And the dreamers? Ah, the dreamers! They were and they are the true realists, we owe them the best ideas and the foundations of modern Europe(...). The first President of that Commission, Walter Hallstein, a German, said: "The abolition of the nation is the European idea!" - a phrase that dare today's President of the Commission, nor the current German Chancellor would speak out. And yet: this is the truth. Ulrike Guérot & Robert Menasse
quarta-feira, janeiro 04, 2006
E os impostos?
ele lá saberá...
O SISTEMA NÃO GOSTA DE OUTSIDERS (2)
Na sequência do meu post anterior, o colega José Raposo diz que não acredita numa conspiração contra os candidatos independentes e que formalmente o são todos. Não é muito meu costume entrar em diálogo directo com os colegas, até por falta de tempo. Mas o tema é por demais importante, por um lado e por outro, o 2 de Janeiro dá ainda um resto de disponibilidade que os outros dias não consentem.
Experimente o José Raposo constituir um partido político novo e vai ver o que são atrasos nas certidões de eleitor nas Juntas de Freguesia! Experimente o José Raposo instruir um processo de candidatura presidencial e vai ver a simpatia com que as certidões se atrasam... No caso de um partido ainda se consegue gerir a situação sem dramatismo visto que se pode fazê-lo a qualquer momento, já que os donos da República ainda não se lembraram de instituir uma saison para o efeito! Mas no caso de uma candidatura , em que os prazos são apertados e esmagadora maioria das Juntas é dominada pelos grandes partidos, é muito fácil estrangular burocraticamente o processo, com vantagem para quem dispõe de máquina administrativa.
Quanto à atitude de Jorge Sampaio ela ilustra bem o medo que o ainda Presidente sempre teve de afrontar poderes instalados e o carácter insuportavelmente situacionista dos seus mandatos.
Publicado por Jorge Ferreira
Parabéns
terça-feira, janeiro 03, 2006
O Pai Natal Sócrates

Foi entre as últimas compras dos presentes de Natal e os preparativos da viagem de fim de ano, que este governo nos surpreendeu – povo distraído! – com uma decisão, rápida e eficaz, que pode ser absolutamente determinante para o futuro da identidade cultural da cidade de Lisboa.
Surrealismos Temporais II
Será que o tempo passou mais depressa na realidade - TVI, do que na minha realidade?
Será que sou real...
Surrealismos Temporais I
Imaginem estarem-se a preparar para a passagem do ano, e ver na televisão, naquele canal irritante que de 15 em 15 minutos nos agradecia por ter sido o escolhido da maioria da população portuguesa, como se eu tivesse a culpa do mau gosto da maioria dos meus concidadãos, imaginem ver a noite da consoada nos "Morangos com Açucar - Férias de Natal".
Passou-me um arrepio pela espinha... será que estávamos enganados, e afinal era Natal?
Será que hoje é que é o fim do ano?
Será que estou vivo...
tá giro...
Em baixo estão 4 perguntas mais uma de bónus...Tens que responder instantaneamente. Não podes levar tempo a pensar, responde logo. OK?
Vamos descobrir se realmente és tão inteligente como pensas...Preparado?
1ª Pergunta:
Estás a participar numa corrida. Ultrapassas o segundo concorrente. Em que lugar estás?
R: Se respondeste que estavas em 1º lugar, estás absolutamente errado!
Se ultrapassares o 2º concorrente, tiras-lhe o lugar, logo estás em 2º!
2ª Pergunta:
R: Se respondeste que estavas em penúltimo, então desta vez estás completamente errado e novo. Como podes ultrapassar o último concorrente, se ele era o último?
3ª Pergunta:
Matemática complicadíssima... Não podes usar calculadora ou papel e caneta, utiliza apenas a cabecinha... Faz um esforço... Pega em 1000 e soma-lhe 40. Agora soma mais 1000. Agora soma 30. Soma mais 1000. Agora adiciona 20. Volta a juntar 1000. Soma mais 10. Qual é o total?
R: Obtiveste 5000? É que a resposta certa é mesmo 4100...
Última Pergunta:
R: Nunu? NÃO! Claro que não... O nome dela é Maria. Lê a pergunta de novo…
Vá lá, esta é fácil para saíres daqui bem-disposto. Por isso que é a pergunta de bónus...
