Mostrar mensagens com a etiqueta Autarquias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Autarquias. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, agosto 04, 2009

Da separação de poderes - um pequeno contraditório

(Texto originalmente escrito aqui, no Simplex - aproveitem para ver a caixa de comentários que o debate continuou por lá)

Aproveito o momento, agora que Isaltino de Morais foi considerado culpado por vários crimes numa pena de sete anos de cúmulo jurídico (*), para fazer um pequeno contraditório em relação a este texto - Da Separação de Poderes - da autoria da Sofia.

Também eu, como ela, subscrevo o princípio de que alguém condenado deva ser considerado inelegível para cargos para qualquer cargo público democraticamente eleito, ou via nomeação.

No entanto, não subscrevo que quem esteja constituído como arguido ou mesmo em processo de julgamento esteja na mesma situação. Pelo simples facto de que existe algo chamado presunção de inocência. Quando uma pessoa é considerada inocente até prova em contrário, que também tenho como princípio, tem de poder manter os seus direitos completamente inalterados. Isto inclui o de se candidatar a cargos públicos.

De resto, subscrevo também a opinião da Sofia em relação à falta de coragem de todos os partidos com acento parlamentar nesta matéria.

(*) E só agora estou a escrever sobre isto pois milito e voto no Concelho de Oeiras, e não queria escrever sobre isto antes da sentença ser lida, para não ser mal entendido.

quinta-feira, julho 09, 2009

PSD decide candidato a Oeiras

Oeiras
Segundo o Sol, o PSD decidiu qual o seu candidato à Câmara Municipal de Oeiras. Após (mais) uma longa discussão entre as secções de Algés e de Oeiras, teve de ser a distrital a assumir o ónus da escolha e propor o nome de Isabel Meirelles como candidata à Câmara. Como eleitor em Oeiras gostava que me esclarecessem uma coisa, se tal for possível: O que vão fazer com tantos cartazes de Pedro Simões, que estavam colocados nos sítios estratégicos de campanha?

Não posso dizer que me sinto enganado, pois nunca ponderei votar em outro candidato que não o do PS. Mas depois de andar a publicitar, durante cerca de dois meses, Pedro Simões, é possível que hajam munícipes que se sintam enganados.

Para já temos como candidatos: Marcos Perestrello, Isaltino de Morais e Isabel Meirelles. Alguém sabe-me dizer quem são os restantes, para acrescentar à lista?


[Adenda]
Amílcar Campos é o candidato da CDU (informação dada pelo Pedro Sá)
Isabel Sande e Castro é a candidata do CDS-PP (informação dada por Carlos Silva)

domingo, maio 10, 2009

Obrigado pela ajuda, Elisa Ferreira!

E "isto" é alguém abrir a boca e daí se retirar ilações em relação à famigerada questão das Quotas. Eu defendo que não deve de haver uma imposição de quotas de género nas listas e sim uma alteração de mentalidades dos partidos que deve começar por dentro dos mesmos. Podia dar vários exemplos, como dou nas discussões em que participo sobre o tema (não é, Vera?). Assim como me são dadas várias razões para a aplicabilidade da imposição das quotas, como necessária por uma questão de urgência na correcta representatividade da sociedade nos vários órgãos políticos, ou uma razão geracional (para algumas gerações, já não há tempo de mudar essa mentalidade por forma a que a representatividade de género esteja correcta. E que haviam mulheres de grande valor que não conseguiam chegar aos palcos de actuação devido ao machismo vigente nas organizações partidárias.

Para todas estas justificações, e nas próximas discussões sobre o assunto, eu só citarei Elisa Ferreira: "Vou só dar o nome e volto. (…) Sinceramente, eu quero vir para o Porto. Quero-vos pedir que me ajudem a conquistar a Câmara do Porto. O meu objectivo é sair de onde estou e trabalhar para a cidade".

