Lendo as notícias - e não o relatório - do que estes senhores entendem ser Serviço Público de Televisão só posso chegar à conclusão que estes senhores pretendem que o Serviço Público de Televisão defenda a estupidificação (ou será a amestração) de um povo.And the dreamers? Ah, the dreamers! They were and they are the true realists, we owe them the best ideas and the foundations of modern Europe(...). The first President of that Commission, Walter Hallstein, a German, said: "The abolition of the nation is the European idea!" - a phrase that dare today's President of the Commission, nor the current German Chancellor would speak out. And yet: this is the truth. Ulrike Guérot & Robert Menasse
terça-feira, novembro 15, 2011
Defender a estupidificação
Lendo as notícias - e não o relatório - do que estes senhores entendem ser Serviço Público de Televisão só posso chegar à conclusão que estes senhores pretendem que o Serviço Público de Televisão defenda a estupidificação (ou será a amestração) de um povo.terça-feira, agosto 24, 2010
Sobre a questão mais discutida nos EUA
| The Daily Show With Jon Stewart | Mon - Thurs 11p / 10c | |||
| Mosque-Erade | ||||
| http://www.thedailyshow.com/ | ||||
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Retirado do post "Mais sensibilidade e bom senso", no Jugular
sábado, fevereiro 13, 2010
Pela democracia, nós tomamos partido
"Vivemos tempos que impõem uma tomada de posição. O que se está a passar em Portugal representa uma completa subversão do regime democrático. Os sinais avolumam-se diariamente e procuram criar as condições para impor ao país uma solução rejeitada nas urnas pelos portugueses.Com base numa suposta preocupação com a «liberdade de expressão», que não está nem nunca esteve em causa, um conjunto de pessoas tem fomentado a prática de actos nada dignos, ao mesmo tempo que pulverizam direitos, liberdades e garantias. É preciso recordar: à Justiça o que é da Justiça, à Política o que é da Política."
Para ler e, se desejarem, assinar e divulgar.
domingo, fevereiro 07, 2010
O 4º poder.
Se bem se lembram, nessa noite, houve quem sofresse da síndrome PCP: transformar as derrotas em vitórias. O PCP (na sua vertente coligação denominada de CDU) aproveitando o facto de ter tido mais um deputado que na anterior legislatura, e desleixando tudo o resto. O PSD, porque o PS perdeu a maioria absoluta.
Como vencedores dessa noite emergiram, na realidade, dois partidos: CDS-PP e BE. Estes, sim, venceram em toda a linha. Aumentaram a sua votação, o número de deputados, cumpriram os objectivos a que se propuseram e subiram na “classificação eleitoral”, se bem que no final da noite o BE tenha ficado com o amargo de boca de ter ficado aquém das expectativas.
Num sentimento misto, o PS: Ganhava a eleição, iria constituir governo, mas perdera de forma retumbante a maioria absoluta.
No entanto, os maiores derrotados foram todos os comentadores que pululam pela nossa imprensa, e os meios de comunicação que já desde o meio do mandato anterior demonstram claramente que terem uma agenda política passa pelo derrube do governo (não é por acaso que há quem comente que se quer ganhar a vida a fazer comentários tem de dizer mal do governo).
Neste momento, assiste-se em Portugal a uma ofensiva que já não olha a nada para derrubar o governo eleito à menos de cinco meses. Olhamos para as notícias que saem, e facilmente constatamos que os ataques mais ferozes que assistimos, a um governo, estão em marcha. Ao pé disto, o Jornal das Sextas da TVI, quando era efectuado pela ex-deputada do CDS/PP, é uma brincadeira de crianças. Tudo serve para minar a confiança nas instituições públicas. É curioso ver os comentadores políticos atacarem a ineficácia das nossas instituições e propagarem para quem os quiser ouvir/ler (ou para quem lhes pagar os comentários) que muitas das funções do estado deveriam ser entregues aos privados, e posteriormente ouvi-los/lê-los a tecerem considerações sobre a falta de confiança do povo português nas instituições políticas.