Pergunta de Bónus:
Um mudo quer comprar uma escova de dentes. Ao imitar o movimento que se faz ao escovar os dentes, consegue fazer-se entender, e assim, o dono da loja percebendo o cliente, vende o produto pretendido. Agora, tens um cego que quer comprar uns óculos escuros... Como se deve exprimir ao vendedor da loja?
R: Abre a boca e pede... Não é preciso tirar um curso para saber isto, certo??
Welcome, Willkommen, Bienvenue, Bem-vindo
FINALMENTE!!!!
Após tantos «picanços» aqui expostos, finalmente, a Rita veio a terreiro apresentar-se.
De repente, já não fazia muito sentido falar sobre o debate da RTP.
De repente já não apetecia apontar o quase ineditismo de ter reunido um painel tão incaracterístico, tão diverso, tão completo, tão interessante;
De repente já não me apetecia dizer que o Pacheco Pereira é, talvez, dos mais completos intelectuais da nossa praça; que a Filomena Mónica tem uma piada acrescida de já se encontrar naquela posição em que pode bem dizer dos outros aquilo que pensa e está-se a lixar para as consequências; que o Miguel Portas fica muito bem naquele papel de eterno estudante universitário anti-globalização; e que o Boaventura é, de todos, o que reúne uma bagagem verdadeiramente universal e articula o discurso analítico com propostas concretas, positivas e reformistas.
De repente só me apeteceu dizer: Bem-vinda Rita.
Foi preciso mudar de ano para apareceres?
segunda-feira, janeiro 02, 2006
Teoria das Cores
O problema do artista era que, obrigado a interromper o quadro onde estava a chegar o vermelho do peixe, não sabia que fazer da cor preta que ele agora lhe ensinava. Os elementos do problema constituíam-se na observação dos factos e punham-se por esta ordem: peixe, vermelho, pintor - sendo o vermelho o nexo entre o peixe e o quadro através do pintor. O preto formava a insídia do real e abria abismo na primitiva fidelidade do pintor.
Ao meditar sobre as razões da mudança exactamente quando assentava na sua fidelidade, o pintor supôs que o peixe, efectuando um número de mágica, mostrava que existia apenas uma lei abrangendo tanto o mundo das coisas como o da imaginação. Era a lei da metamorfose.
Compreendida esta espécie de fidelidade, o artista pintou um peixe amarelo.'
Herberto Helder, 'Os Passos em Volta'
Desejo-vos um ano repleto de 'amarelos'!

Dakar 2006
Começo por comentar a imensa caravana, toda a logística envolvente á prova, todo o pessoal que é necessário para organizar um evento deste nível...
A loucura começa com um telefonema ás 23h00 de sexta feira "Como é vamos ver o DAKAR?" ao que eu respondi de seguida "vamos..."
5h00 da madrugada de sabado dia 31 de Dezembro, inicio da contagem para a apresentação e consequente começo de prova. Maquinas olhadas com a exactidão e pormenor de leigos, que embora não percebendo bem o que viam, ficavam maravilhados com as modificações apresentadas.
Depois de Bélem seguiu-se a jornada até Aljustrel, onde nos preparámos para ver as maquinas em competição. Digo-vos que mereceu a pena.
Tenho de fazer aqui um reparo, na inconsciência do publico, que se colocava em sitios demasiado proximo do perigo... Não havia espaço para falhas... Enfim a falta de civismo do "tuga" que queria colocar-se na melhor "posição para a melhor foto", ponha muitas vezes em alvoroço o piloto mais atento...
Tirando isso, notava-se uma saudade do Tuga de ver ralis, da emoção da velocidade em terra batida...
Espero que o Carlos Sousa consiga o que pretende, ficar num lugar do pódio...
Análises e Balanços I
Balanço da primeira metade da primeira década deste segundo milénio.
