3 dias sem net... Que massacre...
Agora, caiu a Câmara Municipal de Lisboa. Que boa nova. (que me deixa muito preocupado)
And the dreamers? Ah, the dreamers! They were and they are the true realists, we owe them the best ideas and the foundations of modern Europe(...). The first President of that Commission, Walter Hallstein, a German, said: "The abolition of the nation is the European idea!" - a phrase that dare today's President of the Commission, nor the current German Chancellor would speak out. And yet: this is the truth. Ulrike Guérot & Robert Menasse
quarta-feira, maio 09, 2007
terça-feira, maio 08, 2007
segunda-feira, maio 07, 2007
Buraco Sem Fim
Parece não ter fundo o buraco da dívida da Câmara Municipal de Lisboa. Nunca é demais lembrar que esta é a equipa escolhida por Marques Mendes.
Fim de semana
Hoje estou de luto.
Bem sei a democracia tem destas coisas, temos de aceitar a derrota.
Mas porra, doi sempre.
Bem sei a democracia tem destas coisas, temos de aceitar a derrota.
Mas porra, doi sempre.
Lisboa

Artigo de opinião de José Pacheco Pereira, publicado no Público de 5 de Maio de 2007.
Por detrás de Carmona Rodrigues, ao lado, em cima, a aplaudir às claras, a conspirar às escuras, a conspirar às claras, a mover-se quer como um polvo, quer como aqueles pombos que vinham nos livros antigos de zoologia, um a que tinham tirado o cérebro e ficava firme e hirto, outro a quem tinham tirado o cerebelo e ficava ali pousado na sua própria gravidade, está uma entidade pouco visível em todo este processo. Na sua declaração, Carmona Rodrigues referiu-se-lhe de passagem sem a nomear. Esta terceira entidade na crise lisboeta, não sendo decisiva em nada de importante como seja ganhar eleições, é fundamental nas peripécias. Ora peripécias é o nome do processo de Lisboa a partir de agora. Esta entidade é o aparelho político do PSD em Lisboa, a distrital de Lisboa.
Duas prevenções são necessárias. Uma é que a distrital de que falo está muito para além da sua actual presidente, e pouco tem a ver com ela, já lá estava antes, estará lá depois. Os presidentes passam, mas os mesmos homens e mulheres lá ficam agarrados aos seus pequenos e pequeníssimos poderes, nas secções, uns na oposição, outros controlando secções onde funcionam como caciques há longos anos. Todos têm um longo historial de conflitos, agudíssimos pela proximidade, uns contra os outros, aliando-se e zangando-se conforme as conveniências, arregimentando-se atrás da "situação" (a distrital e o seu presidente, ou os autarcas em funções), ou combatendo-a sem descanso. São várias centenas de pessoas, do PSD, da JSD e dos TSD, que "militam" no preciso termo da palavra, mantêm as estruturas a funcionar, reúnem-se, discutem, organizam umas sessões, mas, acima de tudo, prosseguem uma actividade de marcação de território, de conquista ou minagem.
A segunda prevenção é que tudo o que eu digo sobre a distrital de Lisboa é aplicável ipsis verbis à estrutura idêntica do PS na capital. Os dois partidos funcionam da mesma maneira e têm um "pessoal" político que parece tirado a papel químico. E a questão está muito para além de ser do PSD ou do PS. Tem a ver com a degradação acentuada dos aparelhos partidários em Portugal. Revelam-se na sua actuação não só velhas tendências diagnosticadas há muito na "oligarquização" dos partidos, mas também as fragilidades do tecido político nacional e a crise dos partidos dentro da crise mais geral das mediações nas sociedades que caminham da democracia para a demagogia.
Eu conheço bem esta realidade porque fui presidente da distrital de Lisboa, onde ganhei duas eleições (uma das quais as primeiras directas no PSD) e perdi vergonhosamente uma. Foi a minha experiência política mais desastrosa, mais desgastante, menos rewarding, mas foi aquela em que aprendi mais e, num certo sentido, uma das mais interessantes para perceber muita coisa que se passa no PSD, e o próprio PSD e o PS. Prometo a mim próprio há muitos anos escrever uma memória destes tempos, mas talvez ainda seja cedo ou tarde de mais, até porque os nomes circulantes continuam por aí, e continuarão até morrer porque esse é o seu modo de vida. Já estiveram comigo, com os meus opositores, com os opositores dos meus opositores, com os amigos e com os inimigos, mas estão lá, que é o que interessa.
Muitos deles são instrumentais na crise de Lisboa, uns a favor de Carmona, outros de Marques Mendes, outros virulentamente contra os dois, ou só contra um deles. Farão tudo para se defender e aos seus lugares, e farão tudo para varrer os outros dos lugares. É a lei da selva mais dura que para aí anda, com um grau de produção de "inimigos íntimos" sem dimensão fora da política, mas "eles" são a distrital de Lisboa e não há outra. Tiro já da equação factores que têm hoje um pequeno papel em todo este processo. Um é a componente ideológica e partidária, a adesão a um corpo de ideias e políticas, uma obrigação de intervenção cívica, que nos primeiros anos do PSD era um motivador das suas "bases" e que agora é apenas uma sobrevivência inútil.
