sábado, junho 09, 2007

Debate Democrata (16 e 17)

Parte 16



Parte 17

Debate Democrata (13, 14, 15)

Parte 13



parte 14



Parte 15

Debate Democrata (10, 11, 12)

Parte 10



Parte 11



Parte 12

Debate Democrata (7, 8, 9)

Parte 7



Parte 8



Parte 9

Debate Democrata (4, 5, 6)

Parte 4



Parte 5



Parte 6

Debate Democrata (1, 2, 3)

Parte 1


Parte 2



Parte 3

Carla Bruni

Conheciam-na como modelo, melhor, supermodelo. Agora parece que escreve e canta. Continua lindíssima, e agora não só na aparência. Lançou um primeiro álbum em 2001, exclusivamente em francês. Lança agora o seu segundo, onde canta poetas anglo-saxónicos.
Carla Bruni continua a ser um caso sério. Deixo um teaser. Já pomos mais.


sexta-feira, junho 08, 2007

REDE G8


A Paula Peres pediu-me que divulgasse este blogue. Faço-o sem pestanejar.


O G8 é um grupo de países industrializados que se tem arrogado o direito de decidir sobre matérias que dizem respeito a toda a comunidade internacional e que, portanto, deveriam ser discutidas na ONU, mais legítima e representativa dos povos do Mundo.

O Público Decide

Um dia destes o Clube «Loja de Ideias» tem mesmo de inscrever equipa... parece-me que ainda não será desta...
Livraria Almedina, Atrium Saldanha (Lisboa)

O IPRI-UNL organiza, em parceria com a Livraria Almedina, mais um ciclo de debates «O Público decide», com o objectivo de promover a discussão pública sobre temas da actualidade internacional.
Em cada iniciativa de «O Público Decide» estarão frente a frente duas equipas. O principal objectivo é a apresentação dos mais variados argumentos, de defesa ou oposição, face à moção em discussão.
O IPRI-UNL convida-o a inscrever-se para a formação de uma equipa a participar no debate. Só terá que nos enviar uma curta nota biográfica e uma síntese com as ideias que pretende defender.

Próxima moção:
26 de Junho19h00
Os Valores Democráticos Não Podem Impedir a Cimeira UE – África.

quinta-feira, junho 07, 2007

Lisboa Cool e Informada


Festival Oeiras Alive!07
Bem-vindos ao primeiro Oeiras Alive. Vamos ter um regresso: Pearl Jam, uma reunião: Smashing Pumpkins e duas primeiras vezes: White Stripes e Beastie Boys (Atenção que os Beastie Boys vêm em dose dupla. Dia 11 concerto instrumental na Aula Magna). Estes são os pratos fortes deste novo festival. Mas há muito mais. Buraka Som Sistema, Wraygunn e Vicious Five e um terceiro que é uma autêntica obra de arte. O espaço ReciclArte, que irá estar em permanente mutação com as intervenções artísticas que lá vão passar durante todo o festival. O Oeiras Alive quer ser um festival com mensagem ecológica. Para isso nada melhor que estar ali juntinho ao Tejo. / Carlos Ramos
ONDE
Passeio Marítimo de Algés
QUANDO
Dias 8, 9 e 10, a partir das 18h
QUANTO
3 dias – 90€, 1 dia - 45€


Exposição Cinema em Cartaz
A Cordoaria Nacional abre as portas à sétima arte. Uma espécie de viagem no tempo, cujo destino são os primórdios da indústria cinematográfica. Perfazem cerca de 60 cartazes de cinema, que reavivam na memória os primeiros filmes estrangeiros exibidos em Portugal. Verdadeiras relíquias de luz e cor, oriundas da Europa e dos E.U.A, que o cenógrafo Joaquim António Viegas reuniu. “Les Miserables” e “Quo Vadis” são algumas das preciosidades vivas, em papel. Um cenário que pinta as primeiras pisadas de grandes cinéfilos, inventores de realidades estranhas. Retrata ludicamente o fenómeno que moveu legiões do sossego do lar para o turbilhão de histórias do grande ecrã. / Rita Andrade
ONDE
Cordoaria Nacional Avenida da Índia213 642 909
QUANDO
Até 24 de Junho, ter. a sex. 10h-19h. Sab. e dom. 14h-19h
QUANTO
Gratuito


