segunda-feira, junho 18, 2007

Chamada para Artigos


Chamada para Artigos
No final deste ano, a R:I tenciona publicar um número especial sobre Teoria das Relações Internacionais, exclusivamente com textos de investigadores portugueses.
O tema inclui, naturalmente, todas as escolas teóricas – liberais, neo-liberais, institucionalistas, construtivistas, estruturalistas, pós-estruturalistas e até realistas, se ainda os houver – bem como todas as problemáticas das relações internacionais que possam ser objecto de uma teorização.
Os textos devem ser enviados por e-mail (ipri@ipri.pt) até 1 de Outubro de 2007, não exceder as 6 mil palavras e serão submetidos ao “escrutínio dos pares” (peer-review).
As normas de apresentação e citação bibliográfica podem ser consultadas aqui.

sexta-feira, junho 15, 2007

Apito dourado nas Marchas?

Derrotados das marchas de Lisboa falam em favorecimento e questionam critérios do júri

Publico de 15.06.2007, Inês Boaventura
Madragoa pergunta se "não haverá um Apito Dourado", e acusa marcha de Alfamade falta de qualidade.

As classificações das marchas populares de Lisboa, das quais Alfama saiu vencedora pelo quarto ano consecutivo, estão a causar um coro de protestos entre muitos dos bairros participantes, que falam em favorecimento e questionam os critérios do júri e a qualidade da marcha que ficou em primeiro lugar.
Uma das vozes mais críticas é a do presidente da Junta de Freguesia de Santos-o-Velho, que escreveu uma carta onde manifesta a sua "indignação e tristeza" com os resultados e protesta "contra os juízes e os seus critério de selecção". "Temos o direito de ser avaliados com justiça [e de] saber o porquê desta escolha e em que se baseia", afirma Luís Monteiro referindo-se à vitória de Alfama.
"Não haverá um Apito Dourado em relação às marchas populares?", questiona o autarca em declarações ao PÚBLICO, afirmando que o bairro que venceu as quatro últimas edições "tem vindo a ser favorecido constantemente". Luís Monteiro, que fala em nome da marcha da Madragoa, exige "critérios mais claros, mais transparentes" na avaliação das participações a diz que a marcha que Alfama apresentou na terça-feira "era copy paste da do ano passado."
As críticas são partilhadas pelo responsável pela marcha dos Olivais, que diz que o bairro vencedor "tinha uma marcha para ficar do quinto lugar para baixo", enquanto questiona a qualidade dos arcos utilizados. "É uma injustiça Alfama ter ganho", acusa com revolta o presidente do Grupo de Pesca e Desporto de Santa Maria dos Olivais, Carlos Santos, acrescentando que "os resultados são sempre os mesmos" e que o primeiro lugar "é um dado adquirido".
"O júri tem que abrir os olhos e ver que há mais marchas. Só olham para Alfama", acusa a coordenadora da marcha do Alto do Pina, que garante que a marcha vencedora "este ano não tinha nada para ganhar". Face à decisão do júri, que "não dá para explicar nem para entender", Isabel Barros sugere que a marcha da Alfama deixe de fazer parte do concurso, desfilando num momento prévio com a marcha dos mercados e a infantil.
Também o Clube Desportivo da Graça manifestou o seu desagrado com os resultados, questionando a qualidade da marcha que conquistou o primeiro lugar. "Já começa a ser de mais. E este ano eles não mereciam.
Não teve nada a ver com a Alfama de outros tempos", disse o vice-presidente, José Martins. Pela organização das marchas populares, a cargo da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, Pedro Moreira explica que "há um regulamento com base no qual todas as marchas são sujeitas à devida avaliação e classificação", admitindo no entanto que "a subjectividade também entra".
O director de gestão cultural garante que a vitória de Alfama "não é fruto de qualquer situação menos correcta" e que o concurso não está "forjado".Quanto à participação de um agrupamento espanhol e um brasileiro no desfile na Avenida da Liberdade, que mereceu algumas críticas do público e participantes, Pedro Moreira explicou que o grande objectivo foi "projectar internacionalmente" as marchas populares de Lisboa, já que o vencedor irá participar nas festividades tradicionais de Salvador da Bahia em representação da cidade e do país.
O PÚBLICO tentou sem sucesso falar com os responsáveis pela marcha de Alfama. São várias as freguesias que acusam a Marcha de Lisboa vencedora de falta de qualidade.

