quarta-feira, março 26, 2008

2008-2010


Tomaram posse, na passada segunda feira, os Presidentes das Comissões Políticas Concelhia da Federação da Área de Lisboa do Partido Socialista.

Nove Concelhos - Amadora, Lisboa, Loures, Oeiras, Odivelas, Mafra, Cascais, Vila Franca de Xira e Azambuja - foram a votos este mês e foram eleitas, em eleições concorrenciais, os Comissários Políticos que terão a responsabilidade política de falarem em nome do PS nesses Concelhos.

Eu, como já sabiam, apoiei a candidatura do Miguel Coelho à Concelhia do PS Lisboa. Acabei por ser eleito, era, deliberadamente, o 31º da lista (de 61) e terei, com os meus companheiros e camaradas da restante Comissão Política Concelhia, a oportunidade e a responsabilidade de colocar o PS Lisboa em sintonia com a Cidade; como já o fez no passado. É verdade que nos últimos anos tem havido algum afastamento entre as instituições socialistas da cidade de Lisboa e os seus concidadãos, de uma forma geral, mas tenhamos em consideração que o PS tem estado na oposição à CML. Agora, com a liderança do António Costa, e com uma articulação estratégica entre os eleitos do PS na CML e o PS Lisboa, tenho poucas dúvidas que conseguiremos colocar o PS na vanguarda política lisboeta.

Hoje tomarei posse como Comissário Político e iremos eleger o Secretariado Concelhio, e será esta equipa executiva que terá a responsabilidade de navegar ao longo do ano de 2009, ano eleitoral decisivo para as ambições do PS na cidade e no país. Não sei, ainda, qual será a equipa convidada a tomar as rédeas desta navegação, mas pelo que tive a oportunidade de ver na campanha (e pela excelente relação entre o Miguel Coelho e o António Costa), estou em crer que teremos uma verdadeira equipa de combate, multidisciplinar, com capacidade de reflexão e de acção. Ideias temos. Capacidade de as executar, também; se conseguirmos reunir os necessários.

Serão dois anos de elevada intensidade política, onde será necessário não só apoiar as políticas aplicadas (quer na CML quer no país), mas também exercer uma dupla crítica: construtiva e solidária. Critica construtiva no sentido de procurar apresentar sugestões de políticas públicas, alternativas ou complementares, às em execução hoje. Este aspecto é fundamental, pois simboliza a autonomia, a independência e a pluralidade institucional que deve ser, e é, valorizada no seio do Partido Socialista. Por outro lado, a critica deve ser, sempre, responsável e solidária. Sabemos que, dentro do Partido, é valorizada a pluralidade e a opinião, mas não devemos esquecer que, na difícil arte da governação, o PS necessita de apresentar uma frente externa forte e coesa; e para que tal aconteça é importante que o combate político interno se mantenha dentro das fronteiras do Partido, dentro dos seus órgãos próprios, e não na opinião pública e publicada generalista. O PS não é o PPD/PSD. Nem quer ser.

O PS tem, hoje, a responsabilidade de ser Governo no País e na sua Capital. Tem sabido mostrar e demonstrar que a esquerda também pode e sabe governar. A herança histórica da inevitabilidade do confronto interno perante situações de Poder está a ser desmentida. Mais, o PS tem provado que é possível manter a pluralidade interna activa e participada e, simultaneamente, apresentar uma frente unida nas instituições onde assume a governação. Esta é, aliás, uma das suas maiores forças, e permite-lhe estar na vanguarda do debate político e procurar sempre a melhor solução ao nível das Políticas Publicas.

O PS é, hoje, um Partido activo, forte e progressista. O PS, hoje, tem sabido ultrapassar esse permanente trauma de esquerda que é a relação com o Poder. O PS é, hoje, significado de Modernidade e Progresso. Sabemos que muito já foi feito; mas sabemos também que ainda há muito a fazer. O acto simbólico de segunda-feira, a tomada de posso dos líderes concelhios da área de Lisboa, a importância que foi dedicada a tal acto, apenas confirma que o Partido está atento e consciente do papel que tem sabido desempenhar na sociedade portuguesa. Sabemos, como dizia, que o trabalho ainda está incompleto; e que este biénio – 2008 / 2010 – será decisivo. Não para o Partido ou para a Cidade de Lisboa, mas para o País. E contem com o PS para a luta (política) que se adivinha.
Vão ser dois anos muito interessantes…

2 comentários:

Iza disse...

Boa sorte
Sucesso

Ricardo disse...

Caro Zé,

São 10, as Concelhias da FAUL. Sendo que te falta Sintra.

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