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sexta-feira, dezembro 03, 2010

Portugal é um país muito pequeno

Estando a ver o Expresso da Meia-Noite na Sic Notícias, sobre o aniversário da morte de Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, soube duas coisas que ignorava por completo:

Maria Rosário Carneiro, sim a actual deputada independente eleita nas listas do PS, era irmã de Adelino Amaro da Costa.

António Capucho, actual presidente da Câmara de Cascais, foi primo de António Patrícío Gouveia, chefe de gabinete de Sá Carneiro e também vitimado em Camarate, que era irmão de Teresa Patrício Gouveia. ex-ministra de Cavaco Silva.

Realmente Portugal é um país muito pequeno, e a sua elite política ainda mais.

segunda-feira, outubro 06, 2008

I´m back home!



I´m back home! É natural, dado estarmos no início do ano lectivo, voltar a casa.

Sobre casas, e depois de percorrer com os olhos o que neste blog, e noutros lugares, foi dito ou reproduzido, tenho a dizer que a minha camarada Ana Sara Brito fez muito bem em ter saído, há um bom par de anos, da casa arrendada à CML. O escritor e jornalista Baptista-Bastos, homem que eu tenho apreciado pela vida fora, deveria segui-lhe os passos.

Não creio que um membro da elite política tenha mais responsabilidades do que um membro da elite intelectual, muito pelo contrário. O Baptista Bastos ocupa um lugar de gate-keeper na comunicação social nacional, o que faz com que seja lido, apreciado e admirado por milhares de portugueses, o mesmo não se podendo dizer a respeito de Ana Sara Brito, cujos poderes políticos se circunscrevem à capital e cuja voz não ocupa, profissional e sistematicamente, as páginas dos jornais portugueses. As crónicas acutilantes de Baptista Bastos foram, nos últimos anos, redigidas a partir de um lugar, a saber de um apartamento quentinho alugado por tuta e meia à CML e atingiram e influenciaram muito boa gente deste nosso Portugal. A ocupação desse lugar retira, ao autor das mil e uma crónicas de mal-dizer, uma boa parte da autoridade moral que todos julgavamos ser seu apanágio. Que valor sobra dessa obra jornalística de intervenção política de Baptista Bastos depois de subtraída a casinha? Não sei nem quero fazer contas deste teor. O autor, das crónicas e do aluguer (o arrendatário) que as faça e sobre elas redija e publique uma crónica mordaz. Ficava-lhe bem.

E que dizer da comunicação social? Os jornais e os jornalistas demoram décadas a descobrir carecas? Que estranho! Sabendo ISTO, dá vontade, a alguns, de fazer burlices das grandes!

Por ser rentrée, fico-me por aqui. Não me debruço sobre a atribuição destas casas camarárias nem sobre os critérios subjacentes. Acredito que as edilidades de Lisboa tenham sido justas, ao terem em conta situações pessoais difíceis que, com o decorrer do tempo e em função do labor de cada um dos respectivos arrendatários, se terão concertado.

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