Na segunda feira, dia 12, programa Pros e Contras, Fátima Campos Ferreira, pretendeu questionar a seriedade imposta pelo Jornalismo em Portugal. No caso enfoque o das "Escutas na Presidência da República".
Caratecterizaram num primeiro acto as sondagens que cada meio de comunicação social expõe e quais as responsabilidades advindas de as mesmas serem mais ou menos rigorosas. Quem as lê, ás sondagens, podem interpreta-las de maneiras distintas. No caso de as mesmas serem mais confortaveis a favor de uma entidade que nos seja mais "chegada" opta-se por pensar que as mesmas são muito fiaveis e usamo-las como argumento de intenção para chamar os referidos votos que darão a vitoria no dia em questão. Se for o contrario, temos tendência a desdramatiza-la e não lhe dar "memoria"...
Discutiu-se então o caso das "escutas", que de "escutas" nunca teve nada... Afinal houve uma desconfiança de "alguém" o qual eu interpretei ser alguém chegado à Presidência da República, um tal de e-mail a descurtinar algo, ou alguém... Uma desconfiança!?
Questionou-se a falência das informações, de quem as fazia chegar às redacções. Da protecção dada as fontes que garantem as informações e provocam as investigações sobre as referidas materias... Muito se discutiu, muito se tentou argumentar, mas no final a duvida não só paira, como no meu caso pessoal aumentou. Ninguém se isenta de responsabilidades. Uns por culpa popria e quererem "fabricar" histórias outros por permitirem a divulgação dessas "tramas" e outros ainda por beneficiarem com os ditos boatos...
Brinca-se com a informação, e a num nível onde a brincadeira não deveria existir. Deveria existir seriedade, responsabilidade, isenção e sobretudo sentido de estado, pois são os elementos soberanos de gestão deste nosso Portugal.
A historia essa, um e-mail vindo de alguém a tentar falar mal de um outro alguém, porque este ultimo alguém referiu que o outro alguém andava a ajudar no programa de campanha de um alguém candidato... Argumento digno de telenovela...
Pergunto se podemos ser tão moralmente correctos para um determinado conjunto de coisas por ficar bem, e para outros, quando se perdem em argumentos, perder esses mesmos valores e colocar em causa a soberenia das gentes deste nosso Portugal...
Espero que alguém retire deste episodio as ilações necessárias para que o mesmo não volte a acontecer...
And the dreamers? Ah, the dreamers! They were and they are the true realists, we owe them the best ideas and the foundations of modern Europe(...). The first President of that Commission, Walter Hallstein, a German, said: "The abolition of the nation is the European idea!" - a phrase that dare today's President of the Commission, nor the current German Chancellor would speak out. And yet: this is the truth. Ulrike Guérot & Robert Menasse
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quarta-feira, outubro 14, 2009
quinta-feira, novembro 27, 2008
quarta-feira, março 14, 2007
Partido Liberal

Partidos na transição portuguesa.
Recentemente tive de elaborar pequenas biografias dos diversos movimentos e partidos políticos existentes durante 1974/76, durante a transição portuguesa. Hoje apresento o Partido Liberal.
Agradece-se os comentários, sugestões, criticas, correcções e pistas de investigação.
O Partido Liberal foi uma pequena organização política existente entre Junho e Setembro de 1974, constituída como um “grupo de reflexão” e com o objectivo de apoiar o programa do MFA. A partir de Agosto de 1974 fez parte da Frente Democrática Unida (Coligação do Partido Liberal, Partido do Progresso e Partido Trabalhista Democrático Português constituída a 27 de Agosto de 1974 com o “fim de unirem esforços para a «instauração de uma democracia de inspiração não marxista»”, cf. John Andrade, Dicionário do 25 de Abril, Lisboa, Nova Arrancada, 2002, pp. 160). Foi suspenso a partir de 28 de Setembro de 1974.
No seu curto período de vida foi apresentado como defendendo “a paz, a justiça social, a subordinação do bem particular ao geral, o desenvolvimento equilibrado das forças económicas e sociais, o trabalho e a produtividade ao serviço do Homem e a liberdade democrática contra o anarquismo” (cf. Rogério Carapinha, António Vinagre e Joaquim Couto, Partidos Políticos. Ponto por ponto, Jornal do Fundão, Queluz de Baixo, 1974).
A sua Comissão Organizadora (em 1974) contava com António Ávila, Osvaldo Aguiar, Dias Gonçalves, João Saldanha e Amândio Quinto. Extrema-direita (cf. Jacinto Baptista, Caminhos para uma Revolução, Lisboa, Livraria Bertrand, 1975 (Abril). pp. 321). Não concorre às eleições constituintes.
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