As listas nas secções e na JSD não têm qualquer lastro ideológico e político e são quase inteiramente "posicionais": contra este ou aquele, de "oposição ao líder", ou ao seu serviço, a favor deste ou daquele grupo, deste ou daquele interesse. O essencial é constituir sindicatos de votos que ou são livres de se deslocarem ao serviço dos seus donos, ou são emanações de outros grupos e de outras pessoas, de cujo sucesso político ficam dependentes, como é o caso dos "santanistas".
As velhas classificações, como a de "sá carneirista", são hoje meramente instrumentais e usam-se cada vez menos. Um dos grandes "sá carneiristas" que conheci numa secção dos subúrbios de Lisboa mal verificou que não seria recandidato a uma vereação, depois de fazer tudo, e foi mesmo tudo, para conseguir manter o lugar, acabou depois por procurar o PRD, o PSN e por fim o PDC, partidos que existiam apenas nominalmente, para conseguir candidatar-se contra o PSD.
Existe ainda a "camisola", uma identidade laranja forte, principalmente nos mais velhos, mas é uma atitude póstuma nas cidades, embora ainda haja pelo país fora sobrevivências desta antiga cultura de partido, feita da resistência nos anos difíceis dos anos 70 e 80, ela está em extinção. O segundo factor é a ilusão de que haja qualquer ética de serviço público, qualquer vontade cívica, qualquer projecto que não esteja ao serviço de objectivos que são para eles "profissionais" no sentido pleno, para si ou para os seus familiares e amigos. Ninguém quer verdadeiramente ganhar nada, mas querem manter o statu quo e esse statu quo é medido pelo número de lugares de que dispõe um grupo ou uma secção e a sua categoria (a resistência do aparelho do PS a eleições em Lisboa é da mesma natureza).
Esses lugares são aqueles que aparecem nas estatísticas da oposição como as dezenas e centenas de militantes do PSD e da JSD (lembro, no PS é a mesma coisa) que entraram para este ou aquele departamento da Câmara de Lisboa, esta ou aquela empresa municipalizada, gabinete da vereação ou serviço municipal. Há os fiéis de Santana que Carmona afastou e que são violentamente anti-Marques Mendes, há os fiéis de Paula Teixeira da Cruz herdados de António Preto, que são pró-Marques Mendes, há os opositores a Paula Teixeira da Cruz e ligados a Helena Lopes da Costa, secretária-geral proposta por Luís Filipe Menezes, há os que se colaram a Carmona e ao seu poder autárquico e que sabem que, se este cair, caem com ele para o ajuste de contas dos seus adversários, lugar a lugar, secção a secção, há os "companheiros" do vereador A ou B, o seu grupo de apoiantes a quem atribuiu lugares na estrutura da câmara e que sabem que tão cedo não voltam, há uma miríade de interesses instalados que resistirão manu militari.
Não me admira pois que mandem o partido às malvas e queiram desesperadamente lá ficar, a não ser que percebam que a sua atitude é inútil.Face a eles não adianta perguntar qual o poder de Carmona, Paula Teixeira da Cruz ou Marques Mendes, porque a resposta é quase nenhum. Terão, talvez, algum poder em 2008, mas todos os seus adversários trabalham afincadamente para que não estejam lá em 2008 a fazer as listas para 2009.
Há uma frase atribuída a Jaime Gama sobre os jornalistas, que dizia que "ou se tinha poder para os despedir ou dinheiro para os comprar". Infelizmente para todos, a situação nos partidos não é muito diferente e ninguém tem nem uma coisa nem outra.
sábado, maio 05, 2007
Mantras Sons de poder
Fui hoje a uma oficina de Mantra.
Com a Mestre Cris Liotti a guir-nos pela meditação através de Shiva.
Shiva é um deus ("Deva") hindu, o Destruidor (ou o Transformador), participante da Trimurti juntamente com Brahma, o Criador, e Vishnu, o Preservador.
Uma das duas principais linhas gerais do Hinduísmo é chamada de Shivaismo em referência a Shiva.
As cobras que Shiva usa como colares e braceletes simbolizam o seu triunfo sobre a morte, a sua imortalidade.
O filete de água que se vê jorrar de seus cabelos é o rio Ganges. Conta a lenda que o Ganges era um rio muito revolto que corria na morada dos deuses. Os homens pediram para que o rio corresse também na terra. Porém, o impacto da queda d'água seria muito violento. Para resolver o problema, Shiva permitiu que o rio escorresse suavemente para a terra pelos seus longos cabelos.
Sendo o asceta eremita da Trimurti, Shiva é considerado o criador do Yôga, que teria ensinado pela primeira vez a sua esposa Parvati.
