Agora é candidato de ruptura à liderança do PSD depois de ter garantido de que não era candidato à liderança do PSD.
And the dreamers? Ah, the dreamers! They were and they are the true realists, we owe them the best ideas and the foundations of modern Europe(...). The first President of that Commission, Walter Hallstein, a German, said: "The abolition of the nation is the European idea!" - a phrase that dare today's President of the Commission, nor the current German Chancellor would speak out. And yet: this is the truth. Ulrike Guérot & Robert Menasse
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Os Flip-Flops de Rangel
Agora é candidato de ruptura à liderança do PSD depois de ter garantido de que não era candidato à liderança do PSD.
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
A Alternativa
É encabeçada pelo camarada Joaquim Costa Ferreira.
Podem ter mais informações aqui.
Força Costa Ferreira! Vamos dar um Novo impulso ao PSOeiras.
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Liberdade, Educação & Política
Caros camaradas,
Como sabem este blogue destina-se a promover a candidatura do Camarada Miguel Coelho à presidência da Concelhia do PS Lisboa.
É um instrumento, como outros, de promoção da vida política activa, das ideias e ideais socialistas, na tradição do que de melhor o Partido Socialista tem construído, nos seus quase 35 anos de História.
Criámos este espaço para, de forma dinâmica, construirmos uma melhor articulação comunicacional com o Militante do PS Lisboa, independentemente da sua opção eleitoral; consolidando um processo progressivo de utilização das Tecnologias de Informação e da Comunicação na vida da Concelhia de Lisboa, sempre em beneficio dos seus Militantes.
Sabíamos dos riscos a que nos exponhamos por procurarmos fazer política de forma transparente e honesta, sempre respeitando a opinião do Outro e o direito à Liberdade de Expressão; pugnando pela pluralidade política interna. Sabíamos também que nos exporíamos ao insulto, à incúria, à falsa acusação; tácticas demasiado utilizadas na nossa actividade política, infelizmente.
Daí que tivéssemos tomado a decisão de manter os comentários deste blogue sujeito a moderação da sua equipa de gestão. Temos recebido, é justo dizer, muitos comentários de apoio, de incentivo e de louvor pelo nosso trabalho. Recebemos mesmo, e publicámos, textos de quem não nos apoia, num sinal claro que nesta candidatura de respeita a opinião socialista e se defende o direito de livre expressão.
Temos sido, neste caso, exemplares.
Infelizmente recebemos recentemente um comentário, infeliz, onde uma camarada socialista era vilmente atacada. As ofensas à sua pessoa são, em nosso entender, de consequência grave; e a Candidatura do Miguel Coelho repugna, vivamente, o seu conteúdo. Não só é posto em causa o seu bom-nome, como o do Partido Socialista; uma vez que são inventadas acusações não provadas e utilizado um termo - «fascista» - que deveria ser guardado para uso extremo. Quem no PS lutou contra o Fascismo Português sabe bem que este não é um qualificativo vulgar. E a utilização de tal substantivo, entre camaradas, deve ser, no mínimo, cuidada. Este comentário, encaminhado às pessoas citadas, originou algumas reacções.
Perante o dilema da publicação deste comentário, que viola qualquer código de conduta socialista, a equipa de gestão deste blogue decidiu que este post.
Subjacente à nossa decisão encontra-se o confronto entre a Liberdade de Expressão e a ofensa gratuita e infundada. Até onde pode, e deve, ir a Liberdade? E a censura? Também pesou na nossa decisão o facto de este blogue ser um espaço de apoio a uma candidatura a uma Instituição do Partido Socialista, neste caso a Concelhia de Lisboa do Partido Socialista; o que o deverá colocar a coberto de qualquer mau uso do nome do Partido.
Assim, foi decidido que se autorizaria a publicação deste comentário– bem como as respostas que suscitou – mas não neste blogue. Será solicitado ao espaço socialista da blogosfera a exposição desta assunto. Desta maneira salvaguarda-se a não existência de qualquer Censura; mantém-se o primado da Pluralidade e da Liberdade; e salvaguarda-se o bom-nome do Partido Socialista, e das pessoas citadas.
