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sábado, fevereiro 16, 2008

O GRÉMIO LISBONENSE

Sobre o tema do Grémio Lisbonense, o Luís Coelho, no Suspeitix, deixou o seguinte post:


Caro Zé Reis Santos,


Li o teu post sobre o Grémio Lisbonense e não posso deixar de concordar contigo e com o Daniel Melo, no que diz respeito "à nossa memória, à nossa História, ao nosso passado, ao nosso presente". Preocupante, sem dúvida.
Mas tenho que te referir que esta situação do Grémio Lisbonense não é de agora, já se vem desenrolando nos tribunais há bastante tempo, e é o infeliz, mas verídico, corolário para quem faz obras e modificações no local arrendado, sem expressa autorização do senhorio.
Por mais movimentos e apoios que se manifestem agora, não há Tribunal que possa retirar a razão e o direito que assiste ao proprietário do 1ºandar onde está instalado o Grémio Lisbonense. Qualquer advogado que consulte o processo (e garanto-te que vários o fizeram) assim o dirá.
E olha que já há alguns meses que a Direcção do Grémio foi recebida pelos gabinetes de todas as forças representadas na Vereação da CML para explicar a situação delicada que estava a passar.
Claro que, com serenidade e calma, se vai arranjar uma solução para alocar o Grémio; se não continuar ali, passará por certo para outra sede nova, na mesma área geográfica.
Posso-te grarantir que da minha (nossa) parte se fez o que era políticamente exigível: foi apresentada e aprovada uma Moção na Assembleia de Freguesia de São Nicolau e patrocinada uma outra providência cautelar pela Junta de Freguesia, bem como foi apresentada uma Recomendação na Assembleia Municipal (aprovada por unanimidade).
Contudo, decisões do Tribunal, por mais injustas e incríveis que nos pareçam, são para serem acatadas num Estado de Direito. Sabe-o bem a Direcção do Grémio e a sua Advogada. E nós todos também.
Olha, Zé: ainda iremos beber, seja lá onde fôr, um café no Grémio Lisbonense onde te apresentarei o meu amigo Zito. Até lá, vamos acompanhando as negociações em curso.

Luis Coelho
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Como imaginas, Luís, não tinha essa informação. O que pensas que é, então, possível fazer? Achas que uma atitude mais radical por parte do Grémio lhe trará alguma recompansa?

segunda-feira, outubro 08, 2007

Movimento Não Apaguem a Memória

[sim, também faço parte deste... mas estou a tentar ser pouco activo]
Car@s Amig@s,
No passado dia 4/10 o nosso Movimento foi recebido na Assembleia da República. Do que lá se passou envio a nota enviada aos Órgãos de Comunicação Social:
"No passado dia 4 de Outubro, uma delegação do NAM, da qual fizeram parte, a Dr.ª Maria Barroso, o Arquitecto Nuno Teutónio Pereira, o ex-deputado Raimundo Narciso e a socióloga Lúcia Ezaguy Simões foi recebida pelo Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama e pelo Presidente da 1ª Comissão Parlamentar - Direitos, Liberdades e Garantias - Deputado Osvaldo de Castro. Nesta audiência foi reafirmada a urgência da aprovação de uma Resolução parlamentar que vincule o Estado português ao "Dever de Memória".
O Dr. Jaime Gama destacou a importância da assinalar os lugares e edifícios que têm um valor histórico e simbólico no combate da resistência à Ditadura.
Nesta mesma ordem de ideias, a Dr.ª Maria Barroso realçou o valor de manter viva a memória da resistência e da liberdade conquistada em Abril de 74, destacando o dever de transmissão às novas gerações do legado de conhecimento da nossa história recente para que sejam consolidados os valores da democracia e da liberdade.
Após o ponto de situação sobre a Petição apresentada pelo NAM, o Dr.
Osvaldo de Castro informou que pretende dar seguimento às negociações com todos os grupos parlamentares no sentido de alcançar o acordo, o mais amplo possível, para que seja aprovada uma Resolução parlamentar que venha atender os objectivos do NAM.
Para assinalar dois anos de existência do Movimento, foi entregue ao Presidente da Assembleia da República, ao termo da audiência, um texto que destaca algumas das "bandeiras" que têm mobilizado o Movimento desde a sua origem: a constituição de um espaço museológico no edifício ex-Sede da PIDE/DGS, em Lisboa (e também no Porto) e a criação do Museu da Resistência e da Liberdade, nas instalações da antiga cadeia do Aljube.
Lisboa, 4 de Outubro de 2007"
Um abraço
Paula Cabeçadas

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