sexta-feira, junho 30, 2006

Freitas II

É com pena que recebo a notícia da demissão do professor Freitas do Amaral. Para mim foi um dos melhores Ministros dos Negócios Estrangeiros que Portugal já teve. As posições firmes e coerentes com que actuou, quer em relação à posição de Portugal na EU, quer na "trapalhada" que se gerou com o emigrantes no Canadá, e principalmente num bater do pé contra a Austrália...
Espero que se continue com esta postura... Com esta politica de firmar Portugal como um país de respeito.
As rápidas melhoras para o professor…

Freitas pediu Demissão...




Vi na Sic Noticias que o Ministro dos Negocios estrangeiros terá pedido a demissão ao primeiro ministro José Sócrates...

Será verdade?
Porque motivos?

Fiquei curioso...

quinta-feira, junho 29, 2006

PRACE

Li à pouco no "público" que o governo através do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE), vai extinguir o IPQ (Instituto Português de Qualidade), que segundo informação da mesma fonte, é autofinanciável...

Espero que não se retorne novamente ao autismo das remodelações...

Estarei atento...

quarta-feira, junho 28, 2006

Novidades

Cadernos de Verão, The intelectual Life, Adufe 3.0.

SOBRE NATION-BUILDING E SUAS CONSEQUÊNCIAS

O influente NY Times de hoje relata algumas opiniões com interesse vinda do militar que chefia os treinos do novo exército Iraquiano:

The general's training efforts are the foundation of the Bush administration's plans for withdrawing troops as indigenous security forces grow in number and competence, and he spoke as Washington was boiling with debate over timetables for American troop reductions in Iraq.

"The Iraqi Army will be built by the end of this calendar year," General Dempsey declared at a Pentagon news conference.

General Dempsey said that by the end of the year, the army would be "fully capable of recruiting, vetting, inducting, training, forming into units, putting them in barracks, sending them out the gate to perform their missions." But he expressed concerns about the ability of the Iraqi ministries to carry out military operations independent of American support, and about "leader development.

Esta reportagem é bastante ilustrativa das complexidades do processo muito em voga chamado Nation-building. Se acham isto “giro” e querem estudar o assunto vão ao wikipedia e vejam como o termo remete para Regime change!!!!!

E como estas coisas não passam assim de um dia para o outro vejam lá que hoje o prestigiado FT europeu tem uma meditação, em forma de editorial, sobre Timor-outro caso onde parece que isto do Nation-building deu para o torto!! Leiam pois o essencial:

The UN, which administered East Timor from 1999 to 2002 after the final, destructive days of Indonesian control, will almost certainly need to organise elections next year.
No one wants another failed state.

There are two lessons to be learned from what has happened.

First, the international community must not rush for the exit and abandon its responsibilities as soon as it has what seems an acceptable government in place in a new or newly rebuilt nation. The UN now admits it ended its East Timor operation too soon, even though officials on the ground warned that the situation was fluid.

Second, foreign donors need to focus more attention on establishing a robust but politically neutral police force and an independent judiciary in any new nation in their care. East Timor's police, trained by several different countries with different agendas and different skills, disintegrated in the face of last month's crisis

O que vale é que é tudo amigos e ... o último a sair por favor FECHE A PORTA…

terça-feira, junho 27, 2006

LUA

Descobri este blog, a lua, um sitio que encontrei após uma busca sobre fotografia... Deparei-me com um blog que é publicado desde junho de 2003... E abraçando uma panóplia grande de temas.
Achei fantástico a forma como é administrado desde então... E permanecendo com razoável qualidade de conteúdos, tendo eu alguma noção do quanto é dificil manter essa qualidade quando ela existe, dou os meus parabéns.

Embora fale de diversos assuntos, a fotografia e o misticismo sobre a lua, sem duvida chamaram-me à atenção.

Vale a pena visitar este blog da ANA

Política Internacional
















Steve Sack, 19 Junho

Política Internacional


















Matt Davies, 15 Junho

Política Internacional















Jim Morin, 13 Junho

Rui, outro














Gary Varvel, 17 junho.

Rui, update em Política Americana

1/4

Eu a pensar que iria ver nuestros hermanos contra nossos irmaõs..

Ficámos com o Frère Jacques...

