domingo, fevereiro 07, 2010

Sessão de Apresentação Pública Rainbow Rose Portugal

A Associação Rainbow Rose Portugal convida para a sua sessão de apresentação pública que decorre no dia 8 Fevereiro, pelas 19.00, no Chapitô, na Costa do Castelo, em Lisboa. A sessão contará com a participação dos seguintes oradores:

  • Anna Paola Concia, Deputada do Partido Democrático Italiano;
  • Michael Liebflinger, membro do Soho (Áustria) e do Comité Executivo da Rainbow Rose;
  • Ana Catarina Mendes, deputada do grupo parlamentar do Partido Socialista;
  • Gonçalo Clemente Silva, Rainbow Rose Portugal.

A Rainbow Rose Portugal
A Rainbow Rose Portugal inscreve-se nos princípios e no espaço político do socialismo democrático e partilha de uma visão progressista do Mundo e da sociedade. Defende uma sociedade aberta, livre e inclusiva, onde seja atingida e praticada a igualdade plena entre as mulheres e os homens que a constituem.

Neste sentido, é objectivo da Rainbow Rose Portugal servir de catalisador para o desenvolvimento de abordagens políticas e sociais mais coerentes e assentes nos direitos da igualdade e da não discriminação e combater todas as formas de discriminação, especialmente as consagradas nos artigos 10º e 19º do Tratado de Lisboa: sexo, “raça” ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade, e orientação sexual, bem como identidade de género.

O 4º poder.

Desde as eleições legislativas do passado de dia 27 de Setembro, que se assiste neste país ao maior ataque alguma vez visto em democracia aos emanados desse acto. Muita gente não aceitou e ainda hoje continua sem aceitar os resultados dessa eleição. Já na noite eleitoral em questão começámos a ouvir que o PS tinha sido o grande derrotado. Como se o partido que é o mais votado e que voltará a constituir governo possa, em alguma análise, ser o grande derrotado da noite.

Se bem se lembram, nessa noite, houve quem sofresse da síndrome PCP: transformar as derrotas em vitórias. O PCP (na sua vertente coligação denominada de CDU) aproveitando o facto de ter tido mais um deputado que na anterior legislatura, e desleixando tudo o resto. O PSD, porque o PS perdeu a maioria absoluta.

Como vencedores dessa noite emergiram, na realidade, dois partidos: CDS-PP e BE. Estes, sim, venceram em toda a linha. Aumentaram a sua votação, o número de deputados, cumpriram os objectivos a que se propuseram e subiram na “classificação eleitoral”, se bem que no final da noite o BE tenha ficado com o amargo de boca de ter ficado aquém das expectativas.
Num sentimento misto, o PS: Ganhava a eleição, iria constituir governo, mas perdera de forma retumbante a maioria absoluta.

No entanto, os maiores derrotados foram todos os comentadores que pululam pela nossa imprensa, e os meios de comunicação que já desde o meio do mandato anterior demonstram claramente que terem uma agenda política passa pelo derrube do governo (não é por acaso que há quem comente que se quer ganhar a vida a fazer comentários tem de dizer mal do governo).
Ora, após os resultados o que vimos neste cantinho à beira mar plantado? Passámos um primeiro período a ouvir comentadores políticos a explicar-nos como o PS tinha sido o único e grande derrotado dessas eleições. Notícias que levantam suspeitas sobre o governo mas que pouco ou nada concretizam. Teorias da conspiração sobre a fortíssima ofensiva anti-democrática promovida por membros do governo e um escalar do ruído oposicionista baseado na difamação e no levantamento de suspeitas sem nada para consubstanciar. Chegamos assim ao fim dos primeiros cem dias de governo e, no meio disto tudo, um grande punhado de nada do lado da oposição baseado em muito barulho e pouca acção, e um clima que conduz a descredibilização de Portugal em todos os quadrantes políticos e económicos internacionais.

Neste momento, assiste-se em Portugal a uma ofensiva que já não olha a nada para derrubar o governo eleito à menos de cinco meses. Olhamos para as notícias que saem, e facilmente constatamos que os ataques mais ferozes que assistimos, a um governo, estão em marcha. Ao pé disto, o Jornal das Sextas da TVI, quando era efectuado pela ex-deputada do CDS/PP, é uma brincadeira de crianças. Tudo serve para minar a confiança nas instituições públicas. É curioso ver os comentadores políticos atacarem a ineficácia das nossas instituições e propagarem para quem os quiser ouvir/ler (ou para quem lhes pagar os comentários) que muitas das funções do estado deveriam ser entregues aos privados, e posteriormente ouvi-los/lê-los a tecerem considerações sobre a falta de confiança do povo português nas instituições políticas.

Perante o estatuto sagrado de jornalistas e comentadores, personagens mais ou menos obscuras que ninguém ou pouca gente conhece, e que certamente ninguém elege, podem dizer o que quiserem, atacando e maldizendo quem quiserem, dando estampa a conversas privadas em que, como se sabe, se tem menos cuidado com as palavras do que quando se está a falar em público, e quando se tecem considerações sobre essas personagens obscuras que ninguém ou pouca gente conhece, e que certamente ninguém elege, é um atentado à liberdade.