O som está indissoluvelmente ligado à vibração primordial. O Mantra Yoga Samhita III, afirma que onde quer que haja actividade, haverá algum tipo de vibração. Onde houver vibração, haverá igualmente a presença do som.
"Sou imutável, sem estrutura nem forma; Não sou escravo dos sentidos. Permeio o todo existente. Sou o todo. Estou além dos condicionamentos e da libertação. Em forma de consciência e felicidade, eu sou Shiva!"
Adi Shankaracharya
Estive a aprender a utilizar a vibração, sons, como forma de equibrio de corpo e mente.
Valeu a pena...
Etiquetas: Wikipédia
Com a Mestre Cris Liotti a guir-nos pela meditação através de Shiva.
Shiva é um deus ("Deva") hindu, o Destruidor (ou o Transformador), participante da Trimurti juntamente com Brahma, o Criador, e Vishnu, o Preservador.
Uma das duas principais linhas gerais do Hinduísmo é chamada de Shivaismo em referência a Shiva.
As cobras que Shiva usa como colares e braceletes simbolizam o seu triunfo sobre a morte, a sua imortalidade.
O filete de água que se vê jorrar de seus cabelos é o rio Ganges. Conta a lenda que o Ganges era um rio muito revolto que corria na morada dos deuses. Os homens pediram para que o rio corresse também na terra. Porém, o impacto da queda d'água seria muito violento. Para resolver o problema, Shiva permitiu que o rio escorresse suavemente para a terra pelos seus longos cabelos.
Sendo o asceta eremita da Trimurti, Shiva é considerado o criador do Yôga, que teria ensinado pela primeira vez a sua esposa Parvati.
O som está indissoluvelmente ligado à vibração primordial. O Mantra Yoga Samhita III, afirma que onde quer que haja actividade, haverá algum tipo de vibração. Onde houver vibração, haverá igualmente a presença do som.
"Sou imutável, sem estrutura nem forma; Não sou escravo dos sentidos. Permeio o todo existente. Sou o todo. Estou além dos condicionamentos e da libertação. Em forma de consciência e felicidade, eu sou Shiva!"
Adi Shankaracharya
Estive a aprender a utilizar a vibração, sons, como forma de equibrio de corpo e mente.
Valeu a pena...
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sexta-feira, maio 04, 2007
Timming
A direcção do PS propõe eleições intercalares para a autarquia de Lisboa até ao domingo de 15 de Julho e promete escolher o seu candidato à presidência da Câmara nos próximos dez dias.
Fonte do Secretariado Nacional do PS afirmou à Lusa que o partido considera "essencial" que as eleições intercalares se realizem "o mais rapidamente possível" para evitar que calhem num período em que muitos lisboetas se encontrem de férias". "Esperamos que haja consenso para que o prazo limite seja o fim da primeira quinzena de Julho", acrescentou. (...)
In Público.pt
Fonte do Secretariado Nacional do PS afirmou à Lusa que o partido considera "essencial" que as eleições intercalares se realizem "o mais rapidamente possível" para evitar que calhem num período em que muitos lisboetas se encontrem de férias". "Esperamos que haja consenso para que o prazo limite seja o fim da primeira quinzena de Julho", acrescentou. (...)
In Público.pt
Testes...

PS testa as hipóteses de Ferro e João Soares
José Sócrates solicitou à empresa de estudos de opinião do socialista Rui Oliveira e Costa uma sondagem interna em que os nomes de Ferro Rodrigues e João Soares foram testados como potenciais candidatos à liderança da Câmara da Lisboa. O ex-líder socialista - que no resultado preliminar terá, garantem fontes do partido, bons resultados - não foi, porém, informado oficialmente da sondagem interna em curso, nem o ex-presidente da autarquia lisboeta.
O JN sabe que o secretário-geral do PS pediu para o resultado final lhe ser comunicado apenas a ele, sem fugas para a Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) presidida por Joaquim Raposo, ou para a concelhia de Lisboa, que é liderada por Miguel Coelho.
Ferro Rodrigues, representante de Portugal junto da OCDE, em Paris, esteve anteontem, por coincidência, na residência oficial do primeiro-ministro, a acompanhar o secretário-geral da OCDE. E reuniu-se depois a sós, durante alguns minutos, com Sócrates. Se há dois meses Ferro Rodrigues disse estar satisfeito com a sua missão na capital francesa, também é verdade que tem recebido "muitas pressões no sentido de aceitar" candidatar-se à presidência da autarquia, disse ao JN um seu próximo.
Tanto Ferro como João Soares podem encabeçar uma coligação de Esquerda com o PCP e o BE, mas Soares conta com a oposição do líder da concelhia lisboeta, Miguel Coelho. A seu favor, porém, joga a manifestação reiterada de disponibilidade para avançar.
Costa contra Seguro
Se Ferro recusar e Soares não reunir a preferência dos inquiridos - que estão a ser sondados via telefone -, a alternativa pode ainda recair em Ana Paula Vitorino. É mais um nome na longa lista ontem discutida em círculos socialistas, que tem contra si a escassa notoriedade pública da actual secretária de Estado dos Transportes.