O milénio começou com ameaças reais a nível global, ameaças que já vinham de trás, como a agudização das desigualdades sociais dentro e inter estados ou áreas culturais e continentais, o aquecimento global (provocando o consequente aumento das catástrofes naturais), o capitalismo global (que na sua ênfase mais selvagem, pensava que era o ultimo modelo económico vigente), o terrorismo á escala Global (menos ideológico e político e mais focalizado nas diferenças culturais e religiosas) e a agudização dos egoísmos nacionais e/ou nacionalistas (embora havendo um refreamento destes a nível estadual e crescido mais a nível social) o que levou a que a ideais de um só mundo ou uma só humanidade fossem aparentemente algo mais distante do que próximo. Ao longo destes primeiros cinco anos essas tensões, determinadas por factores geopolíticos á escala mundial que se verificaram na ultima década do século que tinha findado e que alteraram profundamente o mundo no qual haviam realidades distintas, inimigos conhecidos e campos geopolíticos, sociais e culturais claros, deram, não obstante do pessimismo e das ameaças já referidas, uma oportunidade a que a consciência de que vivemos num mundo mais global e interdependente, se afirmasse e ganha-se raízes, podemos para exemplificar referir "n" factores, apenas destacarei alguns, esquecendo-me como é óbvio de muitos outros.
Aparecimento e reforço das organizações Inter ou Supra estaduais:
A União Europeia, o alfa e o ómega, que deu origem ao aparecimento de outras organizações Inter ou Supra estaduais, a maioria criadas na última década do século anterior, embora antes já existissem outras organizações. Então qual seria a diferença entre as organizações criadas e apostadas em ter como exemplo a União Europeia e todas as outras que apareceram antes? Há pelo menos uma diferença que é fundamental, que são as perspectivas de evolução, ou seja, quando se criava uma organização inter ou supra estadual havia um ou vários objectivos que enformados num tratado balizavam a actuação dessa organização, a evolução nestes objectivos (quando existia) era normalmente para uma clarificação. Ao contrário as perspectivas de evolução do MERCOSUL, da (nova, mas refundada da O.U.A.) União Africana e os novos objectivos da ASEAN e o desenvolvimento do MCCA – Mercado Comum Centro-Americano (tem como órgão máximo a SIECA e vários tratados constitutivos) são claros exemplos que a União Europeia deu o mote, aos outros espaços apenas basta encontrarem o seu ritmo dentro de um modelo cada vez mais supra estadual e menos inter estadual.

A inevitável evolução Federalista da União Europeia:

Ao contrário de outros (alguns ainda revivalistas das ideias de pátria como algo egoísta e que se pode afirmar isoladamente ou pela conquista de espaços culturais) e que acham que o chumbo do tratado Europeu, foi um retrocesso á ideia da evolução Federalista da União Europeia, eu sempre defendi a ideia que o chamado “Tratado Constitucional Europeu” era um mal menor, pois embora podendo contribuir para um aprofundamento da consciência europeia tinha um principio que subvertia a ideia federalista da Europa, pois ia institucionalizar o inter estadualismo e não o supra estadualismo, ao arrepio do Futuro Federalista que faz o seu percurso independentemente dos que o não querem. Por esse motivo, e até estranhamente para alguns, venho agradecer aos anti federalistas o seu voto no referendo, pois com este viabilizaram o futuro federalista da União, embora seja cedo demais para apostar-mos que o mesmo está definitivamente enterrado. A marcha-atrás, que se poderia dar agora, como vimos neste momento que toda a gente diz que a Europa está em crise, não se deu, porque não é viável e nem sequer seria aceite pela esmagadora maioria dos cidadãos europeus. A União Europeia cresce ou alarga-se e começa, por esse motivo, a ver-se o final das suas fronteiras (estarão estabelecidas definitivamente e numa perspectiva conservadora na terceira década deste século), a leste com a Federação Russa e a Bielorussa, incluindo assim a Ucrânia e a Moldávia na U.E., a sudeste com a Turquia e provavelmente com o Líbano, a Autoridade Palestiniana e Israel (então ainda com problemas fronteiriços) dentro da U.E. (a única maneira de se resolver o conflito), a nordeste a incluir a Islândia e a norte a Noruega, no centro a Suiça, bem como, todos os estados Bálticos (incluindo a inevitabilidade de um Kosovo independente), por fim tanto a inclusão de Cabo Verde como a perca dos territórios e possessões ultramarinas franceses e ingleses constituem uma inevitabilidade mais a longo do que a médio prazo. O reforço de uma ideia de Europa como um supra estado, com instituições e funcionários que cada vez mais funcionam para a União e não para os seus estados de origem, e com competências mais alargadas em campos como a fiscalidade e a área de segurança pública e interna bem como militar (processos já em curso), criaram resistências mais de elites políticas do que da sociedade cívil, mas não são só estes campos que farão da U.E. uma organização sem escapatória para os países aderentes, o Galileo e o cada vez maior reforço da ESA (Agência Espacial Europeia) e a criação de projectos privados com integração á escala Europeia na área da defesa, aeronáuticos e espaciais, em termos industriais, de redes de transportes, da computação e novas tecnologias, da pesca e regadio, serão o nó gordio que será impossível, sequer cortar sem provocar uma crise enorme em termos económicos e sociais na Europa. A União Europeia ao continuar na senda evolutiva do alargamento e do seu caminho reformista, através da reforma dos tratados, e dos pequenos passos caminha para o inevitável reforço do Federalismo e da consciência da Cidadania Europeia e do seu cidadão que terá uma Moeda, um Hino e uma Bandeira como mito, não porque valerá a pena morrer (e aí concordo com Eduardo Lourenço) mas em que valerá a pena Viver, e isso é o suficiente, especialmente se for com condições e em Paz.