Desta maneira solicitamos à blogosfera assumidamente socialista que publique quer este texto quer os que originaram esta situação e que se associe, publicamente, à nossa rejeição de tal conteúdo.
A candidatura do Miguel Coelho tem-se posicionado, nesta campanha eleitoral, com uma atitude positiva, pró-activa e prospectiva; procurando construir um melhor Futuro para a existência política do PS na cidade de Lisboa, agora que a sintonia entre a Concelhia e a Presidência da CML é publicamente simbiótica e oleada. A candidatura do Miguel Coelho tem dedicado, novamente, especial atenção ao papel do Militante nos processos de consulta, de decisão e de execução de projecto políticos. É por isso que somos a Voz ao Militante, que somos Por um Partido de Militantes.
(iremos enviar aos blogues referidos todos os textos em causa)
A equipa de coordenação do Blogue de apoio à Candidatura do Miguel Coelho
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TEXTO 1
Uma candidatura procura o apoio dos dirigentes nacionais do partido; outra procura a adesão junto ás bases. Assim se vê quem reconhece no PS um Partido de Esquerda, e quem dá azo ás recorrentes acusações ideológicas - aliás posturas como a que foi relatada por uma camarada ontem no bairro alto segundo a qual, as amigas (também militantes) não se deslocaram ontem á séde da FAUL para ouvir um dos candidatos á CPCL porque "A Carla disse para não ir", deixam-me a pensar que me filiei num qualquer partido fascista, por engano
Gustavo "Che" Gouveia
TEXTO 2
Caro (a) camarada. Se há algo a que dou valor é precisamente às bases do Partido Socialista, ao militante não dirigente, pois é para ele que diariamente trabalho. E faço-o valorizando o pluralismo de ideias e convicções. Por isso, estive presente na sessão de apresentação da candidatura do camarada Miguel Teixeira na secção do Bairro Alto. Por isso, a divulguei aos militantes do Bairro Alto. Aliás, um dos apoiantes da candidatura do Miguel Teixeira esteve presente na última reunião de secretariado do Bairro Alto e deve ter certamente ouvido a minha referência à importância de estarmos presentes na apresentação das duas candidaturas.
Os camaradas do Bairro Alto sabem que na sua secção se praticam os valores do Partido Socialista, onde o exercício da democracia, o livre pensamento e a diversidade de opiniões existe e é salutar. Como referi, eu também estive na reunião de dia 6 de Fevereiro, e ouvi atentamente todos os comentários efectuados e garanto que ninguém fez uma afirmação do teor da que foi referida. O que aconteceu, é que uma camarada, ao fazer a sua intervenção, afirmou que tinha dito a várias pessoas para estarem presentes na reunião e que as mesmas disseram que não iam porque já se tinham comprometido comigo em como davam o seu apoio à candidatura do Miguel Coelho. Quem estava atento, foi isso que ouviu. Eu também lamento que a participação na reunião de militantes do Bairro Alto tivesse sido fraca, cerca de 10 pessoas, e que a sala tivesse ficado cheia devido à presença de apoiantes da candidatura do Miguel Teixeira de outras secções. Contudo, respeito que camaradas, com vida ocupada, e estando já esclarecidos do seu sentido de voto, não tivessem comparecido.
Caro (a) camarada, no Bairro Alto fazemos política séria. Não deturpamos o que ouvimos. Trabalhamos em função de convicções e respeitamos a sua pluralidade, o que aliás sempre foi, e é, uma constante da história e tradição da secção do Bairro Alto e do Partido Socialista.
Carla Madeira
sábado, fevereiro 16, 2008
Princípios, Consequência & Política
Recentemente fui alvo de uma acusação grave. O Carlos Castro acusou-me de plagiar algumas ideias da candidatura do Miguel Teixeira.