Não esquecido continua o nome de António José Seguro. Em silêncio há semanas, o deputado tem, segundo apurou o JN, a oposição do "número dois" do Governo. Há mesmo quem garanta que António Costa terá já admitido movimentar-se para ser o candidato do PS, caso a escolha recaia sobre Seguro.
Claro que o cenário tem o senão de provocar alterações indesejadas dentro do Governo. Sócrates não quer perder o seu ministro de Estado, nem proceder a uma remodelação do Executivo na véspera de Portugal assumir a presidência da União Europeia, o que ocorrerá a 1 de Julho. Há, claro, o reverso da medalha António Costa pode ter mais hipóteses de conquistar a Câmara do que Seguro, que até há poucos meses era apontado como candidato a líder numa era pós-Sócrates.
Certo é que os socialistas querem tomar uma decisão rapidamente. Logo na noite de anteontem, um dirigente do partido garantia à agência Lusa que tudo estaria decidido no prazo máximo de dez dias.
Alexandra Marques e David Dinis – “Jornal de Notícias” (04.05.2007)
José Sócrates solicitou à empresa de estudos de opinião do socialista Rui Oliveira e Costa uma sondagem interna em que os nomes de Ferro Rodrigues e João Soares foram testados como potenciais candidatos à liderança da Câmara da Lisboa. O ex-líder socialista - que no resultado preliminar terá, garantem fontes do partido, bons resultados - não foi, porém, informado oficialmente da sondagem interna em curso, nem o ex-presidente da autarquia lisboeta.
O JN sabe que o secretário-geral do PS pediu para o resultado final lhe ser comunicado apenas a ele, sem fugas para a Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) presidida por Joaquim Raposo, ou para a concelhia de Lisboa, que é liderada por Miguel Coelho.
Ferro Rodrigues, representante de Portugal junto da OCDE, em Paris, esteve anteontem, por coincidência, na residência oficial do primeiro-ministro, a acompanhar o secretário-geral da OCDE. E reuniu-se depois a sós, durante alguns minutos, com Sócrates. Se há dois meses Ferro Rodrigues disse estar satisfeito com a sua missão na capital francesa, também é verdade que tem recebido "muitas pressões no sentido de aceitar" candidatar-se à presidência da autarquia, disse ao JN um seu próximo.
Tanto Ferro como João Soares podem encabeçar uma coligação de Esquerda com o PCP e o BE, mas Soares conta com a oposição do líder da concelhia lisboeta, Miguel Coelho. A seu favor, porém, joga a manifestação reiterada de disponibilidade para avançar.
Costa contra Seguro
Se Ferro recusar e Soares não reunir a preferência dos inquiridos - que estão a ser sondados via telefone -, a alternativa pode ainda recair em Ana Paula Vitorino. É mais um nome na longa lista ontem discutida em círculos socialistas, que tem contra si a escassa notoriedade pública da actual secretária de Estado dos Transportes.
Não esquecido continua o nome de António José Seguro. Em silêncio há semanas, o deputado tem, segundo apurou o JN, a oposição do "número dois" do Governo. Há mesmo quem garanta que António Costa terá já admitido movimentar-se para ser o candidato do PS, caso a escolha recaia sobre Seguro.
Claro que o cenário tem o senão de provocar alterações indesejadas dentro do Governo. Sócrates não quer perder o seu ministro de Estado, nem proceder a uma remodelação do Executivo na véspera de Portugal assumir a presidência da União Europeia, o que ocorrerá a 1 de Julho. Há, claro, o reverso da medalha António Costa pode ter mais hipóteses de conquistar a Câmara do que Seguro, que até há poucos meses era apontado como candidato a líder numa era pós-Sócrates.
Certo é que os socialistas querem tomar uma decisão rapidamente. Logo na noite de anteontem, um dirigente do partido garantia à agência Lusa que tudo estaria decidido no prazo máximo de dez dias.
Alexandra Marques e David Dinis – “Jornal de Notícias” (04.05.2007)
Ele anda por aí...
quinta-feira, maio 03, 2007
Lisboa
PS faz sondagem com nomes de possíveis candidatos
Além de eleições para o executivo na Câmara Municipal de Lisboa, o PS defende também que as eleições intercalares incluam a Assembleia Municipal de Lisboa. Depois da declaração do líder do PSD, tanto o porta-voz do PS, Vitalino Canas como, Dias Baptista, vereador socialista na câmara, defenderam que "se as eleições abrangerem os dois órgãos, a cidade terá outras condições políticas" e que "é necessário criar essas condições para governar Lisboa". Também o PCP defendeu que as eleições deveriam abranger os dois órgãos.
