sábado, setembro 30, 2006

Quase nos esqueciamos...mas não


É Amanhã que se vota no Brasil, e a pouca importância se tem dado ao acto, talvez seja justificada pela previsibilidade do mesmo. Lula ganhará à primeira? Essa parece ser a grande incerteza. Nem os constantes escandalos nem as ausencias em debates televisivos parecem manchar as hipóteses do candidato-operário. Falta de oposição? alternativas débeis? Bom trabalho ou conforto?

Para melhor acompanhar o acto eleitoral, via blogosfera portuguesa, informe-se com o Pedro Magalhães. Para se inteirarem da realidade bralileira, versão básica, podem consultar isto, ou isto (versão mais avançada).
Adiantamos que amanhã serão candidatos vários milhares para a ocupação de 1.627 cargos políticos, da Presidência e Vice-Presidência da República a Governadores e respectivos vices, de Deputados Federais, Deputados Estaduais e Deputados Districtais a Senadores. O voto é obrigatório (quem faltar sem justificação é multado), electrónico e numérico. Cada candidato tem um número próprio que é digitado na «maquina de voto» (ver foto).
Estes são os candidatos numéricos à presidência 13, 44, 12, 45, 50, 27, 17, e 29.
[vejam os CV's e explorem o site...é impressionante]

Cargos em disputa em 2006
Presidente da República 1
Vice-presidente da República 1 (vagas não-electiva)
Deputados Estaduais 1.035
Deputados Distritais 24
Deputados Federais 513
Senadores 27
Suplentes de Senadores 54 (vagas não-electiva)
Governadores 27
Vice-governadores 27 (vagas não-electiva)
Total 1.627 (82 não electivas)

Obs: Os eleitores não votam para vice-presidente da República, vice-governadores de Estado e suplentes de Senadores. Essas vagas são preenchidas com os votos dados aos titulares dos cargos.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Dos outros


As Edições Afrontamento têm o prazer de a convidar para a sessão de apresentação do livro de Fernando Freire de Sousa e Nuno Gaioso Ribeiro

Tudo tem Sentido. Crónicas
Prefácio de Mário Soares

A sessão terá lugar no dia 29 de Setembro, sexta-feira, pelas 18.30 horas, na Fundação Mário Soares, Rua de São Bento, 160, em Lisboa.
A este vou.

Experiencia 2

Mais YouTube.

(não, ainda não consegui carregá-los para o blogue directamente, tem de ser via link...).

Duas pérolas do Jon Stewart

1 - Sobre o Campeonato do Mundo 2006

2 - A célebre presença no «Crossfire» de 2004, antes das eleições norte-americanas (o tal do «I am not a monkey»). fabuloso. Tem 15 minutos mas vale bem a pena...

Ainda estou a ver se descubro a formula de transportar a «TV» para o corpo do blogue (Rui...)

Experiencia 1

Ando a tentar colocar o youTube no blogue.

Não está a ser fácil [Rui...]

Assim dá.

Conhecem Nouvelle Vague? Recomendo vivamente.

1- «Dance with me»

2 - «Love will tear us apart»

3 - «Don´t go»

A banda é belga e faz covers de vários artistas bem conhecidos. E, em muitos casos, com resultados bem melhores que o original.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Dos outros


II CONGRESSO INTERNACIONAL
PARA JOVENS EGIPTÓLOGOS

«Erotismo e sexualidade no antigo Egipto»

Lisboa, 23, 24, 25 e 26 de Outubro de 2006

Programa aqui.
[estas iniciativas é que devia o CLDI organizar...]

Medo

"(...)Mas estou confiante que ainda vão bater palmas, muitas palmas. Estou a gerir esta situação com a serenidade de quem sabe o que está a fazer"

Fernando Santos, após o jogo Benfica - Manchester

terça-feira, setembro 26, 2006

Concordo...

Com a Joana.

