sexta-feira, outubro 30, 2009

Sobre os casos "Face Oculta", BPN, Isaltino, Fátima Felgueiras e afins

Só me apetece recordar isto

PES Prime Ministers meeting 29 October 2009

Isto uma vergonha, um escandalo, um abuso

O Executivo socialista vai levar à Assembleia da República um documento em tudo semelhante ao programa eleitoral que apresentou às eleições legislativas - José Sócrates quer deixar claro que o que está enunciado no texto é para cumprir. Documento será entregue no Parlamento na segunda-feira e será debatido pelos deputados na quinta e sexta.

Segundo a oposição mais à esquerda, isto é um escândalo. Até parece que o PS ganhou as eleições (quer dizer, ganhar até ganhou, mas para eles foi um ganhar perdendo).

O Sporting estará assim tão mal? A perspectiva de um Benfiquista ferrenho (Ou o post que eu nunca pensei que escreveria)

Alguém já fez as contas ao campeonato actual Vs. Anterior? Ainda esta semana um amigo meu, via Facebook, me disse que o Porto tem este ano mais 5 pontos que no ano passado. O Benfica também tem mais, de certeza, e o Braga nem se fala.

O António Pedro Vasconcelos, no Trio d’Ataque, farta-se de dizer que a crise real do Sporting é o facto de o Benfica estar tão bem, mas eu arrisco-me a dizer que a crise do Sporting é o Benfica, o Porto e o Braga estarem tão bem. Porque se tirarmos 5 pontos ao Porto e, provavelmente, 6 ou 7 ao Benfica (aqui nem ponho o Braga) o Sporting estaria a 2 do Porto e praticamente em igualdade com o Benfica.

O Sporting está a fazer o mesmo campeonato de sempre, os outros é que estão muito melhores. Nós (o Benfica) só temos um empate e o Porto só tem um empate e uma derrota…

E ainda há o Braga...

Walk alone (1)




Após meses de intensa actividade colectiva, nomeadamente usando a palavra escrita e a palavra oral e convivendo em lugares formais e informais com camaradas de quem gosto muito, sinto necessidade de "me quedar solita" por uns tempos.

A caminhada colectiva trouxe-me grandes prazeres, conhecimentos do terreno e as merecidas vitórias aos colectivos que apoiei. Tive a oportunidade de trocar ideias com gente gira, portuguesa e de outros lugares da Europa. Participei na iniciativa, inovadora - possível pela audácia do José Reis Santos - da "campaign exchange" com activistas do PES - Partido Europeu Socialista. Palmilhei o meu Bairro - São Mamede - onde falei com muitas pessoas, ao lado da Luísa Paiva Boléo (2), ficando a conhecer a pluralidade de modos de vida deste canto de Lisboa. Estive ao lado, e com muita honra, da equipa que agora lidera Lisboa. Escrevi, durante mais de 2 meses, no SIMpleX, apoiando com voz crítica o Partido Socialista e, juntos, conseguimos muitos dos objectivos desejados. Não vou esquecer a noite das legislativas, no Altis, em companhia dos meus pares, nem a noite das autárquicas pois conseguimos, em São Mamede, eleger mais um membro do que vem sendo habitual, aumentando a representatividade da candidatura Unir Lisboa, por comparação com resultados eleitorais anteriores.

Vou continuar o trabalho político, em diversas frentes. Como a vida se faz a partir de opções (e optar traz um prazer enorme que é o de eleger "o melhor") vou suspender temporariamente a minha participação na voracidade da blogosfera para ter espaço interior para reflectir e para voltar a pautar-me por "tempos longos", os únicos que permitem uma verdadeira consolidação das aprendizagens. E, last but not least, porque "há vida para além da política". (3)

Até breve!

1. Alone but not lonely!
2. É de seguir o blog "Consigo, com todos, por São Mamede", que dá voz à oposição na Freguesia de São Mamede.
3. E tenho a tese de doutoramento para acabar de escrever e tanta coisa para pôr em dia!

quinta-feira, outubro 29, 2009

SarkozY e Obama (Received By Email)



Resultado da política ingénua de Barack Obama?

Parece que o Irão passou, segundo o seu Presidente Ahmadinejad, da confrontação à cooperação com o Ocidente, na matéria núclear. Esta é mais uma vitória para todos aqueles que acreditam que a diplomacia consegue melhores resultados do que a confrontação, e que se revêem e apoiam o ingénuo e nobelizado Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Reforçando a intenção de cooperação Ahmadinejad afirmou "is ready to talk with the United States and its allies in developing Iran's nuclear program", apresentando no entanto o facto como uma vitória do seu país.

Percebe-se esta necessidade, mas na realidade está a ser uma vitória do mundo inteiro.

PS CPC Oeiras rejeita quaisquer acordos políticos com Isaltino

Ontem foi noite de Comissão Política em Oeiras. A primeira desde os dois últimos actos eleitorais, que dominaram a discussão política, nomeadamente o último. A análise dos resultados eleitorais, que valeram ao PS uma subida de votação e de mandatos em todos os órgãos, com especial destaque para a vitória da freguesia da Cruz-Quebrada, pelo Paulo Freitas do Amaral, ocuparam as cerca de 5 (cinco) horas que a reunião demorou, bem como o que fazer no mandato que agora começa.

E se a discussão sobre os resultados eleitorais foi extremamente interessante, pois houve desde quem defendesse que o PS teve uma "estrondosa derrota" a que se regozijasse pela "fantástica vitória", o sentimento geral era de que se havia invertido o ciclo descendente do PS no concelho que nos afirmámos como a alternativa clara ao IOMAF (Isaltino, Oeiras Mais à Frente) e a maior força partidária do concelho, o que realmente me deixou realmente feliz com a reunião de ontem foi a moção apresentada pelo Presidente da Comissão Politica Concelhia, em nome do secretariado.

Esta moção rejeita qualquer acordo político com o IOMAF, assumindo assim o PS o papel que os eleitores claramente demonstraram em urna querer para o PS, liderando a oposição e ser a principal força alternativa àqueles que, mais uma vez, detêm o poder.