A direcção nacional do PS pediu uma sondagem para perceber quem dentro do partido está melhor colocado para liderar uma candidatura à Câmara de Lisboa. Os trabalhos de campo estarão ainda a decorrer. O nome do candidato anima agora todas as conversas de bastidores. Circulam vários: António José Seguro (deputado), António Costa (ministro da Administração Interna), Ana Paula Vitorino (secretária de Estado nas Obras Públicas), Ferro Rodrigues (ex-líder, actualmente embaixador junto da OCDE), Jorge Coelho (ex-número dois de Guterres), Edite Estrela (eurodeputada), Maria de Belém (deputada e candidata nas últimas autárquicas a cabeça de lista à Assembleia Municipal de Lisboa) - além, é claro, do único dirigente que até agora se voluntariou para a função, João Soares, ex-presidente da CML, actualmente deputado e vereador do PS em Sintra.
A escolha caberá, evidentemente, a José Sócrates. Mas, pelo meio, há quem continue a tentar ter um papel nesse processo. É o caso de Miguel Coelho, presidente da concelhia do PS em Lisboa. Falando ao DN, afirmou: "Eu já sei quem acho que deve ser. Mas só posso anunciar quando tiver a certeza que tem a cobertura da direcção nacional do partido e da federação distrital. Senão estaria a queimá-lo." Segundo já foi noticiado, o candidato de Miguel Coelho é António José Seguro, que sobre este assunto tem dito sempre a mesma coisa: "Compete aos órgãos próprios decidirem." Hoje reunirá o secretariado da concelhia.
Contudo, ontem, uma fonte da direcção nacional do partido adiantou ao DN ser muito pouco provável a hipótese de Seguro avançar. Seguro não é um indefectível apoiante de Sócrates e este, por sua vez, não estaria disposto a entregar-lhe a possibilidade de um cargo tão relevante como o de presidente da CML.
Filipe Morais e João Pedro Henriques – “Diário de Notícias” (03.05.2007)
Além de eleições para o executivo na Câmara Municipal de Lisboa, o PS defende também que as eleições intercalares incluam a Assembleia Municipal de Lisboa. Depois da declaração do líder do PSD, tanto o porta-voz do PS, Vitalino Canas como, Dias Baptista, vereador socialista na câmara, defenderam que "se as eleições abrangerem os dois órgãos, a cidade terá outras condições políticas" e que "é necessário criar essas condições para governar Lisboa". Também o PCP defendeu que as eleições deveriam abranger os dois órgãos.
A direcção nacional do PS pediu uma sondagem para perceber quem dentro do partido está melhor colocado para liderar uma candidatura à Câmara de Lisboa. Os trabalhos de campo estarão ainda a decorrer. O nome do candidato anima agora todas as conversas de bastidores. Circulam vários: António José Seguro (deputado), António Costa (ministro da Administração Interna), Ana Paula Vitorino (secretária de Estado nas Obras Públicas), Ferro Rodrigues (ex-líder, actualmente embaixador junto da OCDE), Jorge Coelho (ex-número dois de Guterres), Edite Estrela (eurodeputada), Maria de Belém (deputada e candidata nas últimas autárquicas a cabeça de lista à Assembleia Municipal de Lisboa) - além, é claro, do único dirigente que até agora se voluntariou para a função, João Soares, ex-presidente da CML, actualmente deputado e vereador do PS em Sintra.
A escolha caberá, evidentemente, a José Sócrates. Mas, pelo meio, há quem continue a tentar ter um papel nesse processo. É o caso de Miguel Coelho, presidente da concelhia do PS em Lisboa. Falando ao DN, afirmou: "Eu já sei quem acho que deve ser. Mas só posso anunciar quando tiver a certeza que tem a cobertura da direcção nacional do partido e da federação distrital. Senão estaria a queimá-lo." Segundo já foi noticiado, o candidato de Miguel Coelho é António José Seguro, que sobre este assunto tem dito sempre a mesma coisa: "Compete aos órgãos próprios decidirem." Hoje reunirá o secretariado da concelhia.
Contudo, ontem, uma fonte da direcção nacional do partido adiantou ao DN ser muito pouco provável a hipótese de Seguro avançar. Seguro não é um indefectível apoiante de Sócrates e este, por sua vez, não estaria disposto a entregar-lhe a possibilidade de um cargo tão relevante como o de presidente da CML.
Filipe Morais e João Pedro Henriques – “Diário de Notícias” (03.05.2007)
quarta-feira, maio 02, 2007
Dia decisivo
Dia decisivo
Pelas sondagens, já se percebeu que os dois candidatos estão empatados. E, no domingo, só se conhecerá o vencedor quando todos os votos forem contados.
O debate de logo à noite é, portanto, decisivo para cativar os indecisos. E são muitos.
Atrevo-me a arriscar: quem ganhar o debate de hoje ganha as eleições.
Obviamente, muitas leituras podem ser feitas, e deverão ser feitas depois da contenda. Cada lado puxará pelo seu candidato; a não ser, claro está, que um candidato se apresente nitidamente fraco ou cometa um lapso na entrevista. Uma aposta, seguramente, que qualquer um dos dois vai tentar provocar.
A não perder!