Conspiracionismos VI

Dentro das organizações referidas pelos Conspiracionistas destaco o Grupo Bilderberg, é recorrente utilizarem esta Organização, mas também gostam de pôr no mesmo saco a Comissão Trilateral, o C.F.R., o I.F.A.R., o Fórum Roma, o Fórum Económico Mundial e o Movimento Europeu, é verdade se virmos a origem de algumas destas organizações veremos o quão ridículo é estabelecerem relações entre estas. Mas referirei esta Organização primeiramente pois é aquela que mais teorias absurdas gera e com o qual este conjunto de pessoas, a que chamo genericamente de Conspiracionistas, mais delira na sua analise, mas se descontar-mos a história e a organização que se adequam apenas ao Grupo Bilderberg as conclusões que tiro servem para as outras organizações referidas.
O Grupo Bilderberg, tem como nome original e aceite pelos seus membros, o de “Encontros de Bilderberg”, foram assim denominados por causa do nome do Hotel na Holanda onde há 54 anos teve lugar o primeiro encontro, em 1954, encontro esse que teve como anfitrião o Príncipe Bernhard da Holanda, que foi Presidente dos Encontros e seu anfitrião pelo menos até 1976, altura em que se demitiu ou foi suspenso (depende das perspectivas) devido ao escândalo em que esteve envolvido, este, segundo noticias veiculadas na época, recebeu um suborno de um milhão de dólares do fabricante norte-americano de aviões, a Lockheed Corporation, para influenciar o governo holandês a comprar aviões de combate., por aqui se vê que se este grupo fosse um grupo conspiracionista com tanto poder talvez o Príncipe Bernhard da Holanda não tivesse sido apanhado nem muito menos tivesse que tomar a medida que tomou para que Os “Encontros de Bilderberg”, que ele fundou conjuntamente com outros três (isto segundo os Conspiracionistas), tivessem que continuar e mantivessem a sua credibilidade, pois se este Grupo fosse a antecâmara do poder mundial o seu líder com certeza que sairia incólume de qualquer escândalo. Passando da fase demente dos Conspiracionistas para os factos, o que são os “Encontros Bilderberg”, este é um Fórum de discussão estratégica dos problemas mundiais com forte preponderância inicial de europeus e norte-americanos (os primeiros sempre tiveram muito maior preponderância, com todas as delegações dos países europeus juntas, do que os segundos) e que nos últimos tempos se abriram a outros continentes (numa primeira fase à Ásia e à posteriori à Africa, à Oceânia e aos países Árabes Muçulmanos). Este Fórum é diferente dos outros já referidos por várias razões distintas, primeiro existe uma preponderância mais ou menos de um terço para cada um destes grupos de participantes (em média cerca de 150 por encontro): governantes e/ou políticos; intelectuais de ensino estratégico ou diplomático e/ou jornalistas e pessoas ligadas aos média; empresários e/ou banqueiros e/ou financeiros ligados aos lugares de topo dos grandes Bancos de Desenvolvimento mundial bem como economistas influentes, quanto aos militares estes não só são raros como até ao que me parece residual a sua participação. Esta mistura explosiva gera duas vantagens e duas desvantagens, as vantagens são claras e óbvias sendo um Fórum com estas características antecipam obviamente muitos dos problemas e os seus encontros devem ser lugares interessantes onde se antecipam e partilham problemas bem como se tentam dar formulas para a sua resolução a outra vantagem é que tanta massa cinzenta junta não é indiferente á partilha dessas soluções e gera-se por esse motivo uma procura de implementação de soluções para a resolução desses problemas quando estes aparecem. As desvantagens também são óbvias, como governantes e pessoas com tanto dinheiro, poder ou influência financeira a partilharem informação se o fizessem publicamente não poderiam obviamente dizer o que pensam de forma livre pois qualquer alarmismo, má noticia ou analise mais realista descambaria numa reacção com consequências imprevisíveis a nível dos países ou espaços de origem destes ou mesmo a nível mundial, é que se aos jornalistas ou intelectuais é permitida a livre expressão quando um politico fala toda a verdade, acusam-no logo de inconsequente o mesmo se passando com homens com poder financeiro e económico decisório, por esses factos reconheço que deverá ser razoável a tal clausula de segredo em relação ás intervenções até a bem da saudável convivência entre governantes e governados e da saúde económica e financeira desta sociedade capitalista em que vivemos. A outra desvantagem é a nível da segurança o cria a tal paranóica teoria de que se eles são protegidos pelos serviços secretos e forças de segurança é porque conspiram com estes, é tão ridícula tal teoria quando se trata de proteger governantes ou pessoas que se não fossem protegidas poderiam ser alvos fáceis de raptos ou de ataques á sua segurança, a menos que esses senhores Conspiracionistas achem que vivemos nos países ocidentais (onde se realizaram a até agora a quase totalidade dos Encontros) numa sociedade segura e sem perigo nenhum para o comum dos mortais, quando falamos de mortais com especiais deveres de governação ou com uns zeros consideráveis na sua conta bancária a situação agudiza-se nesse ponto, se há segurança em deslocações oficiais de chefes de estado, agora vejamos quando se encontram mais do que um num encontro que é de carácter privado.
Os Encontros de Bilderberg, a Comissão Trilateral, o C.F.R., o I.F.A.R., o Fórum Roma e o Fórum Económico Mundial são Fóruns de discussão económica, social e politica uns mais pró europeus ou mais pró americanos e até tentando conjugar uma visão global, uns ligados ao espírito mais liberal ou neoliberal outros ao espírito mais keynesiano, são no entanto todos Fora mais ou menos privados de discussão entre os seus membros, são Clubes de discussão politica, económica e social a nível Continental e supra Continental, o Clube Loja de Ideias faz o mesmo mas um nível mais regional ou nacional, tentar achar mais do que isso é ser paranóico pois se até os movimentos “Anti Globalização” ou “por outra Globalização” realizam encontros porque não estes senhores não devem fazer o mesmo?
Dir-me-ão que é errado?
Da discussão nasce a luz estarmos isolados no nosso canto sem partilharmos perspectivas é que é errado.
Fazermos esta discussão mais publica ou mais privada, mais participada e/ou publicitada ou mais reservada e menos publicitada é uma opção dos participantes e dos criadores destes Fora estar a dar opiniões por fora não irá alterar as coisas.
Pensarmos que por serem publicas e mais publicitadas e participadas é estarmos a impor a todos as nossas opiniões e isso é fascista e muito pouco democrático, o devassamento de opiniões e de ideias é errado se estas servirem como arma de arremesso e não como uma partilha coerente e fundamentada bem como livre de vários assuntos.
Qual o problema de pensarmos que daqui pode ter saído uma perspectiva mais Globalista do mundo ou uma perspectiva mais federalista continental da Europa e de outros continentes se isso servir para criar-mos um mundo de paz e com os seres humanos a resolverem os seus problemas pela discussão e com uso da razão, não vejo problemas.
A Maçonaria, mais uma vez, nestes Encontros de Bilderberg bem como nos outros Fora referidos (se exceptuar-mos o Clube de Roma na sua génese), tem um papel nulo ou quase inexistente, pois raros Maçons participam nestes Fóruns, pelo que tenho conhecimento há mais Maçons numa reunião do Fórum Social Mundial do que em todos as realizações das organizações atrás referidas (desde a sua fundação), e por isso mesmo olhar-mos para uns como diabólicos e para o outro como saudável é completamente ridículo.
Uma nota final para o Movimento Europeu, este movimento foi criado por muitos Maçons, tem origem no Clube do Crocodilo (um Clube criado num café de Paris denominado de “Crocodilo”) que era composto pelos resistentes europeus Maçons e democráticos (não comunistas) que pugnavam pelo Federalismo de uma Europa nuns moldes mais ou menos semelhantes ao que hoje temos (só falta a eleição da Comissão Europeia) e sim pela queda do Comunismo na Europa de Leste e por um mundo menos capitalista na Europa não comunista (ou seja mais socialista democrático, social democrata ou democrata cristão) e foi através deste Clube que surgiu a Declaração Shuman e se deram os primeiros passos para a criação da Comunidade Económica Europeia do Carvão e do Aço que é hoje a União Europeia, e muitos Maçons tiveram e têm a ver com a União Europeia e com muitos Tratados e avanços e até recuos na ideia Europeia, mas pensarmos que muitos Maçons não tem nada a ver com a União Europeia e com o que atrás referi também é ser ridículo e parcial.

P.S. – Reflexão também publicada no Geosapiens.