Depois disto, falem-me lá da necessidade das quotas para melhorar a representatividade…

quarta-feira, abril 15, 2009

Oeiras Aquece (2)

Marcos Perestrello viu hoje confirmada a sua indicação para candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal de Oeiras, numa Comissão Política que teve lugar na sede da concelhia do Partido, ao ser eleito por unanimidade pelos membros pertencentes àquele órgão do partido. O PS avança, assim, com um nome forte para uma Câmara que, nos últimos tempos, tem sido motivo de notícias pelo processo a decorrer nos tribunais envolvendo o actual Presidente.

terça-feira, abril 14, 2009

Oeiras aquece

Mapa de OeirasSegundo a imprensa online de hoje Isaltino de Morais foi hoje acusado no tribunal, por um antigo adjunto da Câmara, de ter recebido a sua casa no Algarve, em Altura, como contrapartida a um licenciamento de um projecto imobiliário. A confirmarem-se quer estas acusações quer a indicação de Marcos Perestrelo como candidato do PS, hoje à noite, a Câmara de Oeiras será palco de uma das mais interessantes disputas eleitorais deste ano, e certamente que será a mais intensa no concelho de há muitos anos para cá.
P.S. - Também publicado no Eleições 2009 - Blog do Público

sábado, janeiro 31, 2009

Cruz Quebrada e Dafundo

Os blogues e a Web 2.0 vão, em geral, entrar em força nas três campanhas que este ano vamos ver decorrer. Com já todos os candidatos às Juntas definidos em Oeiras definidos, o PS apressa-se para poder vir apresentar as suas propostas aos seus concidadãos.

Na Cruz Quebrada e Dafundo, o candidato é Paulo Freitas do Amaral. Dinâmico como sempre, o Paulo já tem (mais) um blogue na blogosfera nacional para se apresentar aos seus fregueses e com eles construir um projecto que se deseja vencedor.

Cruz-QuebradaeDafundo, é o nome do blogue. Vão lá dar uma espreitadela. E, se assim o desejarem, deixem uma ideia.

Força, Paulo.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Completamente contra...


...o que se está a preparar ao nível das leis eleitorais, especialmente na que se adivinha para as Autarquias. Este sistema «winner takes all» que se prepara para ser instalado, fruto de (mais) uma negociação Bloco Central é, no meu ponto de vista, totalmente contrário ao espírito da nossa terceira República, à Constituição da República Portuguesa e, também não menos importante, à consolidação de uma cultura política que privilegia a proporcionalidade política e sistémica.

A ideia dos executivos monocolores vem deturpar todo o ideal dos nossos «founding fathers» quando, na Constituinte de 1975, consagraram um sistema de distribuição de mandatos políticos proporcional, por método de Hondt, sem clausulas barreiras. Era objectivo não deixar fora da representação política as franjas da opinião política, merecedoras de representação parlamentar e de existência no panorama político nacional. Mesmo assim, tomando em conta as necessidades da governação, optaram, os nossos constituintes, dos métodos eleitorais ao dispor, por aquele que permitisse com mais facilidade a obtenção de maiorias parlamentares estáveis: círculos eleitorais de varias dimensões (quasi maioritários como os do Alentejo, de média dimensão como Aveiro ou Braga e de grande dimensão como Lisboa ou Porto) e método de apuramento d’Hondt. E isso que justifica a que com 43% dos votos se possam alcançar a maioria dos deputados na Assembleia da República).

Estas leis vão colocar todo este sistema em causa. Tenho dúvidas mesmo da sua constitucionalidade…

Mas, tão importante como as questões processuais ou sistémicas, encontra-se as questões políticas de fundo:
1. Devemos, 30 anos depois de estruturalmente nos acostumarmos a uma cultura de pluralidade política procurar construir, burocraticamente, um sistema maioritário de clara tendência bipolar?
2. Estão os principais partidos políticos portugueses, afinal os beneficiários destas propostas, preparados para governar sempre em maioria absoluta as câmaras municipais deste país?
Deixo, por agora, no ar estas questões. Regressarei para respondê-las em breve (se quiserem deixar uns comentários, publicárei-los no corpo central do blogue)

Pesquisar neste blogue