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quinta-feira, julho 09, 2009

PSD decide candidato a Oeiras

Oeiras
Segundo o Sol, o PSD decidiu qual o seu candidato à Câmara Municipal de Oeiras. Após (mais) uma longa discussão entre as secções de Algés e de Oeiras, teve de ser a distrital a assumir o ónus da escolha e propor o nome de Isabel Meirelles como candidata à Câmara. Como eleitor em Oeiras gostava que me esclarecessem uma coisa, se tal for possível: O que vão fazer com tantos cartazes de Pedro Simões, que estavam colocados nos sítios estratégicos de campanha?

Não posso dizer que me sinto enganado, pois nunca ponderei votar em outro candidato que não o do PS. Mas depois de andar a publicitar, durante cerca de dois meses, Pedro Simões, é possível que hajam munícipes que se sintam enganados.

Para já temos como candidatos: Marcos Perestrello, Isaltino de Morais e Isabel Meirelles. Alguém sabe-me dizer quem são os restantes, para acrescentar à lista?


[Adenda]
Amílcar Campos é o candidato da CDU (informação dada pelo Pedro Sá)
Isabel Sande e Castro é a candidata do CDS-PP (informação dada por Carlos Silva)

sábado, março 08, 2008

Concelhia de Lisboa


Ontem mais de 1600 Militantes do PS em Lisboa foram votar em eleições internas.
Foi, para mim, uma experiência muito interessante. Tive a oportunidade de conhecer e de trabalhar com pessoas de muita qualidade e de verificar que o Partido Socialista, nas suas diversas estruturas locais, tem muitos e bons quadros (é verdade que, por vezes, mal aproveitados).
Gostei da campanha positiva do Miguel Coelho, ideias simples, exequíveis e executáveis no espaço do mandato agora ganho. Gostei menos da campanha do Miguel Teixeira, porque pensava que se discutiria mais política e menos pessoas ou «esquemas». Penso que foi de muito mau tom não ter tido a humildade de ter aceite os resultados expressos e de ter dado os parabéns ao vencedor. Enfim, formas de estar na política.
O resultado foi 1006 a 615 para a lista A.
Vejam os resultados finais aqui.
[versão revista e aumentada]
[adenda: parece que ontem à noite, dois dias depois da eleição, o resultado foi reconhecido pela candidatura do Miguel Teixeira. Devo dizer que é um texto «estranho», pois quem o ler com atenção parece que foi a Lista B a verdadeira vencedora da eleição de dia 7. Relembro os resultados, para os mais desatentos: Lista A 1006, Lista B 615. Os mesmos de 2006]

quarta-feira, março 05, 2008

Acto Eleitoral

Como o tempo passa a correr...
É já esta sexta-feira o acto eleitoral para a Concelhia de Lisboa.
Ambas as candidaturas apresentam os seus argumentos finais, nomeadamente os seus programas e as suas listas de candidatos.
Aqui pode ser consultado o programa e a lista do Miguel Coelho.
Infelizmente, na candidatura do Miguel Teixeira só nos é facilitado o programa; não existindo - no momento em que escrevo estas palavras - qualquer lista exposta. É, admito, uma situação estranha, pois é pedido um voto mas não é indicado em quem. Não entendo, a sério, quem solicita o voto e não apresenta em quem. Deve ser assim tratado o eleitor / Militante? Deve ser só convocado a votar no primeiro subscritor da lista? Onde e quando se tornou o sistema presidencialista?
Não entendo, a sério, esta táctica de secretismo e de controlo de informação. Faltam, relembro, 48 horas para a votação.
Devo, também, referir que apesar de estranhar esta atitude não me surpreende. O recente silêncio blogosférico que a candidatura do Miguel Teixeira tem produzido já indicava que se tinha alterado o curso inicial de exposição informativa do decurso da campanha eleitoral. depois das polémicas das primeiras semanas – onde nos envolvemos intensamente – grassou o silêncio no campo do Miguel Teixeira. Deixámos de ter vídeos, reportagens, textos. Deixámos de ter informação.
Na campanha do Miguel Coelho a estratégia seguida foi a inversa. Nós respeitamos o Militante do PS em Lisboa, e, nesse sentido, procuramos fornecer-lhe a informação mais completa e actualizada. O Militante conta, e deve ser valorizado.
Enfim, são formas de estar na política.
Retomo o tema inicial:
Aqui está o programa do Miguel Coelho.
Aqui está o programa do Miguel Teixeira.

Aqui está a lista do Miguel Coelho.
Ainda esperamos a lista do Miguel Teixeira.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Liberdade, Educação & Política

Recebemos, da Candidatura do Miguel Coelho, este e-mail, que de pronto publicamos:
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Liberdade, Educação & Política

Caros camaradas,

Como sabem este blogue destina-se a promover a candidatura do Camarada Miguel Coelho à presidência da Concelhia do PS Lisboa.
É um instrumento, como outros, de promoção da vida política activa, das ideias e ideais socialistas, na tradição do que de melhor o Partido Socialista tem construído, nos seus quase 35 anos de História.
Criámos este espaço para, de forma dinâmica, construirmos uma melhor articulação comunicacional com o Militante do PS Lisboa, independentemente da sua opção eleitoral; consolidando um processo progressivo de utilização das Tecnologias de Informação e da Comunicação na vida da Concelhia de Lisboa, sempre em beneficio dos seus Militantes.
Sabíamos dos riscos a que nos exponhamos por procurarmos fazer política de forma transparente e honesta, sempre respeitando a opinião do Outro e o direito à Liberdade de Expressão; pugnando pela pluralidade política interna. Sabíamos também que nos exporíamos ao insulto, à incúria, à falsa acusação; tácticas demasiado utilizadas na nossa actividade política, infelizmente.
Daí que tivéssemos tomado a decisão de manter os comentários deste blogue sujeito a moderação da sua equipa de gestão. Temos recebido, é justo dizer, muitos comentários de apoio, de incentivo e de louvor pelo nosso trabalho. Recebemos mesmo, e publicámos, textos de quem não nos apoia, num sinal claro que nesta candidatura de respeita a opinião socialista e se defende o direito de livre expressão.
Temos sido, neste caso, exemplares.
Infelizmente recebemos recentemente um comentário, infeliz, onde uma camarada socialista era vilmente atacada. As ofensas à sua pessoa são, em nosso entender, de consequência grave; e a Candidatura do Miguel Coelho repugna, vivamente, o seu conteúdo. Não só é posto em causa o seu bom-nome, como o do Partido Socialista; uma vez que são inventadas acusações não provadas e utilizado um termo - «fascista» - que deveria ser guardado para uso extremo. Quem no PS lutou contra o Fascismo Português sabe bem que este não é um qualificativo vulgar. E a utilização de tal substantivo, entre camaradas, deve ser, no mínimo, cuidada. Este comentário, encaminhado às pessoas citadas, originou algumas reacções.
Perante o dilema da publicação deste comentário, que viola qualquer código de conduta socialista, a equipa de gestão deste blogue decidiu que este post.
Subjacente à nossa decisão encontra-se o confronto entre a Liberdade de Expressão e a ofensa gratuita e infundada. Até onde pode, e deve, ir a Liberdade? E a censura? Também pesou na nossa decisão o facto de este blogue ser um espaço de apoio a uma candidatura a uma Instituição do Partido Socialista, neste caso a Concelhia de Lisboa do Partido Socialista; o que o deverá colocar a coberto de qualquer mau uso do nome do Partido.
Assim, foi decidido que se autorizaria a publicação deste comentário– bem como as respostas que suscitou – mas não neste blogue. Será solicitado ao espaço socialista da blogosfera a exposição desta assunto. Desta maneira salvaguarda-se a não existência de qualquer Censura; mantém-se o primado da Pluralidade e da Liberdade; e salvaguarda-se o bom-nome do Partido Socialista, e das pessoas citadas.
Desta maneira solicitamos à blogosfera assumidamente socialista que publique quer este texto quer os que originaram esta situação e que se associe, publicamente, à nossa rejeição de tal conteúdo.
A candidatura do Miguel Coelho tem-se posicionado, nesta campanha eleitoral, com uma atitude positiva, pró-activa e prospectiva; procurando construir um melhor Futuro para a existência política do PS na cidade de Lisboa, agora que a sintonia entre a Concelhia e a Presidência da CML é publicamente simbiótica e oleada. A candidatura do Miguel Coelho tem dedicado, novamente, especial atenção ao papel do Militante nos processos de consulta, de decisão e de execução de projecto políticos. É por isso que somos a Voz ao Militante, que somos Por um Partido de Militantes.