Convite


CURIOSIDADES

A laranja é um fruto da família dos citrinos, produzido pela laranjeira, que foi criado na antiguidade através do cruzamento da tangerina com o pomelo. É uma fruta originária do sudeste asiático, de países como a Índia, Malásia ou o Vietnam e hoje em dia a laranja é um importante negócio para os país do mediterrâneo, assim como em algumas partes do globo como na américa ou no sul de áfrica, etc., sendo que o maior produtor é actualmente o Brasil com uma produção anual a rondar os 18 milhões de toneladas.
Voltando um pouco atrás no tempo… no séc XVI, os portugueses "trouxeram" a laranja para portugal e, assim foram os portugueses que a introduziram na Europa. Não é toa que em alguns casos deparamo-nos com o rótulo: Portugal, o país das laranjas! Por este motivo, e por incrível que pareça, hoje em dia as laranjas são denominadas portuguesas em alguns países europeus! Sim, é no mínimo engraçado. Ora vejamos: em romeno laranja diz-se portocálâ, em búlgaro portokal', em grego portokáli e em turco portokal. Mas esta associação não se fica pelas línguas europeis.
Em farsi (persa), língua oficial de países como o Irão ou o Afeganistão e falado em países como a Arménia, a Geórgia ou o Iraque, a palavra portugal (em farsi: پرتغال - lê-se: porteqal) significa laranja!
Em árabe, uma língua falada em cerca de 20 países (países como o Egipto, Líbia, Síria, Argélia, Arábia Saudita, etc.), com aproximadamente 280 milhões de falantes [2] (em todas as suas derivações), a palavra portugal (em árabe: برتقال - lê-se: bortuqal ou burtuqálum) designa também o fruto laranja.

Curiosidades da historia de como nela participamos....

E no entanto tocam-se - Revisto

[Revisto]
Um puxa para a esquerda. O outro puxa para a direita.
E, no entanto, tocam-se...

quinta-feira, junho 14, 2007

Tetra


Alfama venceu pelo quarto ano consecutivo as marchas populares que desfilaram ontem à noite, em Lisboa, no âmbito das festas da cidade organizados desde há 65 anos pela câmara municipal.
De acordo com a fonte da EGEAC, empresa municipal responsável pela animação cultural, nos prémios de especialidade deste ano, Alfama também foi vencedora na coreografia, no figurino (com Marvila), e na musicalidade (também com Marvila, Bairro Alto e Campolide).
Na cenografia venceu Marvila, no desempenho do cavalinho Campolide e a melhor letra e composição original coube à Bica.
A classificação geral das marchas populares de Lisboa foi a seguinte:
1º Alfama
2º Marvila
3º Campolide
4º Castelo e Mouraria
5º Alcântara
6º Lumiar
7º Bica
8º São Vicente
9º Madragoa
10º Olivais, Bairro Alto
11º Alto do Pina
12º Graça
13º Carnide
14º Bela Flor
15º Santa Engrácia
16º Beato
17º Ajuda
18º Benfica

Dia Mundial do Dador de Sangue

14 de Junho de 2007, Dia Mundial do Dador de Sangue:

MÉDICOS DEFENDEM APLICAÇÃO DAS NORMAS EUROPEIAS
Associação MÉDICOS PELA ESCOLHA

Exmos/as Senhores/as Jornalistas:

No Dia Mundial do Dador de Sangue, a associação Médicos Pela Escolha (MPE) deseja prestar o seu contributo público à causa da dávida de Sangue, questionando os motivos da manutenção do critério "Práticas sexuais com pessoas do mesmo sexo (dador masculino)" entre os factores que determinam a exclusão de potenciais dadores de sangue .