segunda-feira, junho 26, 2006

Conspiracionismos V

O Complexo Militar-industrial, na acepção de Eisenhower, pois foi este quem referiu pela primeira vez este chavão num discurso seu, não é mais nem menos do que um conjunto de empresas e empresários que segundo uns aliadas a uma área militar a outros a uma área militar e política supostamente controlam a política governamental e militar norte-americana desde a I ou a II Guerra Mundial, os conspiracionistas atribuem a este “Complexo...” o assassinato de Kenedy, de Martin Luther King Junior, etc... Não falarei dos assassinatos de Kenedy ou Martin Luther King Junior, tenho uma visão muito própria que não merece sequer que aqui a comente, apenas refiro que a grande maioria dos grandes empresários norte americanos não foram Maçons. Surpreendentemente ou talvez não, é reconhecido por factos históricos, que o poder económico norte americano sempre teve uma grande distancia da Maçonaria, podemos excluir alguns magnatas (muito poucos e surpreendentemente quase todos não Judeus) mas a atracção nunca se deu, a razão é bastante simples, a noção de Liberdade, Igualdade e Fraternidade e a coerente defesa destes valores é mesmo dentro da Maçonaria Norte Americana (não refiro Irmandades Maçónicas, pois a esmagadora maioria dos Maçons norte americanos pertencem á Maçonaria Tradicional reconhecida pela U.G.L.E.) que é uma das mais conservadoras, sob a perspectiva ritual e de aceitação de diferenças, algo que levou a que os grandes magnatas não pertencessem a esta, pois as suas ideologias base são distintas, estes preferiram associar-se sempre em clubes reservados de empresários, bem como aos grupos que atrás foram referidos a propósito da Skull & Bones, que como vimos têm muito pouca relação à Maçonaria. Em relação aos militares norte americanos é diferente há e sempre houve Lojas Maçónicas entre estes, não é segredo que dentro dos seus quartéis existem Lojas e muitos Maçons, mas o mesmo se passa nos meios militares ingleses, franceses, belgas, holandeses e alemães, e o mesmo se passou dentro dos grupos de resistência armada contra os Nazis, nas resistências francesa, belga, republicana espanhola e alemã, bem como dentro dos campos de concentração e de aprisionamento de militares nazis e japoneses trabalharam também Lojas Maçónicas e foi através destas que se formaram muitas fugas e acções de resistência interna. Porquê olharmos para as primeiras com desconfiança e para as segundas com simpatia, ambas têm o mesmo objectivo que é a reunião de homens livres e de bons costumes que partilham dos mesmos ideais em relação à sociedade e lutam contra a injustiça com as armas que podem.
As Administrações Americanas e de outros países têm e sempre tiveram Maçons, não é segredo para ninguém que pelo menos mais de que uma dezena de Presidentes Norte Americanos foram Maçons e que muitos Secretários de Estado (o equiparado a Ministros nos U.S.A.) foram e são Maçons. Existiram e existem milhares de governantes europeus Maçons, de entre estes temos e tivemos Presidentes da Comissão Europeia, Presidentes do Parlamento Europeu, Comissários Europeus, Deputados Europeus, Presidentes da República, Reis (e altos cargos da sua "Corte"), Primeiros Ministros, Ministros, Secretários de Estado, Governadores, Presidentes de Governos Regionais. Ministros e Secretários Regionais, Presidentes de Organismos Locais bem como Vereadores, Deputados e Membros de Parlamentos e Assembleias Locais, Regionais e Nacionais, Directores Gerais e milhares de funcionários públicos dirigentes intermédios, podemos estender este leque impressionante de cargos a muitos dirigentes africanos, da América latina, dos países da Commonwealth e a alguns países situados na Ásia e com preponderância muçulmana como a Turquia, a Autoridade Palestiniana ou o Libano. Nas Nações Unidas há centenas de Maçons a trabalhar bem como em todas as organizações especializadas desta e já houve alguns Secretários Gerais bem como Vice Secretários Gerais que foram Maçons. Existem dezenas de Lojas Maçónicas formadas por funcionários de organismos públicos inter regionais, europeus ou de organizações sub continentais (como o Mercosul, o MCCA, a União Africana, a NATO, etc...) de organizações e organismos internacionais sejam ou não das Nações Unidas. Temos caso fosse dada uma dimensão de conspiração a esta participação massiva de Maçons nos cargos governamentais, uma envolvência quase global que tocaria todos os campos políticos, ou seja e patologicamente falando temos conspiradores em todo o lado e segundo esse paranóico pensamento todos estes contribuem para uma só ideia...
A subjugação mundial dos não iniciados aos seus interesses, a criação de um só estado Global, com uma religião e sem fronteiras.
Será que sim?
Antes fosse!!!
Deixaram de haver guerras por motivos fúteis?
As fronteiras deixaram mesmo de existir?
O Planeta e os seus governantes já o olham apenas e como um só?
O fundamentalismo religioso desapareceu?
Generalizou-se o diálogo ecuménico?
O Laicismo é uma realidade? Ou cada vez mais os governantes tentam implementar os seus pontos de vista religiosos e com uma moralidade fundamentalista mais que suspeita...
Existe uma só raça, a Humana, ou o racismo ainda subsiste?
A Humanidade é encarada como um todo? Ou como várias...
P.S. – Reflexão também publicada no Geosapiens.

Política Internacional

Já que estamos numa de política internacional, tem de ver este video.

É brutal.

Stop feeding de beast!

(via Bichos Carpinteiros)

Rui como é que se põe esses videos?

(ainda) Cabo Verde

São, concerteza, cartazes antigos referentes às recentes eleições Legislativas de Janeiro de 2006.
Estas foram ganhas, com alguma margem, pelo tradicional PAICV (Partido Africado da Independência de Cabo Verde), «evolução natural» do PAIGC de Amilcar Cabral que levou o país à independência de Portugal em 1973.
Cabo Verde, ao contrário de muitos países africanos, tem pautado a sua recente história democrática (desde 1991 que há eleições presidenciais e legislativas) por uma regularidade impar, mesmo quando comparada com alguns países europeus. Houve eleições legislativas e, 1991, 1995, 2001 e agora em 2006. Sempre no calendário.

Outra característica é a alternância de poder, o combate político exclusivamente eleitoral e a aceitação pacífica dos resultados expressos.

Exemplo disso foi as últimas eleições presidenciais, de Fevereiro de 2006, que puseram em confronto o Presidente da República, Pedro Pires (do PAICV) e o ex Primeiro-ministro do MpD (Movimento para a Democracia), Carlos Veiga.

Se em 2001 a eleição foi decidida por uns míseros 12 votos em 2006 a vitória de Pedro Pires foi mais folgada. Com 50.98% dos votos expressos, foram 3342 os votos de diferença num universo de 169.842 votantes (53.1% de participação).

É verdade que o escasso universo eleitoral impõe uma menor radicalização política, uma vez que o número de pessoas envolvidas activamente na vida partidária, mas não podemos deixar de destacar não só uma curiosa evolução para um bipartidarismo evidente (PAICV e MpD) como para uma estabilidade de legislatura evidente e talvez pouco esperada.

Os próximos passos da política do arquipélago? Quem sabe, integração na EU, em Portugal e/ou na NATO…

(obrigado Paulo pelas fotos...)

Nem de propósito...


Ele há dias assim...

Hoje o Petrus com um brilhante post de reflexão sobre a Política Internacional contemporânea assinou um regresso à muito esperado. Num post onde comentava a «evolução natural» da NATO, denunciou uma pretensa «invasão a Africa» por forças da Aliança Atlântica num cenário de combate ao terrorismo internacional. Claro está que o cenário existiu apenas na imaginação dos chefes militares da NATO, ocupados que geralmente estão no fabrico e teste destes mesmos cenários. A novidade é o uso de um país africano para centro das operações. O país em causa era Cabo Verde.

Num assunto relacionado, recebi recentemente notícias de um outro desaparecido do CLDI, o nosso Paulo Dias. Num e-mail recente dizia:

Olá Zeca,
Envio-te algumas fotos de Cabo Verde...
Podes colocar algumas no blog, se quiseres.
Bom povo. Boas almas. Grande serenidade e tranquilidade em suas almas.
Muito bom para o descanso. Um silêncio reconciliador...
Voltei...
Paulo, não terás visto lanchas de desembarque, Apaches a rasgarem o céu e Marines em fúria a correrem pela praia?
Pelo que vejo, não. pelo que vejo escolheste a praia errada...

IMPORTÂNCIA MAIS QUE SIMBÓLICA !

Podemos ler com agrado no Washington Times de hoje uma notícia bem elaborada sobre o exercício da NATO que tem lugar este ano em Cabo Verde:

NATO Reaction Force (NRF) held its coming-out party Friday, when 7,800 troops staged a mock assault on a terrorist camp on a wind-swept beach on the Cape Verde island of Sao Vicente, off Africa's west coast

A importância é mais que simbólica, Portugal é um dos fundadores da Aliança e agora que tanto se fala de “alargamentos” não deixa de ser curiosa esta posição estratégica das Ilhas de Cabo Verde para servirem de cenário numa operação marcante para a complexa transformção da NATO:

Cape Verde, an arid archipelago 300 miles off the coast of Senegal, was chosen as the venue for NATO's first exercise in Africa because of its isolated location and austere environment

Como sublinha um militar de alta patente a era da informação é diversa da era da industrialização; não podemos de facto mais entender os conflitos regionais sem os inserir num determinado contexto que, forçosamente vem sempre a ser global.

Isto é fácil de dizer mas menos fácil de fazer!....a NATO não está parada e o espaço global de Portugal é certamente o da sua intensa presença histórica.

Que sentido?

Estatística do Portugal 1 x Holanda 0

Remates Totais – Portugal 10/ Holanda 20
Remates à baliza– Portugal 6 / Holanda 9

Cantos – Portugal 3 /Holanda 5
Livres – Portugal 1 / Holanda 2

Foras-de-jogo – Portugal 4 / Holanda 2

Cartões AmarelosPortugal 9 / Holanda 7
Cartões VermelhosPortugal 2 / Holanda 2
Faltas totais cometidasPortugal 10 / Holanda 15

Portugal cometeu 10 faltas e recebeu 9 cartões amarelos (mais 2 vermelhos).
Tivemos mais cartões que faltas?... Não pode ser...