Dizia, grosso modo, que a candidatura do Miguel Coelho andava a reboque da do Miguel Teixeira. Entenda-se que é o mesmo que dizer que a candidatura do Miguel Coelho copia a do seu adversário; ou seja, que a plagia. Como o autor do texto referido era eu, senti-me citado. Mais, como académico, como alguém que existe profissionalmente de acordo com a sua capacidade de criar ideias, análises, conhecimento, devem entender que a acusação acerca da originalidade das minhas ideias é do pior que me podem acusar. É colocar em causa a paternidade do meu trabalho; e não posso deixar que passe impune vis acusações infundadas.
Em resultado, solicitei, exigi, ou a apresentação de provas, que corroborassem a acusação, ou um pedido público de desculpas, e consequente retracção.Deixei, deliberadamente, passar algum tempo, esperando que o Carlos regressasse ao bem senso que pensei que teria. Devo que depois do ocorrido lhe possibilitei, em termos pessoais, duas saídas à situação entretanto criada. É certo que, como dizia Churchill, que em política encontramos mais facilmente os inimigos dentro do nosso próprio partido (e os adversários fora), e de que relações de amizade são difíceis de construir e manter em ambiente tão atroz.
Não estou com isto a querer dizer que considerava o Carlos Castro um amigo. Não. Mas éramos bons conhecidos, com alguns interesses em comum. Era uma pessoa com quem gostaria, um dia, de poder partilhar uma equipa. Quis a fortuna que nunca partilhássemos projectos políticos.
Neste contexto deparei-me com este post do Carlos Castro, cinicamente intitulado,«A coragem de pedir desculpa e de fazer Justiça». Admito que tal post me deixou curioso. Viria o Carlos reconhecer o seu inequívoco? Viria apresentar alguma prova da sua vil acusação? Não. Mas vinha a reconhecer a alta importância o gesto do governo australiano, agora trabalhista, de pedir desculpa pelos consecutivos abusos que infringiram (os brancos australianos) ao povo aborígene.
É preciso ser… cínico, pensei. Reconhecer que a «desculpa» é uma palavra muito importante, mas ser incapaz de a utilizar é de um cinismo atroz, revelador de uma denunciante incontinência verbal associada a uma inconsequência tremenda. Como é que alguém, no espaço público e publicado, se esconde cobardemente de um pedido de clarificação público exigido e depois exalta a coragem do Primeiro-ministro australiano?
Claro que a minha estranheza não advém do acto honrado e humilde do primeiro-ministro australiano mas de tais referências provirem de alguém que tem mostrado e demonstrado ser tudo menos portador de tal honradez ou humildade.´
Decerto o Carlos se terá deliberadamente esquecido do pedido público de desculpas que lhe solicitei em ocasião da falsidade por ele inventada, relativa à minha pessoa. Decerto terá esquecido de todas as oportunidades que lhe dei de se emendar, de reconhecer o seu erro. Eu até teria, possivelmente, entendido as razões do seu abuso; afinal poderá ter, inadvertidamente até, reagido emotivamente por a campanha eleitoral interna não lhe estar a correr bem. Até poderia entender que, por razões políticas, não quisesse dar o braço a torcer, admitir o erro, pois tal o colocaria numa posição de fraqueza. Mas tais razões esfumaram-se quando eu lhe fiz entender que estava gravemente ofendido com as suas falsas acusações.
No entanto nem todas as razões possível lhe desculpariam a sua má educação e má formação para comigo, colocando-o definitivamente na curta prateleira daqueles a quem não me quero ver associado. Muito poderia ter justificado os seus actos. E eu, disse-o várias vezes, até o compreenderia, caso o Carlos se retratasse e apresentasse desculpas. Como fez agora o primeiro-ministro australiano. O problema é que para isso acontecer o Carlos necessitaria de reconhecer que o que fez estava errado e ter a capacidade de o reconhecer publicamente, ser humilde.
Ora essas duas suposições não são, então, verificáveis. E, perante tal verificação, não me resta senão cortar, publicamente, relações com esse senhor. Há, para mim, limites. E o Carlos passou-os. Avise-o disso, retirei a nossa contenda da disputa política em curso (porque entendo que se devem separar os campos), e proporcionei-lhe todas as oportunidades de se redimir. Como é natural, não poderia deixar passar este acto grave em claro, sem consequência. Em política nem tudo pode ser permitido ou validado.