Assim, a MPE convida à vossa presença na conferência de imprensa sobre esta temática que realiza, 14 Junho, pelas 13h20, no Hotel Zurique, em Lisboa, e que contará igualmente com os contributos do Coordenador Nacional da Luta Contra a Sida, Doutor Henrique Barros, bem como de um representante do Grupo de Acção e Tratamento VIH-SIDA (G.A.T.).

Arraial Pride

Car@,

Já se sabe que Junho é mês de festas, e a maior, mais divertida e mais concorrida é o Arraial Pride*!

Este ano teremos o prazer de vos receber no Terreiro do Paço (ou Praça do Comércio, como preferirem), a fantástica praça emblemática e nobre, símbolo de Lisboa e que passará a ser também um nosso símbolo!
A partir das 18h e até às 02h do dia 23 de Junho as nossas cores vão dominar a baixa pombalina.
Imagens e outra infos (actualização frequente) aqui.

Ajude-nos a divulgar o 11º Arraial Pride!

* ORGULHO por oposição a vergonha! Precisamos do orgulho, palavra que tanto parece incomodar a homofobia. Orgulho em sermos quem somos, orgulho por experimentarmos a homofobia e por não nos deixarmos submeter a ela, orgulho por oposição à vergonha para a qual a homofobia quer remeter-nos. O orgulho em ser LGBT merece ser celebrado.
Juntem-se a nós no próximo dia 23 de Junho para mais uma Marcha Nacional do Orgulho LGBT (no mesmo dia, parte às 16h30 do Príncipe Real) e mais um Arraial Pride e partilhem do orgulho em recusar o insulto.
Estamos sediados no Centro Comunitário Gay e Lésbico de Lisboa Rua de S. Lázaro, 88; 1150-333 Lisboa
Telefone: 218 873 918

quarta-feira, junho 13, 2007

Sociedade - Para Reflectirmos

Recebi este texto através da internet. Mais um daqueles que nos preenchem o vago do imaginário e da paciência. Textos esses que na maior parte nem se leiem.

Não por maldade ou consciência, mas porque preferimos ignorar a realidade que nos envolve, que nos rodeia e nos impõe pré-conceitos de vida... De absentismo humanitário... Parte responsavel o capitalismo, o consumismo, o materialismo. Não critico os que defendem esses critérios de vida, mas serve este "post" para vos ir recordando que ser solidário e bem mais que as esmolas dadas num qualquer lugar... Perdido na existência de quem o habita... De quem o vive...

Temos, eu inclusivé, de transformar a sociedade naquele tal mundo melhor... Talvez com pequenos textos como este, se vá conseguindo....


... Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bemafastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos quedispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de programação numsistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem de férias,coisa que há tempos que não sei o que são. Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e um sumode laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é? Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha atrás demim: - Senhor, não tem umas moedinhas?
- Não tenho, menino. - Só uma moedinha para comprar um pão. - Está bem, eu compro um. Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mail. Fico distraído a ver poesias, as formatações lindas, rindo com as piadasmalucas. Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos áureos.
- Senhor, peça para colocar margarina e queijo. Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali.- Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito ocupado, estábem?Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do menino,e o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora. O peso na consciência, impedem-me de o dizer. Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais umarefeição decente para ele. Então sentou-se à minha frente e perguntou: - Senhor o que está fazer?
- Estou a ler uns e-mail. - O que são e-mail?
- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet (sabia queele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de questionários desses): - É como se fosse uma carta, só que via Internet. - Senhor tem Internet?
- Tenho sim, essencial no mundo de hoje.
- O que é Internet ? - É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas,notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar,aprender. Tem de tudo no mundo virtual.


- E o que é virtual?

Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que ele poucovai entender e deixar-me-ia almoçar, sem culpas. - Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar, apanhar,pegar... é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamosque fosse. – Que bom isso. Gostei! – Menino, entendeste o significado da palavra virtual?
- Sim, também vivo neste mundo virtual. - Tens computador?! - Exclamo eu!!!


- Não, mas o meu mundo também é vivido dessa maneira...Virtual.