Perante o estatuto sagrado de jornalistas e comentadores, personagens mais ou menos obscuras que ninguém ou pouca gente conhece, e que certamente ninguém elege, podem dizer o que quiserem, atacando e maldizendo quem quiserem, dando estampa a conversas privadas em que, como se sabe, se tem menos cuidado com as palavras do que quando se está a falar em público, e quando se tecem considerações sobre essas personagens obscuras que ninguém ou pouca gente conhece, e que certamente ninguém elege, é um atentado à liberdade.
Algo está errado neste país. O povo falou à menos de cinco meses e por duas vezes em menos de um mês, deu duas vitórias (uma agridoce) ao PS. Estes senhores, que têm um meio privilegiado de comunicação, fazem e dizem o que bem querem e lhes apetece, ao arrepio da vontade expressa do povo.
P.S. – Prefiro, sobre este aspecto, a ideia americana de imprensa. É pública a tendência editorial dos órgãos de comunicação social. Não vivem na hipocrisia da isenção que não existe em nenhum órgão de comunicação social portuguesa.
terça-feira, fevereiro 02, 2010
Mário Crespo
sábado, dezembro 05, 2009
Somaterapia
“Nada é tão contagiante como o gosto pela Liberdade” Roberto Freire
Foi lançado em Lisboa, no dia 28 de Novembro, um livro sobre Somaterapia, da autoria de João da Mata. Pode ser adquirido na Livraria Letra Livre, em Lisboa.
O objectivo da somaterapia é o de, partindo das emoções expressas pelo soma (pelo "corpo") libertar os seres humanos das "couraças" que todos fomos adquirindo, que nos prendem a territórios desajustados e não desejáveis, que nos bloqueiam portas, que nos impedem de partir "on the road", que nos roubam energias criadoras. Baseia-se, entre outros autores, nos trabalhos de Wilhelm Reich e de Gregory Bateson bem como nas teorias e nas práticas do Living Theatre. A somaterapia é uma terapia libertária que ajuda a desconstruir modos de reagir enquistados e desadequados.
Nota: "corpo" entre aspas porquanto para a somaterapia não existe qualquer dualismo, seja ele corpo e alma ou outro; somos seres unos e cada um de nós é único.
quinta-feira, outubro 22, 2009
Alguém me tira uma dúvida?
terça-feira, julho 14, 2009
quinta-feira, abril 23, 2009
Aguenta e não chora!
Poupem-me!
terça-feira, maio 27, 2008
NA SENDA DE MAIO DE 68, A LIBERTAÇÃO DAS REPRESSÕES SOCIAIS E POLÍTICAS POR MEIO DO EROS EM PRAXIS
SÃO PAULO - O médico psiquiatra, psicanalista e escritor Roberto Freire, de 81 anos, morreu na noite de sexta-feira, 23. Ele ficou conhecido na década de 1970 por criar, com base nos estudos de Wilhelm Reich, a Somaterapia, método revolucionário de psicanálise que busca a saúde e a harmonia emocional. Freire estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. A causa da morte do psicanalista não foi divulgada, a pedido de sua família. O corpo do escritor foi cremado por volta do meio-dia deste sábado, 24, no Crematório da Vila Alpina, na capital paulista.
Freire se considerava um anarquista, referencial ético em que baseava a Somaterapia, uma terapia corporal e em grupo, baseada nas pesquisas de Reich. Defendia a sexualidade, o prazer e a liberdade. Para ele, o racional e o lógico não eram suficientes para se entender a vida social e seu impacto sobre a individualidade.
