quinta-feira, maio 08, 2008

No matter how you do the math, I'm still ahead


Não sei quem é o Todd (trabalha na MSNBC), mas a confirmarem-se os números que apresenta parece-me que chegámos ao fim do caminho. Se for o caso, parabéns ao Senador.

Devo no entanto realçar o seguinte: ainda faltam muitos superdelegados declarar apoio e as projecções para Novembro apresentam MaaCain cada vez mais competitivo, nomeadamente contra Obama (que não é competitivo em demasiados swing states), ao contrário de Hillary. Esta é uma questão (quem está melhor colocado - Estado a Estado, para bater MacCain no Outono) que estará a pesar na decisão de muitos seperdelegados e que, em minha opinião, ainda terá algum peso nas próximas semanas (sim, que Hillary não vai desistir…).

Independentemente desta situação, Obama, para um total esclarecimento, deveria retirar o veto que colocou sobre a reeleição de delegados no Michigan e na Florida. Como alguém dizia, numa destas maratonas eleitorais, os EUA têm 50 Estados, e não 48.

3 comentários:

Rui Pedro Nascimento disse...

Zé,

Obama ganhou a nomeação. Nenhum Superdelegado, daqui para a frente irá contribuir para que ele perca.

Hillary, ao ir até à última eleição, está a ajudar o Partido Democrata (nós competimos em todos os Estados e o Partido Republicano parou em Março).

As questões agora são outras, e não o nomeado Democrata a Candidato.

com senso disse...

De facto, vai-se tornando cada vez mais provável a nomeação de Obama.

Depois de se ter desperdiçado Al Gore e ter-se levado para a Casa Branca um individuo como Bush, desta vez os americanos, parecem estar a desperdiçar novamente alguém com mais conteúdo, capcidade e experiência, em favor de um jovem ainda não suficientemente amadurecido e preparado para o cargo.

O pior disto tudo é que os Estados Unidos, não são São Marino e o que lá se passa vai ter consequências para todo o resto do Mundo.

O Sr. George Soros, um dos seus principais apoiantes, deve estar felicíssimo.

Vera Santana disse...

N�o me tenho pronunciado sobre as elei�s americanas porque as n�o tenho acompanhado com aten�o suficiente. Sobretudo o Obama pouco conhe�o.

De qualquer modo, Hillary Clinton teve o m�rito de se preocupar com o sistema de sa�de e seguran�a social, aquando do mandato de Bill Clinton. E � uma pessoa com muita coragem, daquelas que renascem sempre das suas pr�prias cinzas. Nada a destruiu. Falo de "gossips" que, mediatizados no mundo inteiro, procuram matar politicamente figuras com poder. Sendo mulheres e fortes acabam por ser apelidadas de "meras ambiciosas", caracter�stica jamais vista como negativa quando se trata de um homem com poder.

Pela for�a que Hillary demonstrou, ao longo de tantos anos, em ultrapassar quem a queria assassinar simbolicamente e pelas propostas que fez em �reas sociais, num pa�s como os U.S.A., tenho pena que Hillary n�o chegue at� ao lugar que merecia.

Mais: gostaria que a imprensa lhe chamasse Hillary ou Hillary Clinton e n�o Clinton. Designando-a pelo apelido, a imprensa e todos os media - incluindo este blog, onde colaboro - est�o a procurar identificar a sua pessoa com a pessoa do Bill Clinton, menorizando a individualidade que Hillary indiscutivelmente tem (ela n�o � a sombra do Bill!) e a masculinizar uma mulher. Os homens podem ser Mr. Simpson ou Mr. Anything ou Clinton ou Bush ou mesmo S� Carneiro ou Sarkozy; as mulheres s�o S�gol�ne, Michelle Bachelet, Angela Merkell, Helena Roseta, Manuela Ferreira Leite.

N�o masculizem o que � feminino! N�s, mulheres, gostamos de manter o nosso nome - que evidencia a nossa feminilidade - e o nosso apelido! Queremos ter poder e feminilidade.

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