A moção aprovada ontem (já hoje, por volta das 01h30m) após considerações várias conclui assim:

"(...) a Comissão Política Concelhia de Oeiras do Partido Socialista delibera, como orientação política, em consonância com os compromissos políticos fundamentais da nossa candidatura, confirmar a sua posição como principal força alternativa em Oeiras e rejeitar quaisquer acordos políticos com o movimento independente «Isaltino, Oeiras mais à frente»,, incluindo assunção de pelouros na vereação, assembleia municipal, executivos das juntas, ou a nomeação de qualquer militante do PS para administrações de empresas municipais, intermunicipais, associações, fundações ou empresas participadas, assim como qualquer função de confiança política do executivo camarário."


Esta moção foi APROVADA POR UNANIMIDADE E ACLAMAÇÃO.

terça-feira, outubro 27, 2009

Nancy Spero



2009 - Nancy Spero, feminist painter, died on Sunday, October 18th, in Manhattan

"I have deliberately attempted to distance my art from the Western emphasis on the subjective portrayal of individuality by using a hand-printing and collage technique utilizing zinc plates as an artist's tool instead of a brush or palette knife. Figures derived from various cultures co-exist in simultaneous time... The figures themselves could become hieroglyphs--extensions of a text denoting rites of passage, birth to old age, motion and gesture...Woman as activator or protagonist dancing in procession, elegiac or celebrator a continuous presence, engaged directly or glimpsed peripherally; the eye, as a moving camera, scans the re-imaging of women.". Statement by Nancy Spero entitled "The Continuous Presence, 1998."


1926 - Born in Cleveland, Ohio
1971 - The End of the Art World," film by Alexis Krasilovsky. Panel: "Women's Lib and the Arts," Art 71, Art Students League, NYC.
1972 - Feminist Conference on the Arts: Cornell University
1973 - Videotape interview with Hermine Freed. "Women in Art," videotape by Art World
"The Art of Nancy Spero," film on Codex Artaud by Patsy and Joe Scala. For Feminist Conference on the Arts, Cornell University.
Co-editor, "Rip-off File," Ad-Hoc Committee of Women Artists, 1973.
1974 - Panel: "Current Aspects of the Feminist Movement in the Arts," Douglass College, New Jersey.
1975 - Panel: "Ende," "Women Artists Speak on Women Artists," College Art Association, Washington, DC.
Panel: "Women Artists Talk to Women Art Students," A.I.R. Gallery.
Moderator: "Gender in Art: An Ongoing Dialogue," A.I.R. Gallery.

[...]

1993 - Juror: 14th Annual Juried Exhibition for Women Artists, WARM, MCAD Gallery, St. Paul, MN.
1994 - Panel: "Violence and Women: Artists Speak on the Visual Language of Survival", organized by Nancy Spero, Threadwaxing Space, NYC, November 8, 1994.
Panel: "Louise Bourgeois: a symposium and panel discussion", The Brooklyn Museum, Brooklyn, New York, May 7.
Panel: "Artistic Coupling", Nancy Spero and Leon Golub, discussants, College Art Association, NYC, Feb. 18.
1996 - Artist's Lecture: "Women as Protagonists", College of Creative Arts, West Virginia University, Morgantown, March 6.

MINISTRA DO TRABALHO COM IGUALDADE


HELENA ANDRÉ






É uma óptima escolha. A Helena André tem muita experiência no mundo laboral e uma particular atenção para com questões de Igualdade de Género, campo onde, apesar do recente "Prémio Europeu para a Igualdade", atribuído ao Partido Socialista e do qual quase se não "ouviu falar" (1), há ainda muito caminho a percorrer, muitas barreiras a ultrapassar, muitos "tectos de vidro" a quebrar (e quão difícil é quebrar o que é invisível!) e muitos preconceitos a contornar.

De um modo muito nítido, o mundo das relações de trabalho, e dentro das organizações, a Igualdade "terá de passar por aqui". Num estudo a publicar em Novembro próximo - Género nos Sindicatos. Igualdades, Desigualdades e Diferenças, Cadernos de Trabalho e Emprego nº 8, MTSS - é demonstrado quão árduos continuam a ser os caminhos que levam ao exercício feminino de cargos de decisão e o quanto são consideradas "causas" para o afastamento das mulheres de lugares de poder, razões - "falta de tempo, falta de qualificações" - que o não são, pois o conjunto de mulheres em cargos de topo nas organizações sindicais portuguesas, tomadas globalmente, têm mais disponibilidades de tempo e mais longas escolaridades do que os seus colegas e camaradas homens. Paradoxal . . .

Bom trabalho, Helena!

Saudações a toda/o/s!

Vera Santana

(1) Pela minha "pena" a notícia sobre o "Gender Prize" foi divulgada, na blogosfera, atempadamente, nomeadamente no blog SIMpleX e no blog Loja de Ideias. Devo acrescentar que as reacções foram mínimas, o que não m´espanta mas m´entristece.

O vintém e o cretino

O vintém


O cretino

quinta-feira, outubro 22, 2009

Alguém me tira uma dúvida?

Pegando no mais recente caso Obama/Fox News, peço que alguém me explique uma coisa, que não consigo perceber. É algo que já vem do famigerado caso Sócrates/Público/Jornal de 6ª feira da TVI.

Se um jornalista ou meio de comunicação social decide constantemente contestar uma pessoa (político ou não, para o caso não interessa) está a exercer o seu direito de Liberdade de Expressão. Completamente de acordo.

Se uma pessoa (político ou não, para o caso não interessa) decidir não comentar ou dar entrevista ou comunicar de qualquer outra forma com esse jornalista ou meio de comunicação, é alguém que ataca a Liberdade de Expressão.

A dúvida é: se o jornalista ou meio de comunicação social decide, no seu direito inealienável de Liberdade de Expressão, contestar uma pessoa, porque é que essa pessoa não tem o direito de Escolha de não falar a esse jornalista ou meio de comunicação?

