quinta-feira, abril 17, 2008

Don Carlos Infante de Espanha



A peça, em cena na Cornucópia, é de Schiller. Faz pensar sobre a génese, dolorosa, das noções de indivíduo e de livre pensador que procura a Luz. A pena do escritor do Romantismo Alemão do séc. XVIII desenha a figura de um homem grande e aristocrata, Posa, lutador da Causa da Humanidade, inspirada pelo luteranismo e pelos caminhos de emancipação individual possibilitados por esta ética, por oposição à ética católica, apostólica, romana, inquisitorial e cega, íntima do poder temporal. Em palco, a luta, situada num tempo histórico anterior ao séc. XVIII, entre a força das Espanhas de Filipe II (filho de Carlos V) e os movimentos da Reforma, localizados nos Países Baixos, no centro de uma Europa em ebulição de ideias e de mudanças.

Os sacrificados desta visão Romântica da mudança social, do Bem e do Mal, serão o o Herói Romântico - Posa - o Amor idealmente pleno mas não realizado (estes intelectuais românticos alemães preferiam noivar eternamente, colocando a Mulher num pedestal, a viver a carne e o corpo, o quotidiano, as dores, os partos ...), as Mulheres que ousam pisar o risco traçado pelas regras impostas por Filipe II e, acima dele, pela Inquisição. Os vencedores? O passo dado pela Humanidade, no sentido da liberdade de pensamento.

3 comentários:

Rui Pedro Nascimento disse...

Sejas Bem-vinda a esta loja.

José Reis Santos disse...

que fixe que já tenhas entrado na Loja...
já eras membra adoptiva. Agora és de pleno direito.
Bem vinda sejas. (já eras)

Vera Santana disse...

Rui e Zé,

I´m touched! Não estava à espera de afectos de boas vindas mas de comentários sérios a uma peça tão séria.
Foi uma agradável surpresa encontra-vos maiores do que a seriedade: de braços abertos.
Obrigado.

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