Esse sim, é um record de registo. Mas, que sentido nisso? Talvez o senhor, russo de nacionalidade segundo sei, não tenha gostado de ter visto a sua selecção levar 7; ou de ter sido eliminado por «esses tipos do fim da Europa». Levanto suspeitas fáceis, eu sei, talvez esse senhor só não saiba mesmo apitar.
Mas, se não sabe, que sentido faz pô-lo num jogo destes? Que ponham árbritos sul-americanos para estes derbys. Ao menos já estão habituados...

Proposta à vista.

Com jogos desta carga emocional, que nos unem atrás da nossa bandeira, porque não potenciar uma «diplomacia futebolistica» para tentar arrefecer os ânimos e resolver a situação em Timor-Lorosae? (Gorjão, já pensaste nesta?).
Se há «diplomacia económica», «cultural», «paralela» ou «secreta», porque não tentar a «futebolistica»? Explico.
Não acredito que o Xanana não tenha visto a selecção portuguesa no seu jogo contra a Holanda, nem que não se tenha emocionado, que não tenha dado uns bons berros, que não tenha abraçado quem com ele tenha visto a bola, e que depois do jogo não tenha bebido uns bons canecões na boa.
Não acredito que Timor-Lorosae inteiro não tenha parado.

Assim, porque não aproveitar essa oportunidade oferecer umas LG’s ao Xanana, ao Alcatari, ao Ramos Horta, a toda a Fretilin, ao Parlamento, montar uns ecrãs gigantes em Dili e marcar as reuniões entre as partes em confronto para o horário dos jogos. Decerto que se entenderiam num instante. (condição: Portugal chegar à final do Mundial, sem isso nada feito...)
O governo português patrocinava as transmissões (pela SIC) e, claro, as televisões (apoio Worten). Ainda enviávamos uns técnicos para analisarem os lances polémicos (Marcelo e Trio de Ataque, e fornecíamos as cervejas (Sagres). O Eusébio era o enviado especial.

(então se a Austrália passar a Itália…)

Timor, esse estranho país, existente num acaso bem aproveitado (final da guerra fria , transição na Indonésia, atenção e forte apoio da comunidade internacional – onde Portugal teve a sua importância – referendo de independência de grande sucesso e participação eleitoral) já é um caso atípico, nesta contemporaneidade de «transições controladas e teoricamente pacificas», tornar-se-ia nesse estranho caso do país salvo não pelos bons ofícios da diplomacia internacional ou da brava intervenção das Nações Unidas, mas pelo mundial de 2006».

Ahhhhhhh

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Ahhhhhhhhh

Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhh

Já passou.......

Que venham agora os ingleses...

sexta-feira, junho 23, 2006

Conspiracionismos IV

Por fim vamos às organizações que mais polémica geram entre os conspiracionistas comecemos com os Iluminatti, estes foram fundados em Maio de 1776 (á quem diga que foi a 1 de Maio interessante relação esta), na Alemanha e eram ou pretendiam ser segundo os seus fundadores uma sociedade que passaria a representar a síntese dos anseios e ideais compartilhados por Maçons e Rosacruzes criando-se assim os Iluminados (ou Iluministas). O seu mentor foi Adam Weishaupt (1748-1830), que era um Maçon de ascendência judia, que havia tido educação católica e jesuíta, essa singular mistura daria a Weishaupt uma grande versatilidade de pensamento, bem como independência de opiniões, este graduou-se em Direito pela Universidade de Ingolstadt (Universidade Jesuíta), onde passaria a exercer a profissão de professor titular de Direito Canónico, além de ser decano da Faculdade de Direito. A visão política dos Iluminados, ou pelo menos dos seus mentores principais, era algo próximo de um Estado Universal onde reinaria o bem comum, sendo abolidos a propriedade, autoridade social e as fronteiras numa espécie de anarquismo superior, saudável e utópico, onde o ser humano viveria em harmonia, numa Fraternidade Universal, baseada na sabedoria espiritual e em franca Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Estes caracterizavam-se por ser contra a Monarquia, como instituição política, a Igreja, como instituição religiosa e aos grandes proprietários, como instituição económica, se quisermos comparar, por todos esses ideais, Weishaupt e os Iluminatti, seria facilmente apelidados de "anarco sindicalistas" mas na época, esse modelo político ainda não havia sido devidamente sistematizado, nem definido. Weishaupt e a sua organização chegou a constituir toda uma eficiente rede de espionagem, na forma de agentes espalhados pelas principais cortes da Europa, a função básica dessa rede era infiltrar-se entre o clero e as cortes, conseguindo informações políticas que permitissem a elaboração de uma estratégia de acção Iluminatti, no sentido de se permitir a criação do tal Estado Ideal. Denunciados e descobertos no final do século XVIII os Iluminados foram politicamente extintos, em decreto instituído pelo Eleitor da Baviera, as perseguições físicas e a prisão e exílio dos seus principais lideres, as calúnias e o ostracismo, puseram um fim nos ideais defendidos por Adam Weishaupt e os Iluminatti ou os Iluminados da Baviera. Estes tentaram e infiltraram-se em muitas Lojas Maçónicas, mas os seus ideais pouco burgueses e liberais como era apanágio da maioria dos Maçons da época não tiveram muito sucesso dentro das Irmandades Maçónicas (julga-se que dos seus milhares de membros apenas os dirigentes e algumas centenas eram Maçons, o resto eram funcionários públicos ou confessos revolucionários) e quando acabaram como organização também acabaram como integrantes na Maçonaria depois da extinção dos Iluminatti e a morte dos seus lideres que também eram Maçons, sendo que antes disso muitos deles foram expulsos das várias Irmandades Maçónicas a que pertenciam.
A Skull & Bones é uma sociedade estudantil da Universidade de Yale, dos U.S.A., originalmente criada em 1832 por William Huntington Russell e Alphonso Taft, insere-se nas sociedades estudantis que se organizam em redor de um Tumulo a maioria dos seus rituais nem sequer é muito original, o seu Símbolo uma Caveira e duas tibias entrecruzadas tem muito mais de romantismo pirata do que de iniciático, os seus membros foram desde a primeira hora estudantes filhos de políticos a razão é simples a origem dos dois primeiros fundadores é precisamente essa, seria lógico que fosse nessa área o seu recrutamento pois sentiam mais afinidades. A Universidade de Yale foi uma espécie de Eton ou Cambrige Inglesa dos U.S.A., a nata e os filhos da elite iam para lá, mas nos U.S.A. existe uma forte componente inter classista nas Universidades pois através do sistema de bolsas por mérito seja este por conhecimentos ou pela área desportiva existem uma série de pessoas que mesmo não pertencendo às elites aí tiram os seus cursos, e muitos destas chegam a altos cargos políticos. E aí é que começa a confusão dos conspiracionistas, nem todos os estudantes de Yale foram da Skull & Bones, existem outras sociedades estudantis á volta de Tumulos que tiveram membros com grande influencia cultural e nos negócios nos U.S.A., como a Sociedade do Manuscrito ou mesmo as duas rivais imediatas da Skull & Bones na área política a Skroll and Key Society (com membros a esta pertencentes que tiveram grande influência nos média e na justiça norte americana bem como na política) e a Wolf´s Head (que ainda se conhece menos dos seus membros mas com uma área de recrutamento para além da política ligada aos escritores e intelectuais), e por fim e com grande influência dos serviços secretos militares e nos meios castrenses a Book and Snake, esta ultima escolhe os seus integrantes exclusivamente dos lideres das outras organizações estudantis da Universidade de Yale e tem dentro desta uma maior influência do que a primeira, por isso é ridículo estarmos a falar de uma organização menor quando vemos que existem outras bem mais poderosas, se utilizarmos nessa comparação e só exclusivamente os seus membros e integrantes. Mas ao contrário das organizações estudantis europeias estas não se limitam apenas e só aos seus membros estudantis, pois são um meio poderoso de financiamento da Universidade de Yale, sendo que a Skull and Bones é um financiador bastante modesto se comparar-mos as doações dadas pela sociedade Skroll and Key e se por aí aferirmos o poder económico e a influência dos seus membros deveríamos dar mais importancia a esta ultima pois o seu fundo é mais poderoso do que o da Skull & Bones. A ligação á Maçonaria destas organizações é nula a não ser que haja uma provável adesão de alguns membros destas sociedades à Maçonaria, será sempre depois de estes atingirem a maioridade, sendo esta uma condição inultrapassável para se aderir á Maçonaria em qualquer parte do mundo, embora possam haver estudantes que desde os 17 aos 21 anos aderiram às sociedades organizadas em torno de Túmulos (a maioridade nos U.S.A. é na grande maioria dos estados aos 21 anos). Na analise dos seus Rituais (pelo menos aqueles que transpiram) à uma infantilidade extrema ligada ao paganismo religioso e a uma fraternidade juvenil e só existe uma iniciação primária de um mistério a ser revelado, o restante são reuniões entre integrantes, festas estudantis embora mais elitistas, semelhantes ás Fraternidades estudantis ditas de tipo Grego (pois têm todas letras gregas como designativos) ou às Associações Políticas que pululam na Universidade de Yale, muitas dessas festas e convívios são jantares de angariação de fundos para a doação à Universidade de Yale, se servem para discutir negócios ou política? A probabilidade de isso acontecer é forte, mas diante membros com tantas e tão dispares perspectivas será difícil um entendimento mesmo que ténue pelo menos a nível político já que a nível económico se poderiam criar sinergias, mas para isto também temos os Lyons Clubs ou os Rotary Internacional.
P.S. – Reflexão também publicada no Geosapiens.