Não poderia deixar impune o comportamento agora detectado, assim como não poderei deixar de denunciar, publicamente, alguns traços do carácter do Carlos Castro. Esta atitude abjecta, ignóbil e infame denuncia alguém intelectualmente desonesto, porque o que escreve não é verdade; cobarde, porque se esconde e é incapaz de responder pelos suas acções; mentiroso e desprezível, porque é incapaz de reconhecer a gravidade dos seus actos.
Ficamos assim a saber que para o Carlos a incúria, a acusação vil e o boato de baixo nível são instrumentos legítimos de fazer política. Decerto terá sido atingido por uma qualquer superioridade bacoca, masturbatória, e de recente existência, que o terá retirado de qualquer discernimento consciente.
Ficámos ainda a saber que o novo Carlos renegou, definitivamente, aos valores da Justiça, do Bom-nome, da acusação provada; pouco lhe interessando se coloca o bom-nome de alguém em causa, ou se o que escreve é verdade ou não; se pode ou não ser provado.
Ora em política devemos lutar por princípios e valores. Valores e princípios que não podemos deixar cair por tuta e meia; ou que sejam legítimos apenas em cenários exógenos, perdendo a validade quando aplicados a nós próprios.
sábado, fevereiro 09, 2008
The end of an affair (2 de 2)

Curioso foi o facto de isto se está a passar na mesma altura em muito se tem escrito e debatido acerca do estado dos Partidos Políticos. e eu questiono-me: que exemplo é dado a quem, fora do PS, visite a nossa disputa interna? decerto que à primeira impressão se questionarão se o partido político em causa é o PS ou o PSD, tal a raiva e a verborreia de alguns indivíduos. Depois, perguntarão: são estes que nos vão governar? É que há gente inqualificável, que tudo faz por mais um voto, que tudo faz para definir A Verdade; que esquece que o objectivo máximo da política é o que se pode fazer pelo Outro, e não pelo Próprio. Muitos confundem mobilização política com escalada profissional.
Depois, numa análise mais interna, parece que muitos esquecem que o Partido Socialista tem uma tradição e uma história a defender. Muitos esquecem que o Partido Socialista fundou a democracia em Portugal; que existe há mais de 30 anos; e de apresenta como bandeiras fundacionais a Liberdade, o Direito à Opinião, a Pluralidade Política e o Respeito; ideias sem os quais não se tinha construído o ideário socialista.
Muitos esquecem o que representam estes valore; apesar de se apresentarem como os seus primeiros defensores.
São os valores que enaltecem e elogiam o trabalho que o PS está a fazer pelo país. São estes valores que alimentam – e bem – as alas críticas do Partido, que permitem o usufruto da liberdade, e que mantêm aceso o dínamo mobilizador do Partido Socialista. Defender o contrário é pretender calar o Manuel Alegre, ou banir o António José Seguro. É não entender que são eles, e outros, que mantêm a sanidade do próprio Partido, pois neles reside a pluralidade crítica tão fortemente embutida nos ideias socialistas.
E que bons exemplos temos sabido dar. Já nos esquecemos do exemplo que demos ao país na última eleição interna competitiva (Sócrates – Alegre – Joao Soares); onde soubemos construir um momento político digno de qualquer primária americana, tal a qualidade dos pretendentes. E que exemplo demos quando, depois da eleição, se soube integrar o que de melhor se produziu e construir um programa e uma equipa de governo histórica na democracia portuguesa.
É este o acervo do partido Socialista. Não são as questões pessoais. É a política. e é o duplo sentimento de servir o outro consoante a consciência própria.
É por isto que sou militante do Partido Socialista. Porque o meu partido sabe respeitar a pluralidade, a independência de pensamento, a crítica solidária.
É esse o meu Partido, é por ele que me bato, e é por acreditar que é possível manter este acervo e consolida-lo, com novos exemplos, novas personagens, novas respostas.