Convite

Recebido via e-mail.
Adorava ir.
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Car@, Gostariamos de convida-l@ para o Seminario Critica e Valor - Homenagem a Silviano Santiago a se realizar na Casa de Rui Barbosa, na cidade do Rio de Janeiro, entre 2 e 6 de outubro.
Para inscricoes, favor entrar em contato pelo telefone (21) 3289 - 4633 (filologia).
Lembramos que acabam de serem publicados dois novos livros de Silviano Santiago: As Raizes e os Labirintos da America Latina (Rocco) e A Vida como Literatura:O Amanuense Belmiro (Ed. UFMG). Estes livros de ensaios se somam aos tambem recentes Ora (Direis) Puxar Conversar! (Ed. UFMG), Cosmopolitismo do Pobre (Ed. UFMG) e ao livro de contos Historias Mal Contadas (Rocco).
Contamos com sua presenca e na divulgacao do programa que segue abaixo.
Atenciosamente,
A Comissao Organizadora
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Programa
Seminário “Crítica e Valor” - Homenagem a Silviano Santiago
2 de Outubro
17h30min - Abertura (organizadores)
18hs- Leitura performatizada de trechos de "Stella Manhattan". Gilberto Gawronski.
19hs - "Estética Prática". (Conversa com Silviano Santiago).
3 de Outubro (Crítica, Memória, História)
9hs – Palestra “Memória: modos de usar"
Wander Melo Miranda (UFMG). Comentário: Ítalo Moriconi (UERJ).
10hs - Mesa "Fragmento, Panfleto, Ensaio,Paradoxo".
Ana Lúcia Oliveira (UERJ) – “O fragmento e o discurso plural”.
Isabel Lustosa (FCRB) – “Primeiros impressos: entre o panfleto e o ensaio".
Vera Lins (UFRJ) – “O ensaísmo: entre a sombra e o espelho”.
Luiz Fernando Carvalho (UFF/Estácio de Sá) - "Trajetória de uma desconstrução".
Tarde
14hs – Palestra “Debate crítico”.
Glória Ferreira (UFRJ).
15hs - Mesa "Histórias da Crítica".
L. Roberto Cairo (UNESP) - “A crítica literária e seu espaço nos jornais".
Regina Faria (UCAM) – “Conceito de literatura brasileira em José Veríssimo e Sílvio Romero”.
Rachel Esteves Lima (UFBA) – “Uma poética da entrevista”.
Marcos Pedrosa (UFRJ) - "Estudo de caso: a recepção crítica de Nelson Rodrigues".
18hs - Mesa "Crítica e História".
Heidrun Krieger Olinto (PUC-RIO) – “Historiografia: Cenários multitemporais”.
Valentin Ferdinán (Middlebury College)- “Necessidade e possibilidade da crítica imanente”.
João Camillo Pena (UFRJ) - "Formações do sujeito colonial: suplemento, dependência, cosmopolitismo".
Marta de Senna (FCRB) – “O Bruxo n’O Espelho: Machado de Assis crítico de teatro”.
Angélica Madeira (UNB) – “Malhas do pensamento social brasileiro”.
19hs - "Estética Prática". (Conversa com Silviano Santiago).
4 de Outubro (Mercado)
Manhã
9hs - Palestra "O imaginário religioso e o best-seller contemporâneo".
Walnice Nogueira Galvão (USP).
10hs - Mesa "Crítica e Mercado".
Idelber Avelar (Tulane) - "A Bota e o Anel de Zapata: Cosmopolitismo e Cultura Pop".
Karl Erik (PUC-RJ) - “Literatura brasileira contemporânea na era do best-seller”.
Luiz Camillo Osorio (UNIRIO) – “Deslocamentos da crítica”.
Sílvia Borelli (USP) – “Campo literário e mercado de bens simbólicos”.
Tarde
14hs - Palestra "Indústria Cultural Hoje".
Rodrigo Duarte (UFMG).
15hs - Mesa "Literatura e Cultura Contemporânea".
Vera Follain (PUC-RJ) - "Descentramentos e inversão de hierarquias: entre-lugares da literatura na cultura midiática".
Beatriz Resende (PACC/UNIRIO) - “O Professor, por Silviano Santiago".
Evelina Hoisel (UFBA) - "Literatura e cultura: interseções nos espaços de atuação de Silviano Santiago".
Jorge Fernandes da Silveira (UFRJ) – “Chamada para Fiama”.
17hs – Palestra “Crítica e Citação: a aura do tempo”. Olgária Mattos (USP).
18hs - Mesa "Questões de Mercado".
Guida Vianna (atriz) – “Teatro e Mercado”.
Marta Ribas (Editora “Casa da Palavra”) – “Mercado Editorial”.
Márcio Botner (artista e diretor da galeria A Gentil Carioca) - “Mercado de Arte“.
Rodrigo Letier (diretor executivo da TV ZERO) – “Indústria cinematográfica”.
Consuelo Cunha Campos (UERJ) – “Economia da Cultura: alguns editoriais”.
5 de Outubro (Deslocamento)
Manhã
9hs - Palestra "Rua México".
Raúl Antelo (UFSC).
10hs - Mesa "A Crítica e a Experiência do Deslocamento".
Eneida Maria de Souza (UFMG) – “Marioswald pós-moderno”.
Miriam Ayres (NYU) – “Not at home in America”.
Miriam Ávila (UFMG) – “O soneto e o selvagem: poesia de contrabando”.
Denílson Lopes (UNB) – “Do Entre-Lugar ao Transcultural”.
Tarde
14hs - Palestra "Foucault e a Literatura".
Roberto Machado (UFRJ).
15hs - Mesa "Nietzsche, Derrida, Barthes".
Maria Cristina Ferraz (UFF) - "Leitura, ruminação e valor: uma perspectiva nietzschiana".
Marcos Siscar (UNESP) - "A literatura e o indesconstrutível".
Paula Glenadel (UFF) – “Barthes: o afeto como valor crítico”.
Evando Nascimento (UFJF) – “Silviano, Derrida e o Glossário: Questões de Desconstrução".
17hs - Mesa "Cosmopolitismo e Periferia".
Renato Cordeiro Gomes (PUC-RJ) – “Atração por mundos e fundos”.
Eneida Leal da Cunha (UFBA) – “Os entre-lugares de Silviano Santiago”.
Anamaria Skinner (UFRJ) - “Silviano, leitor de Gide”.
Laura Padilha (UFF) – “Literatura e colonialidade: o caso da ficção angolana”.
Eurídice Figueiredo (UFF) – “Desterritorialização e cosmopolitismo na narrativa de Silviano Santiago”.
6 de Outubro (Experiência)
Manhã
9hs - Palestra "Hélio Oiticica: Invenção da Arte, da Vida".
Celso Favaretto (USP).
10hs - Mesa "Arte e Experiência".
Alexandre Sá (EBA) – “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade turística”.
Cecília Cotrim (PUC-RIO) – “Arte e rua”.
Laura Erber (PUC-RIO) – “Desenho, escrita, traço: a linha fora do papel”.
Paulo Henriques Britto (PUC-RIO) - "O fim de um paradigma".
Tarde
14hs - Palestra "A Boca do Testemunho". Tamara Kamenszain.
Comentário: Carlito Azevedo.
15hs - Mesa "A Crítica e as Escritas do Eu".
Karl Posso – “A importância do devir minoritário: Silviano Santiago e a resistência à identidade”.
Ana Bulhões (UNIRIO) – “Autoficção em Silviano Santiago".
Ana Chiara (UERJ) - "Escrita Travesti".
César Braga Pinto (Rutgers) - "O que fazer da vida?".
17hs - Mesa "Crítica do Presente".
Florencia Garramuño (San Andrés) - “Saídas da autonomia: formas informes, corpo e subjetividade. Silviano Santiago e a literatura latino-americana”.
Maria Esther Maciel (UFMG) - "De enciclopédias e bestiários: lugares incomuns".
Maria Lúcia Camargo (UFSC) – “A crítica de poesia e o suplemento: no caminho de Santiago”.
Viviana Bosi (USP) – “O poeta na rua: singular e anônimo".
19hs – “Leituras”. (coordenação: Célia Pedrosa – UFF)
Cláudia Roquette-Pinto
Paulo Henriques Britto
Ricardo Aleixo
Godofredo de Oliveira Neto
Chacal
Ítalo Moriconi

segunda-feira, setembro 25, 2006

Sol


Sol,

Li, pela primeira vez, o novo semanário «Sol».

O saco plástico envolvente, ao bom estilo da sua concorrência, não augura boa compra, mas, talvez com pouca surpresa, o resultado final até é bem razoável. Pelo menos consegui ler um bom par de artigos, coisa que já não me lembro de o fazer no «Expresso». A revista não está má, e pena é que se decalque em demasia da rival «Única». De «Tabu» tem pouca coisa. De resto, estranhei (ou talvez não) a excessiva colagem ao «Expresso», no grafismo, na apresentação e organização do jornal, e a pouca inovação e arrojo apresentados. Falta ainda ao «Sol» uma boa grelha de comentadores (só o Marcelo Rebelo de Sousa e o Miguel Portas parecem-me poucos), pelo que o resultado final, apesar de bom, é ainda curto. Agora, não entendo é o «Expresso»… é que um dia destes acabam os DVD’s…

Dos outros


Lançamento 4ª feira, dia 27 de Setembro

às 18,30h na FNAC Chiado

Apresentação de Fernando Rosas e José Neves

O Esquecimento

Durão Barroso (e, já agora, Luís Delgado) mostrou-se muito agastado pela fraca ou nenhuma defesa que os lideres da União Europeia fizeram do Papa. O que Durão Barroso (e, já agora, Luís Delgado) se esquece é que a maioria dos estados pertencentes à União Europeia são laicos.

Pequenos pormenores, certamente...

sábado, setembro 23, 2006

Reflexão


Nem de propósito. Hoje (e já ontem) uma «delegação» do Clube «Loja de Ideias» foi recebida na Assembleia da República pelo senhor Ministro dos Assuntos Parlamentares, Dr. Augusto Santos Silva, e pelo senhor Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama. Fomos entregar o resultado final do nosso ciclo de debates sobre a reforma do sistema eleitoral, e, em particular, a proposta vencedora do nosso «call for papers», sobre o mesmo tema.

Ontem fomos recebidos por representantes do Grupo Parlamentar do Partido Ecologista «Os Verdes» (Heloisa Apolónia) do Bloco de Esquerda (Luís Fazenda) e do Partido Socialista (Vitalino Canas). Ainda falta apresentar estes resultados a algumas pessoas (e partidos), pelo que a reportagem ficará para os próximos dias. Hoje damos um preview informativo.

Bom, não é este o ponto do post. Ele anda em volta do que o Pacheco Pereira Escreveu hoje no Abrupto sobre as propostas do «compromisso Portugal». Deixo o texto na íntegra:

COMPROMISSOS

Há casos em que a distinção entre “sociedade civil” e mundo político é perversa e enganadora. Um deles, evidente como um enorme reclame de néon, é o do Compromisso Portugal. A iniciativa é política até ao tutano, traduzindo a politização do nosso mundo de gestores (e em menor grau de empresários, menos representados na reunião), mas afirma parar à porta da política, quer-se dizer da política partidária, mecanismo pelo qual nas democracias se conseguem os votos para governar.