(iremos enviar aos blogues referidos todos os textos em causa)

A equipa de coordenação do Blogue de apoio à Candidatura do Miguel Coelho

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TEXTO 1
Uma candidatura procura o apoio dos dirigentes nacionais do partido; outra procura a adesão junto ás bases. Assim se vê quem reconhece no PS um Partido de Esquerda, e quem dá azo ás recorrentes acusações ideológicas - aliás posturas como a que foi relatada por uma camarada ontem no bairro alto segundo a qual, as amigas (também militantes) não se deslocaram ontem á séde da FAUL para ouvir um dos candidatos á CPCL porque "A Carla disse para não ir", deixam-me a pensar que me filiei num qualquer partido fascista, por engano
Gustavo "Che" Gouveia


TEXTO 2
Caro (a) camarada. Se há algo a que dou valor é precisamente às bases do Partido Socialista, ao militante não dirigente, pois é para ele que diariamente trabalho. E faço-o valorizando o pluralismo de ideias e convicções. Por isso, estive presente na sessão de apresentação da candidatura do camarada Miguel Teixeira na secção do Bairro Alto. Por isso, a divulguei aos militantes do Bairro Alto. Aliás, um dos apoiantes da candidatura do Miguel Teixeira esteve presente na última reunião de secretariado do Bairro Alto e deve ter certamente ouvido a minha referência à importância de estarmos presentes na apresentação das duas candidaturas.

Os camaradas do Bairro Alto sabem que na sua secção se praticam os valores do Partido Socialista, onde o exercício da democracia, o livre pensamento e a diversidade de opiniões existe e é salutar. Como referi, eu também estive na reunião de dia 6 de Fevereiro, e ouvi atentamente todos os comentários efectuados e garanto que ninguém fez uma afirmação do teor da que foi referida. O que aconteceu, é que uma camarada, ao fazer a sua intervenção, afirmou que tinha dito a várias pessoas para estarem presentes na reunião e que as mesmas disseram que não iam porque já se tinham comprometido comigo em como davam o seu apoio à candidatura do Miguel Coelho. Quem estava atento, foi isso que ouviu. Eu também lamento que a participação na reunião de militantes do Bairro Alto tivesse sido fraca, cerca de 10 pessoas, e que a sala tivesse ficado cheia devido à presença de apoiantes da candidatura do Miguel Teixeira de outras secções. Contudo, respeito que camaradas, com vida ocupada, e estando já esclarecidos do seu sentido de voto, não tivessem comparecido.

Caro (a) camarada, no Bairro Alto fazemos política séria. Não deturpamos o que ouvimos. Trabalhamos em função de convicções e respeitamos a sua pluralidade, o que aliás sempre foi, e é, uma constante da história e tradição da secção do Bairro Alto e do Partido Socialista.

Carla Madeira

sábado, fevereiro 16, 2008

Princípios, Consequência & Política

Recentemente fui alvo de uma acusação grave. O Carlos Castro acusou-me de plagiar algumas ideias da candidatura do Miguel Teixeira.

Dizia, grosso modo, que a candidatura do Miguel Coelho andava a reboque da do Miguel Teixeira. Entenda-se que é o mesmo que dizer que a candidatura do Miguel Coelho copia a do seu adversário; ou seja, que a plagia. Como o autor do texto referido era eu, senti-me citado. Mais, como académico, como alguém que existe profissionalmente de acordo com a sua capacidade de criar ideias, análises, conhecimento, devem entender que a acusação acerca da originalidade das minhas ideias é do pior que me podem acusar. É colocar em causa a paternidade do meu trabalho; e não posso deixar que passe impune vis acusações infundadas.

Em resultado, solicitei, exigi, ou a apresentação de provas, que corroborassem a acusação, ou um pedido público de desculpas, e consequente retracção.Deixei, deliberadamente, passar algum tempo, esperando que o Carlos regressasse ao bem senso que pensei que teria. Devo que depois do ocorrido lhe possibilitei, em termos pessoais, duas saídas à situação entretanto criada. É certo que, como dizia Churchill, que em política encontramos mais facilmente os inimigos dentro do nosso próprio partido (e os adversários fora), e de que relações de amizade são difíceis de construir e manter em ambiente tão atroz.

Não estou com isto a querer dizer que considerava o Carlos Castro um amigo. Não. Mas éramos bons conhecidos, com alguns interesses em comum. Era uma pessoa com quem gostaria, um dia, de poder partilhar uma equipa. Quis a fortuna que nunca partilhássemos projectos políticos.

Neste contexto deparei-me com este post do Carlos Castro, cinicamente intitulado,«A coragem de pedir desculpa e de fazer Justiça». Admito que tal post me deixou curioso. Viria o Carlos reconhecer o seu inequívoco? Viria apresentar alguma prova da sua vil acusação? Não. Mas vinha a reconhecer a alta importância o gesto do governo australiano, agora trabalhista, de pedir desculpa pelos consecutivos abusos que infringiram (os brancos australianos) ao povo aborígene.

É preciso ser… cínico, pensei. Reconhecer que a «desculpa» é uma palavra muito importante, mas ser incapaz de a utilizar é de um cinismo atroz, revelador de uma denunciante incontinência verbal associada a uma inconsequência tremenda. Como é que alguém, no espaço público e publicado, se esconde cobardemente de um pedido de clarificação público exigido e depois exalta a coragem do Primeiro-ministro australiano?