Loja Urban Fusion
Uma loja cheia de objectos irresistíveis, de peças originais e únicas, a começar pelos candeeiros e a acabar nos bonecos Voodoo, tão giros que nem sabemos qual escolher (o preço permite comprar muitos). Kátia Gonçalves lançou a sua marca o ano passado no Mundo Mix, a Katsastrophic, e desde aí não tem parado de produzir os seus acessórios de decoração, das almofadas de licra super confortáveis aos candeeiros feitos de materiais surpreendentes. Escolheu o Bairro Alto para a Urban Fusion, um espaço que junta a sua marca e outras. Foi buscar objectos de designers ingleses premiados (da Inner Most, por exemplo), t-shirts da Scam, sacos feitos de tecido de kimono vintage. Para quem anda à procura de um presente original, aqui tem vários. / Blindim
ONDE
Rua da Rosa, 14F960120340
QUANDO
Terça a sábado, das 12h às 20h
QUANTO
Bastante acessível


Loja Glam Hotel
A Kolovrat Concept Store, espaço da designer Lidjia Kolovrat, tem agora um novo nome. Chama-se Glam Hotel e vai albergar muitos artistas, todos eles com peças produzidas especialmente para este projecto. O espírito da intervenção, que será efémera, é uma continuação do ambiente proposto por Kolovrat na colecção desenhada para este Verão. E os artistas de momento são: Mºa José Oliveira, artista plástico, com instalção e jóias; Ana Moreira, estudante de Belas Artes, com joias em papel; Katrin Sinniger, artista e joalheira; Hugo Madureira, joalheiro, colares com colagem de materiais vintage; Rita Faustino, joalharia em crochet e malha de metal; Jaime Garcia, coleccionador e galerista, com móveis design dinamarquês vintage; White Tent, projecto dos criadores de moda, Ei Ei Kyaw, Pedro Noronha e Evi Tabakova (colecção PV Senhora). Este projecto é dinâmico, nos próximos meses mais artistas vão passar ali. / Blindim

ONDE
Rua do Salitre, 169213874536
QUANDO
2ª a 6ª 11h - 19h. Sáb. 14h30m - 18h30m
QUANTO
Valores variados

ORGULHO LGBT 2007

ORGULHO LGBT 2007

Marchas do Orgulho 2007 (Lisboa e Porto)

Arraial Pride (Lx)
Porto Pride

Participação no Bloque Alternativo (Europride - Madrid)

ORGULHO LGBT 2007

quarta-feira, junho 06, 2007

33

Ontem fiz anos. 33. É uma data como as outras e a referência que lhe faço prende-se com a relevância que, pela blogosfera fora, estes dias tem tido algumas datas em volta destes dias (4 a 6 de Junho).
Pois parece que foi a 4 de Junho de 1989 que aconteceu Tiananmem (aqui e aqui). Parece que Roma foi libertada do jugo nazi, em 1944 (aqui, aqui e aqui). Nesse mesmo dia, Parece que foi a 5 de Junho de 1967 que Israel começou a guerra dos 6 dias (aqui, aqui e aqui). E parece que foi a 6 de Junho que se deu o desembarque na Normandia, no dia D (aqui, aqui e aqui).
Mas não são nenhuma destas datas que costumo usar como referência, colando-a ao meu aniversário. Tenho outras datas, também de referência histórica. Foi no dia 5 de Junho, de 1968, que o Robert Keneddy foi mortalmente baleado, em Los Angeles, em plena campanha de primárias presidenciais. Foi a 5 de Junho, de 1944, que pela noite saíam os primeiros aviões, com tropas pára-quedistas, de Inglaterra para França. Era o inicio da operação Overlord, que culminaria no desembarque na Normandia, já em pleno dia 6.

Destas datas uma característica comum: em todas elas se lutava pela Liberdade. Pela liberdade do totalitarismo (Dia D, libertação de Roma), pela liberdade de existir (Israel), pela Liberdade de expressão (Tiananmem), pela Liberdade de poder sonhar por um mundo melhor (Robert Kennedy). Enfim, as datas valem que valem. São apenas oportunidades de recordação e memória.

Afinal havia outro...


Parece que o PSD apresentou uma queixa por causa do programa Prós e Contras. Parece que quiseram ligar a baboseira do controlo da informação por parte do governo com a linha seguida por Fátima Campos Ferreira. E parece que não foram o único partido a fazê-lo. Os comunistas parece que também se sentem mal tratados pelo «maior programa de debate da TV portuguesa».