O resultado é uma sensação de grande irrealidade. As propostas não são novas, mas isso seria apenas uma questão mediática que em nada invalidava a sua oportunidade. A questão é outra: é que, sabendo-se o que se deseja, nenhuma resposta é dada à questão de como realizá-lo, de como chegar lá. Que forças sociais podem ser mobilizadas, como se traduzem esses movimentos em votos, como se organizam e expressam politicamente para terem eficácia em democracia? Sim, porque em democracia o lobiismo de movimentos proto-políticos que não tem expressão partidária, nem vai às urnas, é apenas e só lobiismo. E o lobiismo, o mexer das influências, quando feito em público, sem sequência, nem consequência, fica mais fraco pela repetição. De cada vez que se repete a mesma coisa, sem acrescentar meios nem apontar instrumentos, a sensação de impotência cresce.

Eu também penso que há excesso de hegemonização da vida política pelos partidos e que é bom que haja outros parceiros activos na vida pública. Mas, a não ser que se queira apenas ser lobiista (e é isso o que muitos destes gestores sabem fazer bem nos meandros do poder, logo convencem-se que isso pode ser transposto para os eleitores) seria melhor usar os recursos disponíveis para intervir na sociedade civil para formar opinião. Formar opinião: invistam em think tanks, em estudos sérios, em jornais e revistas, em conferências, em ensino de excelência não apenas para as empresas mas para a actividade cívica, apoiem iniciativas modelo que mostrem a eficácia das propostas, etc, etc. Apoiem os políticos e os partidos que melhor pensam poder expressar essas propostas. Às claras, para se saber. Sem receios. Ou então façam um partido político e concorram às eleições, uma solução que daria uma grande legitimidade ao movimento e acabaria com algumas ambiguidades sobre as naturais ambições de alguns dos seus proponentes. E acima de tudo dêem o exemplo, a melhor das propagandas.

É um trabalho moroso e que só dá frutos a prazo, mas o único que pode ser eficaz. É que reunirem-se em fileiras cerradas, direitos e compostos, numa imagem sem qualquer modernidade e apelo, como qualquer especialista de marketing vos poderá dizer, com os jornais a divulgarem promessas com a mesma consistência das promessas eleitorais dos políticos, dá a pior das imagens e serve mal muitas das propostas com as quais concordo. Só que o mundo dos portugueses não tem a ordem asséptica das cadeiras do Beato e esse é que é o problema que o Compromisso Portugal não quer pensar, ou não sabe pensar, ou não pode pensar.

José Pacheco Pereira - Abrupto, 22 de Setembro de 2006

A reflexão que proponho é a seguinte: o que é, hoje, o Clube «Loja de Ideias»? Ao entregarmos uma proposta física (em formato papel e informático) na Assembleia da República o que estamos a fazer?

Será Lobby? Procuramos influenciar o processo legislativo? Influenciar os principais actores políticos dizendo-lhe – "tomem, esta é uma proposta que deviam defender..." Ou será apenas um contributo, claro e assumido, de um grupo de pessoas envolvidas, activas e competentes, que se dedicaram, durante X tempo, a um tema que lhes é e caro, como resultado de uma vontade de explorar sobre determinada matéria? Ou seremos algo indefinido? Apanhados entre a vontade do contributo, os nossos reais talentos e a capacidade de passar mensagem e atingir os centros de tomada de decisão e formação de opinião?

- É, hoje, o Clube «Loja de Ideias» um tink tank modesto e humilde sem figuras, recursos ou dinheiros? Deixo a reflexão.

Dos outros

I Congresso Internacional de História Oral

De 26 a 28 de OutubroVai realizar-se, nos próximos dias 26, 27 e 28 de Outubro, o I Congresso Internacional de História Oral, a ter lugar no Auditório da Biblioteca Almeida Garrett e no Palácio de Cristal, no Porto.

Sob organização do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Letras da Universidade do Porto - FLUP - , com a realização deste evento pretende-se chamar a atenção do público português para uma disciplina desconhecida por muitos, mas fundamental para perceber a compreensão do passado mais recente. A História Oral destaca-se enquanto metodologia de recolha de memórias ‘vivas' através de entrevistas gravadas, baseando-se nas experiências de vida únicas de cada indivíduo. É uma História vivida e contada na primeira pessoa - uma História Viva -, que permite traçar uma imagem mais rica e completa do passado, explorando aspectos da realidade histórica normalmente não documentados. Realidades que vão estar em discussão num congresso em que marcarão presença figuras cimeiras internacionais da História Oral e investigadores portugueses que exploram esta área do saber. O objectivo é reflectir com todo o rigor científico sobre a História Oral, fazendo um balanço da sua trajectória passada, e equacionando o futuro a partir dos seus desenvolvimentos recentes.

Para mais informações consultar: Gabinete de Eventos e Relações com o Exterior da FLUP Telefone: 22 607 71 05

Email: mmoreira@letras.up.pt

Programa

Ficha de Inscrição

quinta-feira, setembro 21, 2006

O SANTO PADRE, O SR.CHÁVEZ E O DIABO

A Diplomacia vaticana está muito na moda- este facto é devido aos jornalistas da aldeia global que, muito eruditos, sabem bem ler e apreciar os discursos pronunciados pelos chefes de estado- sobretudo quando só conseguem ler partes dos discursos fora do contexto

Enfim uma desgraça nunca aparece só! O Santo Padre é um homem para além de ser o chefe da Igreja mas se para o sr.Chavez-essa relíquia da esquerda fetichista- Deus está com ele e o presidente dos EUA é o diabo o que mais irá o "Ocidente" dizer acerca do Papa!!!

Uma luminária chamada Frei Bento Domingues disse na RTP em “primetime” e com legendas que não se pode mais confiar naquilo que o Papa diz...

Depois disto resta-nos apelar para João Paulo II –“volta adérito tas aperdoado” porque afinal nem todos os altares aguentam com um filósofo de humor negro-ainda que vestido de BRANCO!...

Este post não é, ao contrário do que possa parecer “para mandar piadas foleiras” a uns e outros é para apresentar o novo CHEFE DA DIPLOMACIA DO VATICANO, UM FRANCÊS CHAMADO MONSENHOR MAMBERTI

Para os mais distraídos recomendo entretanto que leiam o discurso do PAPA , uma peça de grande qualidade académica e cheia de segundas e terceiras intenções

COMEÇA ASSIM:

È per me un momento emozionante trovarmi ancora una volta nell'università e una volta ancora poter tenere una lezione...

AQUI ESTÁ O RESTO

terça-feira, setembro 19, 2006

À antiga

Tailândia: Militares golpistas suspendem constituição, parlamento e governo
Banguecoque, 19 Set (Lusa)
- A Constituição tailandesa de 1997 foi suspensa, bem como o Parlamento, o governo e o Tribunal Constitucional, anunciou hoje um general, em nome dos autores do golpe de Estado militar em Banguecoque.
[via Lusa]
Saudades... (será?...)

Dos outros










Madrid


Eu podia ir a Madrid. E tu?

Wilkomen


5 tipos (é mais 1 tipa e 4 tipos), 5 bloggers, 5 escritas para 5 dias.

Iniciativa bacana, assim me parece.

Bons gráficos, boa organização, bons colaboradores.

A ver... com alguma atenção...

Wilkomen. Welcome. Bienvenidos. Sejam bem aparecidos.

[e aos fins-de-semana?... Bairro Alto?...]

segunda-feira, setembro 18, 2006

Modernidades


Antigamente comprava-se um carro novo , umas joias caras e um par de viagens ao estrangeiro e a situação estava resolvida.
Nos dias que correm é isto...
[que má onda...]

Morangos à descrição


(se me perguntassem há uns dias, eu nunca penseara escrever sobre este assunto...)

Acabei de ver o final dos Morangos com açúcar. Tinham-me interessado como projecto, como fenómeno e como parte da nossa contemporaneidade. Admito que todo o que rodeava esta eufórica série já me tinha despertado a atenção (desde a 1ª série), mas só agora, neste verão, a acompanhei com a regularidade mínima que permita a análise. E devo dizer que me surpreendi.