É por nisto acreditar, numa atitude – admito – optimista que suporto todos os ataques, as facadas nas costas, os inuendos e as insinuações. É que sei que essa gente inqualificável pouco significa na vida do Partido Socialista. Vai existindo, é certo, mas tem de existir, pois são também parte da pluralidade que defendo. Mas em nada se assemelham aos vultos que aqui temos referindo e que têm sabido construir a História do PS: José Sócrates, Mário Soares, Manuel Alegre, António José Seguro, João Soares. E tantos e tantos outros (como Ferro Rodrigues, Augusto Santos Silva, Edite Estrela, Mário Sottomayor Cardia, António Reis, Mário Mesquita, António Costa, Jorge Sampaio, Miguel Coelho, Vieira da Silva, António Guterres, António Vitorino, e tantos, mas tantos outros…).
É com a responsabilidade de continuar o caminho já construído que me apresento ao trabalho. Acredito, vivamente, que o Partido Socialista pode voltar a ser o dínamo social que já foi; e não apenas o dínamo governativo que é.
The end of an affair (1 de 2)

Estes episódios têm-me levado a reflectir um pouco acerca do recrutamento de pessoal político para os Partidos Políticos; e tenho me perguntado o que teremos feito de mal para nos esquecermos de debater política; afinal o que deveria ser o cerne das campanhas eleitorais, em especial as campanhas internas (onde há mais latitude de exploração). Recordo que inicialmente procurei debater alguns conceitos que julguei de interesse, mas rapidamente todo e qualquer debate atolou numa espessa lama que a todos suja e empesta.
Eu não me revejo nesta forma de estar. Disse-o e repito-o.
E já me tinha afastado de tais truque e tricas, dedicando-me à construção de propostas para o programa (que será apresentado em breve, pois ainda está em processo de recolha interactiva de sugestões de todos Militantes da Concelhia) quando o recente episódio do Nuno Félix despoletou mais um conjunto de cenas tristes.
Já aqui escrevi sobre este assunto, mas não queria deixar de aqui publicar a resposta, pública, do Nuno Félix, personagem muito mal tratada nesta história. Queria ainda dizer que fui contactado directamente pelo Nuno (em email privado que naturalmente não divulgarei), o que demonstra uma atitude séria, transparente e directa da sua parte. A sua rápida resposta e a prontidão com que se apresentou a esclarecer a situação contrastam com as atitudes anónimas e cobardes com que outros têm pautado a sua actuação nesta campanha.
Deixo a resposta do Nuno Félix (e continuo no próximo post)
De Nuno Miguel de Aguiar Félix a 8 de Fevereiro de 2008 às 11:22
Bom dia José e restantes camaradas,
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Não queria, mas obrigam-me.

Parece que este texto do Nuno Félix tem gerado alguma polémica.
Devo dizer que já o tinha lido e que, apesar de admitir a latitude das suas palavras, não me revejo nem na sua forma nem no seu conteúdo. Tem, no entanto, o mérito de ser directo e assumido, não escondendo o Nuno a sua análise sob a falsa capa do anonimato, tão vulgarmente utilizado em situações de conflito político aberto.
Muito provavelmente nunca escreveria tais linhas e, como tenho vindo a repetir, o estilo do ataque baixo e directo não é bem o meu. No mesmo sentido devo dizer que tenho sido aconselhado a alterar este estilo, uma vez que os meus adversários, como já se tem visto, procuram, com frequência, este tipo de fazer política. Enfim, escolhas.
Não teria comentado este episodio não fossem estas reacções (aqui e aqui). A primeira, anónima, nem merece o respeito da resposta; pois não só pretende reescrever a história (respondendo às acusações que o texto original expôs), apresentando versões limpas de acontecimentos passados (a vantagem de quem está há alguns anos no Partido é que se tem acesso a muita informação de muitos lados…), como assume o tal espírito trauliteiro que crítica. Não me revejo nem comento.
Estranho, devo dizer, é que me tenham envolvido neste processo por via deste texto do Carlos Castro. Estranho ainda as palavras bem desagradáveis com que o Carlos brinda um camarada socialista, amigo de muitas lutas, nas quais, como imaginam, não me revejo nem um milímetro. Toda esta postura deve ser, decerto, já produto do novo estatuto adquirido pelo Carlos.