Altieri Spinelli, como deputado Europeu, um dos maiores ideólogos federalistas europeus.
O poder das O.N.G.´s e a sua contribuição para o reforço da interdepedência entre humanos e a criação de uma consciência Global:

A União Europeia criou e potenciou dentro do seu espaço diversos Fora supra nacionais, estes constituídos dentro de Confederações ou Federações sempre foram e são a maneira como as diversas organizações da sociedade civil agem dentro da União Europeia, estes Fora conjuntamente com os Movimentos pioneiros pela Paz, Contra o Nuclear e pela defesa dos Direitos Humanos, geraram o reforço destas redes de sociedade civil, que encontraram na O.N.U. e no estatuto de membros observadores ou efectivos das diversas Organizações especializadas da mesma organização, como a O.I.T., a UNESCO, a O.M.S. ou a ACNUR/UNHCR potenciando assim plataformas de diálogo nunca vistas. Os Fóruns Económicos e Sociais Mundiais e o encarar das grandes cimeiras da O.M.C., Ambientais Globais, do G 8 e de outras como da Organização dos Estados Americanos (para a criação da A.L.C.A.), ou de algumas da União Europeia, criaram a consciência de que movimentos económicos (Fórum Mundial de Davos ou a Comissão Trilateral) mas mais sociais são elementos de pressão que não podem nem ser ignorados nem esquecidos e são o primeiro passo para que a consciência global seja uma realidade e não uma mera ilusão. Movimentos transversais, formadas pelas O.N.G.´s sociais, como a Marcha das Mulheres, os diálogos e encontros entre os Movimentos Campestres e Indígenas e contra a Privatização da Água, a criação de uma rede Mundial de Organizações Ecologistas e outra de defesa dos direitos Sexuais, de Software Livre ou contra as Patentes Biológicas e pela Agricultura Biológica (estas todas criadas ao abrigo do Fórum Social Mundial), a Campanha Jubileu 2000 (que com o apoio das organizações pioneiras já referidas, como os movimentos pela Paz e pelos Direitos Humanos, defende o perdoar das dividas aos países mais pobres) e a sua meia vitória conseguida, este ano, através do Live 8, levam-me sem sombra de duvida a afirmar, que os actores globais estão a desenvolver-se e a institucionalizar-se de uma forma cada vez mais inteligente e efectiva, com resultados claros e objectivos ambiciosos de que, a cada vez maior resistência á A.L.C.A., e a sua consequente transformação numa Associação/Área Livre Social e/ou Política das Américas, é um exemplo.