Em primeiro lugar o «pacote» é muito bem explorado, de qualidade muito razoável e, com esta 4ª série, aproveita o movimento criado das últimas épocas. Depois os actores, todos muito jovens, muito magros e muito bronzeados, não estão nada mal. Tirando o ocasional canastrão (ou canastrona, lugar onde a Sandra Coias se destaca), a maioria deles safa muito bem, cumprindo os requisitos do muito aceitável, não destoando de quaisquer 90210 ou OC (séries americanas de jovens) que por aí andem. A história falha um pouco, muito baseada em clichés fáceis e nada inovadora ou reflexiva (a tentativa do tema gay na relação entre duas personagens – desculpem mas não sei os nomes – foi o mais ousado tentado, e aí o segundo «homem» era afinal uma «mulher» disfarçada…). Nada de sexo, preservativos, abortos, relações com os pais (aliás, não há país na série, tirando os que com 35 anos nunca trabalham e tem sempre todo o tempo para os filhos, e a personagem da Rute Marques – dela sei o nome), doenças, droga, dinheiro, trabalho, dificuldades, universidade (mais de metade deles acabaram o 12º ano, mas muito pouco se discutiu o futuro universitário), desemprego, globalização, heterogeneidade cultural (todos brancos, de preferência com olhos de cor, magros, portugueses), racismo, Europa, pedofilia, etc. Muito pouco imaginativo, o argumento. Uma praia sem um estrangeiro em Portugal? Não pensava existir. (foi ver o site, afinal havia uma grávida adolescente…)

O aproveitamento próprio é evidente. A quantidade de top 10 que a série já produziu, na discografia nacional recente, impressiona. D’zrt, FF, Patrícia Cardoso, 4 Taste, entre outros, transbordaram da série para os palcos nacionais. Das séries já sairam peças de teatro (da 1ª série), e inclusive varios livros de diversos protagonistas (da 2ª série - "Sociedade Secreta" de Inês Gomes, Pedro Lopes e Sara Rodrigues, "Confissões de Ana Luísa" de Sara Rodrigues, "Mistério no Motocross" de Pedro Lopes e Vasco Domingos e "Viagem Inesperada" de Elizabete Moreira e Lígia Dias; da 3ª série - "Sonho do Trapézio" de Mafalda Ferreira e Catarina Dias, "Ao som do Hip Hop" de Elizabete Moreira, Ligia Dias e Sandra Santos, "Epicentro nos Açores" de Sara Rodrigues e Vasco Domingos, "Último Versículo" de Sara Rodrigues e Vasco Domigos, "Corpo de Verão" de António Bandeira Elizabete Moreira e Pedro Lopes. Não se brinca aqui. Tudo é muito bem pensado e calculado. Há, como em tudo o que envolve entretenimento, algum risco. Mas muito calculado.
É muito interessante ver o duplo conceito de «concerto/gravação de episódio) que a TVI já por diversas vezes ensaiou (como o «episodio do Coliseu dos Recreios», muito bom por sinal, que terminava a 3ª [?] série). Sem falar na colocação de «novos actores» noutros projectos da casa. À TVI só falta «cruzar» séries para se aproximar do que de melhor se faz lá fora (em termos de aproveitamentos de recursos televisivos, da interdisciplina artística e da penetração simultânea de marcados de formatos diferenciados).

É também muito interessante ver a recentemente criada industria porno light aproveitar os corpos das jovens wannabe actrices nas revistas da especialidade (Maxmem, FHM e outras). Aliás, na série só se vêm meninas de bikini (só) e meninos sem t-shirt. Curiosamente, quando foi presa a personagem «Mónica», na prisão feminina as presidiárias eram todas fortes e bem mais velhas (como quem diz, se fores má…).

Resumindo, não espero com alguma ansiedade a nova série (muito pelo contrário), vejo na Floribella um fenómeno não bem igual (o público alvo é ligeiramente mais novo-não-de-secundário) mas com parecenças óbvias e objectivo final igual – a conquista do share televisivo, das classes AB e de miúdos e jovens facilmente, com tempo livre, pouca imaginação e dinheiro dos pais para gastar.

Faz tudo parte do grande centrão que estamos a criar (ou a recriar, uma vez que já existe?). Ou não?

sábado, setembro 16, 2006

Descoberta


Descobri o líder da oposição ao governo Sócrates.

Chama-se Luís Pais Antunes.

Ontem no «Expresso da meia-noite» assumiu, definitivamente, esse papel.

É bom, relativamente ambicioso, experiente qb (secretário de Estado do Trabalho no governo Durão Barroso), actual (os seus temas predilectos são hoje o hard core da política - trabalho e segurança social), muito bem falante e dinâmico.

Há já algum tempo que tem vindo a aproximar-se do palco principal (não é Paulo Gorjão), mas, o que antes poderia ser apenas uma promessa ou um vamos ver, é hoje uma certeza.

Resta saber como Pais Antunes, que sempre o vi como barrosista, se ligará a Marques Mendes. Será um seu fiel escudeiro, um ponta de lança avançado para quem espera por 2008, ou terá ele uma agenda própria?...

(ainda) dos outros

Na Biblioteca-Museu República e Resistência
PROGRAMA SEMANAL
16 a 22 de Setembro de 2006


Terça_19 de Setembro
18:30 Lançamento da colectânea de livros coordenada por Ana Duarte Rodrigues.
Editora Ela por Ela.

Mulheres do Século XVIII. O Belo Ideal
Ana Duarte Rodrigues

Mulheres do Século XVIII. Os Retratos Bruno Marques

Mulheres do Século XVIII. Conventos de Freiras Filipe Costa

Mulheres do Século XVIII. Pintoras em Portugal Luísa Capucho Arruda e Aline Gallasch Hall

Mulheres do Século XVIII. A Condessa do Vimieiro Raquel Bello Vázquez

Mulheres do Século XVIII. O Aborto Regina Marques

“Um núcleo de investigadores de diversas áreas cujos trabalhos ainda não tinham encontrado local ou suporte próprio apresentará estes ensaios, em que “as mulheres” são pretexto para explorar temas aliciantes e pouco visitados daquela época.” Apoios: Fundação para a Ciência e Tecnologia, Movimento Democrático das Mulheres, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

21:30 Projeccção >> Debate Deslocalizações: o poder das multinacionais e as respostas dos trabalhadores.

Projecção do documentário A fábrica de Miriam Alves: Reportagem de Miriam Alves, José Eduardo e Rui Rocha, com grafismo de Alexandre Ferrada e produção de Isabel Mendonça. Relata a história das trabalhadoras de uma fábrica de têxteis em Arcos de Valdevez, a qual esteve em risco de abrir falência. As 89 tralhadoras e 2 trabalhadores decidiram então assumir a gerência da fábrica, após os donos alemães terem desaparecido depois de uma tentativa de retirarem as máquinas das instalações.

Debate com a presença de:
António Chora • ct_autoeuropa
Miriam Alves • jornalista
João Lourenço • sindicalista cgtp
João Rodrigues • economista
moderação: Sofia Andringa • attac

Quinta_21 de Setembro
18:30 Colóquio As Consequências Sociais da Desertificação.