quinta-feira, junho 22, 2006

Podia ser cá ?...(III)



Don Wright, 19 de Junho

Podia ser cá ?...(II)















Dwane Powen, 19 Junho

Podia ser cá ?... (I)















Jim Morin, 18Junho

Conspiracionismos III

Mas vejamos agora em relação ás organizações, religiões ou ideologias atrás referidas qual será a relação da Maçonaria e dos Maçons a estas:
A célebre ligação Judaico Maçónica e Comunista mundial deve-se a mitómanos como Leon Taxil e á I.C.A.R. que não sabendo mais do que condenar a Maçonaria, mete-a no mesmo saco que o Comunismo, mas estes primeiro acusam-na de Judaísmo, é certo que alguma base da mitologia simbólica judaica tem lugar de destaque nos trabalhos ritualistas das Irmandades Maçónicas, mas esta também deriva das tradições das antigas Ordens profissionais dos pedreiros franceses, escoceses ou ingleses e dos canteiros alemães que puseram em lugar de destaque várias passagens do velho testamento que se referiam à sua profissão e a mitos antigos que fundados na construção do Templo de Salomão o aplicavam à construção de seres humanos melhores. Esta ligação da Maçonaria ao Judaísmo e à suposta conspiração mundial comunista e judaica foi cultivada pelos movimentos de extrema direita por toda a Europa, apoiados por um substrato ideológico filiado no conservadorismo de sectores radicais da I.C.A.R. e de outras correntes conservadoras e radicais religiosas, tal como o Islamismo Radical ou os Evangélicos Radicais, destacando-se de entre estes alguém que também foi perseguido pelos Nazis e regimes fascistas mas que ainda hoje continua a acusar as Irmandades Maçónicas das piores barbaridades, as Testemunhas de Jeová ou os membros da Sociedade da Torre de Vigia.
O Comunismo foi um grande defensor da extinção da Maçonaria pois acreditava que esta era uma crença, e como "a religião é o ópio do povo", este era mais um ópio, bem como os Maçons na sua generalidade, são contra a luta de classes, defendem um interclassismo, mas haviam outras razões como sociedade secreta podia fazer frente ao seu poder totalitário incontestável bem como sendo composta por homens livres nunca aceitariam uma ditadura e sendo profundamente democráticos, os Maçons, seriam contra as ditaduras sejam estas de uma classe, de um partido ou de um homem.
As mesmas razões foram o motivo da perseguição que os Nazis moveram contra esta, alguns conspiracionistas levantam teorias absurdas de relações entre estes e as Irmandades Maçónicas, é certo que um grupo provavelmente pertencente à Sociedade de Tule deu origem aos mitos que eram seguidos tanto pelas altas esferas do Partido Nazi como pelas SS, a sua guarda de elite, e que algumas crenças ou mistérios partilhados por alguns Ritos das Irmandades Maçónicas sejam comuns, mas a Maçonaria e as suas Irmandades foram dissolvidas e todos os Irmãos foram perseguidos e muitos fuzilados sem julgamento, pelo regime Nazi e todos os regimes Fascistas, a I.C.A.R., nomeadamente em Portugal, Espanha, França, Itália e em alguns países do Leste da Europa ajudou-os avidamente nesse trabalho, resta dizer que Josemaria Escrivá de Balaguer, fundador do Opus Dei, gostava de dizer que muito piamente tinha denunciado uma Loja Maçónica na sua localidade, a quando da Guerra Civil de Espanha, e que todos os seus integrantes levaram o castigo "divino" de serem fuzilados.
Este é o fundador do Opus Dei, só de pensar que à uma relação entre estas duas é um delírio!!! Levantar a hipótese que ambas as organizações sequer alguma vez tiveram alguma coisa a ver uma com a outra é completamente absurdo. Resta dizer que o combate ao Jesuitismo efectuado no passado pelas Irmandades Maçónicas, se transferiu presentemente contra a Opus Dei, não que a Maçonaria seja anticlerical na sua essência mas como os seus integrantes são anti obscurantistas, combatem as áreas das religiões que no seu extremismo defendem o obscurantismo e o dogmatismo religioso. Por isso a Opus Dei tem a mesma aversão dos Maçons e de muitas das Irmandades Maçónicas, como aquela que é dada aos Evangélicos Tradicionais Radicais ou aos Radicais e radicalismo Islâmicos pois todos defendem não o dialogo inter religioso ou o laicismo político, mas a implantação forçada do seu ponto de vista nas suas áreas de actuação religiosa aos seres humanos, á sociedade e ao estado.
P.S. – Reflexão também publicada no Geosapiens.

Bagdad 2006

Lindo... (via Arrastão)

(onde é que se vai buscar isto?...)