Desde quando é que a Liberdade de Expressão de uns retira a Liberdade de Escolha de outros? Se alguém me puder responder...


quarta-feira, outubro 21, 2009

Pequena informação para a deputada Rita Rato

A deputada Rita Rato, eleita pelas listas da CDU no distrito de Lisboa, no passado dia 27 de Setembro, está a causar algum reboliço na blogosfera nacional. Além das razões visíveis (a rapariga é jovem e bonita), a entrevista que a mesma concedeu ao suplemento de domingo do Correio da Manhã revelou uma jovem deputada da nação, licenciada em Ciências Políticas, um pouco desinformada, sobretudo em matérias que deveriam ter-lhe sido leccionadas no seu curso.
A deputada Rita Rato, a determinada altura, foi confrontada com questões sobre os países/blocos que instauraram a ideologia que perfilha. Foi assim:

" Como encara os campos de trabalhos forçados, denominados gulags, nos quais morreram milhares de pessoas?
- Não sou capaz de lhe responder porque, em concreto, nunca estudei nem li nada sobre isso.
- Mas foi bem documentado...
- Por isso mesmo, admito que possa ter acontecido essa experiência.
- Mas não sentiu curiosidade em descobrir mais?
- Sim, mas sinto necessidade de saber mais sobre tanta outra coisa...
"

Este conjunto de respostas motivou (pelo menos) um artigo de opinião no Correio da Manhã e alguns textos por essa blogosfera.
Mas na mesma entrevista ainda sobrou tempo para outra pérola:
"- Concorda com o modelo que está a ser seguido na China pelo PCC?
- Pessoalmente, não tenho que concordar nem discordar, não sou chinesa. Concordo com as linhas de desenvolvimento económico e social que o PCP traça para o nosso país. Nós não nos imiscuímos na vida interna dos outros partidos.
- Mas se falarmos de atropelos aos direitos humanos, e a China tem sido condenada, coloca-se essa não ingerência na vida dos outros partidos?
- Não sei que questão concreta dos direitos humanos...
- O facto de haver presos políticos.
- Não conheço essa realidade de uma forma que me permita afirmar alguma coisa.
"

Podia-me, agora, prender na questão dos presos políticos, pois foi esse o exemplo dado por Hélder Almeida, o jornalista que efectuou a entrevista. Mas vou "pegar" na pergunta dos direitos humanos e noutra questão concreta...

Aproveitando o facto da deputada Rita Rato ser jovem, mulher e mãe de um rebento de dez meses, lembrei-me de fazer uma pesquisa com as seguintes palavras "china sterilizing women" e eis que encontro o seguinte:
"Several health workers have been arrested in Shandong Province in the east of China after the authorities admitted that local officials had been forcing women to have abortions or undergo sterilisations.
Sources in Linyi City and its surrounding counties claimed that up to 120,000 women had been coerced into submitting to the procedures and that some of them were in the ninth month of their pregnancies.
The arrests follow the detention on 6 September of a local activist, Chen Guangcheng. Mr Chen had claimed that women with two children were being forced to undergo sterilisations, while women pregnant with their third child were required to have abortions.
Human rights groups have long insisted that China used compulsory abortions and sterilisations as a way of enforcing its one-child policy, which restricts couples to just one child and was introduced in 1979 as a means of controlling the growth of its population.
"

Portanto, pelo menos entre 1979 e 2005, a China, através (pelo menos) das suas autoridades locais, forçou mulheres com mais de dois filhos a serem esterilizadas e, inclusive, a abortar, se as mesmas se encontrassem grávidas. Esta notícia está datada de 2005, pelo que a nossa deputada teria 21/22 anos. Na Universidade, portanto, a tirar o seu curso de Ciência Política.

Como a deputada Rita Rato ainda não teve tempo para ler sobre este e outros assuntos, sugiro-lhe que faça uma pesquisa num motor de busca na Internet (eu usei o Google, mas não se prenda somente a este) e que tire 30 minutos por dia para assuntos destes. Ninguém pretende que deixe de acreditar no que acredita, e que o defenda. Mas poderá assim defender-se dizendo que foram cometidos actos horríveis que repudia, mantendo que "concorda com as linhas de desenvolvimento económico e social que o PCP traça para o nosso país".

É que uma coisa não invalida a outra...

domingo, outubro 18, 2009

A nova normalidade

[texto deste fim de semana no Semanário Económico]

O recente ciclo eleitoral terminou domingo passado. Em três meses votámos para eleger os eurodeputados portugueses, um governo (ou melhor, um conjunto de deputados à Assembleia da República) e os nossos governantes locais.

Foi um ciclo de uma intensidade política fora do normal, e que exigiu bastante a políticos e a eleitores. Foram toneladas de propaganda eleitoral, centenas de horas de tempos de antena, debates, comentários e ‘spin', milhares de metros quadrados de cartazes, ‘posters' ou ‘mupis'. A política estava no trabalho, no carro, em casa, nos cafés, nos jantares ou nos transportes públicos. Estava em todo o lado; e consequentemente desenvolvemos opiniões sobre o que se estava a passar, da política de educação ao código do trabalho ou o casamento entre pessoas do mesmo género.

Acabado o ciclo eleitoral regressamos então à normalidade. Já podemos ir ao cinema sem sermos atacados por uma qualquer juventude partidária à entrada do centro comercial, irmos ao supermercado sem termos de conhecer um par de candidatos da nossa freguesia ou conseguirmos navegar pelas ruas da cidade sem nos depararmos com a polícia a cortar a via pública devido a uma arruada.

No entanto, desenganem-se os que julgam que terminámos o ciclo político ou que teremos quatro anos de estabilidade governamental. Acabaram, de facto, as campanhas eleitorais e as eleições, mas a dimensão política do nosso quotidiano veio para ficar. E em circunstâncias muito interessantes. O facto de termos um Governo minoritário, e encaixado entre a esquerda e a direita, irá possibilitar que se discutam as opções governamentais de forma mais eficaz. O Governo, que antes pouco precisava de consensos (apesar de os procurar obter) é agora obrigado ao diálogo e à negociação. E José Sócrates já deu sinais disso e de não escolher parceiros preferenciais. E as oposições, que procuravam apenas ser anti-governo, terão agora de ser mais específicas e concretas para procurarem influenciar o governo.

Esta legislatura terá assim custos de governabilidade, mas ganhos de cidadania; isto porque os cidadãos estão hoje - depois de todas estas campanhas - mais informados e mais competentes para apreciarem criticamente as actividades do governo e das oposições. E se conseguirmos transportar esses novos conhecimentos - essas novas ferramentas - para o nosso quotidiano, podemos transformar a sociedade civil portuguesa num actor mais activo e dinâmico. Já sabíamos que os partidos políticos já não têm o monopólio da política, falta desenvolver uma sociedade civil mais interventiva e capacitada. E esse pode ser um traço muito interessante da nova normalidade.

Great results for Campaign Exchange in Portugal!

[partilho o texto que recentemente escrevi no blog do PES]

It’s finished!