Com a presença de
Engº Victor Louro, Presidente do Plano Nacional de Combate à Desertificação (DGRF)
Engº Lucio do Rosário, Coordenador Nacional da DesertWatch (DGRF)

Dos outros


Este já tem estatuto...
XVI CURSO DE VERÃO IHC

O Lugar de Portugal na Construção da Identidade e da Unidade Europeias:20º Aniversário da Adesão de Portugal à CEE
Europa: O Paradoxo da Diversidade
Coordenação de Maria Fernanda Rollo
Auditório do ISLA - Instituto Superior de Línguas e Administração

PROGRAMA

O programa do curso Europa: O Paradoxo da Diversidade. O lugar de Portugal na construção da identidade e da unidade europeias aborda o tema de forma ampla e pluridisciplinar. Incidindo no estudo das redes europeias, formais e informais, culturais, institucionais, artísticas, científicas..., redes que historicamente têm composto, desenhado, estruturado a civilização europeia desde a História Antiga e Medieval até à contemporaneidade; redes que têm funcionado como instrumentos de europeização, constituindo, ao longo da história, razões e argumentos da ideia de Europa e das propostas de cooperação/ unificação europeias. Caminhos e pontes entre o ideal e a realidade, que aproximam e combinam diversidades no quadro de um passado e de heranças comuns que fundamentam a principal característica da construção europeia: uma íntima cumplicidade entre diversidade e homogeneidade.

4ª feira, 20 Setembro 2006
14.30 h
Sessão de Abertura
(Presidente do IHC e representante do ISLA)

15.00 h
Conferência Inaugural Europa: O Legado do Passado e a Construção do Futuro
Joaquim Romero Magalhães (FE-UC)
A Europa como Identidade Civilizacional
16.00 h
A Herança Clássica
Ana Caessa (FCSH-UNL)

16.45 h
Universalismo e Pluralismo no Direito Romano
Cristina Nogueira da Silva (FD-UNL)
17.30 h - Debate

5ª feira, 21 Setembro 2006
10.00 h
O Cristianismo/A Igreja como Matriz Civilizacional da Europa:Interrogações sobre os fundamentos historiográficos de um “Argumento Histórico”
Lurdes Rosa (FCSH-UNL)

10.45 h
O Mundo do Renascimento: A Circulação dos Saberes
Ana Isabel Buescu (FCSH-UNL)
11.30 h - Debate
14.30 h
A Modernidade das Luzes
António Reis (FCSH-UNL)

15.15 h
Redes e Movimentos Artísticos Europeus
Raquel Henriques da Silva (FCSH-UNL)
16:00 h - Intervalo para Café

16.15 h
A Construção da Cultura Científica Europeia
Henrique Leitão (FC-UL)
17.00 h - Debate

6ª feira,22 Setembro 2006
O Lugar de Portugal
09.30 h
A Ideia de Europa em Portugal:Da ilustração ao limiar do século XXI
Norberto Cunha (UMinho)

10.45 h
Portugal e o Processo de Construção da Unidade Europeia
Maria Fernanda Rollo (FCSH-UNL)
11.30 h - Intervalo para Café

11.15 h
Somos Europeus?
José Medeiros Ferreira (FCSH-UNL)
12.00 h
O Balanço Económico da Adesão: 20 anos de fundos estruturais
Margarida Marques (Comissão Europeia)
12.45 h - Debate

14.30 h
Europa Social
Carlos Farinha (ISEG-UTL)

15.15 h
A Europa das Exclusões
José Manuel Henriques (ISCTE)
16:00 h - Intervalo para Café

16.15 h
Portugal, a Europa e o Mundo Global
José Maria Brandão de Brito (ISEG/UTL)
17.00 h - Debate

Sábado, 23 Setembro 2006
10.30 h
Mesa Redonda
A Europa como Futuro

12.00 h
Sessão de Encerramento
(Presidente do IHC e Coordenadora Científica do Curso)

Mais iniciativas

Esta também me pareceu de divulgar:

A todos e todas,

Vimos por este meio endereçar o convite a participarem no Seminário "A intervenção das organizações e animadores do Desenvolvimento Local na Promoção da Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens", em Coimbra, nas instalações do CEARTE (Zona Industrial da Pedrulha), no próximo dia 19 de Setembro.

Queiram, por favor, endereçar as vossas fichas de inscrição (em anexo) à Animar ou à ADRL.

Este seminário é desenvolvido no contexto das actividades do projecto + Igualdade: Desenvolvimento Local rumo à Mudança, apoiado pela CIDM, através da Pequena Subvenção às ONG, medida 4.4.3.1. POEFDS.

Contamos convosco!

Saudações animadas.
P'lo Gabinete Animar [animar@animar-dl.pt]
Rogério Silva

Dos outros

Ora aqui está (mais) uma boa iniciativa.

Já tinhamos feito referencia. Fica a próxima season.

(até era do CLDI arranjar uma equipa para entrar num debate...)

[Sandro, é a tua cara...]

O IPRI-UNL organiza, em parceria com a Livraria Almedina, mais um ciclo de debates «O Público decide», com o objectivo de promover a discussão pública sobre temas da actualidade internacional.
Em cada iniciativa de «O Público Decide» estarão frente a frente duas equipas. O principal objectivo é a apresentação dos mais variados argumentos, de defesa ou oposição, face à moção em discussão.
O IPRI-UNL convida-o a inscrever-se para a formação de uma equipa a participar no debate. Só terá que nos enviar uma curta nota biográfica e uma síntese (cerca de 600 palavras) com as ideias que pretende defender.
Participe! Forme a sua equipa e inscreva-se!
MOÇÕES:
28 de Setembro, 19h00
A Turquia deve integrar a UE!
19 de Outubro, 19h00
A ONU é uma organização obsoleta!
15 de Novembro, 19h00
A ajuda ao desenvolvimento prolonga a dependência do Estado Africano.
13 de Dezembro, 19h00
O Irão não tem o direito de ser uma potência nuclear!
Envie-nos a sua inscrição para ipri@ipri.pt

Dos outros

Ora aqui está (mais) uma boa iniciativa.

Já tinhamos feito referencia. Fica a próxima season.

(até era do CLDI arranjar uma equipa para entrar num debate...)

O Público Decide

O IPRI-UNL organiza, em parceria com a Livraria Almedina, mais um ciclo de debates «O Público decide», com o objectivo de promover a discussão pública sobre temas da actualidade internacional.

Em cada iniciativa de «O Público Decide» estarão frente a frente duas equipas. O principal objectivo é a apresentação dos mais variados argumentos, de defesa ou oposição, face à moção em discussão.

O IPRI-UNL convida-o a inscrever-se para a formação de uma equipa a participar no debate. Só terá que nos enviar uma curta nota biográfica e uma síntese (cerca de 600 palavras) com as ideias que pretende defender.

Participe! Forme a sua equipa e inscreva-se!

MOÇÕES:

28 de Setembro, 19h00
A Turquia deve integrar a UE!

19 de Outubro, 19h00
A ONU é uma organização obsoleta!

15 de Novembro, 19h00
A ajuda ao desenvolvimento prolonga a dependência do Estado Africano.

13 de Dezembro, 19h00
O Irão não tem o direito de ser uma potência nuclear!

ApresentaçãoRegras do Debate

Envie-nos a sua inscrição para ipri@ipri.pt

Férias



Voltei de umas curtíssimas férias.

Sem internet foi dificil manter o contacto.

sexta-feira, setembro 15, 2006

segunda-feira, setembro 11, 2006

Sobre a ultima Guerra no Líbano IV

Os Vencedores e Vencidos.

Podemos dizer que houve um claro vencedor, outras duas instituições/organizações internacionais com ganhos internos e três derrotados.

Os derrotados foram tanto Israel (se bem que não completamente), tal como o Hizbollah e o Irão. O vencedor foi a longo prazo o povo não Xiia e não apoiante do Hizbollah no Líbano e as organizações que beneficiaram internamente deste conflito foram O.N.U. e a União Europeia.