Reforço da consciência Global a nível da sociedade civil:
Quando falamos de O.N.G.´s podemos não falar de sociedade civil, acho que sim, pois só uma pequena minoria de cidadãos as integra, é obvio que isso á escala do planeta será uma imensa minoria, mas os cidadãos que são afectados por estes activismos e os fenómenos que estes provocam, que de forma passiva são tocados pelas ideias e ideais destas O.N.G.´s são cada vez mais abrangentes, ao ponto de pensarmos que esta foi a porta que despertou a consciência Global e a levou a níveis que á vinte anos poderíamos considerar míticos. E como podemos mensurar esses factos, talvez através de vários momentos, como o Live 8 ou as campanhas massivas de sociedade civil tanto de apoio político e social, por exemplo, contra os atentados de 11 de Setembro, ou ao forçar a ONU a intervir em Timor Leste e no Sudão, o acompanhamento e financiamento de processos eleitorais em dezenas de países ou a solidariedade civil maciça em relação ás diversas catástrofes como os Terramotos, os Furacões e o Tsunami, que se demonstrou não só a nível institucional mas a nível financeiro, com dezenas Biliões de Euros canalizados de particulares para a reconstrução e o desenvolvimento das zonas afectadas e com centenas de O.N.G.´s em campo, com milhares de cidadãos dos chamados países desenvolvidos a contribuir para a ajuda á resolução desses problemas e cada vez mais cidadãos de zonas menos desenvolvidas a o fazerem, de forma directa e não só indirecta (como a ajuda ao desenvolvimento dadas directamente pelos seus países), isto em si é um dos maiores exemplos do reforço da consciência global que se verificou nos últimos anos.
O planeta Multipolar:
Os Estados Unidos da América e os seus aliados ideológicos da superioridade dos valores anglo-saxónicos protestantes e ocidentais sobre todos os outros, bem pretendem combater esta ideia, mas a Super potência, como eu já vinha afirmar á algum tempo, mostra pés de barro, que serão, senão corrigidas o seu grande problema futuro, oxalá para as suas populações que os resolva. Casos como a manutenção de um conflito permanente e de média intensidade em dois cenários de guerra (Iraque e Afeganistão), de catástrofes naturais constantes para o qual esta não tem a reacção suficiente rápida que se lhe exige, bem como o atropelo ás liberdades cívis e políticas, que se num país como Cuba é normal, mas que nos E.U.A. tal não será, levam a que a Super potência seja secundarizada e que o respeito por esta esteja a ser perdido e a demonstrar que esta ideia é apenas um produto também vendido conjuntamente com a sua musica e os seus filmes. Mas antes disso, haviam claramente três zonas de influência, que eram para além dos E.U.A., a União Europeia e o Japão, embora muitos pró estado-unidenses as quisessem secundarizar, é óbvio que o poderio económico e tecnológico das duas, bem como social e politico (se bem que menos organizado em alguns aspectos ao ponto de se demonstrar com algumas fragilidades em alguns campos) da União Europeia não era de todo negligenciável. Mas a multipolaridade, mantinha-se pois a Rússia iria recuperar progressivamente (como está a ocorrer), e esta também tem a sua área de influência, que embora mais reduzida se mostra mais controlável com os parcos recursos que detêm. O caso do Brasil, que sendo o país impulsionador do Mercosul e da Africa do Sul que é o país charneira de África através do NEPAD (Parceria Económica de Desenvolvimento Africana) e da União Africana que pretende com o NEPAD formar no futuro, a médio prazo, uma especie de União Europeia de África. Da Índia e da China gigantes tecnológicos e económicos com mercados internos para apoiarem o seu crescimento e no caso desta ultima já com uma zona de influência geopolítica relevante. Eram casos, que, faziam perver que o planeta teria uma multipolaridade de actores, que não iam como se vê cada vez mais render-se aos ditames de uma Super potência aparente. Contamos por isso com pelo menos sete potências económicas (E.U.A., U.E., Japão, China, Índia, Brasil/Mercosul e por fim a Rússia), três claramente também militares (E.U.A., China e Rússia), seis tecnológicas (todas as referidas menos a Rússia) e oito políticas (todas as já referidas mais a Africa do Sul), podendo nesta ultima categoria (bem como e porque não na militar) a médio prazo incluir o Irão que pretende ser e acho que tem potencial para o ambicionar, isto na área de influência Xiita do Islão e países onde os Xiitas embora minorias são quem compõe as classes governantes (como a Síria, o Iraque, e muitos países árabes da Península Arábica e da Ásia Meridional).

Cimeira do G8 na Escócia com os actuais lideres de todos os países e blocos económicos que referi.