Claro que a minha estranheza não advém do acto honrado e humilde do primeiro-ministro australiano mas de tais referências provirem de alguém que tem mostrado e demonstrado ser tudo menos portador de tal honradez ou humildade.´

Decerto o Carlos se terá deliberadamente esquecido do pedido público de desculpas que lhe solicitei em ocasião da falsidade por ele inventada, relativa à minha pessoa. Decerto terá esquecido de todas as oportunidades que lhe dei de se emendar, de reconhecer o seu erro. Eu até teria, possivelmente, entendido as razões do seu abuso; afinal poderá ter, inadvertidamente até, reagido emotivamente por a campanha eleitoral interna não lhe estar a correr bem. Até poderia entender que, por razões políticas, não quisesse dar o braço a torcer, admitir o erro, pois tal o colocaria numa posição de fraqueza. Mas tais razões esfumaram-se quando eu lhe fiz entender que estava gravemente ofendido com as suas falsas acusações.

No entanto nem todas as razões possível lhe desculpariam a sua má educação e má formação para comigo, colocando-o definitivamente na curta prateleira daqueles a quem não me quero ver associado. Muito poderia ter justificado os seus actos. E eu, disse-o várias vezes, até o compreenderia, caso o Carlos se retratasse e apresentasse desculpas. Como fez agora o primeiro-ministro australiano. O problema é que para isso acontecer o Carlos necessitaria de reconhecer que o que fez estava errado e ter a capacidade de o reconhecer publicamente, ser humilde.

Ora essas duas suposições não são, então, verificáveis. E, perante tal verificação, não me resta senão cortar, publicamente, relações com esse senhor. Há, para mim, limites. E o Carlos passou-os. Avise-o disso, retirei a nossa contenda da disputa política em curso (porque entendo que se devem separar os campos), e proporcionei-lhe todas as oportunidades de se redimir. Como é natural, não poderia deixar passar este acto grave em claro, sem consequência. Em política nem tudo pode ser permitido ou validado.

Não poderia deixar impune o comportamento agora detectado, assim como não poderei deixar de denunciar, publicamente, alguns traços do carácter do Carlos Castro. Esta atitude abjecta, ignóbil e infame denuncia alguém intelectualmente desonesto, porque o que escreve não é verdade; cobarde, porque se esconde e é incapaz de responder pelos suas acções; mentiroso e desprezível, porque é incapaz de reconhecer a gravidade dos seus actos.

Ficamos assim a saber que para o Carlos a incúria, a acusação vil e o boato de baixo nível são instrumentos legítimos de fazer política. Decerto terá sido atingido por uma qualquer superioridade bacoca, masturbatória, e de recente existência, que o terá retirado de qualquer discernimento consciente.

Ficámos ainda a saber que o novo Carlos renegou, definitivamente, aos valores da Justiça, do Bom-nome, da acusação provada; pouco lhe interessando se coloca o bom-nome de alguém em causa, ou se o que escreve é verdade ou não; se pode ou não ser provado.

Ora em política devemos lutar por princípios e valores. Valores e princípios que não podemos deixar cair por tuta e meia; ou que sejam legítimos apenas em cenários exógenos, perdendo a validade quando aplicados a nós próprios.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

E esta, hein?


Então não é que este texto do Nuno Félix, não é do Nuno Félix.

Parece incrível, mas um Nuno Félix, militante do PS nº 76840 escreve hoje no PS Lumiar a desmarcar-se de um anterior texto de (outro) Nuno Félix. Tem alguma «piada» o facto de ambos não serem apoiantes do Miguel Teixeira, mas as semelhanças quedam-se por esta evidência. Todo o texto apresenta uma «outra pessoa», que, parece, nada terá a ver com o outro, aparentemente usurpador do Nome «Nuno Félix».

Estranho. Ou talvez não.

Claro que haverá já quem tenha a certeza do que aconteceu (e o Carlos já deve ter a verdade) e, para mim, sinceramente, todos os cenários são válidos e possíveis: quer alguém do «lado do Miguel Coelho» a atacar (situação de onde me demarco totalmente), mas também acho bem possível e mesmo provável que seja alguém do lado do Miguel Teixeira, que desta forma criam uma situação de vitimização fácil e o colocam a ele - Miguel Teixeira - na confortável situação de ofendido face a esses bárbaros do lado do Miguel Coelho (os tais que o Carlos diz serem especialistas em certos ofícios). Pode ainda ocorreu que o primeiro Nuno Félix seja, de facto o verdadeiro, e este último o impostor. Por fim, e para explorar todas as possibilidades, pode nem existir Nuno Félix ou, existindo, não ser nenhum dos que se identifica como sendo.
Antes de continuar, e a confirmar-se ser verdade o que o «verdadeiro Nuno Felix» escreve quero publicamente apresentar as minhas desculpas por algum incómodo ou desconforto que lhe possa ter causado por ter comentado um texto na suposição de estar em causa o seu verdadeiro autor.

Independentemente do que tenha acontecido - e que nunca saberemos - importa retirar algumas ilações:

1. A campanha do PS Lisboa está inquinada de uma forma de estar na política que privilegia as más intenções e a baixa política. Tenho procurado me desmarcar dessa fórmula, mas admito que não tem sido fácil; especialmente quando se é alvo directo de uma campanha difamatória absolutamente inqualificável. Foi por isso que deixei de escrever sobre a vida interna do PS neste blogue, situação quebrada pelo tal ataque pessoal, ainda não resolvido e não esquecido, que o Carlos Castro me proferiu recentemente. É interessante verificar que, simultaneamente, a política apresenta o melhor e o pior das pessoas (sobre esse assunto escreverei mais tarde).

2. É tão incrível o texto escrito pelo «falso Nuno Félix» como as respostas que motivou; especialmente a de um tal «Izanagi/Nuno» e a do sempre atento Carlos Castro.

3. Interessante é que os dois Nunos não apoiam o Miguel Teixeira. A diferença é que um deles, o aparentemente falso, é mal-educado, insinuador e trauliteiro. O segundo Nuno Félix é astuto, sorrateiro e assertivo. Também não vota no Miguel Teixeira, nem para a Secção nem para a Concelhia.

4. Como me parece óbvio, a candidatura do Miguel Coelho nada tem a ver com o assunto, do qual se distancia vivamente.
Reafirmo o que tenho vindo a dizer: a candidatura do Miguel Coelho defende um projecto positivo, activo e dinâmico que pretende, honrando a tradição socialista, respeitando a experiência adquirida, construir a nova geração socialistas no PS Lisboa.
O seu programa e as suas ideias, em construção colectiva (pode, inclusivamente votar em algumas ideias aqui) serão apresentados atempadamente, quando o prazo para a votação online que estamos a promover termine.

Enfim, mais um episódio triste. Estou em crer que não será o último.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Não queria, mas obrigam-me.


