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sexta-feira, março 09, 2012

Os cães ladram e a caravana passa

O prefácio do novo livro daquele senhor que vive no Palácio de Belém é todo um resumo da história do mesmo.
Alguém que foi ministro das finanças de Sá Carneiro, dez anos primeiro-ministro e outros tantos (quando concluir o seu mandato) como Presidente e que diz que não é político não pode, como é fácil de perceber, ser uma pessoa séria e honesta.

O Presidente que inventou uma história de escutas, que está envolvido de uma maneira muito obscura no caso BPN, que foi o "pai do monstro", que distribuiu sem controlo fundos europeus pelos amigos, que usou um discurso de vitória para atacar rancorosamente quem o atacou numa campanha política, que usou o discurso de tomada de posse para desferir o mais violento e institucionalmente desleal ataque a um primeiro-ministro, vem agora acusar (ou alguém por ele) o ex-Primeiro-Ministro José Sócrates de falta de lealdade institucional.

Se antes devíamos de ajudar este senhor a terminar o mandato com dignidade, agora é deixá-lo falar. Os cães ladram e a caravana passa.

(A resposta que esse senhor merecia é aquela que não podemos dar, por respeito institucional ao cargo que ocupa)

segunda-feira, outubro 05, 2009

M´espanto, hoje . . .

... dia da República de Portugal, com a ausência de discurso oficial por parte de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva.

Há uma instituição que hoje se cala, a Presidência da República, no dia da República de Portugal, algo que não me lembro de alguma vez ter acontecido nas últimas décadas. Invocando o estilo oratório do último discurso de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva, interrogo-me:

Por que será?

E, continuando a invocar o mesmo estilo, sou forçada a interrogar-me:

E se a instituição Igreja se calasse no próximo dia de Natal? Se no dia 25 de Dezembro de 2009, sua Eminência o Papa Bento XVI não ocupasse o lugar que lhe compete, na Praça de São Pedro, no Vaticano, para falar aos fiéis e ao mundo?

As instituições contêm o germe da coesão social. Juntam numa única Nação, um Povo, no dia da comemoração de um regime político que configura, há um século, os poderes da pólis em Portugal ou juntam simbolicamente os Católicos, no dia do nascimento de Jesus Cristo. As instituições - por definição - não podem calar-se oficialmente nos dias em que se comemora a sua institucionalização. Porque comemorar significa co-memorar, i.e., memorar em comunidade, cumprindo o ritual de agregação da comunidade em volta de um acto fundador.

M´espanto. Não tenho explicações para esta ausência institucional oficial. Porque os silêncios falam e este silêncio diz-nos "a instituição Presidência da República Portuguesa" não quer falar oficialmente aos Portugueses, no dia 5 de Outubro de 2009. Creio que muitos Portugueses se sentirão, hoje, órfãos. Ao elegerem o Professor Aníbal Cavaco Silva para Presidente da República, os Portugueses falaram. Hoje, o Presidente não fala aos Portugueses. Hoje, num contexto económico, político e social dentro do qual é urgente fortalecer a coesão social.

ADENDA POSTERIOR AO POST

Alertam-me vária/o/s amiga/o/s para o facto da ausência de discurso oficial, por parte da Presidência da República, ter acontecido antes, com o Presidente Dr. Jorge Sampaio. Lamento que a memória humana seja selectiva (neste caso a minha). Considero que é dever da Presidência da República fazer O Discurso Oficial da Presidência, nas comemorações do 5 de Outubro, para todos os portugueses, independentemente do calendário eleitoral.

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