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sexta-feira, maio 15, 2009

Para reflectir

A Idade das Trevas
Como o meu filho ia ter um teste de História, estive a estudar com ele e a fazer-lhe perguntas. A matéria era relativa à Idade Média. As classes sociais, o modo de vida de cada uma delas, pronto, esse tipo de coisas. Foi uma experiência muito engraçada, sobretudo para quem acompanha jornais e telejornais.

Estava eu a estudar os privilégios da nobreza e dei logo comigo a pensar que em Portugal, ainda não saímos bem da Idade Média. Na Idade Média, a mobilidade social era praticamente nula. A nobreza vivia fechada sobre si própria usufruindo dos seus próprios privilégios. Relacionavam-se entre si, casavam-se entre si, frequentavam os mesmos castelos, participavam nas mesmas festas e banquetes, olhando para o povo do alto dos seus privilégios sociais e económicos.

Ora, se virmos o que se passa em Portugal, temos de chegar à conclusão que no Estado há décadas dominado pelo PS e pelo PSD, existe cada vez mais uma feudalização da sociedade assim como uma organização social cada vez mais endogâmica. Um bom símbolo da nossa miséria é o casamento entre a filha de Dias Loureiro, amigo íntimo de Jorge Coelho, e o filho de Ferro Rodrigues, amigo íntimo de Paulo Pedroso, irmão do advogado que realizou a estúpida e milionária investigação para o Ministério de Educação e amigo de Edite Estrela que é prima direita de António José Morais, o professor de José Sócrates na Independente, cuja biografia foi apresentada por Dias Loureiro, e que foi assessor de Armando Vara, licenciado pela Independente, administrador da Caixa Geral de Depósitos e do BCP, que é amigo íntimo de José Sócrates, líder do partido ao qual está ligada a magistrada Cândida Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, que está a investigar o caso Freeport.

Talvez isto ajude a explicar muito do que se passa com a Justiça, a Economia, a Educação. Sobre a Educação, a minha área, vale a pena pensar um bocadinho. Haverá gente em Portugal a beneficiar com a degradação da escola pública? Outra vez: haverá gente em Portugal a beneficiar com a degradação da escola pública? Há. Claro que há. Ora bem, quer entender porquê? E quem são? Quer mesmo? É fácil. Experimente a sentar-se um pouco com o seu filho a estudar História.

José Ricardo Costa, professor


Bom, nem toda a sociedade se move assim, no entanto este texto caracteriza aspectos sobre matérias que todos nós já sentimos...
Quando falam em Democracia ou em sistemas vigentes na sua plenitude ideológica, esquecem-se das falácias e vícios de quem diz aplica-las… É cada vez maior o número de pessoas que começam não só a questionar o sistema como ele existe, a própria forma de pensar as ditas ideologias, mas sobretudo as pessoas que com indulto, praticam e prevaricam sem que nada nunca lhes aconteça… Porque como foi escrito neste texto e muito bem, a rede já se estende por ramificações que já não se conseguem escamotear… Mas nem todos são assim e separando o essencial do acessório, concordo com este texto. Não nos nomes ou situações, mas por quem se diz imune a tais criticas e no passado quando estavam nas mesmas posições, fizeram-nas e fizeram-nas PIOR…

Eu próprio que entrei por livre escolha e decisão soberana do meu SER, para uma estrutura partidária, no caso a Socialista, para combater nos respectivos palcos, e de forma licita e legitima, por ter sido assim a educação recebida, depressa percebi, que não era a ideologia que estava errada. As premissas que certos “utilizadores” dessas estruturas usavam, usam, é que mostravam uma índole com mau carácter, não de todos, mas de alguns… Os outros, alguns como eu, iam calando a bem, da unidade e porque de facto percebíamos que os outros eram bastante “piores” que estes nossos…

Enfim, desde saneamento politico nas diversas estruturas partidárias onde me fazia representar ao ataque pessoal, já me aconteceu de tudo um pouco… Experiência conquistada e cada vez mais cabeça erguida...

