordar com a limitação do horário de funcionamento dos bares até às 2 horas da manhã.

O Bairro Alto, principalmente desde a chegada do Metropolitano à estação da Baixa-Chiado, tem-se tornado o espaço nocturno por excelência de Lisboa. Não só devido a esse facto, mas porque muitos e muitos cidadãos preferem aquelas ruas, aquele espaço, toda uma envolvência que o torna o espaço ideal da cidade para estar à vontade com os amigos, um espaço de alegria e diversão como nenhum outro, decididamente insubstituível.

É, para além disso, a zona de diversão nocturna mais procurada pelos estrangeiros que visitam Lisboa, onde podem jantar numa zona tão típica e também divertir-se.

Um encerramento dos bares às 2 horas vai proceder a um corte abrupto na tão animada vida nocturna do Bairro Alto. Os frequentadores dos bares, na sua grande maioria, não estão interessados em dirigir-se a qualquer discoteca, dentro ou fora do Bairro. A muitos não lhes agrada qualquer outra zona da cidade para sair à noite.

Aliás, a grande maioria das outras zonas de diversão nocturna, ou mesmo todas, estão ocupadas por espaços de filosofia totalmente diferente.

Não é também por acaso que moradores e comerciantes não concordam com tal medida. Os moradores sabem que muito do seu ganha-pão provém da actividade hoteleira ali exercida. E que a consequência prática da imposição desse horário de encerramento será inevitavelmente a perda brutal de receitas, transferidas para outras zonas da cidade ou mesmo para os hipermercados, pois se calhar muita gente passará a optar por festas em casa...

Por outro lado, essa medida é totalmente contraditória com o recente estabelecimento, através do Governo e da Carris, do serviço shuttle a ligar o Bairro Alto a Belém entre as 22.00 e as 5.00, bem como com o reforço da Rede da Madrugada nas noites de fim-de-semana e vésperas de feriado para intervalos de 30 minutos, medidas essas que representam um substancial incentivo ao uso do transporte público e à não utilização de automóvel para saídas nocturnas, e que como tal são sem dúvida merecedoras dos maiores elogios.

Não podemos deixar de ter em conta que o Bairro Alto é a zona de diversão nocturna mais bem situada da cidade em termos de transportes públicos, não só pela estação de metro Baixa-Chiado e pelos autocarros, designadamente o 202, como também por se encontrar muito próximo dos Restauradores, Rossio e Cais do Sodré. E não será certamente por acaso que a Carris escolheu o Cais do Sodré para terminal da grande maioria das carreiras da Rede da Madrugada.

Por fim, queremos alertar para os problemas de segurança que podem vir a verificar-se por consequência do novo horário. Não só uma saída em massa de pessoas à mesma hora de uma mesma zona pode causar problemas a vários níveis, designadamente por a possibilidade de ocorrência de rixas aumentar substancialmente (o que não acontece com o horário actual, atentas as características da zona, que leva a que as pessoas vão saindo aos poucos), como a diminuição do número de pessoas presentes pode levar a que certas áreas se tornem apenas frequentadas por indivíduos cuja presença em quase exclusivo se torne intimidadora para a generalidade dos cidadãos, facto que prejudicará em última análise e acima de tudo os comerciantes.

Por isso, Sr. Presidente, apelamos a que o horário de abertura dos bares no Bairro Alto se mantenha até às 4 horas, sendo que tal horário, como é certamente do seu conhecimento, apenas se efectiva aos fins-de-semana, pois durante a semana os bares fecham não depois das 2 horas.

Viva o Bairro Alto !

Com a mais elevada consideração,
Sincerely,
The Undersigned

(Quem concordar pode assinar aqui.)

quarta-feira, setembro 24, 2008

Maria Keil e o Metropolitano – Um esclarecimento necessário


A blogosfera por vezes tem destas coisas. Boas intenções são deturpadas e as suas consequências imparáveis. Parece que este texto d'As causas de Júlia (que conhecemos aqui) causou tanta confusão na blogosfera que muitos (nós inclusive) pensámos que se estava hoje a destruir a obra da Maria Keil no Metropolitano de Lisboa. Afinal nada disso é verdade, a destruição ocorreu há mais de 10 anos, e quer este Governo, quer a Câmara Municipal de Lisboa, quer a Administração do Metro de Lisboa ou mesmo o Ministério das Obras Públicas nada tem a ver com o caso.
Publicamos a resposta colocada n'As causas de Júlia na íntegra porque nos sentimos - indirectamente - responsáveis pela dimensão da situação criada, pois aqui mostrámos a nossa indignação ao que pensámos ser um atentado à memória e aqui solicitámos que subscrevessem a petição entretanto colocada online.
Deixamos o texto:

