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segunda-feira, novembro 12, 2012

390 Minutos

Seis horas e meia, é o tempo que a RTP noticiou que Ângela Merkel passou no nosso país. E pareceram horas intermináveis.

A parolice que os nossos governantes, e os nossos media, demonstraram, só é superada pela cara de enfadonho da Fraulein Merkel. Isto de visitar colónias de selvagens, é chato...

Até a porcaria do avião dela a descolar, as televisões filmaram.

Haja pachorra! Porque dignidade, pelos vistos, não há.

segunda-feira, novembro 14, 2011

Notícias gélidas da CDU de Merkel

Acaba de ser aprovada no Congresso Nacional da CDU, o partido de Angela Merkel, uma resolução que considera que deve ser permitida a saída de Estados-Membros da Zona Euro, sem que isso implique a saída da própria UE.

Obviamente sendo uma resolução partidária, não vincula o governo alemão, mas é uma boa indicação de onde está a cabeça dos membros da CDU neste assunto.

Para bom entendedor...

terça-feira, setembro 20, 2011

Como uma desgraça nunca vem só...

O governo esloveno acaba de cair, por ter perdido uma moção de confiança no Parlamento.

Como o calendário eleitoral eslovaco só permitirá eleições em Dezembro, ou adiamos até aí a ractificação da expansão do fundo europeu de estabilidade financeira, ou a Eslovénia não participa (algo que eles devem ter pena...).

Veremos como cairá isso na Alemanha...

quarta-feira, abril 27, 2011

O fim da União Europeia

Depois do começo da crise financeira de 2008, e após a intervenção estatal nos vários países para que o impacto da mesma fosse minimizado, passámos a sofrer o ataque especulador ao €uro.
Este ataque, país a país, teve (como é do conhecimento geral) uma pobre reacção da União Europeia.

Por muitas voltas que se dêem, os políticos dos principais países não têm líderes à altura dos acontecimentos. Os actuais líderes europeus têm uma visão muito curta, principalmente quando comparados com alguns dos seus históricos antecessores (como Helmut Kohl ou Jacques Chirac - para não falar de François Mitterrand).

Mais preocupados com os ganhos ou perdas eleitorais nos seus países, e movidos por cada círculo eleitoral, deixaram de olhar para o médio/longo prazo. Numa situação destas, tornou-se óbvio que o projecto europeu perdeu espaço e significado nas políticas de cada país. Os líderes destes começaram, basicamente, a reagir de forma a responder ao crescente mediatismo de partidos representativos de franjas do seu eleitorado, mas cuja exposição mediática ganhava relevância através de uns média cada vez mais acossados pelas perdas de lucro que as novas ferramentas de informação estavam a procurar. Sempre na busca da nova "caixa" jornalística, as propostas radicais ganhavam força nos canais de média tradicionais, numa óptica de "Controversy creates cash"!

Começou-se, assim, a propor políticas típicas de partidos extremistas, dando assim razão aos mesmos e aumentando a caixa-de-ressonância das propostas dos mesmos e permitindo o seu crescimento eleitoral, entrando-se assim num esquema de pescadinha de rabo na boca (quanto mais radicais são as propostas, e alimentadas pelo sucesso das propostas anteriores, mais destaque é dado na comunicação social, mais pressão é exercida nos partidos tradicionais de poder, mais estes soçobram perante as novas propostas).

Esta situação provocou que a resposta ao ataque especulativo ao €uro não pudesse ser, por força das pressões políticas, feito de uma maneira concertada e única, actuando os líderes actuais de uma forma reactiva e minimizando os estragos, em vez de atacar o cerne da questão.

Agora vê-se chegar ao fim daquilo que representava, do ponto de vista social, a maior medida tomada para os cidadãos deste espaço único. O acordo de ontem, entre Sarkozy e Berlusconi, com o apoio hoje dado pela Alemanha, pela voz do Ministro do Interior alemão, Hans-Peter Friedrich, à alteração ao acordo Schengen por forma a "incluir novas cláusulas que permitam adaptá-lo a novas exigências", significa o fim da livre circulação de bens e pessoas. Abrindo-se esta porta, daqui para a frente poder-se-á sempre incluir mais e mais cláusulas para adaptar a novas exigências.