(regresso à contenda na Concelhia do Partido Socialista de Lisboa)

Parece que este texto do Nuno Félix tem gerado alguma polémica.
Devo dizer que já o tinha lido e que, apesar de admitir a latitude das suas palavras, não me revejo nem na sua forma nem no seu conteúdo. Tem, no entanto, o mérito de ser directo e assumido, não escondendo o Nuno a sua análise sob a falsa capa do anonimato, tão vulgarmente utilizado em situações de conflito político aberto.
Muito provavelmente nunca escreveria tais linhas e, como tenho vindo a repetir, o estilo do ataque baixo e directo não é bem o meu. No mesmo sentido devo dizer que tenho sido aconselhado a alterar este estilo, uma vez que os meus adversários, como já se tem visto, procuram, com frequência, este tipo de fazer política. Enfim, escolhas.
Não teria comentado este episodio não fossem estas reacções (aqui e aqui). A primeira, anónima, nem merece o respeito da resposta; pois não só pretende reescrever a história (respondendo às acusações que o texto original expôs), apresentando versões limpas de acontecimentos passados (a vantagem de quem está há alguns anos no Partido é que se tem acesso a muita informação de muitos lados…), como assume o tal espírito trauliteiro que crítica. Não me revejo nem comento.
[Adenda: ao preparar a publicação deste texto vejo que foi Izanagi que o publicou no PS Lumiar; não sei se é este o nome do autor do texto ou apenas de quem o publicou; também não sei se Izanagi é nome real, fictício ou apenas um nick blogosférico; independentemente, esse facto não altera a minha análise do seu texto]
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Estranho, devo dizer, é que me tenham envolvido neste processo por via deste texto do Carlos Castro. Estranho ainda as palavras bem desagradáveis com que o Carlos brinda um camarada socialista, amigo de muitas lutas, nas quais, como imaginam, não me revejo nem um milímetro. Toda esta postura deve ser, decerto, já produto do novo estatuto adquirido pelo Carlos.
Bom, mas dizia que o Carlos acusa a candidatura do Miguel Coelho de estar a reboque da do seu candidato, e refere este meu texto como prova. Honestamente nem sei se rir ou se chorar. O Carlos já nos tem habituado a certas… vamos dizer destrezas intelectuais, autênticos movimentos malabaristas, para procurar colocar alguma relevância no discurso político por si apresentado. Este recente exemplo pode, assim, ser interpretado apenas como mais uma prova da recente reconversão – com toques de fanatismo religioso – do Carlos à sua «Nova Causa».
Assim, como qualquer bom reconvertido, é natural que o Carlos se preocupe em se apresentar como um bom discípulo desta «Nova Causa»; que dedica parte do seu discurso à reescrita histórica e ao esquecimento seleccionado, tácticas utilizadas com demasiada facilidade.
Desta última intervenção descobrimos que aparentemente foi o Miguel Teixeira que descobriu, na vida política do Partido Socialista, a palavra «Militante» (Carlos, sabes qual é o slogan da candidatura do Miguel Coelho? Dou-te uma pista: é o mesmo de sempre). Essa novidade não me afecta, afinal o Carlos já tentara um truque semelhante com a palavra «Renovação».
O que me preocupa é a acusação encapuçada - uma vez que não tem a coragem de a admitir - que houve algum tipo de cópia da parte da candidatura do Miguel Coelho em relação à do Miguel Teixeira. É que o texto que o Carlos refere, e apresenta como prova do facto, é assinado por mim; o que, como académico, me preocupa, pois julgo de gravidade máxima qualquer questões de plágio.
Portanto, Carlos, gostaria que me clarificasses esta pseudo-acusação.
É que o exemplo que apresentas é simplesmente primário, falso, desonesto, deselegante, indecente, grosseiro, rude, ordinário e medíocre. Indigno de alguém que tem pautado a sua intervenção política pela moderação, tolerância e inteligência.
Por isso, Carlos, acuso-te directa e frontalmente de seres desonesto; e exijo um pedido de desculpas, público, no prazo de uma semana; porque as acusações que proferes não podem passar impunes.
Eu sou do tempo em que o Carlos Castro clamava justiça e responsabilidade perante o falso testemunho e a falsa acusação; do tempo em que o Carlos Castro não deixaria que estas situações ficassem impunes, sem que fosse responsabilizado o seu autor. Carlos, ainda te lembras desse Carlos?
E pergunto, Carlos, o que te aconteceu? Achas, sinceramente, que escrevi o que escrevi para «ir a reboque» do Miguel Teixeira? Enlouqueceste? Achas que tenho o hábito de plagiar ideias dos outros, e procurar passa-las por minhas? Achas que é essa a minha forma de estar na política? É esse o meu historial?
Honestamente, Carlos, só posso pensar que não estás em ti; que, por razões que mais tarde poderás explicar, te envolveste numa qualquer espiral incerta que te impele a estes tipos de espasmos mentais, de difícil qualificação.
Devo ainda dizer, para terminar, que honestamente não queria ter escrito este texto; não queria mesmo, mas a tal fui obrigado em resultado das incúrias de que fui alvo. Bem sei, pelos exemplos próximos, que tenho que me habituar a estes autênticos bombardeamentos ao meu carácter.
Devo dizer que os esperava dos meus inimigos pessoais; mas não dos políticos.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Campanha interna


Já devem ter percebido de que tenho o meu tempo disperso por vários projectos.
Este, o do Miguel Coelho, é um dos últimos.
Preparamos uma candidatura à Concelhia de Lisboa do Partido Socialista; e nessa qualidade tenho percorrido, com o candidato, muitas secções do PS em Lisboa. Com prazer e entusiasmo.
Temos preparado, de todas as sessões, pequenas reportagens – textos, fotografias e vídeos – que podem ser consultadas aqui.
Regressarei ao tema.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Topete? É preciso é ter lata.

Então não é que o Carlos Castro, que não aceita a crítica revisionista que lhe tenho feito, acusa Santana Lopes de escolher na História o que o satisfaz, esquecendo deliberadamente o insucesso da sua passagem por Lisboa.
Claro que concordo com o que foi escrito, a questão da memória e do escrutínio é para mim bem importante. Mas, depois de alguns recentes escritos, tenho de lhe perguntar, directamente, por onde anda esse critério, Carlos?
Criticas nos outros o que não permites que te critiquem a ti?
Falas de Topete? É preciso é ter lata!

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Miguel Coelho


Hoje, no primeiro jantar de apoio à candidatura do Camarada Miguel Coelho a Presidente da Concelhia do PS Lisboa vai ser apresentado o blogue.

Esteje por aí uma versão beta. Esta é a valer.

Eu vou estar bem envolvido, por isso se quiser colaborar, não hesite em me contactar.
Vejam também o canal do YouTube.
Depois falamos.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

No minimo estranho.


Como decerto já saberão, irei estar, nas próximas semanas, ocupado com a candidatura do Miguel Coelho à Concelhia do PS em Lisboa. Já tenho aqui escrito sobre o assunto.

Hoje (ou ontem) recebi no correio uma carta do camarada Miguel Teixeira a anunciar a sua candidatura ao mesmo órgão interno do Partido Socialista.

Devo dizer que fiquei mais descansado, pois com tantas promessas de inovação e renovação, quer a carta quer site não causaram impressão. São, num dizer corriqueiro, normalitos...

Bom, a verdade é que já antevia o que poderia ser produzido «por aquele lado», uma vez que já acompanhava a putativa candidatura da camarada Leonor Coutinho há algum tempo. Leonor Coutinho, questionam? Mas não é Miguel Teixeira? Pois, agora é, mas parece que a confusão é, ainda, alguma.

