domingo, agosto 30, 2009

Ted Kennedy

A política está mais pobre. Perdeu-se um democrata norte americano, um histórico de uma família querida pelo americanos, perdeu-se um político carismático, defensor dos ideiais democráticos, dos maiores valores americanos, que generosamente pugnou toda a sua vida pela construção do seu país cada vez mais perto do sonho americano, pelos direitos civis, pela igualdade de oportunidades, por uma melhor educação, por uma sociedade mais justa, na maior economia do mundo.
Podemos até achar que pouco nos influenciou, que a sua partida a nós pouco nos diz, pois apenas dependemos dos números da economia dos EUA na sua conjuntura económica, mas se olharmos para o seu exemplo e para a sua obra podemos aprender a liderar como fez o senador Edward Kennedy. Mais ou menos distantes, os bons exemplos são para serem seguidos e quem ama o verdadeiro sentido democrático e os valores democráticos ocidentais tera sempre de prestar tributo a este homem.

Dos mandatos

As próximas eleições autárquicas serão as últimas para muitos autarcas e presidentes de junta de freguesia, dado que pela nova lei eleitoral não será permitido a realização de mais de 3 mandatos consecutivos por parte do mesmo representante.
A medida é convidativa a uma democraca mais aberta, aceitando novos nomes e novas pessoas que deêm continuidade ao que de melhor tiveram os anteriores projectos e dando espaço à inovação. Através desta medida permite-se uma maior rotatividade representativa nos lugares públicos, evitando assim os vícios que a confusão dos lugares com as pessoas poderão trazer. A Re(s)Publica portuguesa, o Estado de Direito Democrático Português é pertença dos cidadãos que pelo exercício do direito de voto escolhem os seus representantes e não de um ou outro partido e não de algumas pessoas de uma partido.
Melhor seria que se aplicasse a medida de limitação de mandatos a outros cargos publicos como por exemplo aos deputados porque um sistema tem de ser capaz de se autoregenerar de modo a acompanhar as necessidades actuais da sociedade. Para mais, a rotatividade permite à democracia constituir não um sistema fechado sobre os representantes face aos representados mas aberto e de troca de sinergias entre uns e outros. Não há nesta medida nenhum sinal de ingratidão pelos que todos os dias trabalham para construir a democracia portuguesa. Há com certeza uma enorme gratidão pelos que fundaram a criaram a actual democracia portuguesa. O seu conhecimento e experiência têm de ser partilhados, o seu trabalho reconhecido.

segunda-feira, agosto 24, 2009

Coisas que ando a descobrir com o SIMpleX


De Jenny Holzer


Por associação livre de ideias, lembrei-me da seguinte mínima-máxima que passo a citar apesar de não ser apreciadora de máximas e de não conhecer Robert Browning (quem é?). Vi esta mínima algures na blogosfera e por qualquer razão que a minha razão desconhece fixei-a.

Quando a luta de um homem começa dentro de si, esse homem vale qualquer coisa”
Robert Browning

A distância dos media e das mensagens entre a Jenny e o Robert parece-me máxima. Se a mensagem é a massagem, como diz o Luhan . . .

Tentam massajar-nos a torto e a direito. Por vezes o que é mais torto está situado à direita. Escolhemos ser protegidos ou olhar cara-a-cara as nossas lutas interiores e exteriores? That´s the question.

quarta-feira, agosto 19, 2009

Pedido de Desculpas e Explicação

Ultimamente não tenho escrito nada nem aqui nem no Simplex. A vida não está fácil, uma vez que profissionalmente os prazos apertaram e de que maneira.

Para terem uma ideia, a minha vida tem sido um pouco disto:
Mais um pouco disto: E disto:

Misturado com um pouco de Internet Information Server, um pouco (muito) de ReportViewer e testes atrás de testes.

Ao pessoal aqui da Loja,e também ao pessoal do Simplex, com quem me comprometi, o meu pedido de desculpas.

Vou desaparecer durante mais uns tempos. Até já!