Almost three weeks of campaign, 21 activists invited and one general election and dozens of local elections. It was amazing. Intense, noisy and Everything happened. Meeting with Sócrates and with ministers and junior ministers; street campaign; door-to-door; concerts; sightseeing in Lisboa; visit to the Parliament; nights out; talks with party members; discussions and debates with candidates; etc. Long days and longer nights.

We even celebrated the «YES» to the referendum in Ireland about the Lisbon Treaty (and had a phone conference with Desmond O’Toole, Eamon Gilmore and Emer Costello).

We campaigned in Lisbon for the general elections and campaigned in several cities for the local ones. We campaigned in Lisbon and in some of its small districts; in Odivelas (where we were and continue to be in power); in Cascais (where we were in opposition and the party does not have some resources); in Oeiras (we were in opposition, but the party had resources); in Vila Franca de Xira (in power); in Amadora (in power) and in a countless number of small districts within these cities' limits.

It was, as you can imagine, a blast. But, with all this, we still had time to celebrate the 99th anniversary of the Portuguese Republic, organize a special dinner and a concert for the event, visit the beautiful city of Lisboa (while campaigning), go out and experience one of the most known nights in Europe and enjoy our fantastic weather (we are sorry for the two days of rain during the three weeks of our campaign exchange).

And the results… what can we say… although we lost our absolute majority, we won the general elections (in a time where the left is having a difficult time across Europe and after we had lost the European elections), and we won the local elections.

In Lisbon we manage to get an absolute majority (an historic first for the PS), in Odivelas we won more mandates and increased our number of elected, in Amadora and Vila Franca we also won with a huge margin. Only in Cascais and Oeiras we lost, but those are strong conservatives cities, where a PS victory is very hard. Well, we can’t win them all.

Nevertheless, a huge number of Portuguese activists where involved as candidates in these elections. I was a candidate for MP, for the Lisbon circle, and for my local district (where I was elected and where we increased by 50% our numbers); Carlos Castro was nº 1 in the little district of Mártires (city of Lisbon), where he increased its score but did not won; Pedro Cegonho, nº1 in Santo Condestável little district of Lisboa, won; André Couto, n°1 in Campolide, little district in Lisboa; Pedro Gomes, nº in Belém, little district of Lisboa, lost; Hugo Chambre, nº1 in Beato, little district of Lisboa, won; etc…

This was for what I am aware of, the longest and biggest campaign exchange organized by PES activists. It is true that we, in Portugal, did have this crazy month with general and local elections together, but nevertheless it was an ambitious project to built; and one that would have never seen the light of day without the help and support of our party and of its different structures.

Again we confirmed that PES activists and national and local parties can work together, in a complimentary way, with a strong electoral outcome. I don’t want to be exhaustive in this post – I am sure that more will follow (and with pictures), but I would not feel good with myself if I didn’t express my sincere thanks to all the activists that came to this Portuguese Adventure; and so, I would like to thanks Adi, Janina, Andreea, István, Evelyn, Laurent, Violeta, Csaba, Attila, Kata, Istvan, Matyas, Edin, Susana, Oana, Mirela, Mateuz, Karolina, Mary, Anabel and Pol for all their hard work and enthusiasm. Without them, none of this would have been possible. (to be continued – and with more photos…).

sábado, outubro 17, 2009

- 500 páginas do livro "Anotações Europeias" + 1 página de jornal

O Rui chamou a atenção - nas dobras recônditas deste blog - para a extrema gravidade desta escrituração de V.G.M, pelo que aqui a deixo. Escusado será dizer que repudio o conteúdo, o tipo de argumentação, os qualificativos empregues, os ataques ad hominem, os fundamentos de partida e as ilações de chegada do texto de V.G.M.

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TEXTO DE V.G.M.

14 de Outubro de 2009

Resultado das legislativas não se limita a traduzir a profunda estupidez com que o eleitorado nacional se comportou.

Em matéria de eleições, sempre houve que distinguir entre legitimidade e razão. Não pode discutir-se a legitimidade dos resultados das legislativas. Já não é assim com a apreciação da razão que assista a quem votou neste ou naquele sentido. Se assim não fosse, não poderia discutir-se o resultado da eleição de Adolf Hitler em 1932 e as suas macabras consequências.

Por isso, não tenho uma vírgula a alterar ao artigo que publiquei há duas semanas no DN sob o título de "Mais do mesmo" e que me valeu as iras furibundas de uma harpia radiofónica e destemperada que não percebeu nada do que leu.

Não tenho tempo nem pachorra para armar em Pigmaleão de gajinhas analfabetas e espevitadas, mas sempre lhes direi que não é verdade ter ficado nos últimos lugares dos rankings, aliás absurdos, que a imprensa fez do trabalho dos deputados portugueses no Parlamento Europeu (as críticas que Jamila Madeira em tempos fez sobre o assunto são modelares e não vale a pena voltar a pegar nisso).

E tão pouco é verdade que, na área da cultura, segundo a conspícua criatura vociferava na rádio, se tenha esperado em vão que eu tivesse feito alguma coisa. Entre muitas outras matérias de que me ocupei, não apenas na área da cultura, e de que dão sumária conta as 500 páginas do meu livro Anotações Europeias (Lisboa, Bertrand, 2008), encontram-se os relatórios de que fui autor relativamente a dois diplomas essenciais para as políticas culturais da União: trata-se dos relatórios relativos aos programas-quadro Cultura 2000 e Cultura 2007-2013. Disto têm sobejo conhecimento todas as estruturas interessadas de agentes e operadores culturais nos Estados membros, incluindo Portugal e os gabinetes dos seus sucessivos primeiros-ministros e ministros com intervenção nessa área...

Mas não vale a pena gastar cera com ruins defuntas. O resultado das legislativas não se limita a traduzir a profunda estupidez com que o eleitorado nacional se comportou. Levará o País aceleradamente na pior das sendas.

O Presidente da República não tem, nem pode ter, a mínima confiança na personalidade que vai ser forçado a indigitar para primeiro-ministro e, por identidade de razão, no seu Governo. Isto nunca poderá dar bom resultado.