Germany 2006 - A Time to make Friends (10)

(A festa à noite - o rio tem duas margens, e a cidade muitos sítios)


Germany 2006 - A Time to make Friends (9)

(A festa à noite)


Germany 2006 - A Time to make Friends (8)

Germany 2006 - A Time to make Friends (7)

Contra o Irão, o segundo golo foi festejado assim:









quarta-feira, junho 21, 2006

contrastes (IV)














Gary varvel, 18 junho

E assim finda esta série. Vou testar o meu colesterol...

contrastes (III)













Ken Catalino, 20 Junho

Conspiracionismos II

O que é a Maçonaria?
Hoje a Maçonaria não é una, são várias, mas originalmente esta começou por ser uma sociedade secreta iniciática que, e aí a doutrina diverge, ou foi a continuação das antigas tradições e/ou escolas iniciáticas esotéricas orientais e ocidentais apoiando-se numa versão especulativa das sociedades profissionais dos pedreiros, canteiros e carpinteiros (a origem dos Companheiros tem uma origem comprovada desta classe profissional) ou pura e simplesmente e apenas e só uma versão especulativa das sociedades profissionais dos pedreiros, canteiros e carpinteiros que depois foi influenciada por homens que vindos de diferentes crenças, perspectivas religiosas e religiões a tornaram no que esta é hoje, a primeira perspectiva é mítica e religiosa e a segunda é histórica, ambas partilham o facto de que a aceitação de pessoas exteriores a estes ofícios (por múltiplas razões), embora já comprovadamente houvessem pessoas exteriores a estes ofícios por razões práticas, como médicos, clérigos ou arquitectos, transformou as antigas sociedades profissionais operativas em sociedades especulativas.
Mas como comecei por dizer a Maçonaria desde do seu aparecimento tornou-se várias, ou seja, desde a sua fundação as diversas Irmandades Maçónicas adoptaram perspectivas diferentes, primeiro a divergência baseou-se no domínio que uma Irmandade Maçónica queria ter sobre todas as outras (lutas de poder ideológicas entre Hanoverianos e Jacobitas), depois na crença obrigatória em Deus e na adopção das Constituições de Anderson (um dos primeiros regulamentos fundadores da Maçonaria) e por fim sobre a iniciação de mulheres, todas estas divergências de perspectivas criaram o que nós chama-mos entre nós a divergência entre as Irmandades Maçónicas Tradicionais (que se auto denominam "Regulares" pois são reconhecidas "regularmente" pela U.G.L.E. – United Grand Lodge of England ou seguem as Constituições de Anderson) e as de origem Liberal, mas tanto as primeiras como as segundas, tem subdivisões. Dentro das Irmandades Maçónicas Tradicionais, que se caracterizam todas por só aceitar iniciados masculinos e só aceitam iniciados que crêm numa Divindade Una e Indivisível exterior a nós (ou em Deus), temos as reconhecidas pela U.G.L.E., as que se auto denominam por "Tradicionais" (não reconhecidas pela U.G.L.E. mas que seguem as Constituições de Anderson) e as outras que diferem num ou noutro artigo das Constituições de Anderson, dentro das Irmandades Maçónicas Liberais temos as que são exclusivas de um só género, masculino ou feminino, mas que não aceitam a exclusividade na crença em Deus nem a exclusividade do que é referido nas Constituições de Anderson e por fim e partilhando o que atrás é referido as exclusivamente Mistas (dentro destas ainda à as internacionais e as exclusivamente nacionais e/ou estaduais) ou aquelas Irmandades Maçónicas que congregam Lojas ou só de um género, masculino ou feminino, bem como Lojas Mistas (estas na sua totalidade são exclusivamente nacionais a honrosa excepção será o Grande Oriente Ibérico).
Dentro destas temos Homens e Mulheres iniciados em mistérios (bastante conhecidos) mas secretos ou discretos que se agrupam à volta de um microcosmo designado por Loja, e nesta evoluem pela sua via e com a ajuda dos Irmãos que têm mais experiência, o conhecimento por etapas baseia-se à volta de um Rito ou "caminho iniciático pela sucessiva descoberta dos mistérios", a organização das Irmandades Maçónicas é hierárquica e meritocrática, podemos dizer que à muito de um modelo sinárquico dentro da sua organização (embora ao contrário de alguns eu acho que não é exclusivo).
Esse conjunto de seres humanos detém um segredo, que é o segredo de todo o iniciado, ou seja, um segredo de experimentação própria nas várias iniciações a que é submetido e na aprendizagem do prosseguimento do seu caminho que é pessoal e intransmissível, esse é o verdadeiro segredo Maçónico, o resto são interpretações febris ou mais ou menos mistificadas dos detractores das Irmandades Maçónicas no seu conjunto.
Mas como seres humanos, estes erram, e erraram muitas vezes, se fossem perfeitos também não tinham entrado, pois as nossas Irmandades não aceitam seres perfeitos. Pois estes seres, os que são perfeitos, ou já fizeram o percurso e não precisaram de o fazer pois a sua perfeição não lhes permite reconhecer que são apenas e só aprendizes, ou então e mais realisticamente não existem. Mas como dizia, esses seres humanos fizeram e tomaram muitas atitudes politicais, sociais, religiosas corajosas ou não a esmagadora maioria destas acredito que foi feita de boa fé, mas muitas dessas atitudes revelaram-se erros crassos. Mas a história é feita por quem se move e não por quem apenas e só observa, e os Maçons movem-se pelos seus ideais, que são por todos conhecidos, a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade por e para todos os Humanos e pela Humanidade. Lutam pela implantação das Virtudes Maçónicas no mundo designado por profano (em Reunião de Loja ou em Templo está-se em chão sagrado o resto é profano) estas incluem o Amor, a Solidariedade, a Sabedoria, a Beleza, etc...
Mas essas virtudes para serem instaladas precisam mais do que a implantação da tríade referida por isso apareceu a luta pela Educação Universal e Interclassista, a liberdade Cultural e o entendimento entre as Culturas, a defesa da Razão e o seu constante questionamento, a defesa do Laicismo, a implantação da Democracia, a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão e a defesa da sua implementação Universal, o Dia da Arvore, o sufragismo e defesa dos direitos das Mulheres, os Direitos da Criança e a sua implementação universal, a resolução do conflito pela via pacifica e os Movimentos Pacifistas não ideológicos (pois temos movimentos pacifistas ideológicos que servem para espalhar a paz comunista ou capitalista), entre outras, tudo obras de Maçons com forte apoio desde o inicio de muitas Irmandades Maçónicas bem como algumas de todas as Irmandades Maçónicas.
Grandes seres humanos foram e são Maçons, bem como péssimos seres humanos também foram e serão, tivemos Irmãos como Augusto Pinochet ou o Marechal Carmona e em oposição a Salvador Allende e Norton de Matos, as duas faces da mesma moeda, nesta encontramos para além destes, traidores e mitómanos das Irmandades Maçónicas tais como Leon Taxíl que promoveu reconhecidas (até por ele próprio) falsidades acerca das Irmandades Maçónicas e é com mitómanos como este a que se deve a origem à ligação dita "cientifica" das Irmandades Maçónicas ao culto do satanismo em oposição à fase de ligação dita de "crença malévola" ou "anti-religiosa" que era promovida pela Igreja Católica Apostólica Romana (I.C.A.R.) ou outras Igrejas Cristãs Orientais ou Protestantes como a Calvinista.
Os seres humanos iniciados, ditos de Maçons, pertencem e fundaram uma série de organizações politicas, sociais e culturais e são crentes de diversas crenças ou religiões (aliás foi este um dos motivos da perseguição aos Maçons promovida pela I.C.A.R.) bem como fundaram algumas, este facto não é completamente irrelevante pois é por aí que se começa a urdir a teia dos conspirólogos.
Por exemplo, Baden Powel, bem como a totalidade da cúpula escutista mundial, numa primeira fase, era Maçon, será que todos os escuteiros do mundo serão Maçons, a "canhota", aperto de mão de todos os escuteiros, será o sinal secreto com que todos os Maçons se identificam entre eles e que dizer da saudação escutista, com os três dedos, quer esta dizer que todos os escuteiros que a fazem acreditam nos três valores da Maçonaria, e se isso for verdade porque é que existe o Escutismo Católico Internacional? Já sei!!! Todos os padres católicos escuteiros foram ou são Maçons, continuando por essa via como o Cardeal Cerejeira foi escuteiro e um dos principais impulsionadores do Escutismo Católico em Portugal!!! Seria este também Maçon? Parece absurdo mas o delírio relacional destes senhores pode chegar a este ponto.
P.S. – Reflexão também publicada no Geosapiens.