A O.N.U. e a criação de pontes de diálogo global:

A O.N.U. é único espaço onde os actores referidos anteriormente poderão alcançar pontes de diálogo, embora nestes últimos cinco anos diversos países, tenham tentado secundarizar o papel da O.N.U., para além do bem conhecido caso dos E.U.A., até países com outros interesses difusos, se sentiram apoiados para também não darem a importância devida a esta Organização, como são exemplos a Birmânia, o Irão ou a Coreia do Norte, mas também Cuba (a coqueluche dos intelectuais da esquerda europeia), essa deve ser a única coisa que tanto Fidel Castro como George W. Bush devem concordar. E porque é que esta organização seria dispensável? Porque contraria geopoliticamente a ideia ilusória de Marketing que cada vez vende menos, de que os E.U.A. são a unica Super potência existente, mas claro que o trabalho relevante que esta organização presta seja através das suas Organizações especializadas seja através do poder mediador ou dinamizador na resolução de conflitos ou condenatório na existência dos mesmos e de denuncia de tratamentos abusivos e contra os Direitos Humanos, que "todos dizem respeitar", é uma pedra no sapato para quem como as elites governantes destes países, atrás referidos inclusivé os E.U.A., demonstra grandes telhados de vidro. Mas as organizações especializadas da O.N.U. assumiram papeis preponderantes em diversos campos que já fogem á tradicional assistência a refugiados ou a catástrofes e a "casus beli", de que, por exemplo, a coordenação global contra a expansão de viroses letais como o Ébola, a Febre Hemorrágica e a Gripe das Aves pela O.M.S. é um exemplo claro, através destas acções e do seu reforço e poder de influência, que cresceu surpreendentemente graças a Kofi Annan (o primeiro Secretário-Geral que sempre foi só funcionário da Organização) e que através de iniciativas globais criando diversos Fora temáticos, em relação ao Ambiente, SIDA, Direitos Humanos e Terrorismo serviram para a O.N.U. se estabelecer como a criadora de pontes entre as potencias já referidas das diferentes áreas económicas, políticas e militares, os terceiros estados e destes todos e a sociedade civil das O.N.G.´s a nível planetário.
P.S. – Reflexão também publicada no Geosapiens.
quinta-feira, dezembro 29, 2005
And the winner is...
Seria sempre fácil ocupar algum espaço na blogosfera escrevendo sobre os «mais» e os «menos» de 2006, como tantos fazem, caindo nesse cliché tão in e intelectual. É um processo deveras interessante, se o analisarmos um pouco: não só mostramos toda a nossa erudição e atenção ao novo, como aproveitamos para vender este ou aquele novo produto cultural/académico/social – este escritor, aquele filme, o outro livro –, no meio disso afirmamos a nossa insubstituível presença no meio.
Pois, para mim, «Natal é todos os dias» … não necessito de ter estes espaços criados, sempre artificiais, para poder retirar algum tempo de reflexão sobre o que de bom e de mau se fez…
Desculpem a confidência, mas irritam-me estes «balanços» da época. Assemelham-se àqueles sorrisos e abraços de jantares de família. Temos, na altura prevista, todos sorrir e mostrar muito afecto. Pois esta é a altura de mostrar a erudição, o conhecimento, a pertinência das nossas escolhas.
Não estou nessa.
Até já.
Vergonha - Parte 2
No entanto, peço a todos que assinem a petição para salvar a casa de Almeida Garrett em http://www.petitiononline.com/casaag/petition.html e que passem a palavra.
P. S. - O actual proprietário da casa é o ministro da Economia Manuel Pinho, o que torna o caso ainda mais vergonhoso.
terça-feira, dezembro 27, 2005
Foi bom. Até que foi bom
Apesar de não ser nada dado a estes ares festivos – este ano nem fiz a «mensagem de Natal – devo confessar que até me soube bem. Partilhei-o, pela primeira vez com a minha família, com a minha mulher (que nunca tinha passado fora da família dela). Talvez pela novidade, talvez pelo brilho que constantemente emanava dela, pelos seus olhos e pelo seu sorriso, a verdade é que, contagiado, entrei no espírito. Correu bem.
sexta-feira, dezembro 23, 2005
Sobre eleições
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Para reflectirmos...

Dada a época em que nos encontramos, onde o egoísmo proprio de quem olha só pra dentro é colocado a descoberto, por aqueles que nos avivam a consciência para todos aqueles que procuramos ignorar, os pedintes, os desajustados do sistema, os desafortunados, os sobriviventes á esperança, resolvi partilhar a mensagem que é transportada nesta imagem...
Bom natal