P.S. - Desculpem as imagem estarem pequeninas, mas deve dar para perceber a ideia. By the way, a primeira imagem é um exemplo de código Silverlight, a segunda de C# e a terceira de SQL. Embora o código que estou a fazer seja um pouco mais complexo do que o aqui exemplificado...

Kind of Blue


Depois de anteontem se ter celebrado os 40 anos de Woodstock, momento definidor da cultura progressista contemporânea, fez dia 17 de Agosto 50 anos que foi lançado «Kind of Blue», momento que marca a chegada à maturidade do Jazz. Há, como em Woodstock, um claro «antes» e «depois».
Com um alinhamento de luxo, composto por Miles Davis (trompete), Julian "Cannonball" Adderley (Saxofone Alto, excepto em «Blue in Green»), Paul Chambers (baixo), Jimmy Cobb (bateria), John Coltrane (Saxofone Tenor), Bill Evans (piano, excepto em «Freddie Freeloader», que é assumido por Wynton Kelly), Kind of Blue foi gravado em duas sessões nos estúdios da Columbia Records, em Nova Iorque.
A primeira sessão, que acabaria consagrada no lado A, decorreu a 2 de Março, gravando-se «So What», «Freddie Freeloader» e «Blue in Green». Mais de um mês depois, a 22 de Abril, os músicos voltaram a reunir-se e colocaram na fita o lado B, dedicado a «Flamenco Sketches» e «All Blues».
Produzido por Teo Macero, «Kind of Blue» é um produto directo da genialidade de Miles Davis, que compôs os arranjos finais apenas umas escassas horas antes das gravações. Os músicos reunidos tinham pouca ideia acerca do que iam gravar, e quase não houve ensaios. Davis apenas fornecia algumas ideias gerais e umas escalas de orientação. O resto viria da improvisação. Outros tempos, dos quais suspiramos quando confrontados com os confortos definidos da nossa contemporaneidade.
Deixo-vos um pouco dessa magia, com a minha faixa favorita: «Flamenco Sketches».


segunda-feira, agosto 17, 2009

40 anos. Parece que foi ontem.

O Facebook é o Diabo?

Textinho publicado a 14 de Julho no Facebook. Republico hoje no Loja de Ideias. Porque li o artigo de Miguel Sousa Tavares no Expresso de 15 de Agosto sobre o Facebook. Penso que o MST tem razão nalgumas afirmações que faz mas considero o texto demasiado normativo, pouco reflexivo e pouco aberto. Lembrou-me um meu Professor de Físico-Químicas do Liceu Francês que, umas décadas atrás, diabolizava a panela de pressão. O acto de diabolizar remete o objecto diabolizado para um trono inacessível onde fica intocável e imutável, qual deus diabólico, a causar fascínio e adoração.

O simples facto de fazer um quizz em público configura uma relativa descontração perante os factos da vida e prefigura novos modos de estar, novos comportamentos, novas formas de sociabilidades e de socialidades. Fiz alguns quizz um pouco mais ousados por os ter descoberto nas páginas de vário/a/s amigo/a/s. Se num 1º minuto fiquei boquiaberta com a audácia alheia, no imediato 2º minuto tomei essa audácia nas minhas mãos, com muito prazer, e fui fazendo e comentando "n" quizz.

Mais engraçado e mais relevante do que os resultados (tolos, seja qual for o quizz...) de qualquer quizz é o facto de os fazermos em público ...

O Facebook é um palco. A audiência somos nós todos. Um certo grau de exibicionismo é uma característica da nossa sociedade, hoje, aqui, na era pós-televisão. Permitimo-nos/queremos subir ao palco porque temos uma socialização de 50 anos de televisão, onde já vimos muitos anónimos terem os seus 15 mn de fama.

O Facebook é, também e por isso, uma óptima via para a criação de um gigantesco hiper-texto colectivo onde reflectimos, propomos, mobilizamos. Tornamo-nos todos prosumidores. Os poderes instituídos parecem não amar o democrático Facebook: estão atentos e em sobressalto.