Vejam o site do Miguel Teixeira hoje, e vejam o da Leonor Coutinho, de ontem, que mantém o banner, mas conta agora com propaganda do novel candidato.

A minha questão é esta: se se produz tanta propaganda para a vender o discurso de renovação da candidatura do Miguel Teixeira, não devia ela ser «original»? Ou será que a ideia é começar a montar um site e ir trocando o nome do candidato?

Desconfio que depois deste post, o site da candidatura da Leonor Coutinho é capaz de desaparecer rapidamente. Assim funciona a «nova política»: apaga o que não interessa. Vende o que produz.

sábado, janeiro 12, 2008

Segunda série - Hibernação, Renovação, Eleição.


Política, Debate e Responsabilidade.

Quem se apresenta a eleições, como actor político envolvido, tem certas responsabilidades. Ou pelo menos deve tê-las.
Deve procurar defender o seu projecto, seja ele qual for (a liberdade de expressão e de associação assim o consagra); e deve fazê-lo da forma como o entenda. A liberdade é, e deve ser, total.
Isso quer dizer que o insulto é possível; que a injuria é possível; que a mentira é possível; que todas as tácticas e técnicas de debate são possíveis. Em teoria, tudo é possível no debate político, pois a Liberdade deve ser, sempre total. Isto porque qualquer corte à Liberdade é desculpa para que se corte mais; além de apresentar graves problemas na definição de um conceito de corte – mas isso é outra conversa.
Então, se a liberdade é total e se tudo, em teoria, o que impede que os debates políticos se tornem em autênticos combates negativos, troca de vitupérios, ultrajes ou acusações não provadas? Em teoria nada. Encontramos mesmo muitos debates e campanhas dirigidas sob esses auspícios.
Na prática é a ética, a noção da responsabilidade e a percepção, política, dos resultados da táctica de debate que impõe os limites; sempre definidos caso a caso, ou seja, por cada um de nós.
Quando, em textos anteriores, me desassocio de qualquer tipo de campanha negativa estou a definir limites. Quando afirmo que quero debater com critérios estou a definir limites. Quando me afasto das avaliações personalistas e quezilentas estou a definir limites.
Tal processo é definido pela noção de responsabilidade que tenho, ao aceitar participar em projectos políticos. Responsabilidade de procurar «elevar» o debate; sem más intenções ou quaisquer elitismos. Responsabilidade de construir projectos políticos de consistência; com honestidade, escrutínio e critério.
Mas, reconheça-se, o debate político está demasiado inquinado por tudo o que é de pessoal, e pouco importa o que é de político. Os últimos anos, em muitas ocasiões, tem sido de um tremendo desgaste para a Política. O que já foi uma arte nobre, é hoje uma arte pobre; que recruta a incompetência, o mau carácter, o boateiro. E não me refiro, como é óbvio, ao estado do PS ou da Concelhia de Lisboa. Refiro-me ao estado geral da política, demasiado associada a maus exemplos.
A Política pode, ainda, ser uma actividade transformadora, operativa e construtiva. Podem-se elaborar bons projectos; podem-se continuar outros. Mas deve-se, esse é o ponto essencial, não perder de vista que tratamos do bem colectivo; de que a Política deve de ser feita para os outros, e não para o próprio; que a transformação é possível desde que as devidas condições sejam reunidas: um bom líder, experiente; uma boa equipa, jovem, dinâmica e qualificada; e um bom programa, progressista, de impacto social, de responsabilidade.
É para poder ter a oportunidade de participar neste processo construtivo que me associo à candidatura do Miguel Coelho. É para poder, humildemente, fazer parte de uma equipa de futuro que contribuo para a candidatura do Miguel Coelho. É para poder desenvolver um programa ambicioso e responsável, sabendo aproveitar a boa experiência do passado, e o que de bom soube produzir, que participo nesta candidatura.
É por defender estes princípios que me insurjo contra quem não os cumpre; e apelo ao sentido de responsabilidade para que o debate entre os actores políticos envolvidos –apoiantes de todas as candidaturas – seja limpo, honesto e criterioso.
Saibamos todos honrar o privilégio de «trabalhar política».
Saibamos, mostrar à sociedade civil, que nos observa, que o Partido Socialista está vivo, está dinâmico e crítico.
Saibamos mostrar que o PS em Lisboa tem capital humano de grande valor; gente de elevadas qualificações; políticos de experiência e de discurso.
Saibamos demonstrar que o PS é, hoje, e desde algum tempo, um Partido de Futuro; que sabe pensar o país, a cidade de Lisboa, sem «verdades absolutas», «dogmas» ou «maniqueísmos».
O PS Lisboa é, hoje como no passado, um espaço de pluralidade, onde a política tem rosto e se assume.

(sobre a primeira série - ou sobre o «debate» com o Carlos Castro)
Temo que o debate com o Carlos tenha terminado, por escolha dele, que aceito. Temo que não tenha analisado os meus textos com atenção, pelas respostas e acusações que me proferiu. Razão tinha um amigo meu, que me dizia que ia gastar latim, que não ia conseguir debater nada, e que ainda me arriscaria a chatear com o Carlos.
Como não o quero fazer, já escrevo este texto em versão solo, sem esperar resposta ou réplica. Irei ainda, no futuro, prosseguir a análise, teórica, dos temas que tenho aqui levantado e posto a debate: o tema da «renovação», da «garantia política», do «escrutínio» e dos «critérios». Mais tarde, em campanha, chegará a altura de se analisar os programas e as equipas.
O contributo político não deve depender da postura dos adversários do momento; deve depender de critérios próprios. O adversário pode querer respeitá-los, pode ter tácticas sabotadoras ou de qualidade duvidosa; em última análise está no seu direito. Não pode é ser desculpa para que os nossos critérios sejam abandonados.
E estes são os meus. Honestidade – Transparência – Rigor.

(a continuar)

Hibernação, Renovação, Eleição. Sexta parte.


The end of the affair?

Texto em resposta directa.

Carlos:

Prelúdio: não vou utilizar citações, links ou livros técnico. Vou responder directamente.

1. nunca te pedi para concordares. Só debateres. Com critério. A Democracia deve ser isso: duas (ou mais) pessoas a trocarem argumentos, a contruirem projectos políticos, a defenderem causas, sem que estejam submissas a «Verdades», a «Dogmas» ou «Totalitarismos» de alguma espécie. Sempre defendi a pluralidade política, e não admito que no PS alguém defenda que a liberdade deve ser coartada ou manipulada.

2. Sobre renovação em projectos com lideres prolongados no tempo escrevi que:

2.1. Não é só o líder que conta.

2.2. Também há a equipa.

2.3. Também há o programa.

2.4. Não basta dizer que se é titular, de forma monopolista, da «renovação»; é necessário apresentar critérios, e esperar que os mesmos possam funcionar contra nós.