O primeiro derrotado foi claramente o Exercito Israelita e a estratégia ofensiva que utilizaram. A estratégia era clara, primeiro uma Guerra Aérea Massiva, ganhando preponderância no ar, acompanhada por operações de eliminação limitada de alvos ou de conquista de pontos de resistência importantes e depois numa ultima fase com uma invasão terrestre mais ou menos massiva eliminando uma grande parte da ameaça da força oponente. Esta foi a estratégia americana que teve sucesso na I Guerra do Golfo e na Invasão do Afeganistão mas que mostrou limitações na Invasão do Iraque e muito antes disso na Somália. Se analisarmos esta estratégia tem como percursora a "Guerra dos seis dias" em que Israel eliminou a força área dos países que o circundavam e representavam uma clara ameaça, depois com recurso a tropas especiais atacou atrás da linha fronteira alvos específicos, decorrendo ao mesmo tempo bombardeamentos aéreos massivos e á posteriori ocupou com uma invasão os territórios da Cijordânia e outros parcialmente. Correndo bem a fase 1 (bombardeamento e controlo aéreo e eliminação de muitos alvos por ar) e a fase 2 (operações limitadas e conquista de pontos de resistência importantes) da operação israelita nitidamente escapou-lhe a fase 3 que seria o cerco e estrangulamento do Hizbollah. Perderam também na guerra psicológica e foram menos hábeis na contra argumentação, pois tal como os americanos contam sempre com fortes sentimentos "contra estes" façam bem ou mal. A nível interno a gestão também não correu muito bem, tendo um primeiro-ministro sempre optimista, sendo contrariado a cada dia que passava pelo que ia acontecendo no terreno e uns Chefes Militares de operações bem como o Ministro da Defesa mais realistas. Mas não foi assim tão derrotado quanto os seguintes, pois conseguiu um objectivo estratégico a médio e longo prazo que é o confinamento e controlo de um dos aliados externos do Irão a norte.

O Hizbollah é o outro derrotado, digam o que disseram os seus dirigentes ou querendo atirar areia para os nossos olhos, este tem que desarmar, as forças regulares do Líbano uma vez com o apoio das forças da O.N.U. vão se encarregar disso elas próprias, os elementos Cristãos e Drusos claramente maioritários no Exercito assegurar-se-ão no terreno daquilo que os seus lideres não conseguiram nas mesas das negociações, pois terão não só uma força militar da O.N.U. com poder de fogo para os apoiar como serão balizados por uma nova resolução que prevê isso mesmo de forma bastante clara. O Hizbollah a partir da agora ficará como partido, se reagir como força beligerante será eliminada como tal pelos seus e pela força da O.N.U.. O Hamas dessa forma e lateralmente perde o seu único ponto de contacto militar na região e terá que desarmar forçosamente, sendo outro grande derrotado. E lembremo-nos que é a Alemanha (aliado europeu de Israel) que vai controlar as costas do Líbano, porta de entrada das armas pois pela via terrestre poderiam ser fotografadas por satélite ou bombardeadas pelos aviões israelitas.

Desta forma podemos ver que as organizações representantes dos interesses Iranianos naquela parte do mundo ficaram limitadas. A aparente neutralidade dos estados Sunnis á Guerra que Israel fez ao seu vizinho foi um claro sinal que estes encaravam a Guerra como feita a um grupo aliado do Irão e não uma agressão ao Líbano como estado, para reforçar esta ideia temos a aceitação por parte de Israel a que forças Indonésias e do Qatar integrem a FINUL, o primeiro país não tem Xiias (mesmo sendo o país islâmico mais populoso) e o segundo tem uma minoria Xiia que tem dado que fazer ás suas autoridades, o que de si os faz uns aliados ideais para conjuntamente com o Exercito Libanês regular desarmar o Hizbollah. O cerco aos aliados externos do Irão era o objectivo de Israel (e dos U.S.A. que os apoiaram nesta incursão) como vimos este objectivo foi claramente conseguido, por esse motivo este é um dos principais derrotados do Conflito que se verificou.

A O.N.U. voltou com este conflito a ser o único parceiro a quem os U.S.A. poderiam recorrer para mediar o conflito e só ao abrigo da FINUL (Forças de Interposição das Nações Unidas no Líbano) e esta com um mandato renovado e com novas funções mais objectivas e especificas é que se poderia chegar a alguma situação em que esta Guerra fosse algo mais do que só mais uma entre Israel e o seu vizinho. A O.N.U. tem também um papel destacado na mediação da libertação dos prisioneiros e da sua troca. Por fim e aproveitando este "pacote" de credibilidade e intervencionismo que a O.N.U. assumiu prepara-se para sob os auspícios do Concelho de Segurança e com a mediação empenhada de vários estados (alguns que têm sido muito pouco multilaterais nos últimos tempos, como os U.S.A.) ao serviço desta, de tentar por um ponto final na ocupação das "Quintas de Cheba", veremos se este problema se resolve ou não?

A União Europeia, no seu conjunto, pelo protagonismo que exerce na FINUL (só esta o poderia fazer), no seu comando e na responsabilidade de desarmar o Hizbollah. A U.E. passa a ter uma missão militar em que realmente é visível (pois já tinha a missão da Macedónia e o comando na Bósnia) e em que esta desempenha um papel importantíssimo em termos geoestratégicos. Virão dizer os "Velhos do Restelo" é como pôr a cabeça dentro do Leão, talvez, mas se virmos bem, qual é a situação em que se assume um papel militar e geoestratégico importante, que não o é? A União Europeia com esta missão que se prevê longa e em que inevitavelmente no futuro ficará sozinha, poderá ter que começar a pôr mais a sério a criação de um exercito Europeu, ideia esta aliás partilhada por muitos europeus (como demonstram recentes sondagens a nível europeu), daí a oposição do Bloco de Esquerda, a tal esquerda alter-globalista, e da esquerda anti-imperialista (aquela que defende um império comunista totalizador e antidemocrático global) do Partido Comunista Português a esta intervenção. A U.E. ficaria assim mais forte e com uma renovada credibilidade interna e internacional, algo que estes dois “partidinhos” bem como a extrema-direita fascista abominam.

Delírio...

Este foi um comentário delirante que fizeram a um post meu, “Sobre a Guerra no Líbano III”, depois de corrigir os erros ao mesmo resolvi publicá-lo para nos rirmos um bocado neste dia em que morreram milhares porque fundamentalistas (embora islâmicos) que partilham estas teorias procederam a uma chacina por motivos religiosos:

"Segundo reza a Bíblia, os hebreus (de onde vieram os israelitas), depois de fugir da escravidão do Egipto, andaram 40 anos no deserto, sem nação, destruindo as cidades que encontravam, a mando de "Deus?". Chegaram à terra prometida, esta era ocupada por gigantes e descendentes dos gigantes: foi tudo morto, as cidades destruídas: assim nasceu a primeira nação israelita.
Mais tarde, quis o destino que aquele a quem muitos passaram a chamar de Salvador, Jesus Cristo, viesse a nascer no seio deste povo. O culto a este homem complicou o império romano, o qual expulsou os judeus da sua terra, criando a Palestina para retirar-lhes qualquer ideia de retorno.
Ora, passados mais de 1500 anos vem uns tais que se dizem judeus entrar pelo território dentro, a chacinar, reclamando desta forma uma terra perdida há tanto tempo? Mesmo que os invasores fossem mesmo judeus, que culpa tinham aqueles que lá moravam por aquilo que outros fizeram há mais de 15 séculos?
Quer dizer, a influência destes tais que se disseram judeus e que invadiram a Palestina, criando o Estado de Israel, é tal, que (para além do incontestável apoio dos E.U.A.) o selo oficial dos E.U.A. possui, por cima da cabeça da águia, uma estrela dos judeus formada por treze estrelas. Digam lá o que disserem, a desculpa inicial para esta invasão não segue a lógica do coração, nem da razão.
Por outro lado, o facto de uns países do Médio Oriente serem militarmente abastecidos pelos E.U.A. e outros pela U.R.S.S., nada mais é do que o resultado de um plano que ganha vida em Adam Weishaupt de desenvolver o capitalismo. Este plano passa pelas mãos de Marx, com "O Capital", o que veio dar a entender que o marxismo e o capitalismo continham, em si, objectivos diferentes, quando, na verdade, ambos foram criados por incentivo da mesma fonte, destinados para o mesmo fim: desenvolver um estado hegeliano em que as duas partes entrassem em convulsão, sintetizando-se na nova ordem maçónica mundial. Por isso, uma pessoa como o actor que menciona diz uma coisa daquelas, não deve andar assim tanto a dormir.
"

Como podemos inferir por este último comentário quem é anti-semita deve ser aplaudido...esta foi a única parte em que não me ri...

