sábado, maio 16, 2009

Anita como crítica de cinema

"Nunca li Dan Brown mas, se os filmes lhe fazem justiça, os problemas começam nele: não é um homem culto. Não pode ser um homem culto, mas quer, à força toda, que pensemos que é."

Alexandre Borges, "Anita aventura-se no Vaticano", ionline

A frase acima citada encapsula toda a arrogância intelectual de Alexandre Borges. Arrogância a um nível tal que só pode ser ridícula.

Ficamos a saber que Alexandre Borges é uma pessoa culta e lida, muito mais culta e lida que a "carneirada" que leu o "Código Da Vinci" e gostou do livro. Ou que gosta de outros livros de Dan Brown. Porque o muito culto e lido Alexandre Borges nem precisa de ler a obra de Dan Brown para saber que ele e um autor que não interessa. Porque os "verdadeiros" cultos e lidos não precisam de ler os autores para os criticar. Devem ter nascido com um gene cultural diferente do comum dos homens.

E porquê é que o Dan Brown é uma pessoa que não é culta, segundo Alexandre Borges? Porque os filmes "demonstram" uma tal falta de cultura que "obviamente" só podem reflectir o nível cultural do criador dos livros em que se baseiam. Isto afirmado por quem reconhece nunca ter lido os livros do próprio Dan Brown. Hilariante!

A minha única questão para Alexandre Borges é a seguinte: Tens noção que Dan Brown muito pouco teve a ver com a criação do Filme "Anjos e Demónios", certo? O argumento é de David Koepp e Akiva Goldsman e a realização é de Ron Howard. E como crítico de cinema Alexandre Borges tem de conseguir idealizar que muitas vezes as adaptações cinematográficas distorcem completamente o conteúdo e sentido dos livros em que se baseiam, o que aliás é muito comum em Hollywood. Vejam como exemplo o filme "Hannibal" e o livro "Hannibal". E depois digam-me que se pode inferir o nível cultural de Thomas Harris a partir do filme de Ridley Scott.

Alexandre Borges passa a imagem de ser um crítico literário frustrado que, enfim, teve de se contentar a fazer crítica de cinema. Ele gostava mesmo é de criticar autores que ele nunca leu.


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