A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a vejo,enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar de fome eeu dou-lhe água para ele pensar que é sopa, a minha irmã mais velha sai tododia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque ela voltasempre com o corpo, o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas imaginosempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedosde natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia.


Isto é virtual não é senhor???

Fechei o portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas caíssemsobre o teclado. Esperei que o menino acabasse de literalmente "devorar" o prato dele,paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um "Brigado senhor, você é muito simpático!". Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!...

Autor desconhecido

terça-feira, junho 12, 2007

Corrupção e Ética em Democracia

O CIES - Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE, no âmbito das actividades do Observatório de Ética na Vida Pública, Tem a honra de convidar V. Exa. a estar presente na conferência internacional

Corrupção e Ética em Democracia: Representações Sociais dos Portugueses em Perspectiva Comparada

Sexta-feira 15 de Junho, das 10h00 às 18h00

Coordenadores: Luís de Sousa & João Triães

Oradores Convidados: Manuel Villaverde Cabral (ICS, Portugal); António Pedro Dores (CIES-ISCTE, Portugal); Carlos Jalali (Universidade de Aveiro, Portugal); António João Maia (ISPJCC, Portugal); Odette Tomescu-Hatto (CEVIPOF/Sciences Po Paris, França); Oscar Mazzoleni (Universidade de Lausanne, Suiça); James Newell (Salford University, Reino Unido).

Apoios institucionais: FCT, UN Global Compact, IGAC-International Group for Anti-Corruption Coordination
Auditório Afonso de Barros (Ala Autónoma) – ISCTE
Avenida das Forças Armadas, 1649-026 Lisboa
R.S.S.F. (até ao dia 14 de Junho) 217 903 077 / 217 941 404
• e-mail: ana.ferreira@iscte.pt Para mais informações: http://www.cies.iscte.pt

A embriaguez do Poder 2

Soube que as cadeias de televisão francesas não transmitiram estas imagens. Bom prenuncio para o que pode ser uns largos anos de dominio absoluto da direita francesa. E ainda chamam de autoritário e controlador ao nosso Sócrates. Em Portugal era impensável que imagens desta natureza ficassem fora dos ciclos noticiosos.

Mais 2 minutos e meio de bubadeira.

A embriaguez do Poder

É o que pode ser chamar de diplomacia branca, ou diplomacia do Vodka, de resto tão apreciada na terra dos Czares. Resta saber o que é que Sarko prometeu a Putin... (estou a ver a Russia ser convidada para a UE...)

Maria José

Excertos da entrevista de Maria José Nogueira Pinto em entrevista ao Diário de Notícias:

O PSD merece nova maioria em Lisboa?
De modo algum. O PSD não aprendeu a lição: traz uma lista que não dá garantias absolutamente nenhumas. As potencialidades do dr. Negrão como candidato ficam completamente diluídas com aquela lista. E Manuela Ferreira Leite, por quem tenho a maior consideração, deve explicar bem aos lisboetas que se é mandatária do dr. Negrão também é das outras pessoas que lá estão. Ou a política começa a ser um exercício de responsabilidade ou os políticos não podem pedir responsabilidades a ninguém.

A liderança de Mendes é fraca?
Muito fraca. Isso nota-se sobretudo pela ausência de uma estratégia, de um discurso claro e de uma coerência entre o que se diz e o que se faz. O princípio de ser constituído arguido é mais importante do que abandonar uma cidade relativamente à qual se assumiu o compromisso de se tomar conta? O abandono é muito mais grave! Pode- -se pedir votos aos lisboetas para depois se barricar lá dentro e constituir uma força de bloqueio para dar empregos aos amigos? Mas isso não é muito mais grave do que ser constituído arguido? Claro que é. Por isso também considero que nesta eleição deve haver um guia do eleitor antes de haver um guia do eleito. Não vale a pena ter um Negrão em cada esquina. Aquele cartaz [do candidato do PSD] começa por pôr o nome, como se anunciasse um cantor ou um toureiro, e só depois tem o slogan, aliás de extrema infelicidade: "Lisboa a sério". Então dantes era a brincar?! Há seis anos que Lisboa é a brincar para o PSD? Agora é que é "a sério" com uma lista que leva o pior do PSD?! Fico desconcertada.