Cinco Anos...

"(…) Securing peace in a time of global conflict sustaining hope in this winter of anxiety and fear.
More than any time in the recent history (our) destiny is not of our own choosing. We did not seek, nor did we provoke, an assault on our freedom and our way of life.

We did not expect nor did we invite a confrontation with evil.

Yet the true measure of people’s strength is how their rise to master the moment when it does arrive. (…)

Hearing the explosion from their (…) facility they run into the fire.
Run into the fire

The streets of heaven are too crowded with angels tonight.
(Their firemen’s and policemen’s and anonymous people).
The streets of heaven are too crowded with angels tonight.
But every time we think we’ve measured our capacity to meet a challenge we look up and we’re reminded that that capacity may well be limitless.

This is a time for (…) heroes.
We will do what is hard.
We will achieve what is great.
This is a time for (…) heroes and we reach for the stars.

God bless their memory"
Aaron Sorkin - The West Wing, Season 4, Episode 2
P.S. - Alterações entre parentesis

sábado, setembro 09, 2006

quarta-feira, setembro 06, 2006

Voltando de férias

Após umas merecidas férias volto à vida citadina, metódica e ritmada... Volto também ao CLDI...

Um bom descanso em Viseu, num periodo em que não presenciei felizmente nenhum incêndio, onde me permitiu conhecer algumas terras bem interessantes e cheias de história... Conheci também a noite da Sé, local onde um pequeno bairro alto, se me permitem a comparação, emerge... Com estilo, bons bares, tranquilo... Gostei! Pode ser que o CLDI lá faça alguma iniciativa, em tempo de férias grandes não consegui vislumbrar muito a "onda" dos Visienses...

Agora é tratarmos da Institucionalização do clube Loja de Ideias...

Abraço a todos

segunda-feira, setembro 04, 2006

Sobre a ultima Guerra no Líbano III

O Líbano e a inexistente unidade nacional contra Israel.

Essa foi a ideia que nos últimos tempos pretenderam passar na comunicação social, que havia uma unidade nacional contra Israel, nada poderia ser mais mítico do que esse pensamento.

Os membros do Movimento/Partido Hizbollah, do Partido Amal ambos Partidos Xiias Duodecimanicos embora rivais têm em comum o ódio a Israel mas os segundos culpam os primeiros de fazer sofrer a população Xiia com os seus constantes ataques. Os Palestinianos refugiados no Líbano que vivem Campos dos Refugiados e são cerca de 200.000 também odeiam Israel por razões óbvias.

Os Drusos ou Partidários de Ali Deus (Ali-´iláhi) que quer dizer fieis a Darazi que era partidário de Al-Hákim ou do “Homem Deus”, são uma minoria que tem milhares de adeptos no Irão, Iraque, Síria, Palestina, Israel e Líbano, sendo que neste ultimo país que são uma forte minoria (8% da população). Organizam-se em torno de uma sociedade secreta, com iniciação estrita aos membros do clã familiar, são considerados infiéis por algumas vias do islamismo o que os levou a isolarem-se e especializarem-se na arte da guerra, sendo bastante combativos. Põem-se um bocado à parte no referente ás guerras internas dos Xiias e Sunnis, bem como do mundo Islâmico, sendo muitas vezes aliados dos inimigos destes últimos, pois a quase totalidade das vias Islâmicas os persegue. Estes dividiam-se entre as Milícias do Partido Socialista Progressista (P.S.P.) e da Milícia Drusa do sul do Líbano, muitos homens e famílias inteiras tiveram que sair do Líbano para o norte de Israel quando esta retirou, pois os membros desta ultima milícia também pertenciam ás forças do Exercito do Sul Líbano (E.L.S.). Os Milicianos do Partido Socialista Progressista têm origem maioritária proveniente dos Xiias não Duodecimanicos (existem mais duas seitas islâmicas não Drusas no Líbano), cristãos nomeadamente protestantes e eram compostos esmagadoramente pelos Drusos de Beirute e do centro e norte do Líbano (os do Sul tinham a Milícia Drusa), o P.S.P., tinha e têm uma forte componente laicista e eram generalistamente comunistas nacionalistas apoiados pela então União Soviética via Síria. Sendo nacionalistas de Esquerda na sua grande maioria eram apoiados pela União Soviética em contraposição ao Hizbollah (Iraniano e então não alinhado com nenhum dos campos da Guerra fria), o Partido Amal (pró Sírio mas algo fundamentalista) e os Cristãos (pró americanos e apoiados pelo Vaticano e outros países europeus) sendo financiados por esta. Os Milicianos do P.S.P. estiveram numa primeira fase da Guerra Civil Libanesa com a O.L.P., entre 1976 e 1985 (sendo os principais impulsionadores do Movimento Nacional Libanês, depois desse ano e mais claramente depois da Invasão Israelita e em todas as Guerras dos Campos estiveram contra a O.L.P. e foram contra os Xiias do Hizbollah e os Milicianos da Al-Morabitun, em 1983 tomaram conta do Monte do Líbano e o Distrito de Chouf áreas estratégicas da Capital Beirute, obtendo por esse controlo recursos (portagens e impostos) sendo a partir daí menos controlados pela União Soviética, eram comparativamente poucos mas no entanto temíveis guerreiros, como só os Drusos podiam ser. Com a restauração da paz em 1989 o P.S.P. desmilitarizou-se e entrou na política Libanesa o seu líder Wallit Jumblatt (filho de Kamal o primeiro líder histórico do partido assassinado em 1977 pelos Cristãos apoiados pelos americanos) participou em inúmeros governos, passando depois para a oposição. Numa primeira fase enquanto governo, o P.S.P., não se opunha á militarização do Hizbollah e á presença Síria, quando viu que nem os Sírios iriam sair como prometeram nem o Hizbollah iria parar os ataques aos Drusos do Sul do Líbano e que este podia tomar conta do Governo pela força, foi um dos principais opositores á presença Síria no país e um dos mais férreos apoiantes da desmilitarização do Hizbollah, a partir dessa altura os Drusos passaram a ser parte essencial do exercito regular Libanês.