Outra evidência é a de José Sócrates nem sequer precisar de se preocupar com o recrutamento de novos ministros. Se ganhou as eleições com a inqualificável porcaria do Governo a que presidiu durante quatro anos - e era impossível ter governado pior -, bem pode continuar a esperar que em próximas eleições as coisas se passem de igual modo, pelo que mais lhe vale não mexer na equipa vencedora…

Sócrates não só é de uma incompetência clamorosa e verbosa, como é absolutamente incapaz de qualquer espécie de boa governação. Contaminará todos os membros da sua equipa que porventura tenham a veleidade de alterar o presente estado de coisas e de tirar o País do buraco sem remédio em que os socialistas o meteram. Se não contaminar, tratará de os pôr na rua ao fim de dois ou três meses, como aconteceu com Campos e Cunha.

Com esta ou outra qualquer tropa fandanga, Portugal está condenado à demagogia e ao facilitismo, à propaganda desenfreada da acção do Governo, a catadupas de medidas avulsas e desconexas, sem fundamentos sérios, sem pertinência e sem resultados positivos, ao desagregar do pouco que ainda se mantém de pé, à ruína completa de todas as dimensões da sua vida colectiva, à descaracterização total da sua identidade e até ao risco sério do fim da sua independência.

Por tudo isso, é essencial que Manuela Ferreira Leite cumpra o seu mandato até ao fim. Para já, no ensejo da discussão do Orçamento do Estado, só ela estará em condições de traduzir politicamente e tecnicamente na Assembleia da República as objecções de fundo que o projecto de Orçamento não deixará de suscitar. Terão necessariamente de ser do seu comando e da sua responsabilidade, como chefe do maior partido de oposição, as reacções ao documento e a demonstração dos seus erros ou dos seus vícios ocultos. E, last but not least, a preparação das bases de uma continuidade consequente do PSD na oposição. É preciso acabar depressa com o próximo Governo!



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Se as 500 páginas do livro de V.G.M. forem deste estilo . . . bem pode o autor rasgá-las!

Vigilância feminista: de olhos postos no p´tit Nicolas



LE MONDE.FR avec AFP | 17.10.09 | 17h48 • Mis à jour le 17.10.09 | 19h35

Des milliers de personnes ont manifesté samedi à Paris pour réclamer une "réelle égalité femmes-hommes", notamment sur les salaires et les retraites, à l'appel de 103 associations féministes, syndicats et partis de gauche.

En Ile-de-France, cette manifestation s'inscrit dans un contexte de vigilance en ce qui concerne le droit à l'avortement. Depuis le mois de mai 2009, les centres IVG ferment les uns après les autres, avertissaient cette semaine dans Le Monde plusieurs féministes. (Lire la tribune : "Non, ma fille, tu n'iras plus avorter à l'hôpital public !"). "Trois centres ont été fermés cette année en région parisienne, dont le dernier il y a quelques jours à l'hôpital Tenon à Paris (XXe)", déplore la féministe Maya Surduts appelant à "stopper ce mouvement de régression".

Mina Delleda, de l'association Femmes solidaires, s'est inquiété de la menace d'un "retour en arrière", "notamment au niveau des plannings familiaux qui font un gros travail sur l'accès à la contraception, à l'avortement et dont le financement a été menacé".

Dans la manifestation, Anne Hidalgo, adjointe PS du maire de Paris, s'est fait l'écho des inquiétudes surl a situation en Espagne, où une manifestation anti-avortement a réuni des centaines de milliers de personnes samedi : "Il y a encore des forces qui essaient de revenir sur ce qui pour nous est acquis, même dans un pays progressiste comme l'Espagne", a-t-elle dit.

LA CRISE PÈSE SUR LE COMBAT POUR L'ÉGALITÉ

Réuni derrière la bannière "Ensemble pour une réelle égalité", le cortège était mené par les féministes du Collectif national pour les droits des femmes (CNDF) et de l'association Femmes solidaires, suivies de plusieurs responsables politiques nationaux, de Martine Aubry (PS) à Marie-George Buffet (PCF) en passant par Jean-Luc Mélenchon (Parti de gauche) ou Olivier Besancenot (NPA), et des syndicalistes comme Bernard Thibault (CGT) ou Gérard Aschieri (FSU).

"Les droits des femmes sont toujours mis en cause, dans une société de crise comme la nôtre ce sont souvent les femmes qui sont les premières licenciées, les premières précarisées et nous savons que leurs droits propres comme le droit à disposer de leur propre corps sont toujours remis en cause", a déclaré la première secrétaire du PS Martine Aubry.

Le secrétaire général de la CGT, Bernard Thibault, a estimé que "parmi les discriminations dont sont victimes les femmes, ce qui se passe au travail est particulièrement important", évoquant 25 à 30% d'écart de rémunération pour les mêmes postes, "le temps partiel subi, les contrats à durée déterminée, bref les petits boulots".

sexta-feira, outubro 16, 2009

O Portugal de Maitê Proença

Para um País tão "estranho e incapaz" existe muito Brasileiro a querer vir para cá. Não entendo!
Sem que me considerem xenófobo pois não é esse o proposito deste artigo, não posso deixar de nos fazer reflectir um velho ditado muito Português " Quem não se sente, não é filho de boa gente"...

Não sei quem escreveu, identifica-se com Frederico e daí a não referência da fonte. Recebi por e-mail, mas se alguém souber avisem por favor porque merece ser referenciado...

Resposta bem dada...


Cara Maitê,

Acabei de ver o teu vídeo a pedir desculpa aqui à malta de Portugal!! Tudo jóia miúda.. já vi que és uma garota "légál" e brincalhona, por isso,sei que não levas a mal se te tratar por tu... já somos amigos!!
Sabes que há uns anos atrás, quando te vi pela primeira vez, soube logo quetu tinhas dois avôs portugueses!! Essa tua beleza tinha de vir de algum lado né?Neste momento sinto-me envergonhado de nós (Portugueses) termos ficado tãoofendidos com aquele documentario!! Afinal de contas, o pessoal brazuca éshow de bola.. é sempre em festa!! Qual é o problema de um grupo de brasileiras brincarem e gozarem com "gajos" como o Camões e o Vasco da Gama, escarrar para um lago de um Mosteiro que é património mundial, deitar abaixo uma pessoa que não sabia resolver um problema no computador, que peloque entendi, tu também não sabias resolver ... qual é o stress?? Na boa,tudo "légál", show de bola garota...