O futuro guarda surpresas.

sexta-feira, agosto 14, 2009

Transparência e sereidade em Política

A táctica do refúgio no cabeça-de-lista, que parece estar a fazer escola no PSD, é do mais redutor e medroso que existe em política, pois subverte a natureza dos actos eleitorais em democracia, não permitindo o acesso à informação completa. Procuram enganar os eleitores e proporcionar-lhes apenas espectáculo de luzes e brilho – ou qualquer outra coisa sem consistência -, para que não se saiba nem se veja o que anda por detrás das mascaras que apresentam, sejam elas um Paulo Rangel, um Pedro Santana Lopes ou um 31 qualquer.

Manuela Ferreira Leite tem usado e abusado destes preceitos. Tudo esconde. Imagina que é-lhe suficiente somente aparecer. Não respeita os eleitores. E pior, Santana Lopes parece estar-lhe a seguir os passos, uma vez que ainda esperamos saber alguma coisa sobre as suas listas para Lisboa. Estará a replicar a estratégia da avestruz da sua líder ou somente a esconder dos lisboetas a escolha da equipa que pretende que (des)governe a cidade? Ou esperem, será que o que Santana Lopes quer evitar é (mais) interferências de Manuela Ferreira Leite? É que ao marcar a Comissão Política Distrital para aprovação de listas para domingo à noite, deixa – de facto – muito menos espaço de manobra para a líder do PSD (e para os seus cães-de-fila alfacinhas) meterem a colher na sopa. Será MFL a «razão burocrática» que se referia Carlos Carreiras, Presidente da Distrital laranja de Lisboa? A ser é um sério upgrade para a senhora, porque abandonaram as acusações de ditadora e autoritária (para não lhe chamar «fascista», como dizia o outro).

[texto completo na Sábado]

quarta-feira, agosto 12, 2009

Entretanto em Lisboa

Burocracia impede PSD de aprovar listas para Lisboa!
Está explicado! Ninguém conhece a lista de candidatos autárquicos da coligação liderada por Pedro Santana Lopes porque não há lista!
A distrital do PSD Lisboa reuniu ontem para aprovar as listas, mas não conseguiu aprovar as listas para a cidade de Lisboa. Diz o presidente da distrital que existem “pormenores” para serem resolvidos. Nada de muito grave. Apenas “questões burocráticas”. Tensões? Não! Bem, mais ou menos. Segundo Carlos Carreiras as "tensões" dentro do partido a propósito da formação das listas é "normal", mas "não foi esse o motivo pelo qual as listas ainda não foram todas hoje apresentadas". Seja lá qual for o motivo, o líder da distrital do PSD de Lisboa garante que “durante a próxima semana todas as questões estarão resolvidas!
Ainda bem que o líder da distrital do PSD Lisboa assegura que “durante a próxima semana” os problemas estarão resolvidos! É que, para os mais desatentos, o prazo para entrega de listas termina na 3.ª feira da próxima semana!


Graça Fonseca, no Unir Lisboa.

O Rei dos Tontos

Não havia o Rei dos Tontos de aprovar a ilegalidade da Brigada Marialva…

A falência do discurso da direita.

A ilegalidade marialvista recentemente cometida – e assumida – pelo 31 da Armada demonstra de forma exemplar a falência do discurso político da direita em Portugal.
De facto, já nos tínhamos apercebido da falência do Jamais, projecto que nunca conseguiu arrancar e que se colou demasiado à partidarite ferreirista; e da falta de coerência no discurso de exigência que por vezes pinta as intervenções de MFL (apresentar uma lista com arguidos é mesmo demais). Também já tínhamos visto que parte da estratégia de combate político da direita passa por uma fuga ao debate e por uma evasão constante à apresentação de propostas concretas e de programas de governação.
Já tínhamos percebido que o momento criado por Paulo Rangel nas eleições europeias tinha-se esfumado; que parte do grupo activo que animou o Papa Mayzena fora limpo do Jamais; e que o PSD – e a direita – estava a perder em toda a linha do combate político. Assim, e perante este cenário, havia que desviar as atenções, procurar quebrar o momento que o PS atravessa e criar novo foco de ruído. E o que foi inventado? Uma entrevista marcante com MFL? Não. A apresentação do programa do PSD? Não. O afastamento das listas de António Preto e de Helena Lopes da Costa? Também não. O melhor que se arranjou para desviar as atenções da formação das listas do PSD, da falta de programa da Manuela Ferreira Leite, foi uma ilegalidadezita marialva.
Assim, depois de a direita ter desistido do debate político, e mesmo blogosférico, assistimos agora – e com algum desplante – ao patrocino pelo desrespeito pelos símbolos das instituições da República, à pratica de roubo, e à glorificação da tontaria como elemento central do discurso e do combate político. Bem sei que tudo vale para captar a atenção da comunicação social; bem sei que há partidos que julgam que a política se faz ocupando tempos de telejornais, dando entrevistas ou procurando a graça fácil. Mas, sinceramente, muito mais era de esperar duma área política que quer governar o país, e de um conjunto de rapazes que – por vezes – se querem passar por gente séria.
«São tontos», podem alguns dizer, numa linguagem desculpabilizadora. Então que como tontos sejam tratados. E deixem as coisas sérias para quem acha que o País merece respeito. (e inclusive que deixam a direita séria não ser confundida com um bando de bombos encapuzados.

