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segunda-feira, novembro 19, 2012

Conceitos revolucionários.

 
Sei que são conceitos complicados de perceber para quem acha que uma política de sucesso é empobrecer Portugal e os portugueses. Conceitos revolucionários. Mas é esse o nosso ADN. Revolucionar a situação em busca do progresso e da igualdade de oportunidades
 
Mas, realmente, nós não gostamos de pobres. E por não gostarmos de pobres combatemos a pobreza.
 
Um conceito revolucionário, nos tempos de hoje!

terça-feira, novembro 15, 2011

Defender a estupidificação


Quando pretendem que não existam debates no único meio, por ser público, que pode ser questionado o alinhamento dos intervenientes, o que estes senhores pretendem é deixar na mãos dos privados a selecção de temas e de pessoas para debater estes temas, permitindo assim que certos grupos económicos decidam o que se deve debater e que ideias devemos debater.

Dito isto, e lendo o que pretendem para a RTP Internacional teria de passar à ofensa pura e gratuita. E a vida não está para gratuitidades!

domingo, agosto 02, 2009

IGUALDADE DE GÉNERO. Os discursos da testosterona?



Cito o programa do XVII Governo Constitucional para 2005 – 2009:

Reforço da participação política das mulheres em todas as esferas de decisão, cumprindo o artigo 109º da Constituição e estendendo o seu entendimento à economia e à inovação.

E chamo a atenção para a forma como as mulheres políticas continuam a ser tratadas nos discursos mediáticos, nos discursos quotidianos e, last but not least, nos discursos de reflexão e análise política. [...] São disso exemplo os ataques a Joana Amaral Dias (em quem eu nunca votei) e a Manuela Ferreira Leite (em quem eu nunca votei) que deixam passar, ora subrepticiamente ora explicitamente, apreciações extra-políticas, localizadas num factor, a idade. Relativamente à primeira por ser uma jovem, à segunda por não ser uma jovem.

Parece que o “reforço da participação política das mulheres em todas as esferas de decisão" tem causado muitos engulhos aos “homens em todas as esferas de decisão”. Não podendo impedir a entrada nas arenas políticas e de poder, a reacção a estas protagonistas situa-se, ao nível do discurso, em qualificativos referidos ao corpo e ao suposto sex-appeal (ou à sua suposta ausência) das mulheres-na-política - sexy e velha – a partir dos quais são simbolicamente anuladas as competências que deveriam ser objecto de análise, as competências políticas.

Dir-se-ia que o factor tempo incide fortemente nos corpos femininos das mulheres políticas, incapacitando-as para o exercício do poder político quer por serem jovens (demais?) quer por terem idade (a mais?). No entanto, o tempo parece não se constituir como um factor que, incidindo nos corpos masculinos, os incapacita para o exercício do poder político. Muito pelo contrário, um jovem político “tem garra”, um político menos jovem tem “sabedoria e experiência”. O tempo de duração na vida política é outro factor a pesar na longevidade da permanência no campo político, se de uma mulher se tratar. De Helena Roseta disse-se - aquando do pacto com António Costa - estar gasta (na política? na vida? ou na política porque na vida?).

Falo de discursos e de rastos e restos de violência simbólica neles contida. Das práticas direi de minha justiça num futuro post. Como não acredito na imutabilidade dos comportamentos humanos - imutabilidade baseada em correntes de pensamento vindas da sociobiologia - quero crer que estes "discursos da testosterona" o não são. Serão, sim, produtos de "habitus" (Bourdieu) incorporados por processos de socialização que se reproduzem de geração em geração.


Nota
Post (da minha autoria) publicado no dia 1 de Agosto de 2009 no blog SIMpleX

sexta-feira, julho 17, 2009

Discriminação não, obrigado!

É fantástico como numa medida se consegue efectuar duas discriminações. De opção sexual e de género.
Daqui a dias vai-se andar a defender o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas antes tomam-se medidas destas.
Convinha haver alguém que parasse para... coordenar!

P.S. - Com coordenação ou sem ela, esta é uma medida inacreditável!!!

terça-feira, julho 15, 2008

Agora?

Antes tarde do que nunca: despedida em grande do Pedro Nuno da JS. É amanhã.




Fica a nota de divulgação do site da Juventude Socialista:

JS organiza Conferência, dia 16 de Julho, pelas 18h, no auditório do Edifício Novo da Assembleia da República sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A Conferência terá como principal orador Pedro Zerolo (Secretário Federal do PSOE)
A Juventude Socialista organiza na próxima quarta-feira, dia 16 de Julho, pelas 18h no auditório do Edifício Novo da Assembleia da República, uma Conferência Internacional intitulada “Nada mais que a Igualdade” e subordinada ao tema do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A Conferência, compromisso político da Juventude Socialista, será moderada por Pedro Nuno Santos, Secretário Geral da Juventude Socialista e terá como oradores convidados:

·Pedro Zerolo (Secretário Federal do PSOE com os pelouros dos Movimentos Sociais e ONG)
·Ana Catarina Mendes (Deputada e Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS)
·Miguel Vale de Almeida (Antropólogo)
·Isabel Moreira (Constitucionalista)
·Paulo Pamplona Corte-Real (ILGA – Portugal)
A Conferência será aberta ao público.

sexta-feira, julho 11, 2008

Um trabalho bem feito

Quem me conhece sabe que eu sou muito critíco quanto à metodologia dos sindicatos na reivindicação e luta por eles efectuadas em muitas áreas. Mas também devo dizer que gosto de registar quando eles trabalham bem (na minha análise). Este é um exemplo claro disso.

Está de parabéns, pois, a CGTP. Está a fazer um bom trabalho nesta área, e sem manifestações. Às vezes, como por eles próprios demonstrado, não é preciso. Fossem mais vezes assim.

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