Freire escreveu mais de 20 livros, vivendo seu auge de sucesso nos anos 70 e 80. Um de seus maiores best sellers foi Cléo e Daniel, publicado em 1966 e que teve por muitos anos uma grande repercussão entre jovens. O livro ganhou uma adaptação para o cinema com Sônia Braga, Myriam Muniz e John Herbert. Freire escreveu ainda Sem Tesão Não Há Solução, de 1987, talvez um de seus livros mais importantes e que defende a liberação de repressões sociais e políticas por meio do sexo. Vendeu mais de 200 mil exemplares. Outros sucessos do escritor: Coiote, Ame e Dê Vexame e Sem Entrada e Sem Mais Nada.
Além de escrever romances e livros de ensaios, Freire integrou a equipe de roteiristas de séries de televisão como Malu Mulher e a primeira edição de A Grande Família, ambos na Rede Globo. Ainda na Globo, Freire teve um quadro de sucesso no programa TV Mulher, que ficou no ar de 1980 a 86, com participação também da atriz Regina Duarte, revelou Marília Gabriela como apresentadora, Marta Suplicy como sexóloga, Clodovil Hernandez tinha um quadro como estilista, entre outros participantes.Em 1992 foi criado um grupo de pesquisa e ação da Soma, terapia anarquista que nasceu para combater a idéia então vigente na sociedade de controle e redução do prazer, o que a longo prazo, segundo Freire, origina as neuroses. Este grupo de somaterapeutas, chamado de Coletivo Brancaleone, foi supervisionado desde então pelo próprio psicanalista. Freire se definia como "militante do tesão".
domingo, novembro 18, 2007
O nascimento do génio
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
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Estranhamente, teve um momento de génio
Vejam a felicidade do Caetano a canta-la.
Debaixo Dos Seus Caracóis
Composição: Roberto Carlos
Um dia a areia branca
Seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar
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Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar
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Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
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As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora
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Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente
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Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
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Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho
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Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso
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Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
Outro Génio
segunda-feira, outubro 08, 2007
Quando Portugal era a Birmânia
Branco – Situação. Preto – Oposição.
Poucos resultados práticos teve este primeiro congresso, aparte de servir de base às listas da oposição em 1957, nas eleições legislativas do mesmo ano; e de ter fornecido à PIDE dados sobre potenciais novos inquilinos (e muitos viriam a sê-lo). O processo irá repetir-se em outras duas ocasiões. Uma em 1967 e 1973, em vésperas do 25 de Abril.
Nesta efeméride urge recordar que nem sempre a Liberdade está assegurada, no que designamos de regimes políticos.
Hoje já não nos lembramos o que era viver sem ser em liberdade.
Hoje já não nos lembramos que Portugal já foi Birmânia.
Todos os dias experimentamos diversos quotidianos de liberdade: Uma imprensa livre, a possibilidade de exprimir e divulgar ideias próprias, sem que para isso se tenha de jurar fidelidade a um qualquer tipo de organização política.
Hoje temos o direito de votar livremente, de apresentarmos candidaturas, de organizarmos campanhas eleitorais de esclarecimento político.
Hoje temos a liberdade de podermos escolher os caminhos da nossa definição individual, do ponto de vista cultural, político, religioso, sexual, ou o que quer que seja. Hoje podemos ser.
Hoje já não nos lembramos o que era viver sem ser em liberdade.
Hoje já não nos lembramos que Portugal já foi Birmânia.
E a Birmânia ainda existe.
Deixo a memória e a notícia que o PS Lumiar publica.
Aveiro vai assinalar no dia 06 de Outubro, sob a égide do governo civil, a passagem dos 50 anos sobre a realização do I Congresso Republicano que reuniu os opositores ao Estado Novo.
Segundo o governador civil de Aveiro, Filipe Neto Brandão, que sublinha a importância de que revestiu o histórico congresso, «como elemento congregador da evocação do ideário republicano, fundador da modernidade social, política e cultural», as comemorações vão decorrer no mesmo local, o Teatro Aveirense, e serão inspiradas no programa de 1957.
Será também um momento para evocar a memória das personalidades que se constituíram em comissão organizadora do primeiro dos três congressos republicanos: Mário Sacramento, João Sarabando, João Seiça Neves, Manuel das Neves, Armando Seabra, Costa e Melo, Joaquim José Santana, Alfredo Coelho de Magalhães, Horácio Briosa e Gala e Álvaro Seiça Neves.