Sabes o que me lembrei??? Até era giro a malta combinar, tu falares com esse teu amigo camera man e fazemos o seguinte: Eu levo daqui o Rui de Carvalho (um conceituado actor aqui de Portugal) aí ao Brasil e a malta faz um filme caseiro com este guião: 1º Filmamos o Rui a mijar para os pés do Cristo Redentor e a fazer um V deVitória como que a afirmar : "estou-te a mijar para os pés e tu não podes fechar os braços para me impedir... estás a ver quem manda ó 7º maravilha domundo??"2º Outra imagem era o Rui num restaurante a fazer o seguinte pedido: "Oh garçon, arranja-me aí uma dose de Presidente recheado com arroz de coentros (caso não tenhas entendido ele iria pedir Lulas recheadas)..."3º Também era "légál", o Rui gozar um bocado com a vossa história, mas infelizmente, não vai dar porque não é fácil encontrá-la... Espera lá! Já sei... arranjamos um barco e o Rui veste-se de conquistador Português a desembarcar no posto 9 em ipanema gritando o seguinte: "quem sois vós minhas popozudas de fio dental?? e vós seus boiólas de sunga?? Que estaides a fazerassim vestidos na terra que eu descobri??? ide-vos vestir e de seguida idetrabalhar para os campos a apanhar cana de açúcar que é para isso que vocês servem!! (esta é show, não é Maitê??) 4º Para acabar, o Rui faz um discurso à frente da estátua do Pélé a dizer:"sabem para que é que este preto era bom?? para limpar os escarros que os vigaristas dos brazucas mandam para os lagos dos nossos mosteiros lá em Portugal!"

Vôcê curtiu a ideia Maitê??? Pensei que seria falta de respeito e deeducação fazer uma coisa deste género de um país que não é o meu, masafinal, é uma coisa normal como tu dizes.. é brincadeira.. isto hábrincadeiras do carago (como se diz no norte cá da terra)!
Ah é verdade... muito importante... Depois vendemos isto à rede Globo e elestransmitem isto em horário nobre... Aposto que o Brasil vai ficar inundadoem lágrimas de tanto rir!! Afinal de contas como tu disseste, o povo brasileiro, é muito brincalhão! De certeza que vai aceitar que um"manézinho" vá aí à tua terra gozar com a tua pátria!!


Um beijo pá..

E aparece mais vezes cá em Portugal. Tenho uma brincadeira que adorava fazer contigo, mas que não te conto agora... pronto está bem, eu conto... era esfregar 3 pasteis de nata (aqueles que tu comeste) na tua cara!! Deve ser mesmo o teu género de brincadeira... afinal de contas tu és tão bem humorada! É verdade, traz as tuas amigas do programas porque há pasteis para todas!!

Beijos pá

Frederico

Nota: Usei o nome de Rui de Carvalho sem qualquer desrespeito à sua pessoa,antes pelo contrário, é um símbolo do nosso país daí ser a pessoa exactapara ironizar esta situação.

quinta-feira, outubro 15, 2009

UN commissioner blasts Italy. Vote to scrap gay protection law "a step back for rights"


Support decriminalisation of Homosexuality at UN! Bulletin

Posted by Maurizio Cecconi

(ANSA) - Rome, October 14 - The Italian Senate's vote to throw out a bill aimed at protecting gays from hate-crimes is a step backward for human rights, United Nations High Commissioner for Human Rights Navi Pillay said Wednesday.

''Gays and lesbians deserve full protection under the law,'' said Pillay, adding that governments should take extra measures ''to protect them from violence and discrimination''.

The bill, which would have raised penalties against acts of violence motivated by homophobia, was torpedoed in the Senate on Tuesday on the grounds that it gave unequal protection to gays in violation of the constitution.

The head of gay-rights group Arcigay Aurelio Mancuso called the vote a ''shameful display which humiliates the dignity of homosexuals''.

The vote unleashed a firestorm within the opposition Democratic Party (PD), which put the law forward, when one if its key senators, Paola Binetti, voted to scrap the bill.

The Catholic senator justified her vote Wednesday saying that ''the bill was ambiguous'' and that she had ''voted in line with her conscience''.

Following Tuesday's session, the bill's author and gay rights advocate Paola Concia said she was ''ashamed of the parliament''.

Concia also called on the PD ''to choose between my position and Binetti's''.

''The party has to tell me whose side it's on,'' demanded Concia during an Italian television interview, adding that the ''state has to tell its citizens that homophobia is a crime''.

Interim party Secretary Dario Franceschini said that Binetti's vote ''made her presence in the PD a serious problem''.

A number of senators of the majority voted in favour of the bill, which has garnered support from more liberal-minded members of the centre-right including House Speaker Gianfranco Fini.

After the bill was thrown out, Welfare Minister Mariastella Carfagna said that she would present the cabinet with a new bill for harsher penalties on all crimes motivated by discrimination ''including those against gays''.

Italy has seen a wave of anti-gay attacks this year, the most recent this weekend when a couple of men holding hands were attacked by a gang of young men in the center of Rome.

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Silvio e Hugo: Duas faces da mesma moeda

Andei, nesta hora de almoço, a fazer uma visita por alguns destacados blogues da nossa direita. Daqueles que não perdem uma oportunidade de atacar Hugo Chavez, tentando sempre que o líder venezuelano seja a cara visível da esquerda (uma esaquerda que, no nosso país, pouca expressão tem).

Ora, durante esta visita tentei encontrar alguma referência a esta notícia.Uma referênciazinha que fosse. Mas não consegui encontrar (verdade seja dita, também nada encontrei nos blogues de esquerda).

Agora imaginem se fosse com Hugo Chavez que isto acontecesse: "Uma semana depois de a Justiça(...) ter chumbado a controversa lei que visava garantir a imunidade (...) nos vários processos judiciais em que é acusado, o governo prepara já uma nova reforma radical do sistema judicial, com nítido sabor a vingança, contra a classe que ousou desafiar (...)." Conseguem imaginar os elogios que a dita personagem receberia da nossa direita blogosférica?

Mas não foi Hugo Chavez. Foi Silvio Berlusconi .

Entre outras coisas, Silvio Berlusconi também pretende "a separação das carreiras de juízes e magistrados do Ministério Público. Até agora, ambas as carreiras estavam interligadas, com os magistrados a poderem exercer de ambos os lados da barricada. Mais importante ainda, eram ambas independentes do poder executivo. Com a separação almejada por Berlusconi, os magistrados do Ministério Público passariam a estar dependentes do Estado, e desta forma susceptíveis a maior pressão institucional." ou impedir que "os juízes de rejeitarem qualquer pedido de introdução de testemunhas, novas provas ou adiamentos apresentado pela defesa. Na prática, isto permitiria prolongar indefinidamente um julgamento, eventualmente até o crime em causa prescrever. Além disso, as escutas telefónicas passariam apenas a ser admitidas em casos relacionados com a máfia."