Leituras



Independentes, por Pedro Magalhães, in Público

Os engenheiros dos votos, por Daniel Oliveira, in Arrastão

segunda-feira, junho 11, 2007

Massacre


RELATÓRIO SOBRE A SITUAÇÃO DA POPULAÇÃO MUNDIAL - UNFPA, 2007

27 de Junho pelas 10:30 no Salão Nobre do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Palácio das Necessidades em Lisboa
RELATÓRIO SOBRE A SITUAÇÃO DA POPULAÇÃO MUNDIAL - UNFPA, 2007
Desencadeando o Potencial do Crescimento Urbano

O Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, o UNFPA – Fundo das Nações Unidas para a População e a Associação para o Planeamento da Família (APF) convidam V.Exa. para a Apresentação Pública em Portugal do Relatório sobre a Situação da População Mundial
2007, este ano sobre razões e impactos do crescimento urbano.
O evento terá lugar no próximo dia 27 de Junho pelas 10:30 no Salão Nobre do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Palácio das Necessidades em Lisboa
10:30
Mesa de Abertura
• João Gomes Cravinho, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação
• Jorge Lacão, Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
• Catarina Furtado, Embaixadora de Boa Vontade do UNFPA
• Nélida Rodrigues, UNFPA
• Manuela Sampaio, Presidente da APF
11:00
Pobreza e Desenvolvimento – Igualdade de Oportunidades – Preparar o Futuro
Moderadora – Alta Comissária para a Saúde – Maria do Céu Machado
• Fernanda Rodrigues, Coordenadora do PNAI
• Maria Antónia Almeida Santos, Deputada GPPSPD
• Dulce Neves, Direcção Nacional da APF
12:00
Relatório UNFPA 2007: Desencadeando o Potencial do Crescimento Urbano
Moderadora – Vice-Presidente do IPAD – Inês Rosa
• Catarina Furtado, Embaixadora de Boa Vontade do UNFPA
• Nélida Rodrigues, UNFPA
Debate
Para informações e secretariado: Angélica Serra – Telef: 21 385 39 93
_______________________________________________________________________________
APF – Associação para o Planeamento da Família
GPPSPD – Grupo Parlamentar Português Sobre População e Desenvolvimento
IPAD – Instituto Português de Ajuda ao Desenvolvimento
PNAI – Plano Nacional de Acção para a Inclusão
UNFPA- Fundo das Nações Unidas para a População

WORKSHOPS ISCSP-CENJOR

WORKSHOPS ISCSP-CENJOR

4 a 20 de Junho de 2007 no ISCSP, Alto da Ajuda, Lisboa
09h30 – 12h30m /Sala 6, piso 2

2. INVESTIGAÇÃO E EXPRESSÃO JORNALÍSTICA
3ª feira, 12 de Junho - Jornalismo e Economia
Rui Peres Jorge (jornalista, Jornal de Negócios)
Vasco Rosendo (jornalista, TVI)
Moderador: Dantas Saraiva (Economista, docente do ISCSP)

5ª feira, 14 de Junho – Jornalismo e Desporto
Alexandre Pereira (jornalista, A Bola)
Martins Morim (jornalista, A Bola, Sindicato dos Jornalistas)
Moderador: Carla Cruz (Jornalista, docente do ISCSP)
6ª Feira, 15 de Junho – Jornalismo e Justiça
Rui Rangel (Juiz Desembargador, Associação de Juízes pela Cidadania)
Óscar Mascarenhas (jornalista, Agência Lusa, expresidente do Conselho Deontológico dos Jornalistas)
Moderador: Fausto Amaro (ISCSP)
2ª feira, 18 de Junho – Jornalismo e Ciência
António Granado (jornalista, editor do Público Online)
Ana Moutinho (cientista e jornalista)
Moderador: João Bettencourt da Câmara (Coordenador da U.C.P.C. de Comunicação Social do
ISCSP)