Pois a ERC fez as contas a 145 programas. Dos 753 participantes contabilizados, 260 eram filiados em partidos políticos. Destes, 38,8% eram do PSD, 33,8% do PS, 13,8% do CDS, 7,3% do PCP, 5% do BE e 1,2% do MRPP.
Tendo em conta os dados, quer o PSD quer o PCP não podem ter alguma razão de queixa, muito pelo contrário. Afinal havia outro dominador do espaço de debate proporcionado pelo «Prós e Contras». E esse outro é o PSD, ironicamente quem potenciou o estudo. O CDS e o MRPP também acabam por ser muito bem tratados, com especial destaque para o partido de Paulo Portas.

Agora, gostava era se saber as «tendências» dos convidados sem cartão partidário. Estes, claramente maioritários em relação ao painel de intervenientes, é que são verdadeiramente decisivos porque, ao se apresentarem como independentes, muitas vezes não fazem mais que propagar discursos encomendados por este ou aquele com o óbvio sentido de influenciar a opinião pública (e publicada). E não me refiro apenas a interesses partidários, mas também a interesses económicos.

O resultado da investigação pode ser visto, na íntegra, aqui. (mais comentários sobre os resultados podem ser vistos no Arrastão, do Daniel Oliveira e no Tiago Barbosa Ribeiro)

Deserto














(In Publico)

Premonições

Esta foi uma previsão feita por escrito por Bill Gates, em 1987, a pedido da revista Omni [link aqui].

Bill Gates, Chairman of the Board, Microsoft Corporation

The processing of digital information is improving very quickly. In ten years you'll have 30 to 40 times as much computational power, and you'll be able to manipulate the images and sounds that you now receive just passively from TV -- you'll insert yourself into a game or even change the outcome according to your wishes. So in 20 years your ability to get information will be expanded exponentially.
Take one example: You're sitting at home. You'll have a variety of image libraries that will contain, say, all the world's best art. You'll also have very cheap, flat panel-display devices throughout your house that will provide resolution so good that viewing a projection will be like looking at the original oil painting. It will be that realistic.
In 20 years, the Information Age will be here, absolutely. The dream of having the world database at your fingertips will have become a reality. You'll even be able to call up a video show and place yourself in it. Today, if you want to create an image on a screen -- a beach with the sun and waves -- you've got to take a picture of it. But in 20 years you'll literally construct your own images and scenes. You will have stored very high-level representations of what the sun looks like or how the wind blows. If you want a certain movie star to be sitting on a beach, kind of being lazy, believe me, you'll be able to do that. People are already doing these things.

Also we will have serious voice recognition. I expect to wake up and say, "Show me some nice Da Vinci stuff," and my ceiling, a high-resolution display, will show me what I want to see -- or call up any sort of music or video. The world will be online, and we'll be able to simulate just about anything. Let's say you want to go out to a racetrack. When you wake up you'll say, "Hey rent me one of those formula cars in Daytona," and with some local controls, a little steering wheel you pull out of your drawer, you'll be able to get the image and feel like you're driving the car.
There's a scary question to all of this: How necessary will it be to go to real places or do real things? I mean, in 20 years we will synthesize reality. We'll do it super-realistically and in real time. The machine will check its database and think of some stories you might tell, songs you might sing, jokes you might not have heard before. Today we simply synthesize flight simulation.
A lot of things are going to vanish from our lives. There will be a machine that keys off of physiological traits, whether it's voiceprint or fingerprint; so credit cards and checks -- pretty flimsy deals anyway -- have got to go. I hope passive entertainment will disappear. People want to get involved. It will really start to change the quality of entertainment because it will be so individualized. If you like Bill Cosby, then there will be a digital description of Cosby, his mannerisms and appearance, and you will build your own show from that.
People will like the idea that the machine really knows them and that the machine can create experiences formed around the events in their lives to fulfill their particular needs and interests. But there's a danger, too. It will be easy to feel worthless or overwhelmed by the amount of data. So what we'll have to do is make sure the machine can tailor the data to the individual.
Probably all this progress will be pretty disruptive stuff. We'll really find out what the human brain can do, but we'll have serious problems about the purpose of it all. We're going to find out how curious we are and how much stimulation we can take. There have been experiments in which a monkey can choose to ingest cocaine and the monkey keeps on pushing that button until he dies. Well, we are going to create some pretty intense experiences through synthesized video-audio. Do you think you'll reach a point of satisfaction when you no longer have to try something new or make something better? Life is really going to change; your ability to access satisfying experiences will be so large.
Take the change in movies in the last few years. Just a few years ago, you had to find out where the movie was playing, then go to a certain neighborhood and stand in line to see the movie. Now you can go two blocks and find 10,000 titles. You feel inadequate. It's going to be intimidating.
Twenty years ago I was ten years old. We already had color TV. I didn't have theories about what the world might be like. But in the next 20 years you won't be able to extrapolate the rate of progress from any previous pattern or curve because the new chips, these local intelligences that can process information, will cause a warp in what it's possible to do. The leap will be unique. I can't think of any equivalent phenomenon in history.
The next innovation, Sensavision, will be like a Walkman attached to your forehead. You won't actually have your head wired because infrared wires will send signals to you. In 2007 Mick Jagger will be on stage, and when Mick feels heat, you'll feel heat. If a spray of water hits Tina [Turner] on the back, you'll feel that, or you'll switch to the stands and smell what people are smoking.