A democracia corre perigo tanto à direita como à esquerda. Os ecos é que são diferentes.

Portugal. EUROPA. EUROPE.

EUROPE 1945


Europe, Lars von Trier

On October of 1945, the American German descendant Leopold Kessler arrives in a post-war Frankfurt and his bitter Uncle Kessler gets a job for him in the Zentropa train line as a sleeping car conductor. While travelling in the train learning his profession, he sees the destructed occupied Germany and meets Katharina Hartmann, the daughter of the former powerful entrepreneur of transport business and owner of Zentropa, Max Hartmann. Leopold stays neutral between the allied forces and the Germans, and becomes aware that there is a terrorist group called "Werewolves" killing the sympathizers of the allied and conducting subversive actions against the allied forces. He falls in love for Katharina, and sooner she discloses that she was a "Werewolf". When the entrepreneur Max Hartmann commits suicide, Leopold is also pressed by the "Werewolves" and needs to take a position and a decision. Written by Claudio Carvalho, Rio de Janeiro, Brazil. This is fiction; it s a film by Lars von Trier but it could be real:






EUROPE 2008

Europe, PES - Socialist European Party

The day before the beginning of the PES annual Council meeting, FEPS organised a training and information day for PES activists in Madrid in order to provide them with more precise and detailed information on the functioning of the European Union and on the upcoming European elections in 2009. The Forum aimed to bring together political leaders from the PES, intellectuals and PES activists who are interested in exchanging their views and opinions and to find new ways of promoting the socialist and social democratic values and policies all over Europe.

The event was opened by Ernst Stetter, the Secretary General of FEPS. He stressed the need of socialist and progressive ideas to tackle today’s issues and encouraged social democrats to give a new direction for Europe in engaging strongly for the upcoming elections. He invited PES activists to “develop ideas and concepts to meet the challenges that our societies face and assist our parties win the people’s trust to earn the chance to make the social democratic vision again a reality”.

The opening was followed by a general debate on “How to promote the Manifesto?” Zita Gurmai, President of PES Women, Member of the Board of FEPS, was concerned with the challenge “How to get real access to Europe for everyone?” She welcomed the creation of the system of PES activists and its growing success. She pointed out that the socialist party is the only one in the world which is taking care of ordinary people and the national parties have to make people in their country feel and believe that. She also welcomed the section of Gender equality in the Manifesto and urged to make it a reality.

Poul Nyrup Rasmussen, the President of PES gave an inspiring speech about social Europe and the Manifesto. He started with a statement “Finishing with the black boxes, coming with transparency!” He welcomed the activists and named them as brick builders across the frontiers, doing the essential and most difficult job. He stressed that we must find answers to the cross-border democracy, especially in these times of crisis when countries are more than ever linked to isolation and nationalism. He noted that the power of the Manifesto is in the technique it has been done: with the input of everyone, elaborating the ideas all together.

Portuguese PES activists participated in this event, learned a lot and exchanged experiences with comrades from other Europeans countries.






EUROPE – PORTUGAL - September / October 2009

First PES exchange campaign in Portugal


Two important elections took place in Portugal in autumn , general elections – Parlamentary Deputies – and local elections – mayors and district members for local assemblies. This was possible due to the strong will of my friend and comrade José Reis Santos, a Portuguese socialist, historian, working at Brussels for one year at the PES.

It was a risky initiative, with week support from the Portuguese Socialist Party that began slowly and carefully – during the first campaign, the one for general elections – and came to her happy end – during the local elections – with glamour and success. We invited PES activist from Hungary, Romania, Poland, Belgium, Spain, Germany and Bosnia and all of us shared wonderful days campaigning and knowing each others both as individuals and as citizens of a Europe we want to build. Both elections achieved their issues: the Portuguese Socialist Party had the majority of votes and many districts went on being politically socialists, namely Lisbon, where António Costa won with a total majority. The presence of PES activists showed – to Portuguese citizens – that Europe shall be a construction of all European citizens and clearly stressed the importance of a socio-anthropological approach to all campaigns in order to deal with each cultural specificity, in each country, in all European Nations.




Being a conflictual and wounded “never land” at the aftermath of World War II, a kind of tunnel with no issues, Europe found a way to became a world of solidarity and the European Socialist party is an important and collective instrument for the construction of this new world. This exchange campaign of PES in Portugal was the beginning of a wonderful friendship between socialists from several countries.




quarta-feira, outubro 14, 2009

Será que a culpa também é do Xócras?

A produção das indústrias portuguesas registou em Agosto uma subida de 5,2% face ao mês anterior, quase dez vezes mais do que a média europeia.

Segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat, a produção industrial em Portugal, como em todos os países da União Europeia, continua porém muito travada quando se compara Agosto com o mesmo mês do ano passado.

No caso português, as fábricas produziram 6,6% menos do que há um ano. Ainda assim, os dados do Eurostat confirmam um desanuviamento progressivo do clima recessivo.

Em termos homólogos, a queda da produção industrial passou do pico de 11,2% em Junho para 6,6% em Agosto. No mesmo mês, a queda homóloga na UE-27 foi de 13,5% e na Zona Euro o recuo elevou-se a 15,4%. Na evolução mensal, após o recuo de 0,4% em Junho, seguiu-se um crescimento residual de 0,8% em Julho e agora uma subida bem mais expressiva, de 5,2%, em Agosto. Este valor compara com uma média europeia (UE-27) de 0,6%, e uma média na Zona Euro de 0,9%.

Fonte da notícia: Banco Santander e Jornal de Negócios.

