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sexta-feira, setembro 21, 2012

Thank you, Mr. President

Tenho de confessar que os últimos dias toldaram-me um pouco a razão.
 
Sou daqueles (provavelmente) poucos que acreditam que o governo vai governar durante toda a legislatura. Se tal não acontecer será sempre porque o CDS, num determinado momento, "desistia" do do governo da República e fazia a coligação cair.
 
Estes últimos 15 dias, provavelmente inebriado pela enorme manifestação do passado dia 15 de Setembro, pus como hipótese bastante razoável que o governo, como o conhecemos, tivesse os dias contados.
 
Hoje, recebendo uma 'chapada' de realidade dos actores políticos, alguém me veio lembrar que o meu primeiro pensamento estava correcto.
 
Obrigado, Sr. Presidente!

"Cavaco considera 'ultrapassada' hipótese de crise política"

quarta-feira, outubro 26, 2011

A vitória política de José Sócrates


Só este título, da reunião do Conselho de Estado, era o suficiente para afirmar que José Sócrates viu, muito antes da Presidência e, como os últimos tempos da então oposição (agora Governo) que a crise era internacional e não portuguesa.

Mas o segundo ponto do comunicado do Conselho de Estado é um pedido de desculpas pelo gravíssimo erro de análise da Presidência, que teve o seu expoente máximo no discurso de tomada de posse. Vejamos:


(negritos meus)
Sem pedir desculpas ou reconhecer o erro de forma explícita, a Presidência da República, através do Conselho de Estado, vem reconhecer a análise política de José Sócrates, ao assumir que a crise é uma crise da União Europeia e que é uma crise sistémica.




quarta-feira, junho 29, 2011

quinta-feira, março 10, 2011

O discurso do Sr. Silva

Depois da demonstração efectuada ontem pelo Sr. Silva, demitindo-se da honorabilidade do cargo que exerce para o diminuir à expressão de líder da oposição, fica claro a mensagem passada aos militantes do Partido Socialista que preferiam o Sr. Silva com um segundo mandato presidencial em vez de apoiarem Manuel Alegre. 

Por outras palavras, o discurso do Sr. Silva, ontem foi uma mensagem clara aos Lellos desta vida: Obrigadinho pelo fel que destilaram contra um militante do vosso partido. Agora, se não se importam, vou arranjar maneira de fazer cair o governo.

Com o discurso de ontem, o Sr. Silva confirmou a validade da opção histórica de Álvaro Cunhal à 25 anos atrás, quando pediu aos militantes do seu partido que fechassem os olhos e colocassem a cruz no quadrado de Mário Soares na segunda volta da também histórica eleição presidencial. 


He's a devil, but is OUR devil!

quarta-feira, outubro 14, 2009

O caso das escutas

Na segunda feira, dia 12, programa Pros e Contras, Fátima Campos Ferreira, pretendeu questionar a seriedade imposta pelo Jornalismo em Portugal. No caso enfoque o das "Escutas na Presidência da República".
Caratecterizaram num primeiro acto as sondagens que cada meio de comunicação social expõe e quais as responsabilidades advindas de as mesmas serem mais ou menos rigorosas. Quem as lê, ás sondagens, podem interpreta-las de maneiras distintas. No caso de as mesmas serem mais confortaveis a favor de uma entidade que nos seja mais "chegada" opta-se por pensar que as mesmas são muito fiaveis e usamo-las como argumento de intenção para chamar os referidos votos que darão a vitoria no dia em questão. Se for o contrario, temos tendência a desdramatiza-la e não lhe dar "memoria"...
Discutiu-se então o caso das "escutas", que de "escutas" nunca teve nada... Afinal houve uma desconfiança de "alguém" o qual eu interpretei ser alguém chegado à Presidência da República, um tal de e-mail a descurtinar algo, ou alguém... Uma desconfiança!?
Questionou-se a falência das informações, de quem as fazia chegar às redacções. Da protecção dada as fontes que garantem as informações e provocam as investigações sobre as referidas materias... Muito se discutiu, muito se tentou argumentar, mas no final a duvida não só paira, como no meu caso pessoal aumentou. Ninguém se isenta de responsabilidades. Uns por culpa popria e quererem "fabricar" histórias outros por permitirem a divulgação dessas "tramas" e outros ainda por beneficiarem com os ditos boatos...
Brinca-se com a informação, e a num nível onde a brincadeira não deveria existir. Deveria existir seriedade, responsabilidade, isenção e sobretudo sentido de estado, pois são os elementos soberanos de gestão deste nosso Portugal.
A historia essa, um e-mail vindo de alguém a tentar falar mal de um outro alguém, porque este ultimo alguém referiu que o outro alguém andava a ajudar no programa de campanha de um alguém candidato... Argumento digno de telenovela...
Pergunto se podemos ser tão moralmente correctos para um determinado conjunto de coisas por ficar bem, e para outros, quando se perdem em argumentos, perder esses mesmos valores e colocar em causa a soberenia das gentes deste nosso Portugal...
Espero que alguém retire deste episodio as ilações necessárias para que o mesmo não volte a acontecer...

segunda-feira, outubro 05, 2009

M´espanto, hoje . . .

... dia da República de Portugal, com a ausência de discurso oficial por parte de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva.

Há uma instituição que hoje se cala, a Presidência da República, no dia da República de Portugal, algo que não me lembro de alguma vez ter acontecido nas últimas décadas. Invocando o estilo oratório do último discurso de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva, interrogo-me:

Por que será?

E, continuando a invocar o mesmo estilo, sou forçada a interrogar-me:

E se a instituição Igreja se calasse no próximo dia de Natal? Se no dia 25 de Dezembro de 2009, sua Eminência o Papa Bento XVI não ocupasse o lugar que lhe compete, na Praça de São Pedro, no Vaticano, para falar aos fiéis e ao mundo?

As instituições contêm o germe da coesão social. Juntam numa única Nação, um Povo, no dia da comemoração de um regime político que configura, há um século, os poderes da pólis em Portugal ou juntam simbolicamente os Católicos, no dia do nascimento de Jesus Cristo. As instituições - por definição - não podem calar-se oficialmente nos dias em que se comemora a sua institucionalização. Porque comemorar significa co-memorar, i.e., memorar em comunidade, cumprindo o ritual de agregação da comunidade em volta de um acto fundador.

M´espanto. Não tenho explicações para esta ausência institucional oficial. Porque os silêncios falam e este silêncio diz-nos "a instituição Presidência da República Portuguesa" não quer falar oficialmente aos Portugueses, no dia 5 de Outubro de 2009. Creio que muitos Portugueses se sentirão, hoje, órfãos. Ao elegerem o Professor Aníbal Cavaco Silva para Presidente da República, os Portugueses falaram. Hoje, o Presidente não fala aos Portugueses. Hoje, num contexto económico, político e social dentro do qual é urgente fortalecer a coesão social.

ADENDA POSTERIOR AO POST

Alertam-me vária/o/s amiga/o/s para o facto da ausência de discurso oficial, por parte da Presidência da República, ter acontecido antes, com o Presidente Dr. Jorge Sampaio. Lamento que a memória humana seja selectiva (neste caso a minha). Considero que é dever da Presidência da República fazer O Discurso Oficial da Presidência, nas comemorações do 5 de Outubro, para todos os portugueses, independentemente do calendário eleitoral.

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