Parabéns

Sabem quem é que está de parabéns hoje?
FAZEMOS 1 ANO.

Dos outros

Mais um Call for Papers (este não é nosso...)
II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DO CENTRO DE INVESTIGAÇÃO MEDIA E JORNALISMO

Call for papers
ABERTAS INSCRIÇÕES COM E SEM COMUNICAÇÃO
Estão abertas inscrições, com e sem comunicação, no II SeminárioInternacional Media, Jornalismo e Democracia, evento organizado pelo Centrode Investigação Media & Jornalismo, que agrega pesquisadores de várias instituições de ensino superior portuguesas, como Nelson Traquina, RogérioSantos, Cristina Ponte, Isabel Férin, Estrela Serrano, Ana Cabrera, JoãoCarlos Correia, José Carlos Abrantes e outros.
O seminário, que se realiza nos dias 13 e 14 de Novembro deste ano (2006), na Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico deLisboa, tem por tema "Jornalismo e Actos de Democracia", mas serão aceites 12 comunicações científicas de tema livre, seleccionadas entre aquelas quesejam propostas. O prazo para submissão de propostas de comunicação ao Seminário termina nodia 15 de Setembro (sexta-feira).
As propostas de comunicação devem serenviadas para j.p.sousa@mail.telepac.pt em ficheiro word, formato RTF, letra Times New Roman, corpo 12, espaçamento duplo (dois espaços), com asseguintes informações:1) Título da comunicação proposta;2) Nome do autor ou autores e respectiva síntese curricular, indicando os graus académicos, a instituição e os endereços de e-mail;3) Resumo alargado da comunicação, em português, galego, espanhol ou inglês.
A comissão científica do seminário pronunciar-se-á no dia 30 de Setembro de2006 sobre as comunicações de tema livre admitidas e suplentes. Os autores dos trabalhos admitidos devem inscrever-se obrigatoriamente no seminário, se ainda não o tiverem feito, entre o dia 1 e o dia 6 de Outubro de 2006. Os comunicadores seleccionados que não tiverem as suas inscrições regularizadas até 6 de Outubro serão substituídos pelos suplentes.
Mais informações e download das regras para submissão de comunicações aqui, ou através do e-mail: cimj2006@gmail.com

1 ANO - obrigado

Este Blogue acaba de fazer um ano de existência.

A todos que aqui colaboraram, obrigado.

A todos que aqui vieram, obrigado.

A todos que nos «linkaram», citaram e tal, obrigado.

AO CLUBE «LOJA DE IDEIAS», OBRIGADO.

Tem sido uma viagem fantástica (a continuar)...

Há Gajos/as Esquecidos/as!

É impressão minha, ou deixámos passar aqui uma data?

O primeiro registo acessível é este... Se bem que tinha a ideia de termos começado mais cedo. De qualquer forma fizemos um ano e ninguém reparou (nem nós). Deveremos ter alguma ilação a tirar (estilo, ter que começar a tomar comprimidos)?

Já agora, fica aqui a Carta de Apresentação.

terça-feira, junho 20, 2006

contrastes (II)




















Doug Marlette, 15 Junho

contrastes (I)
















David Horsey, 15 Junho

Dos outros

Escola de Verão 2006 na FCSHÀ semelhança do que acontece nas grandes universidade internacionais de referência, vai a FCSH organizar, 3 a 28 de Julho próximo, a primeira edição da sua Escola de Verão. Trata-se de um conjunto alargado de cursos intensivos e de curta duração, oferecidos por todas as áreas científicas da Faculdade, e dirigidos a um público alargado, nacional ou internacional..Para todas as informações sobre esta importante iniciativa, consultar o site da FSCH.

CURSOS
Nota: os horários são indicados pelos seguintes códigos :
A = 2ª, 4ª e 6ª (9,30h-11,30 h)
B = 2ª (11,30 h-13,30 h), 3ª e 5ª (9,30 h -11,30 h)
C = 3ª, 4ª e 5ª (11,30 h-13,30h)
D = 3ª, 4ª e 5ª (18 h-20 h)
Módulos oferecidos na 1ª quinzena — 3 a 14 de Julho ·
C1-Poéticas do século XX (Nuno Júdice)
D1-A narrativa modernista (Fernando Cabral Martins)
A1-A poesia do modernismo português (Paula Costa)
D2-Os Lusíadas, encontros e desencontros do séc. XVI português (Graça V. Lopes)
C2-Mitos e temas clássicos na poesia portuguesa contemporânea (Manuel Rodrigues)
B1-Temas medievais em obras portuguesas dos séculos XIX e XX (Ana Mª Ramalhete)
D3-Cantos e contos da tradição portuguesa (Teresa Araújo, Manuela Parreira, Luísa Medeiros)
D4-Introdução à literatura brasileira (Abel Barros Baptista)
B2-História da língua portuguesa (Fátima Martins, Ana Espírito Santo)
D5-Léxico e Dicionários (Teresa Lino)
C3-Entre Guerras e Revoluções – o século XX português (IHC)
D6-Portugal no Atlântico – Séculos XV-XVIII (André Teixeira)
C4-Oficiais do Império – a Nobreza e a Expansão portuguesa (s. XV-XVI) (A. Teixeira)
C5-Artes Plásticas em Portugal no século XX (Joana Cunha Leal e Mariana P. dos Santos)
A2-Revestimentos Cerâmicos Medievais Portugueses (Rui Trindade)
D7-Saber “ler” um jardim (Ana Duarte Rodrigues)
A3-A cidade em Portugal: vivências urbanas (Luís Baptista, João Pedro Nunes)
D8-«Lisboa à noite». Antropologia do erotismo descomprometido em contexto urbano nocturno (Mª Guadalupe Brack-Lamy de Carvalho)
C6-Comunidades e Culturas Ribeirinhas (Henrique Souto, Inês Amorim, Luís Martins)
D9-Gentes e Ambientes (Dulce Pimentel, Fernando Ribeiro Martins)
A4-Cultura Visual na Grã-Bretanha Vitoriana (Iolanda Ramos)
C7-A Grã-Bretanha e o Mundo (2ª metade do século XX) (Filipe Furtado)
D10-Alteridade no teatro e cinema norte-americano (Teresa Botelho)
A5-No Meio da Europa: a Alemanha Contemporânea (Fernando Clara)
A6-História das relações internacionais (Filipe Canaveira)
B3-O terrorismo, a guerra e a estratégia (António Horta Fernandes)
C8-Identidade Política e Migrações (Cristina Montalvão Sarmento e Teresa Rodrigues)
C9-Contextos educativos multiculturais (Mª do Carmo Vieira da Silva)
C10-Sociedade em Rede (Iva Pires)
D11-Cartografia temática para as Ciências Sociais (J. António Tenedório e Miguel Marques)
D12-Bases de dados online com ASP (Pedro Diniz de Sousa)
Módulos oferecidos na 2ª quinzena - 17 a 28 de Julho
E = 2ª, 4ª e 6ª (9,30h-11,30 h)
F= 2ª (11,30 h-13,30 h), 3ª e 5ª (9,30 h -11,30 h)
G = 3ª, 4ª e 5ª (11,30 h-13,30h)
H = 3ª, 4ª e 5ª (18 h-20 h)
E1-Cantos de amor e riso: a poesia dos trovadores (Graça Videira Lopes)
G1-O canto do Amor na lírica camoniana (António Moniz)
H1-As Cartas familiares do Cavaleiro de Oliveira lidas por Alberto Pimenta
F1-Criação Cultural e Mitificação: Inês de Castro, D. Sebastião e Camões (Ana Mª Ramalhete)
H2-Introdução à literatura brasileira (Abel Barros Baptista)
G2-Ideais em confronto no Portugal contemporâneo (IHC)
F2-A Idade Média: uma época de fé? Temas da religiosidade medieval (Mª Lurdes Rosa)
H3-A Pintura Mural em Portugal – da arte rupestre ao graffiti (Catarina Vilaça Sousa)
H4-Metodologias para analisar Escultura (Ana Duarte Rodrigues)
G4-A sinfonia e as suas histórias (Gabriela Cruz)
F3-Ópera : História e Dramaturgia (Paula Gomes Ribeiro)
H5-Assimetrias de Género: Poder e Violência(Graça Frias, Zélia Barroso, Ana Roque)
G5-Ética e Bioética (Michel Renaud)
F4-Ecologia humana e desenvolvimento sustentável (Teresa Rodrigues)
G6-Espaços da cidade de Lisboa (Nuno Pires Soares)
F5-A Zona Costeira de Portugal: Problemas e Desafios de Ordenamento (Carlos Pereira da Silva, Fátima Alves)
G7-Tendências do pensamento político contemporâneo (José Esteves Pereira)
E3-As duas últimas décadas de política brasileira (José Esteves Pereira e António Paim)
H6-Rússia e Portugal: imaginários «de fronteira» (Mário Machaqueiro)
H9-A invenção do mundo novo na cultura francesa do século XVI (Ana Paiva Morais)
F6-Do Almanaque ao blogue (J. Luís Lisboa, L. Crespo Andrade, L. Trindade, J. Mário Silva)
E4-Filosofia da Comunicação (João Sàágua)
E5-O autor e o leitor no ambiente hipertextual (Mª Augusta Babo, Noélia Fernandes)
H7-Geomarketing (J. António Tenedório e Miguel Marques)
E4-Bases de dados online com ASP (Pedro Diniz de Sousa)
H8-Flash MX – Nível básico (Pedro Diniz de Sousa, Paulo Oliveira)
G8-Terminologia e Informática (Rute Costa e Raquel Silva)