Figura incontornável dos acontecimentos da época foi também o então governador civil, Vale Guimarães, que sendo um homem comprometido com o Estado Novo, ousou autorizar a realização do congresso em Aveiro e, ao contrário de outros governadores, defendia que o regime não precisava de «chapeladas e da viciação eleitoral».
O regime acabou por substitui-lo, mas voltou ao cargo com Marcelo Caetano, o que viabilizou a realização, também em Aveiro, do III Congresso, o da Oposição Democrática, em 1973, precursor do 25 de Abril.
Em relação ao primeiro congresso, comenta Filipe Neto Brandão, «não pode deixar de ser particularmente tocante para todos os que apreciam a liberdade, saber que em 1957, numa cidade de província, em pleno Portugal amordaçado e bafiento, este tenha terminado, segundo os relatos da época, com os presentes repetindo vivas à República e à Liberdade e entoando, de pé, “A Portuguesa”».
«Foi a partir de Aveiro que o propósito de liberdade, democracia e cidadania, encontrou um tronco comum, que veio a culminar no 25 de Abril e nesse primeiro congresso os republicanos reencontraram-se na pureza do seu ideário fundador», explica o actual governador civil.
O programa que está a ser delineado para as comemorações vai estar centrado no Teatro Aveirense, com a realização de uma sessão evocativa, na manhã do dia 06 e, à noite, um concerto pela Filarmónica das Beiras com Mário Laginha e Bernardo Sassetti.
No mesmo espaço vai estar patente uma exposição de material alusivo à época, com um espólio constituído por fotografias, manuscritos e recortes de imprensa.
A efeméride será ainda assinalada pela cedência pelo Estado ao Município da peça «Liberdade», de Vieira da Silva, que integra a colecção de arte contemporânea.
Diário Digital/Lusa
terça-feira, outubro 02, 2007
Free Burma.
sexta-feira, abril 13, 2007
Igualdade
domingo, fevereiro 25, 2007
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Gisberta

Comunicado de imprensa de 21-02-2007
Panteras Rosa - Frente de Combate à LesBiGayTransfobia
Um ano depois do assassinato da transsexual Gisberta. Tudo na mesma.
Faz amanhã um ano desde que foi encontrado o corpo de Gisberta, transsexual, toxicodependente, seropositiva, prostituta e imigrante brasileira, que sucumbiu a três dias de tortura e sevícias sexuais e posterior afogamento, ao ser lançada a um poço por um bando de rapazes no Porto. Um ano passado, fala-se de um crime que "chocou o País". E não é verdade: um país chocado, é um País que reage e previne. E não foi assim.
O problema está em que o referido "choque" foi limitado à jovem idade dos autores deste crime (eles próprios vítimas de injustas políticas sociais e de desprotecção de menores), e não se estendeu à perda de uma vida, à exclusão social extrema em que esta vítima mortal estava encurralada, e sobre a qual, um ano depois, praticamente nenhuma intervenção teve lugar, e nada de concreto se alterou. O País pode, portanto, acertar os relógios e continuar a contar os dias até à próxima Gisberta, talvez menos mediática mas nem por isso menos certa. Aliás, o País queria esquecer e já esqueceu.
Um ano depois, temos uma sentença judicial ignóbil que responsabiliza os jovens em causa por agressão mas que os iliba do assassinato e da tortura, sustentando que a vítima morreu por culpa da água em que se afogou. Gisberta morreu assassinada mas ninguém a assassinou, tal como às restantes transsexuais que têm tido sorte semelhante e cujos casos não vêm a público. Por outras palavras, podem matar-se transsexuais, porque isso não tem em si consequência jurídica.