[via SIMpleX]

domingo, agosto 09, 2009

Raul Solnado (1929-2009)

(E façam-lhe o favor de ser felizes)

O Novo Pai Nosso (o Benfiquista)

Equipa nossa que estás no estádio
Glorificado é o Vosso nome
Venha a nós a vossa Liga
Seja ganho o vosso Campeonato
Assim no Dragão como em Alvalade


Os três pontos de cada jornada nos dai hoje
Perdoai-nos, Sócios, as bolas nos postes
Assim como nós perdoamos os vossos apupos
Não nos deixeis cair na classificação
E livrai-nos dos árbitros

"Sou eu o número UM!"


Depois de ter vestido a pele de herói mais uma vez, e ter defendido quatro penalties, Quim virou-se para trás, levou o dedo à boca (como que a mandar calar as críticas) e disse um bem expressivo "SOU EU O NÚMERO UM!"

sexta-feira, agosto 07, 2009

BlogConf com Francisco Louçã

Estive, em representação do Loja de Ideias, na BlogConf organizada pelo Bloco de Esquerda, em que 10 blogs confrontaram Francisco Louçã com uma série de questões.
O formato melhorou em relação à BlogConf de José Sócrates - eram menos blogs, o diálogo foi permitido (eram dados 10 m a cada bloger) e houve transmissão em directo. Melhorou mas ainda demonstrou alguns problemas, nomeadamente do ponto de vista técnico, do espaço e do conceito. As questões técnicas prenderam-se com a falta de acesso à net que alguns bloggers tiveram. Isso impossibilitou alguns bloggers de estarem a blogarem e a twittarem uma boa parte do tempo, mas não foi grave. Pior foi a selecção do espaço, sem condições para acolher tal evento. Na parte final da sessão, quando foi necessário acender os holofotes para a transmissão online, a temperatura da sala deve ter atingido os 40 graus, ou quase. Foi, de facto, muito desconfortável, mas não grave, a situação. Por fim o conceito. Como desta vez fui o último a colocar questões deparei-me com a situação de muito do que queria perguntar já ter sido abordado, de uma maneira ou de outra. Isto porque o formato, apesar de permitir o dialogo com Francisco Louçã, não permitia a interrupção por outros. Talvez, da próxima vez, pudesse ser tentada uma dinâmica de temas.
Em suma, e porque o conceito e o modelo foi apurado desde a sessão com José Sócrates, esta foi uma melhor BlogConf que a do Primeiro-Ministro. Da parte que me toca, falei de Casamento entre pessoas do mesmo género, dos processos internos do BE e de Economia. Deixo a minha intervenção (em duas partes)

Parte 1



Parte 2

terça-feira, agosto 04, 2009

BlogConf com Francisco Louçã











Da separação de poderes - um pequeno contraditório

(Texto originalmente escrito aqui, no Simplex - aproveitem para ver a caixa de comentários que o debate continuou por lá)

Aproveito o momento, agora que Isaltino de Morais foi considerado culpado por vários crimes numa pena de sete anos de cúmulo jurídico (*), para fazer um pequeno contraditório em relação a este texto - Da Separação de Poderes - da autoria da Sofia.