3ª feira, 19 de Junho – Jornalismo Multimédia
Carlos Rodrigues (jornalista, SIC)
José Vítor Malheiros (jornalista, Director Executivo Público)
Moderadora: Paula Cordeiro (ISCSP)
4ª feira, 20 de Junho – O Acesso ao Jornalismo
Daniel Ricardo (jornalista, Visão, membro da Comissão da Carteira Profissional de Jornalistas)
José Luís Fernandes (jornalista, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas)
Moderador: Fernando Cascais (Director do CENJOR

ORGANIZAÇÃO:
Este evento resulta de uma parceria entre o ISCSP e o CENJOR, sendo responsáveis, respectivamente, Paula do Espírito Santo e Fernando Cascais.

Archive.org

Vejam este "pequenino" site. É que vale mesmo a pena!

Sete Maravilhas

Melhor do que assistir a um momento histórico, é fazer parte dele. A cerimónia oficial da eleição das novas 7 Maravilhas vai ter lugar no Estádio da Luz, em Lisboa, no próximo dia 07.07.07.E, para que esta festa seja um momento memorável, precisamos da tua ajuda e de centenas de outros voluntários.
Para te inscreveres e, claro, inscreveres o teu nome na história do nosso país e do mundo, basta ires a
www.voluntariadojovem.pt e seguir as instruções. Com a presença de artistas como Jennifer Lopez, José Carreras, Joaquin Cortés, Chaka Khan, Dulce Pontes , Mariza, Rui Veloso e muito mais ainda por revelar, este é um acontecimento que não te podes dar ao luxo de perder.
Vemo-mos a 07.07.2007? Contamos contigo!

Blogue e Tabernas

Conheci recentemente a Palmira Silva num daqueles jantares colectivos, tão frequentes nestes dias mais aquecidos. Sentámo-nos perto. Falávamos de política, de Academia, de Ciência e da vida em geral. De entre vários assuntos apresentados, resultantes numa animada conversa num jantar de Alfama, sugeriu-me uma visita ao seu blogue. Retroqui. Falei-lhe deste. Disse-me do melhor do seu poiso cibernautico. Intriguei-me e investiguei. É o De Rerum Natura [sobre a natureza das coisas]. É do melhor que tenho visto. Alcança um estranho equilíbrio entre o científico e o académico, entre o político e o literário; e consegue conciliar o texto de divulgação com a reacção blogosférica e com a reflexão directa. Está excelente. Parabéns Palmira.

Deixo para amostra um excelente texto sobre as tabernas de Lisboa. Nestes dias de festas, que saudades tenho das noites por aí passadas, com vinho barato, ginga da boa, a pagar em moedas. Já lá vão uns anos…
O texto é assinado por Carlos Fiolhais
EM LOUVOR DAS TABERNAS
Minha crónica do "Público" da passada sexta-feira, acrescentada do resto do poema de Manuel de Freitas (de "Todos contentes e eu também", Campo das Letras, 2000) e da foto de Fernando Pessoa. Acrescento ainda aqui que Emile Zola foi um escritor muito influenciado pelas ideiais de Charles Darwin e de Claude Bernard.

O poeta António Nobre, em “” (“o livro mais triste que há em Portugal”, publicado em Paris, em 1892), descreveu assim a Tasca das Camelas, uma das mais famosas tabernas portuguesas:


“... A Tasca das Camelas
Para mim era um sonho, o céu cheio de estrelas:
Nossa Senhora a dar de cear aos estudantes
Por 6 e 5! Mas ah! foi-se a Virgem dantes
Tia Camela... só ficou a camelice.”