Bom, mas dizia que o Carlos acusa a candidatura do Miguel Coelho de estar a reboque da do seu candidato, e refere este meu texto como prova. Honestamente nem sei se rir ou se chorar. O Carlos já nos tem habituado a certas… vamos dizer destrezas intelectuais, autênticos movimentos malabaristas, para procurar colocar alguma relevância no discurso político por si apresentado. Este recente exemplo pode, assim, ser interpretado apenas como mais uma prova da recente reconversão – com toques de fanatismo religioso – do Carlos à sua «Nova Causa».
Assim, como qualquer bom reconvertido, é natural que o Carlos se preocupe em se apresentar como um bom discípulo desta «Nova Causa»; que dedica parte do seu discurso à reescrita histórica e ao esquecimento seleccionado, tácticas utilizadas com demasiada facilidade.
Desta última intervenção descobrimos que aparentemente foi o Miguel Teixeira que descobriu, na vida política do Partido Socialista, a palavra «Militante» (Carlos, sabes qual é o slogan da candidatura do Miguel Coelho? Dou-te uma pista: é o mesmo de sempre). Essa novidade não me afecta, afinal o Carlos já tentara um truque semelhante com a palavra «Renovação».
O que me preocupa é a acusação encapuçada - uma vez que não tem a coragem de a admitir - que houve algum tipo de cópia da parte da candidatura do Miguel Coelho em relação à do Miguel Teixeira. É que o texto que o Carlos refere, e apresenta como prova do facto, é assinado por mim; o que, como académico, me preocupa, pois julgo de gravidade máxima qualquer questões de plágio.
Portanto, Carlos, gostaria que me clarificasses esta pseudo-acusação.
É que o exemplo que apresentas é simplesmente primário, falso, desonesto, deselegante, indecente, grosseiro, rude, ordinário e medíocre. Indigno de alguém que tem pautado a sua intervenção política pela moderação, tolerância e inteligência.
Por isso, Carlos, acuso-te directa e frontalmente de seres desonesto; e exijo um pedido de desculpas, público, no prazo de uma semana; porque as acusações que proferes não podem passar impunes.
Eu sou do tempo em que o Carlos Castro clamava justiça e responsabilidade perante o falso testemunho e a falsa acusação; do tempo em que o Carlos Castro não deixaria que estas situações ficassem impunes, sem que fosse responsabilizado o seu autor. Carlos, ainda te lembras desse Carlos?
E pergunto, Carlos, o que te aconteceu? Achas, sinceramente, que escrevi o que escrevi para «ir a reboque» do Miguel Teixeira? Enlouqueceste? Achas que tenho o hábito de plagiar ideias dos outros, e procurar passa-las por minhas? Achas que é essa a minha forma de estar na política? É esse o meu historial?
Honestamente, Carlos, só posso pensar que não estás em ti; que, por razões que mais tarde poderás explicar, te envolveste numa qualquer espiral incerta que te impele a estes tipos de espasmos mentais, de difícil qualificação.
Devo ainda dizer, para terminar, que honestamente não queria ter escrito este texto; não queria mesmo, mas a tal fui obrigado em resultado das incúrias de que fui alvo. Bem sei, pelos exemplos próximos, que tenho que me habituar a estes autênticos bombardeamentos ao meu carácter.
Devo dizer que os esperava dos meus inimigos pessoais; mas não dos políticos.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Campanha interna

Este, o do Miguel Coelho, é um dos últimos.
Preparamos uma candidatura à Concelhia de Lisboa do Partido Socialista; e nessa qualidade tenho percorrido, com o candidato, muitas secções do PS em Lisboa. Com prazer e entusiasmo.
Temos preparado, de todas as sessões, pequenas reportagens – textos, fotografias e vídeos – que podem ser consultadas aqui.
Regressarei ao tema.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Topete? É preciso é ter lata.
Claro que concordo com o que foi escrito, a questão da memória e do escrutínio é para mim bem importante. Mas, depois de alguns recentes escritos, tenho de lhe perguntar, directamente, por onde anda esse critério, Carlos?
Falas de Topete? É preciso é ter lata!