O debate de logo à noite é, portanto, decisivo para cativar os indecisos. E são muitos.
Atrevo-me a arriscar: quem ganhar o debate de hoje ganha as eleições.
Obviamente, muitas leituras podem ser feitas, e deverão ser feitas depois da contenda. Cada lado puxará pelo seu candidato; a não ser, claro está, que um candidato se apresente nitidamente fraco ou cometa um lapso na entrevista. Uma aposta, seguramente, que qualquer um dos dois vai tentar provocar.
A não perder!
CMC
Nota: Pode assistir ao debate em directo através deste link à France 2, e parece que a RTP N retransmite o mesmo, já legendado, pela meia-noite.
terça-feira, maio 01, 2007
1º de Maio

Sobre o 1º de Maio.
Retiro este texto do PS Lumiar, assinado por E Branquinho.
Porque se comemora este dia como sendo o dia internacional do trabalhador?
Os relatos históricos referem-nos como razões, essenciais, as seguintes:
No século XIX, a pujança da “Revolução Industrial” conduziu à sujeição dos trabalhadores a condições desumanas de laboração. A necessidade de se produzir o máximo ao mais baixo custo não respeitava idades nem sexos. As organizações sindicais eram incipientes e perseguidas pelas autoridades policiais.
Em 1864 é criada a Primeira Associação Internacional dos Trabalhadores, em Londres. A iniciativa surge num contexto de união entre líderes sindicais e activistas socialistas com vista a dar voz às lutas dos trabalhadores e às nações oprimidas. A esta associação se chamou mais tarde a Primeira Internacional Socialista que duraria sete anos. Contudo, as divisões sobre quais as melhores formas de actuação e ideológicas entre as várias facções (sindicalistas, anarquistas, socialistas, republicanos e democratas radicais, entre outras) puseram fim à estrutura organizativa, mas deixaram mais claras as reivindicações e propostas pelas quais os trabalhadores se deveriam debater. A redução da jornada de trabalho para as 10 horas diárias era uma delas.
Os objectivos saídos desta Internacional tiveram eco no IV Congresso da American Federation of Labor, em Novembro de 1884. As negociações, sucessivamente falhadas com as entidades patronais, fizeram das cidades operárias um barril de pólvora pronto a explodir.
Em 1886, no dia 1 de Maio, teve início, em Chicago, uma greve geral com a adesão de mais de um milhão de trabalhadores em todo o território norte-americano. A reacção a esta paralisação foi violenta e uma manifestação operária, realizada naquela cidade, termina com mortes e detenções.
A repressão policial americana foi especialmente dura. Ao quarto dia de manifestações explodiu uma bomba entre a multidão matando dezenas de trabalhadores e alguns polícias. Deste incidente resultou a prisão de oito líderes do movimento, quatro foram condenados à morte por enforcamento e os restantes a prisão perpétua.
O luto fortaleceu a luta
Três anos depois da condenação dos que ficaram conhecidos como os “Mártires de Chicago” as repercussões sentiram-se na Europa. Assim, em 1889, a Segunda Internacional Socialista decidiu, em Paris, proclamar o 1º de Maio como o Dia do Trabalhador em memória dos que morreram em Chicago.
Em 1890, o Congresso americano vota a lei que estabelece a jornada de oito horas de trabalho e três anos mais tarde, depois da reabertura do processo que levou à condenação dos oito operários, conclui-se que a bomba que explodiu em Chicago tinha sido colocada pela própria polícia.
Em Portugal
A decisão da Comuna de Paris, de decretar o 1º de Maio como o Dia Internacional do Trabalhador teve repercussões no nosso país. José Mattoso refere (in História de Portugal, vol. 5), que em finais do séc. XIX, houve um reforço da luta do movimento operário. Entre 1852 e 1910 realizaram-se 559 greves no nosso país. Coisas concretas como a subida dos salários, a diminuição da jornada de trabalho e a melhoria das condições de laboração eram as principais exigências dos operários.
Segundo o mesmo autor, o movimento operário alcançava grande força quando aquelas associações de trabalhadores que hodiernamente se designam por «sindicatos» se juntavam com as associações recreativas, com as de socorros mútuos e com os centros de debates políticos. Essa vitalidade ficou demonstrado no 1º de Maio de 1900 que juntou em Lisboa cerca de 40 mil pessoas, numa altura em que "as classes médias ainda viam as organizações de trabalhadores com alguma simpatia". Os partidos políticos não tinham força suficiente, naquele tempo, para se apropriarem indevidamente das organizações dos trabalhadores, como, por vezes, sucede actualmente.

O movimento sindical e laboral foi-se reforçando até ao derrube da Monarquia e a instauração da 1ª República. Com o novo regime político, algumas câmaras municipais decretaram o 1º de Maio como feriado oficial. A luta pela jornada de oito horas recrudesceu, o que levou a que ela fosse consagrada em 1919 para os trabalhadores da indústria e do comércio.