Eça de Queirós e Antero de Quental comeram e beberam nessa tasca, na Alta coimbrã que o Estado Novo haveria de destruir. O Mata-Carochas, um famoso guitarrista brasileiro, publicou em 1907 (comemora-se este ano o centenário) “Memórias do Mata-Carochas”, um calhamaço com cenas da boémia oitocentista. A tasca era assim chamada por ser de três irmãs todas elas Camelas e todas elas com o nome da Virgem. As “Memórias” contam que os estudantes perguntavam a uma qualquer das Marias Camelas: “- Ó Tia Maria, quanto devo aí?”. E a resposta era sempre generosa: “- Filho, tu é que sabes; eu sei lá quanto comeste, nem quanto gastaste? Olha dá para aí aquilo que entenderes que deves”.

Nesse tempo da geração de 70, havia, tanto na Alta como na Baixa, muitas e boas tabernas: a Virgínia das Canjas, a Isabelinha do Escabeche, a Tasca do Buraco, a Taberna do Faria, a Tasca do Damião, a Taberna da Ana da Venda, etc. Com o tempo a camelice foi-se perdendo. Agora até já nos dizem quanto temos de pagar. Mas, para salvar o pouco que resta da camelice, foi criada há três anos a Liga dos Amigos das Tabernas Antigas (era preciso ter LATA!). O seu presidente, o historiador Paulino Mota Tavares, insiste em que se devem designar por tabernas e não tascas ou tascos, os lugares escuros – como um céu nocturno só iluminado pelas “três marias” - celebrados pelo Mata-Carochas. E diz que o objectivo é “salvar as tabernas de Portugal, onde nasceram o fado e os jogos tradicionais”. Ele outro dia chegou-se ao pé de mim, a proselitar, com muita lata, a causa das tabernas. Desconfiando que eu nunca tinha pedido um copo de três num balcão de zinco e que era, portanto, um perfeito ignorante em tabernas, explicou-me o que acontecia aos clientes quando o número de copos ultrapassava a conta. Pois ficavam no “quarto da corda”, uma divisão que tinha uma corda bamba, onde os bêbedos dormiam pendurados com a corda debaixo dos braços. E acordavam na corda...

No século XIX a taberna alcançou as glórias literárias não só aqui como lá fora. Nas Feiras do Livro encontra-se por tuta-e-meia, o equivalente ao “6 e 5” dos versos de António Nobre, o livro “A Taberna” do grande escritor naturalista Émile Zola (no original: “L’Assomoir”, Paris, 1877). Nesse romance a queda no alcoolismo é retratada com um realismo só ao alcance de quem frequentou muitas tabernas (o mesmo Zola haveria mais tarde de trabalhar numa mina de carvão para conseguir escrever a sua obra-prima “Germinal”).

Hoje as tabernas continuam a motivar a literatura. O poeta contemporâneo Manuel de Freitas escreveu o “Poema sumário das tabernas de Lisboa”, o qual, nestes dias de festas populares em Lisboa, pode ser trazido no bolso por qualquer indígena ou turista interessado pelos sítios de louro à porta:


Rua se São Marçal n.º 56, rua de Campo de
Ourique n.º 39, rua de São Bento n.º
432, rua da Cruz dos Poiais n.º 25ª. Calçada
do Combro n.º 38B, rua da Atalaia n.º 13,
rua de São Miguel n.º 20, rua da
Rosa n.º 123. Travessa do Conde de Soure n.º 7,
travessa dos Remolares n.º 21, rua do
Jardim do Tabaco n.º 3, rua da Regueira n.º 40,
rua das Escolas Gerais n.º 126, rua de Santa
Catarina n.º 28. Largo do Chafariz de Dentro n.º 23,
rua Sampaio Bruno n.º 25, travessa de São
José n.º 27, beco dos Toucinheiros n.º 12-A. Rua
Cidade de Rabat n.º 9, travessa do Alcaide
N.º 15-B, calçada de São Vicente n.º 12,
rua das Flores n.º 6, travessa da Espera n.º 54.

Praça das Flores n.º 5.


Pode não ser grande literatura. Mas, se pensarmos em Fernando Pessoa (nascido a 13 de Junho, e que por isso ficou Fernando António), pode ser que, no final do périplo, ela surja... Pois não foi o poeta um dia apanhado numa foto em “flagrante delitro” entre os pipos de moscatel e de abafado na Taberna de Abel Pereira da Fonseca?

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