Um ano depois, a protecção legal de pessoas como Gisberta continua inexistente, e as condições de marginalização de grande parte da população transsexual continuam intocadas porque os decisores políticos e o Estado continuam a fugir às suas responsabilidades, tal como aliás no que toca também à população homossexual:
Num país campeão da violência sobre menores, o sistema de "guarda e protecção de menores" continua sem medidas de reforma para que seja mais do que um armazém de crianças e jovens, das quais metade entregues a instituições religiosas, sem contexto emocional ou educativo .
Continua ausente da discussão política o reconhecimento do direito à identidade de género e a protecção legal da população trans contra a discriminação e a violência, no sentido do que legislaram já a Espanha ou a Inglaterra.
Os/as transsexuais continuam sujeitos/as a um processo médico abusivo e mesmo, os transsexuais masculinos, à esterilização forçada, para poderem alterar os seus nomes no BI . Continuam impedidos/as de ver alterado o seu género noutros documentos de identificação, com prejuízo evidente das suas oportunidades de acesso ao emprego .
Nada se fez para limitar o impacto da exclusão social da maioria da população transsexual. A primeira violência de que esta é vítima, é institucional e legal.
Numa altura em que a política institucional volta a adiar o reconhecimento do direito ao casamento civil para os casais do mesmo sexo, lembremos que em Portugal ainda estamos na fase de debater medidas que poderiam significar a diferença entre a vida e a morte.
Quando alguma agenda política e mediática tende a resumir ao tema do "casamento" as reivindicações do movimento Lésbico, Gay, Bissexual e Transgénero (LGBT), o caso de Gisberta Salce Júnior aí está para nos lembrar e não deixar esquecer que em Portugal a homofobia e a transfobia continuam regra, que a verdadeira fractura social está na discriminação, e não no reconhecimento de direitos à população LGBT.
Sobretudo, que no combate a estas discriminações, temas como o do casamento civil são "parte" mas não "o todo", porque está quase tudo por fazer naquilo que pode em concreto melhorar as vidas sujeitas a estas discriminações e violências.
Certo é que a transfobia, a homofobia, e a violência discriminatória começam e acabam por ser institucionais, e pouco se alterará nas mentalidades enquanto assim for, e enquanto os políticos continuarem a escudar-se na necessidade de "um grande debate nacional" para não fazerem o que está certo: prevenir (a violência e a discriminação), educar e legislar. O que não dizem os políticos que assim falam, é que eles próprios não estão abertos a esse debate:
A legislar contra a discriminação pela orientação sexual ou pela identidade de género, ainda mais desprotegida.
A assumir responsabilidade por políticas activas de Educação para a prevenção destas discriminações, à semelhança de outras.
A assumir a extinção de normas discriminatórias, como a que continua a excluir homossexuais na doação de sangue.
A alterar a legislação discriminatória e contrária ao princípio constitucional de não discriminação em função da orientação sexual , reconhecendo as novas expressões familiares e as famílias não-heterossexuais e os seus direitos: reconhecer os milhares de famílias de homossexuais com filhos e, em consquência, o acesso à adopção, alargar, sim, o acesso ao casamento civil, regulamentar o acesso à inseminação artificial para lá dos casos de esterilidade, regulamentar e fazer aplicar a Lei das Uniões de Facto.
O Estado continua a ser o primeiro violador da igualdade. Não só não a combate como promove a discriminação através da sua inacção e das suas leis.
"Tema fracturante", realmente, só vemos um: a discriminação que nos expõe à desigualdade e à violência, sobre a qual ninguém em Portugal assume responsabilidades. Mas essa indiferença tem custos humanos e sociais, de que Gisberta é um lembrete incómodo. E prova trágica de que quem não assume as suas responsabilidades, é já responsável.
MOVIMENTO PANTERAS ROSA - FRENTE DE COMBATE À LESBIGAYTRANSFOBIA
www.panterasrosa.com
www.panterasrosa.blogspot.com
Exposto isto, concordo com o Rui, que mais importante que recordar a morte da Gisberta é «celebrar» a sua vida e a liberdade que ele(a) teve para a pode escolher.

