domingo, dezembro 16, 2007

SICKO


Acabei de ver o Sicko, documentário realizado por Michael Moore, realizador norte americano.

Começa por falar e de retratar uma serie de casos, de americanos, os quais não possuiam "Health Care" ... Faz alusão a uma serie de politicos e com as suas contradições perante o capitalismo e o controlo dos lobies... Ficamos sem perceber o porquê de um país desenvolvido e rico, não ter e não assegurar o tratamento médico para todos "Universal Health Care"... Quem tem dinheiro trata-se, quem não tem... Espera um milagre de Deus...
Por entre a comparação com alguns países desenvolvidos, Micheal coloca em causa a moral hipocrita desenvolvida pelas gentes de seu país.
Preferem em vez disso focar atenções para os "Terroristas" os que provocam "MALES" vindos do oriente... Deixando os seus proprios terroristas proliferarem os seus lobies em sua "casa"...
Mas destas vissicitudes Americanas já muito se falou, o que me causa alguma preocupação são algumas tendências similares a estas Norte Americanas que em Portugal têm ganho e conquistado algum terreno para se legitimar a sua ponderaçao, sempre com a desculpa de a situação estar dificil. Colocam em causa o sistema (o de saúde) dizendo que este está ultrapassado, sem sequer perceber se é o modelo do sistema ou a sua organização logistica, de recursos humanos, que está desactualizada.
Ouvimos falar cada vez mais em privatizar.
Será que os nossos politicos não têm capacidade para combater os lobies?
Será que os nossos politicos não têm capacidade de estruturar os vicios criados ao longo de muitos anos de marasmo?
Sei que é mais facil viciar as variaveis que se traduzem em constantes, partindo dessas mesmas constantes e posteriormente lançar dados para "criar " as variaveis, sempre com dados oficiais claro está!
Precisamos estar atentos!
Ouço falar em solidariedade social, pessoas, mas o que temos são sempre números e não pessoas, números esses que são utilizados para disfarçar e amedrontar a realidade envolvente...
Nem tudo tem sido mau.... Mas muita coisa tem sido mal explicada...
Temos o papão do défice, o tal que nos sonega as oportunidades às quais temos direitos e deveres de participar... Sempre com a desculpa do compromisso...
O exemplo do grande projecto de desenvolvimento para Portugal, o novo Aeroporto e a sua localização, tem se mostrado uma rede de vicios e de lobies, que se torna assustador perceber que quem vai decidir por vezes parece não ter um pingo de solidariedade para com quem neles votou, acreditou, confiou...
Este governo tem organzido muita coisa, orientado o bom caminho para outras... Tem tentado mudar uma coisa... O pessimismo que nos é muito peculiar...
Isso é muito positivo, mas ainda quero mais no combate ao lobie... Porque este caminho de privatizações de empresas sem concorrência, por aparentemente, ser dificil combater os carteis, lobies, corporativismos, deixa-me algo preocupado...
Estarei atento... Ou ainda vou ter de convidar o Michael Moore para realizar um documentario sobre as vissicitudes deste nosso Portugal...

2 comentários:

José Reis Santos disse...

Paulo,
Os políticos são os lobbies; e os lobbies são os políticos. São, na maioria dos casos, uma e a mesma pessoa...

Rui Pedro Nascimento disse...

Paulo,

A questão dos aeroportos em Portugal não deixa de ser uma luta de lobbies, seja qual for a localidade onde o mesmo vá ser construído.

Em relação ao regime de saúde, não me parece que a questão passe (ainda) por aí.

Na realidade, os lobbies têm quer vertentes possitivas, quer negativas. Tu focaste, baseado no filme de Michael Moore, uma das extremamente negativas. Mas existem outros, mnesmo no universo americano, positivos. Como, por exemplo, os de promoção de igualdade de géneros (não estou com isto a dizer que eles estão melhor ou pior neste ponto que nós, europeus). Ou o do ambiente, que começa a ganhar claramente força (a nível americano, que a nível mundial já é um forte lobbie).

Nem tudo é mau no mundo dos lobbies. Tem, como tudo onde existe acção humana, aspectos bons e aspectos maus. É sempre uma questão de de quem tem mais força, sempre.

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