Também eu, como ela, subscrevo o princípio de que alguém condenado deva ser considerado inelegível para cargos para qualquer cargo público democraticamente eleito, ou via nomeação.

No entanto, não subscrevo que quem esteja constituído como arguido ou mesmo em processo de julgamento esteja na mesma situação. Pelo simples facto de que existe algo chamado presunção de inocência. Quando uma pessoa é considerada inocente até prova em contrário, que também tenho como princípio, tem de poder manter os seus direitos completamente inalterados. Isto inclui o de se candidatar a cargos públicos.

De resto, subscrevo também a opinião da Sofia em relação à falta de coragem de todos os partidos com acento parlamentar nesta matéria.

(*) E só agora estou a escrever sobre isto pois milito e voto no Concelho de Oeiras, e não queria escrever sobre isto antes da sentença ser lida, para não ser mal entendido.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Admitir a verdade?

(colocado originalmente aqui, no Simplex)

Um dos pontos mais importantes e que nem sempre é referido com a dimensão que merece é a questão da quantidade e da qualidade legislativa.Considero que é essencial legislar menos, legislar de forma criteriosa e de forma precisa
Manuela Ferreira Leite, 29 de Julho de 2009

"Nunca me recordo de tantos diplomas. Eu penso que quase enchem um bom jipe"
Presidente da República, 2 de Agosto de 2009

(Retirado daqui)

Há duas hipóteses para esta convergência de opiniões:
  1. Ambos estão sintonizados naquilo que, neste caso, consideram um problema;
  2. Um/a lidera e define a estratégia e outro/a executa-a;

Quem quiser pode escolher a sua opção...

Perguntinha Indiscreta

Os vereadores do PS já se demitiram após o Presidente da Câmara Municipal de Oeiras ter sido considerado culpado dos crimes em questão?

Isaltino - 7 anos com cúmulo Jurídico

"O Tribunal decretou por cúmulo jurídico uma pena única de sete anos de prisão, com pena acessória de perda de mandato, para Isaltino Morais. O Tribunal considera justa e adequada pena de de 3 anos e 7 meses para o crime de corrupção passiva. Mais 15 meses pelo crime de abuso de poder. Dois anos de prisão pela fraude fiscal e pena de quatro anos de prisão pelo branqueamento."

Oeiras, uma autarquia cada vez mais em aberto para o próximo dia 11 de Outubro.

De promessa adiada a vereador (ou não)

Saiu hoje na imprensa que Candido Barbosa, ciclista português profissional, é candidato a vereador da Câmara de Paredes, pelas listas do PSD, em lugar elegível. Aquele em que foram depositadas grandiosas esperanças para a regeneração do ciclismo português e que nunca passou de uma promessa sempre adiada, embora com inegável apoio popular, passa agora para a política, num momento em que a sua carreira no ciclismo está a terminar.

Tendo o lugar garantido, segundo tudo indica, esperemos agora pela acção concreta. Se for como no ciclismo, terá sempre forte apoio popular, mas com resultados marginais, no que toca a corridas longas...

domingo, agosto 02, 2009

Venham mais Cinco!



Porque Zeca nunca é demais. E porque "Venham mais Cinco" esteve para ser a Canção do 25 de Abril, antes da escolha ter recaído na morena "Grândola". Disse-me um Militar de Abril mas creio não ser segredo. E porque hoje o Zeca faria 80 anos.

Zeca Afonso

Faria hoje 80 anos se fosse vivo. Aqui fica uma pequena homenagem.

IGUALDADE DE GÉNERO. Os discursos da testosterona?



Cito o programa do XVII Governo Constitucional para 2005 – 2009:

Reforço da participação política das mulheres em todas as esferas de decisão, cumprindo o artigo 109º da Constituição e estendendo o seu entendimento à economia e à inovação.