Algo está errado neste país. O povo falou à menos de cinco meses e por duas vezes em menos de um mês, deu duas vitórias (uma agridoce) ao PS. Estes senhores, que têm um meio privilegiado de comunicação, fazem e dizem o que bem querem e lhes apetece, ao arrepio da vontade expressa do povo.

P.S. – Prefiro, sobre este aspecto, a ideia americana de imprensa. É pública a tendência editorial dos órgãos de comunicação social. Não vivem na hipocrisia da isenção que não existe em nenhum órgão de comunicação social portuguesa.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Mário Crespo

Mário Crespo denunciou ontem uma alegada conversa entre o Primeiro-Ministro José Sócrates, o Ministro Pedro Silva Pereira, o Ministro Jorge Lacão e um Executivo de televisão passada ao almoço no passado dia 26 em que os governantes terão tecido comentários pouco ou nada abonatórios sobre a sua pessoa, e onde teriam chegado a falar de como seria possível afastá-lo do ar. A ser verdade, e não estou com isto a dizer que é ou que não é, a situação é de uma gravidade extrema: temos um governo a discutir como silenciar uma voz incómoda. Uma situação que não se deseja nem para a Venezuela ou China, muito menos se deseja para Portugal.

Mário Crespo é um jornalista de causas, uma espécie que não tem grande escola em Portugal. Como qualquer jornalista de causas, pode ser extraordinariamente incómodo para o poder instituído, ou extremamente benéfico para o mesmo, conforme esteja contra ou a favor desse mesmo poder. Mário Crespo nunca escondeu a sua opinião em relação a este governo, ou ao anterior. Não deixou, contudo, de ser dos jornalistas mais isentos aquando da divulgação de notícias ou mesmo quando fazia entrevistas. Mas mantinha, como era sabido, uma coluna de opinião no JN, onde criticava o governo livremente. Mas essa é a essência de uma coluna de opinião. Por isso, não estranho, até porque acompanhava com alguma regularidade essa coluna, que o artigo de opinião agora censurado tenha aparecido no Instituto Sá Carneiro.

Nesta história toda, quem quer acreditar em Mário Crespo, acredita. Quem não quer, não acredita. O que eu não percebo é que o homem que é tão frontal e corajoso na denúncia deste caso, nomeando os governantes envolvidos, não consiga nomear o executivo da televisão.

Mas quero acreditar que só não o fez porque a sua fonte não lhe soube dizer quem era!

Lá por fora

Hey,

Começa assim a página desta menina/senhora que vai disputar o assento em East Worthing and Shoreham, local tradicionalmente ganho pelo Partido Conservador (na Inglaterra). A renovação passa pelo Labour Party, embora a tarefa se revele extremamente complicada.

(Um agradecimento ao Carlos Castro pela chamada de atenção para esta candidata)

terça-feira, janeiro 26, 2010

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Afinal sou só eu!

Estava a ouvir o teaser da SIC Notícias das Contas da Função Pública. Para quem não sabe o que é isso, Bagão Félix fez as contas ao número de portugueses que depende directamente ou indirectamente do dinheiro do estado. Pelo teaser, descobri que devo ser provavelmente a única pessoa a não depender do estado. Assim sendo, e uma vez eu eu apoio o estado social, essa discussão pode terminar agora: Eu não me importo de financiá-lo!

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Paradigma Económico

(Clique na imagem para a aumentar)

Haiti Tragety- An appeal from PES President Poul Nyrup Rasmussen

It is with deepest regret that I have seen the news of the Haiti quake unfold.

The poorest country in Latin America is facing yet another human tragedy with an earthquake leaving thousands dead in the impoverished nation. The PES expresses its full solidarity and empathy with the people of Haiti.

The devastation caused by this major quake has found national rescue operations overwhelmed in managing the consequences of this disaster. Tens of thousands could be dead with up to three million people affected by this shocking event. Buildings and infrastructure have suffered extensive damage. Basic services including water and electricity have been suspended or are only available in short supply. Normal communications have been cut off and transportation is rendered extremely precarious.

The humanitarian catastrophe has triggered prompt reactions from the international community. Haiti is in desperate need of reconnaissance and rescue teams, tents, water purification units and food. There is no time to waste for response. We must show our full solidarity to the Haitian people. This is why the PES supports the Solidarity fund set up by the European NGO Solidar. The PES calls on those willing to help Haiti with a contribution to take part in Solidar’s effort.

In order to respond to this horrifying tragedy, Solidar has launched a relief initiative with a Haiti emergency fund. I invite you to take part in this effort if you can. To help Haiti with a contribution in this moment of desperate need please see http://www.pes.org/en/news/pes-horrified-haiti-tragedy-solidarity-haiti for information on how to donate.