Sete anos depois, com o golpe militar do 28 Maio de 1926, as liberdades fundamentais são suprimidas e tomados os sindicatos pelo regime corporativo. O 1º de Maio é proibido e as iniciativas que os trabalhadores, um pouco por todo o lado, tentam concretizar são alvo da mais feroz repressão policial. Por essa razão, a jornada do 1º de Maio alia, crescentemente, a luta pelo Pão, pela Paz e pela Liberdade à contestação do regime.
Em 1933 é decretada a "unicidade sindical" e o "controle governamental dos sindicatos" esmorecendo um movimento operário que só ganharia novo ânimo na década de 40. Vejam bem, exactamente o mesmo que o PCP pretendeu fazer a seguir ao 25 de Abril
Durante o Estado Novo as comemorações passaram a designar-se por “Dia do Trabalho” e não do Trabalhador, eram organizadas e controladas pelo Estado. Durante os 48 anos que durou a ditadura, o 1º de Maio de 1962 fica a constituir um raio de luminosa esperança. Nesse dia, em Lisboa, Porto, Setúbal e outras localidades, dezenas de milhares de pessoas saem à rua, protestando contra a falta de liberdades, contra a miséria e contra a guerra colonial que eclodira no ano anterior e que havia de vitimar e mutilar milhares e milhares de jovens trabalhadores.
Também nesta altura cerca de 200 mil assalariados rurais do Alentejo e do Ribatejo entram em greve, conseguindo, desta maneira, impor aos latifundiários e ao fascismo a jornada de oito horas. Punha-se fim, finalmente, ao trabalho de sol a sol.
1 de Outubro de 1970, dia em que as direcções dos sindicatos dos caixeiros, dos lanifícios, dos metalúrgicos e dos bancários de Lisboa, enviaram a um grupo restrito de outras direcções sindicais, um ofício, convidando-as a “comparecer numa sessão de trabalho para o estudo de alguns aspectos da vida sindical cuja discussão lhes parece da maior oportunidade”, é considerada como data da fundação Inter-sindical, embora a primeira reunião, se tenha realizado a 11 de Outubro na sede dos bancários de Lisboa.
O primeiro 1º de Maio celebrado em Portugal depois do 25 de Abril foi a maior manifestação alguma vez organizada no país. Só na cidade de Lisboa juntaram-se mais de meio milhão de pessoas. Para muitos, foi a forma dos portugueses demonstrarem a sua, inequívoca, adesão ao espírito do 25 de Abril, que uma semana antes havia sido levado acabo por um punhado de militares afim de ser restituída a democracia ao país.
A nossa juventude precisa saber destas coisas para que dêem valor ao que têm, e até, ao que não têm.
Os relatos históricos referem-nos como razões, essenciais, as seguintes:
No século XIX, a pujança da “Revolução Industrial” conduziu à sujeição dos trabalhadores a condições desumanas de laboração. A necessidade de se produzir o máximo ao mais baixo custo não respeitava idades nem sexos. As organizações sindicais eram incipientes e perseguidas pelas autoridades policiais.
Em 1864 é criada a Primeira Associação Internacional dos Trabalhadores, em Londres. A iniciativa surge num contexto de união entre líderes sindicais e activistas socialistas com vista a dar voz às lutas dos trabalhadores e às nações oprimidas. A esta associação se chamou mais tarde a Primeira Internacional Socialista que duraria sete anos. Contudo, as divisões sobre quais as melhores formas de actuação e ideológicas entre as várias facções (sindicalistas, anarquistas, socialistas, republicanos e democratas radicais, entre outras) puseram fim à estrutura organizativa, mas deixaram mais claras as reivindicações e propostas pelas quais os trabalhadores se deveriam debater. A redução da jornada de trabalho para as 10 horas diárias era uma delas.
Os objectivos saídos desta Internacional tiveram eco no IV Congresso da American Federation of Labor, em Novembro de 1884. As negociações, sucessivamente falhadas com as entidades patronais, fizeram das cidades operárias um barril de pólvora pronto a explodir.
Em 1886, no dia 1 de Maio, teve início, em Chicago, uma greve geral com a adesão de mais de um milhão de trabalhadores em todo o território norte-americano. A reacção a esta paralisação foi violenta e uma manifestação operária, realizada naquela cidade, termina com mortes e detenções.
A repressão policial americana foi especialmente dura. Ao quarto dia de manifestações explodiu uma bomba entre a multidão matando dezenas de trabalhadores e alguns polícias. Deste incidente resultou a prisão de oito líderes do movimento, quatro foram condenados à morte por enforcamento e os restantes a prisão perpétua.
O luto fortaleceu a lutaTrês anos depois da condenação dos que ficaram conhecidos como os “Mártires de Chicago” as repercussões sentiram-se na Europa. Assim, em 1889, a Segunda Internacional Socialista decidiu, em Paris, proclamar o 1º de Maio como o Dia do Trabalhador em memória dos que morreram em Chicago.