2.5. Solicitei-te que debatessemos estes conceitos e que apresentássemos critérios. Ainda espero resposta.

3. Escrutínio – aparentemente estás confortável com a exploração do dia-a-dia do Miguel Coelho, em todos os anos em que tem sido Presidente da Concelhia de Lisboa. Mas, quando se pretende utilizar o mesmo critério de análise para o teu candidato – o Miguel Teixeira – tal já não é possível. «Só no dia 7…». Até lá manténs-te silenciosamente em campanha sem procurar apresentar a pessoa que estás a apoiar? É uma situação altamente invulgar, na minha humilde perspectiva. É dizer para vir votar em Fulano A, perguntarem quem é, e dizeres: «não importa, no dia 7 saberá». Não me parece correcto, nem honesto; mais ainda quando parte do teu argumentário é construído na análise, exaustiva, do que o Miguel Coelho tem feito. No mínimo o mesmo critério.

4. É nestas questões que divergimos, pois usas critérios na análise do outro que não respeitas quando analisam a tua candidatura.

5. Tem piada a do patamar, porque te coloquei acima de um patamar que apresentaste como baixo. Quando te referiste, e bem, o caso dos comentários ofensivos, anónimos e tal; coloquei-te num patamar acima. Não tem nenhuma leitura de infra ou superestrutura. Só de colocação perante a tua denúncia. Eu afirmo que não «faço política baixa», que «não faço ataques pessoais». Estou, num patamar superior, em relação a quem faz política assim. Qualquer avaliação desta afirmação assume que não há nenhum elitismo, sectarismo ou qualquer outro ismo.

6. Sobre a citação do Michels, é exactamente o que disse acerca das possibilidades de debater política: é possível na pré-campanha, enquanto a paixão e a proximidade do acto eleitoral não turva a análise. Decerto não te referirias a mim. Estás a querer assumir alguma coisa? Não percebi, sinceramente. (repetes algo que disse como se fosse a primeira vez que é utilizado na nossa troca de posts…não entendi)

7. Em relação aos ataques, a exposição do meu último post é suficiente. Não a esmiuçarei mais.

8. Devo entender que «desistes» do debate? Que te consideras ofendido? Por quê? Por eu ter assumido que não entraria em assuntos pessoais? Ou no insulto? Ou entendeste que o meu patamar superior era o quê? Já disse, e repito, que a superioridade é em relação a quem usa a política como arma de sarjeta, que ofende gratuitamente, que não encontra maneira de respeitar o argumento do seu adversário político; e responde com insultos; com falsas acusações, inverdades, boatos, etc. Eu sou contra o desrespeito pela pluralidade política; pela falta de liberdade opinativa e de expressão. Sou contra a calúnia, o anonimato, a insinuação danosa.

9. Pensei que quando denunciaste alguns abusos querias que este debate fosse «elevado». Sem manias nem cachuchos. Somente um debate político que, de forma civilizada, saiba apresentar uma troca de argumentos acesa, dentro do espírito da Democracia, da liberdade de opinião, para que se construa discurso comutativo que esclareça, que identifique, e que caracterize as propostas políticas que devemos defender. Para nós e para quem leia ou se inteire sobre o nossa altercação.

10. Concordamos com o teu último parágrafo: se continuares a defender uma atitude política contrária aos princípios da pluralidade, da liberdade de expressão, do direito ao bom-nome e da Democracia, agradecia que me deixasses em paz. Já o disse, e repito, não compactuo com inverdades, baixarias, injúrias gratuitas ou calúnias anónimas. O meu patamar, neste contexto, é acima. (e surpreende-me que me acuses de me situar acima dessa fasquia, devo-te dizer...). Fiquei com a sensação de ser esta, também, a tua posição; quando dizes não pertencer a certo escol. Não percebo, então, o que queres dizer. Queres definir?

11. Relembro:
11.1. EU NÃO COMENTO O QUE ANÓNIMOS ESCREVEM (muito menos quando nem sei o que escreveram)
11.2. EU NÃO ENTRO NO JOGO DO ATAQUE PESSOAL.
11.3. E SE É ESSE O DEBATE QUE QUERES FAZER - O DIZ QUE DISSE, O ATAQUE PESSOAL, A BAIXARIA, A INJURIA E A CALÚNIA - NÃO CONTES COMIGO.

