quarta-feira, agosto 25, 2010

O Jornalismo na batalha das ideias - por Baptista Bastos


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Lisboa, uma das 100 cidades contra as execuções no Irão. Dia 28 de Agosto, 18h, Largo Camões




LISBOA, UMA DAS 100 CIDADES CONTRA AS EXECUÇÕES NO IRÃO




No dia 28 de Agosto, às 18:00, no Largo de Camões, Lisboa unir-se-á a uma enorme cadeia de cidades de todo o mundo cujas/os cidadãs e cidadãos corresponderam ao apelo do International Commitee Against Execution. A designação da iniciativa,"100 cities against stoning / 100 cidades contra a lapidação", pretende chamar a atenção da opinião pública mundial para o facto de na República Islâmica do Irão a execução da pena de morte ser muitas vezes efectuada pelo bárbaro e humilhante método do lapidação pública - perpetrado sobretudo em mulheres, muitas das vezes acusadas e punidas por crime (!?) de adultério (!?).

Vamos aumentar o caudal da indignação mundial dizendo NÃO À LAPIDAÇÃO!

Esta acção de protesto, em Lisboa e em sintonia com cidades de todo o mundo, contra as sentenças de condenação à morte e, de um modo muito particular, contra a morte por apedrejamento, nasceu no facebook por iniciativa de um grupo de cidadãs e de cidadãos portugueses e tem um cariz transversal a toda a sociedade portuguesa, de defesa da justiça e dos Direitos Humanos Universais.

Se, em Portugal, o pleno direito de amar e de casar livremente são dados adquiridos, olhemos de frente para o que acontece na República Islâmica do Irão onde os mais fundamentais Direitos Humanos, e muito especialmente, os direitos das mulheres, são constantemente violados, olhemos de frente para as violentas execuções públicas de mulheres e de homens iranianos, por apedrejamento, para juntarmos as nossas vozes à grande orquestra mundial, dizendo PAREM AS EXECUÇÕES NO IRÃO! NÃO À LAPIDAÇÃO!

Naturalmente que não podíamos ficar indiferentes a esta realidade; e é neste sentido que nos unimos à organização da iniciativa de solidariedade no próximo dia 28 de Agosto e que associa a cidade de Lisboa às manifestações de indignação que, um pouco por todo o mundo, vão ocorrer.

Assim, é com prazer que convocamos os militantes e simpatizantes socialistas a associarem-se a esta manifestação que, apesar de não ter conotações partidárias directas, se inscreve na boa tradição socialista de defesa dos direitos humanos e de intervenção cívica qualificada.

Gostávamos de contar com a vossa presença no próximo Sábado, 28 Agosto, às 18 horas, na Praça Camões, em Lisboa.

Vera Santana

José Reis Santos



(membros do grupo Lisboa, uma das 100 cidades contra as execuções no Irão)

quarta-feira, agosto 18, 2010

Solidariedade para com Sakineh Mohammadi Ashtiani

Le Maire de Paris se joint à la mobilisation lancée par Bernard-Henri Lévy, Libération et la Règle du Jeu.


Solidariedade para com Sakineh Mohammadi Ashtiani. O Presidente da Mairie (Câmara Municipal) de Paris, Bertrand Delanoë, solidarizou-se com Bernard Henry-Lévy na mobilização para defender Sakineh, para impedir que Sakineh tenha uma morte horrível e humilhante!

Wassyla Tamzali, "Une femme en colère"



Dada a actualidade do tema (tantas mulheres, e alguns homens, estão a ser castigados, no mundo islâmico, simplesmente por amarem; uma delas é Sakineh) publiquei a entrevista ontem, no FB. Alguém me perguntou:

- O que é ser de esquerda, hoje?

A minha resposta:
- É isso mesmo que nos construíu - a modernidade - e que Wassyla aborda: é ter um pensamento crítico, nomeadamente sobre a fé e as religiões, é ser indivíduo autónomo e que (se) escolhe e constrói, que não abdica da defesa dos direitos humanos universais, que recusa ser etiquetado ou etiquetar apenas a partir de pertenças comunitárias, que não atira para debaixo do tapete os atentados a qualquer direito universal, justificando-os sob o manto da tolerância (palavra detestável) entre culturas, que se indigna com as injustiças sociais.

A pergunta é pertinente, pois as bandeiras, as etiquetas e os particularismos são perigosos pois abafam o universal. E ser de esquerda é um "label", of course.

No que à entrevista de Wassyla diz respeito, é relevante o facto de ela ser de esquerda e de criticar a atitude de uma certa esquerda para com as mulheres do Islão. Trata-se de uma mulher de esquerda e argelina que ataca simutaneamente os poderes argelinos islâmicos e a "esquerda com uma praxis universal" que, na Europa, enxota o universal e o substitui pelo "discurso da tolerância" que permite o cumprimento de graves injustiças sociais, tais como a condenação à morte de mulheres muçulmanas "adúlteras".


Porque sou de uma esquerda que não troca os Direitos Humanos Universais por um passo supostamente táctico ou estratégico a encurtar o caminho para um socialismo de tipo soviético, porque sou de uma esquerda que tem defendido à outrance os direitos dos indivíduos, aqui fica esta grande entrevista de Wassyla Tamzali. Há outras no youtube.

sábado, agosto 14, 2010

Começou a Liga Zon Sagres

Começou ontem a Liga Zon Sagres, com vitória do Braga por 3-1 sobre o Portimonense. Já hoje o Marítimo perdeu com o Vitória de Setúbal, por 1-0. Ando curioso por saber como vai se portar a arbitragem com o Marítimo. Depois da "guerra" por Kléber com o F.C. Porto, lembrei-me de clubes como o Farense ou o Alverca.

Curiosidades…

quarta-feira, agosto 11, 2010

Inovações

Conhecer a história deveria servir para não cometer erros. É que há certas "ideias inovadoras" que têm, pelo menos, quinze anos!

terça-feira, agosto 10, 2010

Energias renováveis


Uma história sobre lucro ou prejuízo

Após a proposta que não era bem proposta de Revisão Constitucional do PSD, muitos bloggers de direita da nossa praça vieram falar da ineficiência do SNS. Curiosamente, agora que o mesmo que se passou há meses no Santa Maria se verificou numa clínica privada, não se "ouviram" vozes a falar da qualidade de assistência médica.

Em ambos os casos, por negligência, pacientes perderam a visão. Há, contudo, uma diferença. Uma diferença que marca toda uma atitude. Enquanto que no caso de Santa Maria o infortúnio das pessoas foi, posteriormente, acompanhado pelo sistema público, que havia cometido o erro, no caso mais recente a clínica privada não continuou a tratar dos seus pacientes.

Quando o Sr. K, que preza muito a saúde do seu filho, ponderar onde irá receber os seus cuidados médicos, deverá ficar menos preocupado se souber que existe um Sistema que não pensa exclusivamente no lucro, mas que também "investe" na resolução dos casos, independentemente do sucesso desta resolução e também independentemente da situação dar lucro ou não.

Enquanto isso, continuem preocupados com a ineficiência dos serviços públicos de saúde. Eu também me preocupo com isso. Afinal, essa é uma das maneiras de potenciar o aumento da eficiência do SNS. Esse é o real problema, e não se este é público.

Mas isso é capaz de não dar muito jeito do ponto de vista ideológico.

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