I thank you in advance for giving this letter the attention it deserves because your solidarity counts!

Poul Nyrup Rasmussen

President
Party of European Socialists

quarta-feira, janeiro 13, 2010

A estrada

O mundo esta a acabar... A Humanidade a desvanecer. As falências Humanas a serem colocadas a Nu...

Um Homem... O seu filho... A única razão que o mantém são... que lhe dá forças para não desistir...

Excelente fotografia, Boas interpretações, e uma adaptação ao romance de Cormac McCarthy, The Road, muito interessante...

Bom filme. Faz-nos reflectir sobre... Nós... Sobre as atitudes que temos... Gostei... E recomendo.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

CONFERÊNCIA «OS CENTROS REPUBLICANOS»


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Ps ouve o Presidente da República

Ainda recentemente o Presidente da República pediu quer ao Governo quer à oposição que chegassem a entendimentos para resolver os vários problemas do país.

O Governo já começou a demonstrar ter entendido a mensagem do Presidente e chegou a acordo com uma das maiores forças da oposição - os professores!

Parece que, após este primeiro entendimento com um forte grupo da oposição, o Governo já se prepara para iniciar negociações com outros fortes opositores - os Gato Fedorento!

quinta-feira, janeiro 07, 2010

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Velhas exigências

Como hábito, deixo-vos o meu artigo de ontem no Diário Económico. Chama-se «Velhas exigências».

Velhas exigências

Este será um ano exigente para o país. Em primeiro lugar será exigente com o Governo porque se espera que este consiga governar com sensibilidade política e com sentido estratégico mesmo sabendo que se encontra numa incómoda situação de minoria parlamentar.

Terá de saber procurar as alianças que melhor possibilitem a execução do seu programa eleitoral, definindo no caminho uma nova cultura de governação em minoria. Depois será exigente com as oposições - à esquerda e à direita -; que têm de deixar de apenas procurar capitalizar para proveito próprio a corrente situação política e contribuir para a tal nova cultura de governação com propostas e soluções concretas para os problemas do país.

Será também um ano exigente com o Presidente da República, que terá de saber conviver com uma situação de instabilidade parlamentar rara na vida política portuguesa dos últimos 20 anos e manter uma posição de equidistância real entre as forças políticas; isto enquanto se preparam os cenários da próxima campanha presidencial. E também teremos de ser exigentes com o sistema político, que terá de fornecer as respostas necessárias que devolvam aos portugueses a confiança nas suas instituições, em especial na área da justiça e no sistema partidário.

Mas não será apenas um ano de exigências para a sociedade política, não. Será também um ano exigente com a sociedade empresarial - que tem de começar a ser parte das soluções do país e não dos seus problemas -, que terá de ser mais empreendedora, correr mais riscos e libertar-se do comodismo estatal para se poder tornar num dos elementos da recuperação económica de que necessitamos. E exigir mais aos nossos empresários implica também requerer mais de quem para eles trabalha, pedindo-lhes mais produtividade, mais qualificações e mais valor acrescentado.

Será ainda um ano exigente para a sociedade civil, que já tem os meios e a educação para não se colocar à margem dos problemas, e ser consistentemente mais interventiva e actuante - fora da esfera partidária - para que obrigue o sistema político e partidário a dar respostas mais objectivas e exequíveis. E por fim, será um ano exigente para a selecção nacional, que terá a responsabilidade de cuidar do bem-estar da alma lusitana durante os meses do inicio do Verão.

Serei exigente nestas exigências? Não creio. Portugal tem condições para responder positivamente a todas estas demandas. Tem gente, políticos, empresários e trabalhadores de brio e valor. Tem ferramentas e políticas. E julgo que não exageraremos nas exigências se soubermos que as podemos concretizar, mesmo se pedirmos o caneco da África do Sul...

domingo, janeiro 03, 2010

Eros e Tanatos




Pergunta-me uma pessoa amiga: Qual foi a melhor coisa que te aconteceu em 2009?










Respondo:

Encontrar gente linda. Reencontrar gente linda.

E aprender o perdão; não sou crente, pelo que se tratou de uma aprendizagem muito peculiar: primeiro aprendi a perdoar; depois (note-se!) a pedir perdão. Sem sentir necessidade de exprimir o perdão a ninguém/alguém/alguéns. Foi um percurso interior e solitário que me permitiu alguma paz. Perdoar para esquecer. Não se trata de uma via altruísta mas sim de crescimento interior. Para fechar capítulos e poder abrir capítulos. É Eros a ganhar a Tanatos, sempre.


sexta-feira, janeiro 01, 2010

Robert Miles - Children (ou os meus desejos de um excelente 2010)

Esta foi a minha última música da festa de fim de ano (a festa continuou, claro). Deixo-vos aqui a mesma, reforçando os desejos de um excelente 2010 porque é do passado e da sua memória que se constrói o melhor dos futuros! Um grande bem-haja para todos e um excelente 2010!

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