12. Termino.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Hibernação, Renovação, Eleição. Quinta parte.


Previsivel,

Na Políca o espaço para o debate puro, teórico e prático, é muito diminuto. Por varias razões não existem assim tantas oportunidades para que se debata. Ou se está no Poder, e governa-se; ou se está na oposição, e procura-se alcançar o Poder. É dificil descobrir os timmings para o debate político na sua forma e fórmula mais pura, neutra e interessante; onde os intervenientes, sejam quem forem, apenas se preocupam na produção de conteúdos, e não em campanha.
Geralmente a melhor oportunidade são os períodos pré-eleitorias, quando a definição dos candidatos ainda não é assente, e onde alguns temas de reflexão são, por vezes, chamados ao plateu principal. Foi o que se passou na eleição Sócrates - Alegre - Soares (filho); é o que se passa nas primárias norte-americanas; foi o que se passou em França, etc.
Os temas desses debates variam, de ideologia às relações Internacional, ao escrutínio do passado à Teoria Política. Nos meus textos anteriores referi-me a temas como «critérios», «renovação», «projecto político». O que são e o que deveriam ser? Que qualidades deve ter o político hoje? O que se deve entender por renovação? Que características deve ter um projecto político? Qual o papel do líder, da equipa e do programa? Podiam ser outros, com certeza, mas estes pareceram-me válidos para iniciar o debate.
O período pré-eleitoral é também a oportunidade de proceder ao escrutínio dos candidatos, assunto também considerado importante, em especial quando o tema da «renovação / experiência – inexperiência» está em cima da mesa; e um dos candidatos é altamente explorado pela sua experiência acumulada no cargo. É importante que o escrutínio seja efectuado na pré-campanha, pois é de eficácia reduzida quando efectuada em período eleitoral, devido à natural paixão na defesa dos candidatos e à falta de distancia na análise.
Quando comecei a escrever este rol de textos a minha intenção era debater estes assuntos que entendo serem importantes e que fazem, hoje, parte do debate geral e genérico que se produz acerca do estado dos sistemas democráticos, dos partidos políticos, da política em geral. Com o desenrolar da campanha, alguns destes temas perderiam, necessariamente, quer interesse quer a capacidade analítica neutra, por contágio eleitoral; e tornar-se-iam apenas mais um produto de campanha.
Pensei que tinha encontrado um interlocutor privilegiado no Carlos Castro, pessoa a quem reconheço diversos méritos. Pensei, também, que me acompanharia neste debate. Afinal, tinha escrito as eleições em Lisboa seriam uma boa oportunidade de promover uma interessante troca de ideias entre as diferentes candidaturas, abordando os mais variados temas. Pensei que estes fossem temas de interesse.
Reparei, cedo, que o Carlos não estava nesse contexto. Estava, apenas, preocupado em «fazer» campanha eleitoral. Dos meus textos interessava analisar as suas fraquezas, os pontos onde «me podia pegar», interpretar algumas intenções e pouco mais. Debate? Nada. Ataques estéreis, falta de critério na análise, esquivas e malabarismos, etc. Esperei pelos argumentos.
Prevendo a continuação desta atitude, no último texto coloquei uma expressão que sabia que podia ser «atacado». Admito a armadinha. Ainda assim tive o cuidado de a colocar na resposta ao Rui Pedro Nascimento. Pois, adivinhe-se, o que diz o Carlos na resposta de hoje?
Refere-se a mim com alguém «que é dado às tentativas de brincar à Ciência Política e à Teoria Política». Assume, deste modo, o ataque directo à minha pessoal, através da minha desvalorização directa, denegrindo-me no processo. Tudo espectável. Previsível. Debate? «Para quê se o tipo deixou esta aqui tão a jeito…». (quantas formas de ataque poderia desenvolver a partir daqui, Carlos? Pois sabes, não o faço)
Depois questiona-me acerca de comentários anónimos que lhe colocaram no blogue.
Sobre o ataque, como se depreende, já estava à espera e não me surpreendeu. Melhor, estava à espera mas não o esperava. Entendia que o Carlos estaria num patamar superior onde o entusiasmo pelo debate da Política se sobrepusesse sobre a táctica da política rasteira, do tal sondbite fácil e de preparação simples. Pensei, aliás, que este reportório não constasse da sua forma de estar. Enganei-me. Assim como, aparentemente me enganei acerca deste debate.
Depois, para meu espanto, reparo que procura associar-me a um qualquer comentário de um qualquer anónimo.
Sinceramente pensei: só pode ser brincadeira. Não só, parece, o seu conteúdo foi eliminado (como, pergunto, poderia então saber do que constava?); como ainda eu, ou a candidatura que apoio, temos algo que ver com o assunto. Pior: aparentemente existe uma ligação entre o que eu escrevo acerca de «Renovação» e «Escrutínio» e o que o dito encapuçado terá escrito. Acompanham? É que é de difícil seguimento.
Todo o texto é, aliás, sobre comentários ofensivos e escritos anónimos. Como se qualquer candidatura se associasse a anónimos… Depois ainda há uma tentativa de associar o Miguel Coelho a estas práticas, tipo «líder de bando de malfeitores» que ofendem, este ou aquele de forma monopolizada.
Sim, porque nestas coisas, o ofendido NUNCA ofende. A clássica visão maniqueísta da política, agora apresentada de forma totalitária: nós, os bons / eles, os maus; nós, que somos ofendidos / eles, que nos ofendem; nós, os novos / eles, os velhos. Estes argumentos são apresentados de forma totalitária – só ELES é que ofendem, têm esse monopólio (da ofensa); a renovação é SÓ nossa; os bons somos SÓ nós.
Claro que não ,e revejo, de todo, com esta forma de fazer política; desmarcando-me dela com toda a firmeza. Há muito mais de Cinza na política que Preto e Branco, Carlos.
Sobre o assunto de que sou acusado, apenas estas linhas, que escrevo em letras capitais para que fique claro:
EU NÃO COMENTO O QUE ANÓNIMOS ESCREVEM (muito menos quando nem sei o que escreveram)
EU NÃO ENTRO NO JOGO DO ATAQUE PESSOAL.
E SE É ESSE O DEBATE QUE QUERES FAZER - O DIZ QUE DISSE, O ATAQUE PESSOAL, A BAIXARIA, A INJURIA E A CALÚNIA - NÃO CONTES COMIGO.

Hibernação, Renovação, Eleição. Quarta parte.


Carlos,

É de facto impressionante. Não consegues responder a uma questão que te coloco. Bom, campanha deve ser mesmo isso.
Penso que não entendeste a minha avaliação sobre a permanência no poder; aliás, penso que não tens entendido muito do tenho escrito. O que te queria dizer é que é possível manter projectos com vitalidade política durante vários anos e várias eleições; procedendo para o efeito a regulares processos de renovação. A tua comparação com a prática da governação é, no mínimo, deslocada, em meu entender. Isto porque não vamos eleger nenhum governo de Estado. Estamos só a falar da eleição de uma Concelhia do PS. É certo que tem responsabilidades acrescidas porque é a Concelhia da Capital; e que pode desenvolver mais e melhores projectos. Estamos de acordo.
Lembro-te que não a Concelhia nunca foi a votos em Lisboa. Foi, sempre, o PS, e com candidatos muitas vezes avessos à vontade da Concelhia, como sabes. Mais, na melhor relação de há muitos anos, talvez na melhor relação que o Miguel Coelho teve com um candidato em Lisboa, o PS, apesar de não conseguir o resultado ideal, obteve das maiores vitórias da sua história (em Lisboa). Com a Concelhia sempre ao lado de António Costa.
Admito, como já te disse, que a Concelhia teve momentos menos bons, vários até; mas também soube produzir alguns de mérito. E o Fórum Cidade? Não foi uma boa ideia? Não o foi mais porque houve quem, como candidato, não o quisesse aproveitar. E porquê? Porque era mau? Em todas as áreas? Vai ver o que se está a fazer agora no Desporto na CML. E devo-te dizer que já estavam diversas equipas a trabalhar, e bem, no momento em que todos fomos requisitados para o combate eleitoral de Junho. E de onde julgas que vieram muitas das ideias do programa? Da secção de Alvalade? Não me recordo de nenhuma. Mas posso-te dizer várias que a secção de Belém apresentou em sede de Comissão Política e na Convenção Autárquica documentos com diversas propostas. Assim como também te posso recordar que muito do trabalho que o Fórum Cidade dedicou à Cultura encontrou eco no programa do António Costa (grupo que inclusive forneceu algumas candidatas à CML). Nada disto conta, Carlos?
E a Universidade de Verão? Também não lhe encontras qualidades? Lembras-te do painel de convidados? Do melhor que o Partido tem. E a organização? Recordas-te de reuniões dessas, com consistência e profundidade política em Alvalade? Eu não. Não basta arrolar contactos privilegiados. Há que desenvolver Ideia, Projecto; e não fazer conferencias avulsas. Isso, meu caro, tem interesse, como todos os eventos com bom convidados têm. Mas vale muito pouco no quadro político que há que desenhar hoje; pois não bastam pinceladas descoordenadas. Há, repito, que ter um plano.
Hoje, com os instrumentos que soube criar, a Concelhia do PS Lisboa tem todas as capacidades para poder elevar a fasquia da qualidade. Aquela que procuras. Para que tal seja Real, há que definir um projecto, com uma equipa e com um líder. Aqui divergimos fortemente, Carlos, pois tu resumes tudo à «juventude» do Teixeira ou aos péssimos momentos do Coelho; sem te dares conta que utilizas dois critérios na mesma comparação (queres me dizer que o Miguel Teixeira não tem momentos maus? Vamos, no próximo post escrutinar os últimos 13 anos da sua vida política. Que teve, sabes? E sabes por onde andou? Eu sei onde esteve o Miguel Coelho; e tu também, pois só sabes escrever disso).
Termino concordando contigo. Esta é uma óptima oportunidade de apresentar o que o PS Lisboa tem de melhor: nos candidatos, nas equipas e nos programas. A política não é, felizmente, cenário para one-man-shows. Há bem mais.