Um texto despretensioso deste blog acabou por dar origem a um autêntico furacão internético, e está a provocar algumas dores de cabeça à autora e aos visados. Peço, por isso, a vossa atenção para o esclarecimento que se segue.
Tudo começou com um apontamento breve inscrito neste blog a propósito dos 94 anos de Maria Keil no dia 9 de Agosto. De passagem, lembrei a história dos painéis que a Maria fez para o Metropolitano de Lisboa entre finais dos anos 50 e inicio dos 70 e que, aquando das obras de ampliação do metro, nos anos subsequentes foram parcialmente destruídos – tendo a estação dos Restauradores sido a mais afectada, acabando a obra de Maria Keil naquela estação por ficar completamente destruída; mas a celeuma na altura foi tanta e a Maria insurgiu-se de tal forma, que fez com que a administração do Metropolitano repensasse os processos da renovação que estava a ser efectuada, voltando atrás e acabando mesmo por encomendar à artista uma das novas estações, precisamente aquela que está há anos para ser inaugurada, a estação de São Sebastião, e que Maria Keil tem pronta, prevendo-se que o seja em 2009 aquando dos 50 anos do Metropolitano.
A verdade é que o assunto foi sanado e ultrapassado, até pela própria autora, e a referência que lhe fiz neste blog, nomeadamente com a transcrição de parte substancial da entrevista dada por Maria Keil a António Melo, em 1999, pretendia apenas lembrar esse episódio lamentável, sem quaisquer outras motivações nem acusações a ninguém.
Acontece que a chamada blogosfera é um meio de comunicação particularmente propício a leituras apressadas e frequentemente incorrectas da realidade. E a internet, pela capacidade de difusão rápida que permite, torna-se muitas vezes veículo, mesmo que involuntário, de meias verdades que a seguir se transformam em pequenas mentiras, as quais por sua vez degeneram não raras vezes em verdadeiras calúnias.
Foi mais ou menos isto que se passou com esta história. A partir deste apontamento, o assunto voltou a ser abordado, de forma mais contundente, no blog do Samuel, que na altura saudei, o qual foi por sua vez citado em numerosos outros espaços, com mais um ou outro pormenor, uma ou outra acusação.
A partir daqui gerou-se uma autêntica bola de neve que culminou com a criação, no blog de uma indignada “petição online” (que reproduz, no essencial, o texto do blog de Samuel) onde se exorta “o Conselho de Gerência do Metropolitano de Lisboa a, rapidamente, diligenciar obter os desenhos dos painéis destruídos e mandar executar, à empresa que produziu (a Viúva Lamego) novos painéis”.
Pelo meio ficam prosas para todos os gostos, umas a pedirem que o Ministro da Cultura se retrate, outras a pedirem explicações à administração do Metro, todas a dizerem mal do actual Governo e/ou da Câmara Municipal. Até Manuel António Pina embarcou na onda e escreveu uma crónica, com a qualidade irrepreensível que o caracteriza, clamando contra os “responsáveis”.
Tudo isto porque alguém tresleu as minhas palavras e catapultou para a ribalta, eventualmente com boa intenção, uma guerra que não existe – mas que, naturalmente, está a incomodar profundamente a Maria Keil. Porque é óbvio que nem o actual governo nem a administração em exercício do Metropolitano têm qualquer coisa a ver com o assunto (as obras em causa têm mais de dez anos!) e em parte alguma do texto que, involuntariamente, originou esta “tempestade” se diz que “no Metropolitano de Lisboa há juristas muito bons, que descobriram não ser obrigatório pedir nada, nem indemnizar a autora, exactamente porque ela não cobrou um tostão que fosse pela sua obra”. Essa foi, precisamente, uma leitura (extemporânea) do Samuel, e que acabou por funcionar como o fósforo que ateou a fogueira – acabando o fogo por se estender à imensa floresta dos blogs!
Há com certeza muitos motivos para discordar das políticas do governo e criticar o primeiro-ministro José Sócrates. Mas este não é, em definitivo, um deles. E só por desatenção, má fé ou desonestidade intelectual poderemos continuar a alimentar esta guerra sem sentido. Daí o meu apelo a que, de uma vez por todas, se ponha cobro a este lamentável episódio. De que, pela parte que me toca, desde já me penitencio. Mas que pode ter, pelo menos, a vantagem de nos levar a reflectir sobre o peso das palavras mal interpretadas e sobre as consequências de uma leitura apressada ou negligente daquilo que nos aparece no espaço virtual.
Desde já, as minhas desculpas públicas a Maria Keil.
Chamo a atenção para uma entrevista recente da autora, sobre o assunto.

