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quarta-feira, agosto 18, 2010

Wassyla Tamzali, "Une femme en colère"



Dada a actualidade do tema (tantas mulheres, e alguns homens, estão a ser castigados, no mundo islâmico, simplesmente por amarem; uma delas é Sakineh) publiquei a entrevista ontem, no FB. Alguém me perguntou:

- O que é ser de esquerda, hoje?

A minha resposta:
- É isso mesmo que nos construíu - a modernidade - e que Wassyla aborda: é ter um pensamento crítico, nomeadamente sobre a fé e as religiões, é ser indivíduo autónomo e que (se) escolhe e constrói, que não abdica da defesa dos direitos humanos universais, que recusa ser etiquetado ou etiquetar apenas a partir de pertenças comunitárias, que não atira para debaixo do tapete os atentados a qualquer direito universal, justificando-os sob o manto da tolerância (palavra detestável) entre culturas, que se indigna com as injustiças sociais.

A pergunta é pertinente, pois as bandeiras, as etiquetas e os particularismos são perigosos pois abafam o universal. E ser de esquerda é um "label", of course.

No que à entrevista de Wassyla diz respeito, é relevante o facto de ela ser de esquerda e de criticar a atitude de uma certa esquerda para com as mulheres do Islão. Trata-se de uma mulher de esquerda e argelina que ataca simutaneamente os poderes argelinos islâmicos e a "esquerda com uma praxis universal" que, na Europa, enxota o universal e o substitui pelo "discurso da tolerância" que permite o cumprimento de graves injustiças sociais, tais como a condenação à morte de mulheres muçulmanas "adúlteras".


Porque sou de uma esquerda que não troca os Direitos Humanos Universais por um passo supostamente táctico ou estratégico a encurtar o caminho para um socialismo de tipo soviético, porque sou de uma esquerda que tem defendido à outrance os direitos dos indivíduos, aqui fica esta grande entrevista de Wassyla Tamzali. Há outras no youtube.

sexta-feira, junho 27, 2008

Os Congressos da Avenida de Berna em Lisboa

Cavaleiro Errante, pintado em Viena, por OK, 1915

O III Congresso Feminista está a acontecer, na Fundação Calouste Gulbenkian, à Av. de Berna, 80 anos depois do II Congresso Feminista.
O Congresso de Sociologia, da APS, está a decorrer, com a devida temporalidade, na FCSH/UNL, à Av. de Berna.

No âmbito do primeiro, foi ontem lançada a Agenda Feminista 2009, coordenada por Luísa Paiva Boléo e apoiada pela CIG e pela CML. Vale a pena ler, dia a dia, ao longo do ano, quão recentes são algumas conquistas de igualdades e quão duros e longos têm sido os caminhos. Uma agenda para oferecer também aos nossos jovens e aos nossos homens. Porque têm aparecido no Congresso pouquíssimos homens feministas. Los hay de verdad?

Uma nota retirada da Agenda Feminista: no dia 18 de Junho nascia (a feminista) Ana de Castro Osório [...]. Escreveu [...] Influência da Mãe na Raça Portuguesa (1916). Interessante título.


Outra nota: o painel - do Congresso Feminista - sobre trabalho, empoderamento e sindicalismo, de ontem, dia 26, no Auditório 2, foi, inesperadamente, pouco concorrido em termos de assistência. É preciso reflectir sobre as razões e as causas que levaram a uma relativamente baixa participação num tema tão absolutamente central para a autonomia das mulheres e da humanidade, para a democracia e para a cidadania.

www.congressofeminista2008.org/

Nota final: feminismo, sim. É urgente. Com homens feministas como o eram, há 100 anos, os anarquistas de Villa Verità, psicanalistas, escritores, sociólogos, pintores e dançarinos.

AFIRMAÇÃO: Eu sou feminista.
PERGUNTA: E tu? E vós?
RESPOSTAS: ................................

(aguardam-se muitas e boas respostas)

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