E chamo a atenção para a forma como as mulheres políticas continuam a ser tratadas nos discursos mediáticos, nos discursos quotidianos e, last but not least, nos discursos de reflexão e análise política. [...] São disso exemplo os ataques a Joana Amaral Dias (em quem eu nunca votei) e a Manuela Ferreira Leite (em quem eu nunca votei) que deixam passar, ora subrepticiamente ora explicitamente, apreciações extra-políticas, localizadas num factor, a idade. Relativamente à primeira por ser uma jovem, à segunda por não ser uma jovem.

Parece que o “reforço da participação política das mulheres em todas as esferas de decisão" tem causado muitos engulhos aos “homens em todas as esferas de decisão”. Não podendo impedir a entrada nas arenas políticas e de poder, a reacção a estas protagonistas situa-se, ao nível do discurso, em qualificativos referidos ao corpo e ao suposto sex-appeal (ou à sua suposta ausência) das mulheres-na-política - sexy e velha – a partir dos quais são simbolicamente anuladas as competências que deveriam ser objecto de análise, as competências políticas.

Dir-se-ia que o factor tempo incide fortemente nos corpos femininos das mulheres políticas, incapacitando-as para o exercício do poder político quer por serem jovens (demais?) quer por terem idade (a mais?). No entanto, o tempo parece não se constituir como um factor que, incidindo nos corpos masculinos, os incapacita para o exercício do poder político. Muito pelo contrário, um jovem político “tem garra”, um político menos jovem tem “sabedoria e experiência”. O tempo de duração na vida política é outro factor a pesar na longevidade da permanência no campo político, se de uma mulher se tratar. De Helena Roseta disse-se - aquando do pacto com António Costa - estar gasta (na política? na vida? ou na política porque na vida?).

Falo de discursos e de rastos e restos de violência simbólica neles contida. Das práticas direi de minha justiça num futuro post. Como não acredito na imutabilidade dos comportamentos humanos - imutabilidade baseada em correntes de pensamento vindas da sociobiologia - quero crer que estes "discursos da testosterona" o não são. Serão, sim, produtos de "habitus" (Bourdieu) incorporados por processos de socialização que se reproduzem de geração em geração.


Nota
Post (da minha autoria) publicado no dia 1 de Agosto de 2009 no blog SIMpleX

Algumas contas antes de alguns refrescos

A recente sondagem da Marktest (com dados recolhidos telefonicamente entre 23 e 26 de Julho, e com um universo de 811 respostas válidas - dados daqui) apresentou os seguintes resultados:

PS: 35,5%
PSD: 34,2%
BE: 14,3%
CDU: 7,4%
CDS-PP: 4,4%
OBN: 4,2%

Algumas observações:

1. Tudo está em disputa. Nem PS nem PSD conseguem se destacar um do outro.
2. BE destaca-se como terceiro partido no plano parlamentar português.
3. Os cenários pós-eleitorais resumem-se a três:
3.1. Governo minoritário monopartidário (PS ou PSD)
3.2. Bloco Central (PS + PSD = 70%)
3.3. Coligação maioritária à esquerda PS - BE (PS + BE = 50%)
4. Está afastada a hipótese de um governo de coligação maioritário à direita.

Claro que as sondagens valem o que valem. Eu estou inclusive convencido que a velha táctica utilizada por militantes ou simpatizantes do PC em não responderem a sondagens (ou responderem que votam noutros partidos) se alargou ao CDS. É este, aliás, o combate político de ambos: vencerem as sondagens.
Sobre o BE, parece genuíno confirmar a dinâmica de crescimento que já patentearam nas últimas eleições europeias (e que levaram o Rui Tavares ao PE). Mas, recordemo-nos, também nessas eleições o BE aparecia nas sondagens com estes scores, baixando depois para os 10%.
PS e PSD deixam tudo em aberto para a rentree. Resta saber que efeito o verão terá (será uma silly season convencional ou um verão quente?) e ver quem se apresentará em melhor forma.
Por outro lado, julgo claro que está afastada a hipótese de uma coligação à direita, enquanto que outra se apresenta como uma interessante alternativa (PS + BE). Com estes cenários, não acredito que a política vá a banhos, nesta época balnear.
[via SIMpleX]

Mission accomplished

A Joana Amaral Dias já conseguiu os seus propósitos: que se voltasse a falar dela.
(via SIMpleX)

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