Para mim é só descer a rua...


sexta-feira, setembro 12, 2008

Sobre o acordo com Helena Roseta

1. É uma boa noticia para a cidade, que fica com um mais um elemento a apoiar o executivo eleito e uma boa notícia para António Costa, que beneficia desse apoio.
2. Entendo a ideia do Daniel Oliveira, que apoio num cenário de não deixar o governo de Lisboa regressar à direira (seria mesmo muito mau). Tenho dúvidas, no entanto, de quaisquer coligações negativas, e por isso é desejável que o projecto autarquico a construir para a Capital agregue toda a esquerda pre-eleitoralmente.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Lisboa Antiga



Através do PS Lumiar descobri o excelente blogue Dias que voam, onde nos era apresentado um mapa das Freguesias de Lisboa no século XVIII, onde naturalmente recomendamos a visita. Deixamos o post de «T». As imagens também foram retiradas do Dias que voam e referem-se à Lisboa do início dos anos 40. Um blogue para seguir com reegularidade.


Serve a presente para informar a todos os potenciais interessados que desenterrei e disponibilizei uma pequena colecção de mapas de Lisboa que, tanto quanto sei, não se encontrava ainda online.
Os scans foram feitos por mim, sem grande cuidado nem qualquer aparelho especial, e o livro de onde os tirei já era uma cópia de má qualidade do original, mas dá para ver tudo :)
Aparentemente faltam tres freguesias neste livro que Francisco Santana recolhe e indexa a partir de um original da Torre do Tombo, que data de 1770.
O texto introdutório parece querer indicar que não constavam do original.
Apontai o vosso navegador para http://lisboa.betatechnologies.info/freg e mirai a lista de imagens.
Para vossa conveniência, aqui segue a lista de uma forma melhor legendada:

terça-feira, julho 15, 2008

Lisboa e Graffitis

Parece que a CML vai actuar sobre o assunto...

ver aqui a entrevista com um dos promotores dos encontros do Bairro Alto sobre os «graffitis»:


e aqui a reportagem do Sociedade Civil, da Fernanda Freitas, na 2.

como no pasa nada?

Caro Rodrigo,

Vejo com agrado que a aposição PSD na CML vai seguindo com atenção o que se promove por parte do PS em Lisboa (Concelhia + CML). Não percebi se tivestes no Altis ou se lestes nos jornais o que por lá se passou.
Para tua informação foi uma sessão muito participada, livre e crítica, onde muito de discutiu e debateu, com muitas e boas intervenções (como a do Rui Godinho, da Lúcia Sigalho e a de muitos militantes de base).
A da Margarida Vila Nova foi uma das mais emotivas e pessoais da noite e, devo acrescentar, das mais mal interpretadas. Ela, ao dizer «não passa nada» fez um dos mais rasgados elogios a este executivo camarário (eu acho).
Talvez alguns já se tenham esquecido o que foi o desgoverno e o descrédito do consulado Carmona, mas eu não. Não quero com isto dizer que tudo está perfeito, não. Não quero com isto dizer que o trabalho está concluído, claro que não, ainda há muito que fazer. Quero apenas referir que a CML retirou-se do ciclo noticioso (e vicioso) em que se encontrava na administração de direita e que a apresentava, aos olhos dos munícipes e do país, de forma vergonhosa.
Hoje nada disto se passa. A Câmara funciona. Hoje a CML volta a ser pessoa de bem. Isto, porque nada se passa. Trabalha-se.
O que querias, então, que se passasse, Rodrigo?

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