Em 1890, o Congresso americano vota a lei que estabelece a jornada de oito horas de trabalho e três anos mais tarde, depois da reabertura do processo que levou à condenação dos oito operários, conclui-se que a bomba que explodiu em Chicago tinha sido colocada pela própria polícia.
Em Portugal
A decisão da Comuna de Paris, de decretar o 1º de Maio como o Dia Internacional do Trabalhador teve repercussões no nosso país. José Mattoso refere (in História de Portugal, vol. 5), que em finais do séc. XIX, houve um reforço da luta do movimento operário. Entre 1852 e 1910 realizaram-se 559 greves no nosso país. Coisas concretas como a subida dos salários, a diminuição da jornada de trabalho e a melhoria das condições de laboração eram as principais exigências dos operários.
Segundo o mesmo autor, o movimento operário alcançava grande força quando aquelas associações de trabalhadores que hodiernamente se designam por «sindicatos» se juntavam com as associações recreativas, com as de socorros mútuos e com os centros de debates políticos. Essa vitalidade ficou demonstrado no 1º de Maio de 1900 que juntou em Lisboa cerca de 40 mil pessoas, numa altura em que "as classes médias ainda viam as organizações de trabalhadores com alguma simpatia". Os partidos políticos não tinham força suficiente, naquele tempo, para se apropriarem indevidamente das organizações dos trabalhadores, como, por vezes, sucede actualmente.

O movimento sindical e laboral foi-se reforçando até ao derrube da Monarquia e a instauração da 1ª República. Com o novo regime político, algumas câmaras municipais decretaram o 1º de Maio como feriado oficial. A luta pela jornada de oito horas recrudesceu, o que levou a que ela fosse consagrada em 1919 para os trabalhadores da indústria e do comércio.
Sete anos depois, com o golpe militar do 28 Maio de 1926, as liberdades fundamentais são suprimidas e tomados os sindicatos pelo regime corporativo. O 1º de Maio é proibido e as iniciativas que os trabalhadores, um pouco por todo o lado, tentam concretizar são alvo da mais feroz repressão policial. Por essa razão, a jornada do 1º de Maio alia, crescentemente, a luta pelo Pão, pela Paz e pela Liberdade à contestação do regime.
Em 1933 é decretada a "unicidade sindical" e o "controle governamental dos sindicatos" esmorecendo um movimento operário que só ganharia novo ânimo na década de 40. Vejam bem, exactamente o mesmo que o PCP pretendeu fazer a seguir ao 25 de Abril
Durante o Estado Novo as comemorações passaram a designar-se por “Dia do Trabalho” e não do Trabalhador, eram organizadas e controladas pelo Estado. Durante os 48 anos que durou a ditadura, o 1º de Maio de 1962 fica a constituir um raio de luminosa esperança. Nesse dia, em Lisboa, Porto, Setúbal e outras localidades, dezenas de milhares de pessoas saem à rua, protestando contra a falta de liberdades, contra a miséria e contra a guerra colonial que eclodira no ano anterior e que havia de vitimar e mutilar milhares e milhares de jovens trabalhadores.
Também nesta altura cerca de 200 mil assalariados rurais do Alentejo e do Ribatejo entram em greve, conseguindo, desta maneira, impor aos latifundiários e ao fascismo a jornada de oito horas. Punha-se fim, finalmente, ao trabalho de sol a sol.
1 de Outubro de 1970, dia em que as direcções dos sindicatos dos caixeiros, dos lanifícios, dos metalúrgicos e dos bancários de Lisboa, enviaram a um grupo restrito de outras direcções sindicais, um ofício, convidando-as a “comparecer numa sessão de trabalho para o estudo de alguns aspectos da vida sindical cuja discussão lhes parece da maior oportunidade”, é considerada como data da fundação Inter-sindical, embora a primeira reunião, se tenha realizado a 11 de Outubro na sede dos bancários de Lisboa.
O primeiro 1º de Maio celebrado em Portugal depois do 25 de Abril foi a maior manifestação alguma vez organizada no país. Só na cidade de Lisboa juntaram-se mais de meio milhão de pessoas. Para muitos, foi a forma dos portugueses demonstrarem a sua, inequívoca, adesão ao espírito do 25 de Abril, que uma semana antes havia sido levado acabo por um punhado de militares afim de ser restituída a democracia ao país.
A nossa juventude precisa saber destas coisas para que dêem valor ao que têm, e até, ao que não têm.
Questões de Género
SEMINÁRIO LIVRE
"Gender, Migration and Citizenship: Conceptualand Theoretical Issues"
No âmbito das suas actividades e em colaboração com o Mestrado emMigrações, Minorias Étnicas e Transnacionalismo, o SociNova Migrações tem o prazer de o convidar para o seguinte 'seminário-debate':
"Gender, Migration and Citizenship: Conceptual and Theoretical Issues"
por Evangelia Tastsoglou (Saint Mary's University, Canadá), no dia 21 de Maio 2007 pelas 18h30, na sala 311 (piso 3, torre A) na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nove de Lisboa
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