Rui,
Sinceramente, eu nem queria ter começado a campanha. Estava só a tentar brincar à Ciência Política e à Teoria Política. Pensei que podíamos desenvolver um bom debate. Mas, sabes, quando não se consegue manter um critério na avaliação ou na comparação política tudo se esfuma em sond bites fáceis de entender. Isso é campanha, pura. Imagino que assim seja difícil, a quem está de fora, entender o conteúdo das mensagens. É questionar a quem defende que Obama é renovação só porque é negro se se lembrou se reparar que Hilary é uma mulher, e que também pode apresentar alguma renovação. O que nunca acontece é o debate sobre os critérios de renovação. Critérios, escrutínio e Ciência Política, Rui. Era esse o meu interesse.
Espero que o debate melhore.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

resposta directa


Carlos, desculpa, mas leste o texto todo?
É que nele respondo a bem mais do que dizes que respondi.
Quando referes o projecto gasto; respondi-te que entendia que os projectos se podem renovar; como o Miguel Coelho o tem conseguido fazer ao longo dos anos (e ganhar, portanto deve de ter alguns mérito, acho).
Sobre o esgotamento do Miguel e da capacidade dele se renovar, procurei, com o meu exemplo, explicar que a renovação também se pode operar através da candidatura do Miguel Coelho.
O que procurei fazer, sem sucesso admito, foi colocar-te uma série de questões, teóricas, de contextualização conceptual; para apurar os conceitos que utilizas com tantas certezas. Questionei-te sobre a «Renovação», sobre a «Garantia de...», sobre o que deve ser, hoje, um projecto político.
Estranhei, devo-te dizer, a tua não-resposta. Ao invés preferes o ataque. Sem stress. Adiante.
Sobre a campanha, apenas te disse que eu, nos primeiros textos (parte 1 e parte 2), não pensava que a campanha tinha começado. O segundo texto, de resposta, certamente que tem um cunho de defesa que o pode qualificar como sendo de campanha. Pensei que o tinha assumido. No entanto, devo te dizer que encontro diferenças entre a colocação teórica e prática dos assuntos que discutimos: falar da prática é campanha; falar de teoria, não; não sempre. Aí devemos procurar a isenção intelectual e académica para proceder à boa análise. Foi essa a minha intenção e a razão de referir que apenas na defesa que empreendi às considerações que teceste sobre o Miguel Coelho fiz campanha. No resto procurava o debate intelectual, livre, construtivo e plural. Adiante, e termino.
Deste, e bem, o exemplo francês. Podias ter dado o inglês, de Tony Blair; ou o do PSOE de González, não? Foram, ambos, mais de uma década de poder, com resultados desastrosos (ironia) para a Grã-Bretanha e os nossos vizinhos espanhois.
Penso que é isto.
P.S.
Não entendi porque quereria eu que me desses razão? Qual seria a ideia?
Sobre o meu apoio, já o sabes: é no Miguel Coelho. Por quem vou fazer campanha (mas, aparte da campanha, ainda irei explorar alguns conceitos de Ciência Política, de Sociologia Eleitoral que podem valer em campanha mas interessam muito mais quando inseridos num processo de reflexão mais alargado – era o que estava a querer proporcionar).

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Hibernação, Renovação, Eleição. Terceira parte.


Carlos,
Deixa-me dizer-te que quando escrevi estes posts (parte 1 e parte 2) não o fiz a pensar que o periodo de campanha eleitoral estivesse aberto. Foram apenas algumas questões teóricas, sem identificação a qualquer dos candidatos em causa. Preferiste a campanha. Adiante.
Permite-me algumas observações ao teu último texto.
Em primeiro lugar, desculpa a frontalidade, parece que me dás razão quando qualifico o teu comportamento como acrítico; pois pelo que escreves o Miguel Teixeira é o candidato perfeito, detentor da total responsabilidade e oportunidade de apresentar qualquer tipo de projecto válido para Lisboa. Ora isso não pode ser; pois estatisticamente não é possível (e politicamente também não). Como pode uma pessoa ter em si concentrado todo a capacidade de garantir a vitalidade ao PS Lisboa. Porque organizou um par de debates? Queres que te anuncie os que organizei, sem objectivos políticos próprios, nos últimos 2 anos? E quererá isso dizer que devo ser o detentor da vitalidade em Lisboa? Nunca me verás a asumir tal comportamento. E as outras 16 secções da cidade? Não existiram? Sabes o trabalho que Belém tem desenvolvido? E é por o fazermos que nos devemos arvorar em detentores da vitalidade do partido? Não acho.
Desculpa Carlos, mas não faz sentido. E mais, reconheceres apenas ao Miguel Teixeira a capacidade de fazer bom trabalho na Concelhia apenas comprova duas ideias: (1) de que o teu discurso é apenas um discurso de campanha, só; e (2) de que o teu apoio é, manifestamente pouco crítico, pois não te consegues distanciar nem reconhecer noutro que não seja o teu candidato o poder e a capacidade de trabalhar política em Lisboa.
Por isso concluo este assunto lembrando-te que a revitalização do PS em Lisboa, Carlos, já começou. E não tem sede em Alvalade. Está em Belém, no Lumiar, no Bairro Alto; e noutras secções possivelmente.
Mas adiante.
Tens razão quando referes o meu sentido crítico em relação ao Miguel Coelho, assim como tens razão quando referes a experiência que ele acumulou, nestes últimos anos. Fui no passado crítico como hoje o sou. Não mudei nem me acomodei.
Enganas-te é em relação ao projecto. O Miguel Coelho nunca liderou um projecto estanque, imóvel; houveram vários projectos ao longo dos anos; e é normal que isso acontecesse. Tem piada porque hoje estive com um amigo a repensar o que o Miguel Coelho produziu, nestes últimos anos. Já foi a renovação, a situação, o ultrapassado, o mal amado, o Futuro, o incompreendido e outros. Soube reunir nas suas equipas do melhor que Lisboa soube produzir, politicamente, nos últimos anos. Penso que não vale a pena enumera-los.
Pessoas houve que saíram, é normal; e pessoas que entraram, é normal. É o que acontece em projectos dinâmicos, que produzem critica própria, que aprendem com o passado e que não tiram os olhos do Futuro.
Sei que o Miguel Coelho não é perfeito, que tem defeitos, que já cometeu muitos erros. Sei disso porque é escrutinado, regularmente. Sei disso porque muitas vezes sou eu o primeiro a apontar os defeitos. Mas também sei isto: o Miguel Coelho tem capacidade de autocrítica suficiente para reconhecer o erro, proceder a uma avaliação justa do ocorrido e regressar ao trabalho com mais ideias, outra ambição, com projectos renovados. Não é o que fazemos? Eu com frequência renovo projectos? Tu também, Carlos, não?
Foi, aliás, isso que o Miguel Coelho fez no passado recente, quando com um novo conjunto de pessoas iniciou o processo de renovação que culminará nesta candidatura.
Termino, com a seguinte reflexão: considerando que um projecto político se define pelo Líder – Equipa – Programa, pergunto-te: porque é que o Miguel Coelho não pode ter agora um projecto válido, vital e atractivo (ou seja, porque dizes que «ele não tem mais nada a oferecer»)?

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