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terça-feira, janeiro 08, 2008

Call Girl

Rui,
Parece que tens concorrente...
Já vi que trocaram um par de ideias nos comentários ao teu texto, pelo que aqui remeto o texto que o masterofmasters do Algumas Críticas dedica ao Call Girl.
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«Com a crescente evolução do cinema português, e as descabidas critícas infundamentadas dos filmes realizados e produzidos em Portugal, sinto-me praticamente obrigado a fazer a crítica ao - Call Girl - que ainda roda pelas várias salas de cinema do país.
A dita crítica é não profissional, não de "crítico"(o que quer que isso seja) e muito menos de alguém que percebe de cinema. Vale o que vale, mas mais há a dizer do Call Girl, que referências às maminhas da Soraia Chaves, ao palavreado tão português, às intelectuais comparações com Tarantino e Almodôvar...etc e tal.
Fica assim a opinião, sem ordem, mas pelas relevâncias:
-Argumento. Não é um argumento originalissímo (e não é por existir um livro com o mesmo nome) nem uma cópia. Não é um conto furjado nem enferrujado. É simplesmente uma história escrita para um filme com uma boa dose de bom senso, realidade e perspectiva realística. Com sinceridade, não é um empolgante enredo, mas está criada e reproduzida para nos despertar a vontade de a ver até ao fim. Parabéns ao Sr. Tiago Santos - vale sempre a pena esperar»
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Continue a ler aqui.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Call Girl

Ouvi dizer que me calhou a mim, aqui no blog, em falar do filme. Pois bem, então aqui vai: saí da sessão de cinema com uma mistura de sentimentos. Por um lado, é uma história actual, bem contada, com boas interpretações (Nicolau Breyner é, uma vez mais, enorme) e com um ritmo interessante. Por outro, o filme está cheio de pequenos erros ou imprecisões que lhe retiram qualidade no computo geral.

A história é sabida. Uma grande empresa quer construir um resort no interior sul de Portugal (conhecido como Alentejo) e vê-se a braços com a teimosia do Presidente da Câmara que não deseja tal empreendimento para a localidade, embora tenha de combater a desertificação do seu concelho, ao mesmo tempo que quer construir um hospital num tempo em que o ministério os anda fechar.

O enredo forma-se quando a empresa que deseja construir o resort percebe que a única maneira de o construir é corrompendo o Presidente da Câmara, só que neste caso isso não é assim tão fácil. E é aí que entra a Call Girl.

Pena é que se exagere nos clichés (os polícias então… ui!). Ah! E que o som (pelo menos na sala onde o vi) só seja surround quando existe música.

E em relação aos erros, bem… Desde um microfone “entrar” três vezes em cena, a (pelo menos) uma imagem desfocada – Soraia Chaves sozinha no elevador – tivemos de tudo um pouco. Isto se nem contarmos com os erros de continuidade (o Álvaro Cunhal já morreu há uns anos, por exemplo).
De qualquer forma, Call Girl é um momento bem passado, que bem representa a renovação de mentalidades que se tem assistido no cinema português dos últimos anos. E é, na minha óptica, muito superior ao seu directo concorrente, o “Corrupção”.

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