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sexta-feira, maio 01, 2009

Vital Moreira agredido no 1º de Maio

Aqui deixo toda a minha solidariedade para com Vital Moreira, agredido hoje em plena manif do 1º de Maio.

Já não pode um homem despir um fato completo que enfiou há décadas? E não foi hoje que o fato foi para o lixo; foi há um bom par de anos. . .

domingo, maio 04, 2008

Legelizit

Hoje estava a ir ter com um amigo meu, ali para os lados de São Mamede (entre o Príncipe Real e o Rato) quando foi alertado por um agente da autoridade que o trânsito estava cortado devido «à manifestação». Outra, pensei eu! que raio. Quem é desta vez. (e puz-me a pensar... o 1º de Maio tinha sido há dois dias, e os tipos já querem outra manif... não fazem mesmo mais nada...).

Rapidamente verifiquei que o meu raciocínio estava errado. Era a Marcha Global da Marijuana (que sempre pensei que se escrevesse Mariajoana).

Sou, desde há muito, acérrimo defensor da legalização total das drogas. E refiro-me a todas as drogas - leves e duras - e ao consumo e tráfico. Não entendo, de todo, porque é que os Estados dispendem recursos neste tema. Só vejo vantagens na total legalização.

Do ponto de vista filosófico, o que estamos a dizer é que confiamos na capacidade das pessoas poderem escolher o seu estilo de vida. São livres para o fazerem, desde que essa decisão incorra sobre si mesmo. Nesse sentido, não me incomoda nada que sujeito A consuma Marijuana, sujeito B Heroína ou sujeito C Cocaína. Desde que não me incomode...

São quantas as pessoas ditas normais que recorrem ao uso diário de drogas, receitadas e não? Quantos são os cidadãos ditos normais que só funcionam com uma dose diária de Fluoxetina, de Xanax, de Benzodiazepinas ou de Anti-depressivos, quer necessitem ou não?


O argumento da escalada das drogas (fulano A consome Marijuana no dia 1, e no dia 100 já está agarrado à Heroína) está longe de ser provado. Aliás, o que está comprovado é que o tráfico das drogas leves e duras anda lado a lado, o que leva o consumidor geral ao contacto entre ambas as variedades de drogas. Ou seja, é mais provável que traficante A, que vende Marijuana e Heroína (por exemplo), a certa altura retire a droga leve do mercado e inunde o mesmo da droga dura. Perante tal situação, é provável que o consumidor geral seja tentado a trocar de droga de escolha, caindo assim na dupla dependência da droga dura em cauda e da relação com o traficante.

Por este motivo, não antevejo que haja um aumento do número de consumidores; pelo contrário, a legalidade afastará muitos daqueles que procuram no consumo de droga o risco.



Por fim, se o Estado legalizar o tráfico das drogas pode, por um lado, aferir sobre a qualidade das mesmas (um problema na droga da rua); e, por outro, taxar este género de comércio. Assim não só encontrará nova fonte de receita (que poderá ser colocada em campanhas de sensibilização, em política desportiva, salas de chuto, por exemplo)

[a imagem reporta a marcha no Brasil, mas não importa, a ideia é a mesma]

[Shyz, não te vi por lá... também não te procurei nem fiquei muito tempo...]

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