Pobre Europa esta que não se mostrou digna da sua herança.

terça-feira, novembro 16, 2010

Pequenos pormenores que fazem a diferença.

Henrique Raposo tem não tem razão quando diz que


E digo que tem não tem razão porque a malta que critica a Alemanha não se esqueceu disso. A malta que critica a Alemanha habituou-se foi mal: Habituou-se a Helmut Kohl e ficou mal habituada. Henrique Raposo é que se esquece, por vezes, destes pormenores...

sexta-feira, novembro 12, 2010

A Ler: Teoria dos jogos

Teoria dos jogos:

Qual o sentido dos governos Francês e Alemão cozinharem uma solução institucional que, daqui a três anos, implicaria custos efectivos para os seus próprios bancos? Nenhum sentido: apesar das aparências, a declaração de Deauville foi feita para ter efeitos imediatos. Anunciando uma realidade a três anos, Alemães e os Franceses alteraram o presente e criaram as condições para forçar, hoje, os devedores a recorrer ao fundo que já existe e que não implica qualquer reestruturação da dívida. Ou seja, não há aqui qualquer intenção de punir os credores, antes pelo contrário. Num certo  e perverso sentido, o comportamento dos mercados nas duas últimas semanas foi inteiramente desejado pelo eixo Franco-Alemão.

Joião Galamba (Via Jugular.)

quinta-feira, novembro 04, 2010

Incompetência do Governo. Mas qual?

Quem lidera um espaço como a Europa comunitária - quem lidera realmente - tem de saber e querer liderar esse espaço. A única maneira de ter alguém a liderar, efectivamente, esse espaço é obrigá-lo/a a ir a votos na totalidade desse espaço.

Quando quem lidera a Europa comunitária só tem de responder perante uma parte dos cidadãos desse mesmo espaço - por exemplo (e completamente aleatório) a Alemanha - é natural que somente tente agradar aqueles que lhe garantem a reeleição.

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Portugal was forced to offer higher rates to sell new debt Wednesday, underlining concerns among investors about a German-led push to get them to bear some of the cost of any future bailout of countries that share the euro.

The Portuguese sale came after Angela Merkel, the German chancellor, demanded at a European Union summit meeting on Friday that investors “make a contribution” to resolving future European debt crises, rather than leaving taxpayers “on the hook.” Her finance minister, Wolfgang Schäuble, argued in a speech Tuesday night in Paris that the euro’s stability hinged upon making investors responsible.

That prospect has pushed up the spreads this week between the benchmark German bonds and those of suffering euro-zone countries.

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segunda-feira, outubro 18, 2010

Isto está bonito, está

Quo vadis, Europa?:

Angela Merkel afirmou, no passado sábado, que o modelo de uma Alemanha multicultural falhou. O problema da imigração, depois da publicação do panfleto Sarrazin [um provocador racista demitido do Bundesbank], fracturou a sociedade alemã.
Presentemente, Merkel considera que o projecto de co-habitação multicultural foi derrotado pelo peso da cultura muçulmana [emigrantes]. lemonde
Embora continuando a afirmar que a Alemanha continua aberta ao Mundo, Merkel, acrescentou: ‘Nós não temos necessidade de uma imigração que pese sobre o nosso sistema social’.
Merkel não sentiu necessidade de diferenciar co-habitação e integração. Em plena saída da crise a Alemanha levanta problemas muito próximos da xenofobia sob a pressão da Direita [que faz um aproveitamento hipócrita da crise].
A deriva de Merkel não anda muito distante da querela identitária manipulada por Nicolas Sarkozy, em França.

(Via PONTE EUROPA.)

P.S. - Ler Também:

Antes que seja tarde de mais:

Dentro da CDU a chanceler enfrenta cada vez maiores pressões para adoptar uma linha política mais dura na imigração, sobretudo nas franjas que não revelam predisposição a se adaptarem à sociedade alemã. E as declarações por ela feitas sábado à noite estão a ser vistas como uma tentativa de apaziguar aqueles que lhe criticam inaptidão para lidar com mão mais forte com os problemas da imigração no país.

 

(Via O Insurgente.)

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