terça-feira, junho 05, 2007

Divulgação

O CIES - Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE, em colaboração com o Departamento de Sociologia do ISCTE, Têm a honra de convidar V. Exa. a estar presente na conferência proferida pelo

Professor Doutor Philippe Schmitter, Instituto Universitário Europeu de Florença
Sexta-feira 8 de Junho, pelas 18h00

“Second Thoughts on Democratizing the EU”


Relator: Dr. Jorge Sampaio (Antigo Presidente da República e Alto Representante das nações Unidas para Aliança das Civilizações)

Coordenadores: Luís de Sousa & Catherine Moury
Apoios: FCT, British Council e Fundação Calouste Gulbenkian
Auditório Afonso de Barros (Ala Autónoma) – ISCTE
Avenida das Forças Armadas, 1649-026 Lisboa
e-mail: ana.ferreira@iscte.pt
Fórum Europa 2007 Cartaz
Fórum Europa 2007 Folheto

segunda-feira, junho 04, 2007

Divulgação

SESSÃO DE ENCERRAMENTO : 5 JUN 2007 - 18H
"Povo, Massas, Públicos": definições e debates.
com Salwa El-Shawan Castelo-Branco e António Pedro Pita
O II Seminário de Investigação "Cultura de Massas em Portugal no Século XX" chega ao fim na próxima terça-feira, dia 5 de Junho, com uma sessão especial de encerramento que terá lugar no Anfiteatro 1 da Torre 1 da FCSH/UNL (1º piso, junto à biblioteca), às 18h.
Nesta sessão, Salwa El-Shawan Castelo-Branco (FCSH/UNL) e António Pedro Pita (CEIS20/FLUC) irão reflectir sobre alguns dos conceitos e das questões chave que foram discutidos ao longo do ano no seminário.
Ainda serão os conceitos de "cultura de massas" e "indústrias culturais" operativos e explicativos? Quando é que o "povo" se tornou um "público", e quando é que este passou a ser percepcionado como "massas"? A partir de quando, e porquê, é possível falar de "indústrias culturais" e de "cultura de massas" em Portugal? As "indústrias culturais" dirigem-se a indivíduos, a públicos, ou a consumidores? Poderão os públicos negociar a recepção dos produtos das "indústrias culturais", ou estarão eles limitados a ver os seus gostos, desejos e prazeres serem inteiramente determinados por aquelas? Serão os "públicos" e a própria "cultura de massas" a verdadeira ideologia das "indústrias culturais", como sugeria Adorno?
Salwa El-Shawan Castelo-Branco foi professora e fundadora do Mestrado em Etnomusicologia Urbana na New York University (1979-2001). É professora catedrática no Departamento de Ciências Musicais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL) desde 1982, tendo sido coordenadora do Departamento de 1984 a 1988 e de 1995 a 1997. É fundadora e directora do Instituto de Etnomusicologia(FCSH-UNL) desde 1995 e presidente da Associação Portuguesa de Musicologia desde 1996. Foi Vice-Presidente do Conselho Internacional de Música Tradicional (UNESCO) de 1997 a 2001 e membro da Comissão Directiva do mesmo organismo internacional de 1984 a 2001.
António Pedro Pita, doutorado em Filosofia Contemporânea, é Professor Associado do Instituto de Estudos Filosóficos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, director da Sala de Estudos Cinematográficos e docente da Licenciatura de Estudos Artísticos. É investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX no âmbito do qual coordena o grupo de investigação "Correntes Artísticas e Movimentos Intelectuais". Faz ainda parte do Conselho Científico do Instituto de Estudos Ibéricos e é actualmente o responsável pela Delegação Regional de Cultura do Centro.