Peixe de águas profunas (III)















Jack Ohman, 17 Junho

Peixe de águas profunas (II)














Pat Oliphant, 13 Junho.

Peixe de águas profunas (I)














Jack Higgins, 16 Junho

Rui, estes são para ti...

Conspiracionismos I

Recebi este e-mail do Macillum:

“Resposta a post de 01/Março

Uma vez que as "nossas" teorias possuem lacunas e erros sobre factos históricos e interpretação, convido-o a que disponha o cavalheiro de uma parcela do seu tempo para nos clarificar sobre as falsidades que estão em meu blogue e que de modo algum eu quero que lá estejam. Se não existe, então, poder da maçonaria por trás das intenções da Nova Ordem Mundial, ou por trás das forças que, realmente, governam Portugal, peço-lhe, por favor, que me clarifique, uma vez que eu vejo o poder maçónico associado aos poderes governantes de todo o mundo ocidental (pelo menos).

Com os votos de dias plenos de Amor e Alegria, Saúde e Sabedoria,
na Paz do Santo dos Santos,

Macillum”

Este nosso amigo é Blogger e é o animador do Nova Ordem Ditatorial (nos últimos tempos tem estado em baixo), para quem não conhece o estilo deste Blog, resumo-o em três ou quatro palavras, este serve para espalhar e/ou baseia-se largamente nas teorias da conspiração.
As Teorias da Conspiração fazem uma salgalhada relacional entre a Maçonaria, os Iluminatti, o Grupo Bilderberg, os Nazis, a Skull & Bones, os Judeus, o Complexo Militar-industrial (na acepção de Eisenhower), os Comunistas, as Administrações Americanas e de outros países, a Opus Dei, etc...
Se olharmos bem para estes nomes e estas organizações vemos que eles conseguem achar ligações extraordinárias, para estes Conspiracionistas, tudo é conspiração e então na ânsia de procurar meter tudo no mesmo saco, perdem-se nos factos históricos, mas para não me alongar muito, irei focar-me nas Irmandades Maçónicas e nas supostas relações destas com os grupos atrás focados.
Também falarei num ultimo post nos Símbolos que as Irmandades Maçónicas utilizam e que estas organizações também utilizaram, utilizam ou alegadamente utilizam e desmistificar qualquer pertença ligação de uns aos outros.
Antes de começar gostaria de referir que não vou tomar as dores das Irmandades Maçónicas na sua globalidade, irei explicar com factos concretos, os absurdos que se escrevem á volta destas e destes grupos, a impossibilidade de relações entre estas Irmandades e os grupos referidos e no caso de existirem membros comuns ou relações, o porquê de estes existirem.
Deixo ao leitor destes posts uma porta aberta para que explore estes assuntos com os tópicos que aqui abordo de forma superficial e o faça baseando-se na história e não em supostos absurdos, o que aqui apresento é baseado na investigação histórica e no bom senso, o que peço é que utilizem os mesmos métodos quando criticamente analisarem estes posts.
P.S. – Reflexão também publicada no Geosapiens.

Germany 2006 - A Time to make Friends (6)

Americano e Iraniano a confraternizar
Para quem não percebeu ( a foto está um bocado escura), o senhor que está ao lado do senhor da stars and stripes está enrolado numa bandeira iraniana, que é dele!

Germany 2006 - A Time to make Friends (5)

(Highlights - Football Fever)


Germany 2006 - A Time to make Friends (4)

(Highlights)

segunda-feira, junho 19, 2006

Germany 2006 - A Time to make Friends (3)

(Beleza Feminina - Frankfurt)

(A Campeã)
Claramente, as verdadeiras Campeãs Mundiais em termos de beleza. Foi impressionante o desfilar de belas e bem feitas Miudas/Mulheres Croatas pelas ruas de Frankfurt, com especial incidência para o dia 18-06-2006 (Domingo). A beleza da mulher croata está presente em todas, sem excepção. "Golearam" toda e qualquer outra nação.


(A confirmação)
Itália confirmou o seu favoritismo. Não conseguindo sequer competir com a mulher croata (ninguem conseguia), a mulher italiana, no entanto, não deixou os seus créditos por mãos alheias e, mais uma vez, confirmou o seu favoritismo no que toca a beleza. Deste encontro de culturas, a mulher italiana mais uma vez chamou a atenção.

(A surpresa)
A grande surpresa foi a mulher iraniana. De uma grande beleza, a mulher iraniana tem a seu favor o preconceito de se imaginar uma mulher tapada, devido ao extremismo religioso que se conhece do seu país. No entanto, em Frankfurt, tal situação não se passou, salvo raras excepções. E a mulher iraniana pode mostrar a sua beleza. Que é muita...

(As desilusões)
A mulher brasileira foi a grande desilusão da FunZone de Frankfurt. Acanhada, inibida e sem grande beleza, deixou de rastos a imagem da bela mulher da América do Sul. Segue os passos da própria selecção, ou seja, não entusiasma.


A mulher sueca desiludiu de uma forma diferente da brasileira. Talvez não fossem tão graciosas como noutras alturas (como por exemplo, no Euro 2004) mas a desilusão maior provem dum factor que não há como combater: Foi mais do mesmo! E, como reza a canção - "Para igual, já basta assim!"


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