O caso das escutas

Na segunda feira, dia 12, programa Pros e Contras, Fátima Campos Ferreira, pretendeu questionar a seriedade imposta pelo Jornalismo em Portugal. No caso enfoque o das "Escutas na Presidência da República".
Caratecterizaram num primeiro acto as sondagens que cada meio de comunicação social expõe e quais as responsabilidades advindas de as mesmas serem mais ou menos rigorosas. Quem as lê, ás sondagens, podem interpreta-las de maneiras distintas. No caso de as mesmas serem mais confortaveis a favor de uma entidade que nos seja mais "chegada" opta-se por pensar que as mesmas são muito fiaveis e usamo-las como argumento de intenção para chamar os referidos votos que darão a vitoria no dia em questão. Se for o contrario, temos tendência a desdramatiza-la e não lhe dar "memoria"...
Discutiu-se então o caso das "escutas", que de "escutas" nunca teve nada... Afinal houve uma desconfiança de "alguém" o qual eu interpretei ser alguém chegado à Presidência da República, um tal de e-mail a descurtinar algo, ou alguém... Uma desconfiança!?
Questionou-se a falência das informações, de quem as fazia chegar às redacções. Da protecção dada as fontes que garantem as informações e provocam as investigações sobre as referidas materias... Muito se discutiu, muito se tentou argumentar, mas no final a duvida não só paira, como no meu caso pessoal aumentou. Ninguém se isenta de responsabilidades. Uns por culpa popria e quererem "fabricar" histórias outros por permitirem a divulgação dessas "tramas" e outros ainda por beneficiarem com os ditos boatos...
Brinca-se com a informação, e a num nível onde a brincadeira não deveria existir. Deveria existir seriedade, responsabilidade, isenção e sobretudo sentido de estado, pois são os elementos soberanos de gestão deste nosso Portugal.
A historia essa, um e-mail vindo de alguém a tentar falar mal de um outro alguém, porque este ultimo alguém referiu que o outro alguém andava a ajudar no programa de campanha de um alguém candidato... Argumento digno de telenovela...
Pergunto se podemos ser tão moralmente correctos para um determinado conjunto de coisas por ficar bem, e para outros, quando se perdem em argumentos, perder esses mesmos valores e colocar em causa a soberenia das gentes deste nosso Portugal...
Espero que alguém retire deste episodio as ilações necessárias para que o mesmo não volte a acontecer...

sexta-feira, outubro 09, 2009

quinta-feira, outubro 08, 2009

Uma campanha muito estúpida

Elisa Ferreira continua a dar tiros nos pés. Ao dizer, na entrevista ao Jornal I, que "Rui Rio(...) passou a ter pelo menos o apoio de seis milhões de benfiquistas" parece que faz questão de alienar parte do seu potencial eleitorado.

Ainda bem que não voto no Porto, pois pela primeira vez, quer-me parecer, não iria votar numa candidatura do PS. Votaria em branco, que, por acaso, faz parte da côr do meu clube (e também do Porto, mas a esses não ligo).
P.S. - E não é por Elisa Ferreira ser portista que não votaria nela. É por ser anti-benfiquista. E, pelos vistos, primária.

Mudam-se os tempos, mudam-se… os culpados

Se esta notícia fosse à duas semanas atrás, a verdade não doía à República. A verdade doía a Sócrates. Mas como dia 27 já lá vai…

Ideais e Idiotas

Andam por aí uns quantos a achincalhar Barack Obama por este querer um mundo livre de armas nucleares. Ingénuo será o mínimo que dizem do Presidente dos Estados Unidos da América, e isto serão os simpáticos. Percebe-se a ideia. Ambicionar um mundo sem armas nucleares é uma péssima ideia. Boa ideia foi tê-las construído.

quarta-feira, outubro 07, 2009

This is one from the heart




I love Lisbon "from the heart".
Do fundo do coração.



Por isso voto António Costa!










Publicado também no blog Consigo, com todos, por São Mamede

http://ps-saomamede.blogspot.com

segunda-feira, outubro 05, 2009

99 anos da República Portuguesa

A República Portuguesa comemora hoje 99 anos, 35 anos dos quais em democracia. Com um começo torpe, sinuoso demorou a afirmar-se como democrática e ainda hoje nos degladiamos pela sua construção e os complexos desafios que trouxe. Mas felizmente, ainda que apesar dos movimentos contra que possam existir a República Portuguesa resiste, evolui, sufragia e demarca-se como laica, constrói-se,cresce, repira, repira mais depois que se tornou democrática.
99 anos não deixam de ser uma marca histórica e emblemática.

M´espanto, hoje . . .

... dia da República de Portugal, com a ausência de discurso oficial por parte de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva.

Há uma instituição que hoje se cala, a Presidência da República, no dia da República de Portugal, algo que não me lembro de alguma vez ter acontecido nas últimas décadas. Invocando o estilo oratório do último discurso de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva, interrogo-me:

Por que será?

E, continuando a invocar o mesmo estilo, sou forçada a interrogar-me:

E se a instituição Igreja se calasse no próximo dia de Natal? Se no dia 25 de Dezembro de 2009, sua Eminência o Papa Bento XVI não ocupasse o lugar que lhe compete, na Praça de São Pedro, no Vaticano, para falar aos fiéis e ao mundo?

As instituições contêm o germe da coesão social. Juntam numa única Nação, um Povo, no dia da comemoração de um regime político que configura, há um século, os poderes da pólis em Portugal ou juntam simbolicamente os Católicos, no dia do nascimento de Jesus Cristo. As instituições - por definição - não podem calar-se oficialmente nos dias em que se comemora a sua institucionalização. Porque comemorar significa co-memorar, i.e., memorar em comunidade, cumprindo o ritual de agregação da comunidade em volta de um acto fundador.

M´espanto. Não tenho explicações para esta ausência institucional oficial. Porque os silêncios falam e este silêncio diz-nos "a instituição Presidência da República Portuguesa" não quer falar oficialmente aos Portugueses, no dia 5 de Outubro de 2009. Creio que muitos Portugueses se sentirão, hoje, órfãos. Ao elegerem o Professor Aníbal Cavaco Silva para Presidente da República, os Portugueses falaram. Hoje, o Presidente não fala aos Portugueses. Hoje, num contexto económico, político e social dentro do qual é urgente fortalecer a coesão social.

ADENDA POSTERIOR AO POST

Alertam-me vária/o/s amiga/o/s para o facto da ausência de discurso oficial, por parte da Presidência da República, ter acontecido antes, com o Presidente Dr. Jorge Sampaio. Lamento que a memória humana seja selectiva (neste caso a minha). Considero que é dever da Presidência da República fazer O Discurso Oficial da Presidência, nas comemorações do 5 de Outubro, para todos os portugueses, independentemente do calendário eleitoral.

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