Embuste

(obrigado à Shyznogod do Womenage à trois pela referência)
A notícia deve de ter aliviado muita boa gente, fixando o exemplo como (mais uma) excelente manobra publicitária da Endemol. Afinal foram estes holandeses os criadores do conceito de reality show, que hoje foi transportado para quase todas as realidades, paises e formatos.
Esta notícia não invalida, no entanto, o que aqui escrevemos, pelo contrário, adensa a reflexão. Desta vez foi gozo. Até quando?

Limites


Quando pensava que os reality shows já tinham saído do imaginário popular e que se olhava para a experiência como uma novidade da mudança do milénio, eis que a Endemol os recoloca no centro da agenda noticiosa mundial.
Quando pensávamos que tudo já estava feito e todas as formulas tentadas, quando as últimas versões de realitiy shows tinham sido muito más (ver a Bela e o Mestre), lá descobriram uma nova forma de intrusão e exposição da vida privada.
A última versão expõe a própria vida. Uma mulher (penso que é uma mulher), com uma doença terminal, «tem um rim para dar». Há 3 concorrentes, que imagino sejam compatíveis, para o «prémio final». A ideia é, no mínimo, atroz, e eleva a discussão sobre a liberdade de expressão a patamares dificilmente previsíveis há um par de anos atrás. Qual é o próximo passo? Uma execução em directo? Um programa feito na death row, com 3 condenados à morte, e é dado ao publico a decisão da morte final? Se ele é enforcado, se é a cadeira eléctrica, agulha ou gás? (todos processos utilizados hoje pelos EUA).
Devemos ficar à espera que sejam apenas as audiências a determinar os limites da decência e da ética? Não devemos, como sociedade organizada, regular a apresentação de alguns comportamentos? Não é isso que fazemos com o sexo? Porque não faze-lo com a vida? Ou o mundo demo-liberal a isso implica? A que tudo seja possível e aceite na capa da liberdade individual - conceito da filosofia política clássica– e da mudança de canal – conceito da filosofia política contemporânea.
Deverá ser tudo possível? Onde devemos traçar a linha? Onde devemos, sociedade contemporânea, intervir?

Lisboa.

Texto retirado na íntegra da Margem de Erro, o excelente blogue do Pedro Magalhães.


Foi divulgada mais uma sondagem sobre as intercalares de Lisboa, pela Data Crítica para o Diário Económico. Quem quiser saber as intenções de voto escusa de ir ler a notícia publicada no Diário Económico - pelo menos a da versão online - porque elas não estão lá. Mas a Data Crítica fez a amabilidade de me enviar esses resultados, que também terão sido enviados para a ERC. Aqui estão eles:


É cedo para detectar tendências consistentes e muito menos para presumir que estaremos próximo do que sucederá dia 15. Mas não há dúvidas sobre a liderança de Costa, e começam a sedimentar-se três ideias adicionais:- Nas sondagens mais recentes, Carmona está, afinal, atrás de Negrão;- Ruben de Carvalho e Sá Fernandes sofrem a bem sofrer com a presença de Roseta;- Telmo Correia vai ter de fazer um esforço muito grande para que alguém se aperceba da sua existência.

Pedro Magalhães.


Dos resultados expostos, algumas considerações.
1. Parece que António Costa é o único candidato com possibilidades de gerir a CML no biénio 2007-2009. Resta saber com que equipa de vereadores.

2. Parace haver uma acesa disputa para o segundo lugar, com Negrão, Carmona e Roseta tecnicamente empatados.

3. Como já referiu o Pedro, parece que o efeito Roseta se sente mais em Sá Fernandes e em Ruben de Carvalho.

4. O CDS parece não existir.

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