O E.S.L., era formado maioritariamente por Cristãos estes tanto no sul como no centro e norte do Líbano são fortes opositores aos Xiias e aos Sunnis, cerca de 220.000 saíram a quando da retirada de Israel do sul do Líbano e formaram conjuntamente com os Drusos aldeias e povoados no norte de Israel, que estiveram na linha da frente dos bombardeamentos do Hizbollah, sendo que a maioria das vitimas são provenientes destas aldeias e não de Haifa como nos tentaram passar as incompletas noticias, ou seja o Hizbollah vinga-se dos próprios antigos colaboradores de Israel e antigos cidadãos do Líbano. Os cristãos que são cerca de 36% do total da população estão divididos entre uma maioria Católica Maronita (cerca de 25% da população do Líbano) que responde á Igreja Apostólica Romana sendo que os seus Cardeais Patriarcas pertencem ao conclave cardinalício (inclusive o electivo), uma minoria de 10% de Católicos Ortodoxos Gregos e outra residual (0,5%) de Protestantes nomeadamente Anglicanos e Calvinistas. Foram os cristãos nacionalistas e conservadores de direita e a sua oposição á tentativa que a O.L.P. tinha de se estabelecer com as suas bases no Líbano para atacar Israel que começaram a Guerra Civil em 1976 contra uma aliança dos Drusos, Islâmicos e Milicianos do Partido Socialista Progressista que estavam com a O.L.P., aliança essa que, como já vimos, entretanto foi quebrada com a Invasão de Israel e com o apoio da Síria primeiro aos Cristãos contra a O.L.P. levando o Partido Amal e os Milicianos do P.S.P. contra a O.L.P.. Quando houve a saída do Sul de Líbano por Israel a maioria das aldeias Cristãs do Sul do Líbano foram arrasadas e assistiram-se a massacres de mulheres e crianças só por serem Cristãos (onde estava então a indignação desta Esquerda!!!), mesmo depois do seu, agora tão aclamado líder, dizer que não sofreriam represálias (que raio cinismo!!!), a tal ponto que o Governo do Líbano teve que pedir á O.N.U. a interposição das suas forças nessas aldeias e de enviar forças regulares para proteger as poucas aldeias Cristãs que se mantiveram no sul do Líbano, expulsando os seus vizinhos Xiias, pois o restante sul foi evadido e ocupado pelos Xiias que estavam sobre o controle do Hizbollah, ficando com a terra e as casas dos Cristãos e Drusos que acompanharam a retirada Israelita. Estes actualmente são representados na Assembleia por três forças políticas os Falangistas (antigos membros da Milícia Cristã e conservadores cristãos) os nacionalistas de direita da Frente Libanesa e os moderados do Partido Nacional Liberal.

Estes formam com os Sunnis e Drusos a espinha dorsal do Exercito Libanês, aquele que o Hizbollah diz que não tem competência ou legitimidade para proteger o Líbano de Israel.

Quanto aos Sunnis são 20% da população do Líbano e organizaram-se durante a Guerra Civil do Líbano numa milícia a Al-Morabitun (al-murabitūn) que quer dizer literalmente “As Sentinelas” numa primeira fase estas milícias tinham Cristãos e Drusos quando participavam no Movimento Nacional Libanês (e eram pró palestinianos) embora fossem compostas maioritariamente por Sunnis, travando numa primeira fase combates contra os Cristãos (isto na primeira fase da Guerra Civil Libanesa em 1976) e sendo aliados dos Xiias do Partido Amal e os Combatentes Milicianos do Partido Socialista Progressista mais tarde nas Guerras dos Campos (depois Maio de 1985 e da Invasão Israelita do Sul do Líbano em 1986) foram aniquilados pois tomaram o partido da O.L.P., tanto os Drusos, os Xiias do Partido Amal e a Milícia do Partido Socialista Progressista (é preciso compreender que a Síria estava nessa altura contra a O.L.P. tal como a União Soviética) bem como os seus antigos inimigos os Cristãos acabaram com a sua existência, nem sequer o Hizbollah (movimento que ficou ao lado da O.L.P.) se moveu para os proteger, desde então que se afastaram das Guerras que os Xiias e os Cristãos têm entre si e não entrariam em combates contra Israel pois embora o condenem (pela invasão da Palestina) preferem manter-se á parte dessas lutas, muitos deles emigraram para a América do Sul (Brasil e Argentina), Africa (Angola, Moçambique e Africa do Sul) e para a Europa (Alemanha e Reino Unido) sendo que as suas aldeias e bairros citadinos são caracterizados por boas casas devido á riqueza económica que adquiriam no estrangeiro, têm dois movimentos que os representam na Assembleia o Renascimento Árabe Socialista (esmagadoramente maioritário) e a Jihad Islâmica (extremista e pró palestiniano e que é o braço deste partido tanto dentro dos Palestinianos como dentro dos Libaneses Sírios).

Como podemos ver e fazendo as contas por alto temos que só cerca de 35% da população libanesa é pró Hizbollah (isso tendo em conta que os Xiias do Partido Amal os apoiam nesta luta, o que não é claro) e a manutenção de uma Guerra contra Israel. Por estes motivos é que o beligerante não é o Estado do Líbano mas um movimento radical Xiia Duodecimanico e estes, os Israelitas, não atacaram o Exercito Regular Libanês mas só a Milícia do Hizbollah, pois nem um só avião militar foi destruído (e em 40 dias de conflito nenhum levantou para fazer frente aos aviões israelitas!!!) nem um só Navio de Guerra das Bases Navais do Norte do Líbano foram destruídos (pois os do sul foram desviados com essa intenção rapidamente neutralizada) nem nenhum quartel bombardeado, sendo que no prazo de um dia, 15.000 militares libaneses foram deslocados para o sul do Líbano e nem um só entrou em confronto com as forças Israelitas que saíram em uma semana.

domingo, setembro 03, 2006

Teresa & Manel (final?)


Confesso que não tinha reparado na tua resposta (senão já tinha respondido).
Vamos terminar a polémica.
1 - Nunca quis atacar o pessoal informático, nem pô-los em causa, de qualquer maneira. E o teu post, desculpa, merecia e bem honras de 1ª página. Gostei de polemizar contigo.
2 - Ataquei o Ministro, e o Ministério, na medida em que são eles os responsáveis políticos. Não quer isto dizer que não tenham boas intenções, boas equipas, etc. Mas, na verdade, não conseguiram, prever parte do seu trabalho. E por isso tem de ser criticados.
3 - Sobre o dominio da burocracia - claro que nunca quis dizer que a tinha controlado, pelo contrário, o que quis aferir foi que, na sua forma clássica, a relação com o aparelho do Estado é feito por mim. Com os choques tecnológicos o acesso passa a ser condicionado por outra variável: a informatização do serviço. E essa eu não controlo.
4 - Sobre a investigação universitária - não podia concordar mais contigo. É verdade que as universidades portuguesas devem de ser das instituições mais conservadoras existentes. procuram apenas a sua preservação e a manutenção de um qualquer estatudo atingido. Poucas são as que invam e as que se diversificam. Vejam a aplicação de Bolonha...
5 - Sobre a «seca» do tema - não concordo (tanto que até foi notícia de jornal), mas, agora que tudo está lacrado, dou por terminada a polémica.
Fiquemos à espera da próxima...
Bom fim-de-semana
[desculpa pela demora do comentadário...]

FCT. Primeira fase.


Feito e lacrado.

Depois de tantas aventuras (algumas descritas aqui, aqui, aqui e aqui) foi, finalmente, possível lacrar o projecto de investigação para a FCT. Findou o primeiro passo que, com sorte e mérito, possa levar à aprovação do projecto. Os mesmos, pelo menos teoricamente, devem começar no início de 2007 e terminar em 2009 (para 36 meses de execução).
Para quando a divulgação dos resultados? Nunca antes de Março de 2007, com sorte, para começar «lá para Maio» …
É esta a vida académica portuguesa. Quem está é quem consegue se aguentar. O mérito, isso virá depois, se vier.

Dos outros

[pensava que era no próximo fim-de-semana...]

Fica a divulgação da iniciativa

«Cultura de Massas ou Indústria da Cultura?»
FCSH, 2 de Setembro de 2006

Workshop Internacional

Apresentação – 9h30
Cultura de Massas ou Indústria da Cultura?
Luís Trindade

1ª Sessão – 10h
A Galáxia de Gutemberg
Dominique Kalifa
Christophe Prochasson
Luís Augusto Costa Dias

2ª Sessão – 14h
A Sociedade do Espectáculo
Manuel Deniz Silva
Tiago Baptista
Frederico Ágoas

3ª Sessão – 16h30
Apocalípticos e Integrados
António Pedro Pita
Nuno Domingos
Madalena Soares dos Reis


Sala de Reuniões, 7º Piso
organização:
Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa
Centro de Estudos Interdisciplinares do século XX da Universidade de Coimbra

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