É por isto que sem renegar a ideologia Socialista, continuo nos palcos próprios o combate pelos valores em que acredito, e defendo que a sociedade e as manifestações de opinião em movimentos associativos serão necessários para restabelecer um equilíbrio sem vícios.

Para reflectirmos aqui e até quem sabe abrirmos um forum de discussão...

quarta-feira, maio 07, 2008

SISMO NO JAPÃO

Não há registos de feridos nem de danos materiaisA região de Tóquio foi hoje abalada por uma série de sismos, o mais forte com a magnitude de 6,7 na escala aberta de Ritcher. Não há registo de vítimas nem desgastes materiais importantes, disseram as autoridades citadas pela televisão pública NHK. Via SICNoticias.

É impressionante como construindo estruturas mais sólidas, um bom planeamento da cidade, se podem evitar catástrofes de dimensões gigantescas.
Quando li esta notícia surgiu 0 pensamento que se em caso de uma catástrofe idêntica em Lisboa a sociedade civil saberia reagir de forma serena e ordeira…

Como reagia se soubesse da ocorrência de sismo em tempo real?

O Governo Civil e as forças vivas da Cidade deveriam educar a população com acções de formação activas, nomeadamente no que diz respeito às medidas de segurança a serem tomadas durante um sismo, e elaborando planos de emergência, para durante e após a ocorrência do sismo…

Espero que o Governo Civil, o Lnec, bem como todas as forças vivas e activas das cidades tenham de facto esse tal plano de contigência, elaborado e estruturado para situações de crise...

Como cidadão e tirando o senso comum, reflicto sobre o que sei sobre essas prevenções...

O Serviço Nacional de Protecção Civil, em função dos seus objectivos e domínios de actuação e da cooperação dos serviços e instituições de investigação técnica e científica com os sistema de protecção civil, tem desenvolvido ao longo do tempo actividades conducentes ao conhecimento do risco sísmico refere-se às perdas esperadas para um determinado elemento exposto ao risco, durante um determinado período de tempo.
Os elementos em risco podem ser bens construídos, actividades económicas ou "risco sísmico e à sua minimização, a destacar:
Realização de exercícios;
Acções de informação e sensibilização da população e instituições;
Participação em missões de observação de sismos ocorridos em diversas partes do mundo para recolha de ensinamentos (sismo de 17 de Janeiro de 1994 em Northridge, Los Angeles, E. U. A.;
sismo de 7 de Julho de 1998 nos Açores; Turquia 1999);
Contribuição para a montagem da rede sísmica LAPSIS (IST);
Estudo das vulnerabilidades sísmicas de obras de arte (quatro viadutos pertencentes ao concelho de Lisboa);
Estudo do Risco Sísmico da Área Metropolitana de Lisboa e Concelhos Limítrofes Estudo do Risco Sísmico do Algarve, lançado em 2001.


Será que tem passado toda esta informação para a população?

Dava um interessante ciclo de debate!

Devemos estar atentos... Nunca se sabe...

domingo, novembro 18, 2007

Piada

A CMVM pergunta a Jardim Gonçalves se deu 12 milhões ao filho, ele responde:

- OH PUIS DEI !





(Desculpem não resisti)

sexta-feira, março 16, 2007

ITD


Aqui já referimos por diversas vezes o projecto do Instituto Transatlântico Democrático. Até agora era ele consubstanciava-se em muitas conversas, alguns almoços e longas trocas de e-mails. Ontem tornou-se realidade.

A apresentação no Grémio Literário (bom sitio para o CLDI fazer alguma iniciativa futura) correu muito bem - apesar de eu ter saído mais cedo para ir para a Luz - confirmei a excelente impressão que tinha da ideia, à qual já me tinha associado, e é agora com prazer que reitero a minha intenção de colaboração, ainda somente a titulo pessoal, a este projecto. A equipa de investigadores já compilada deixa-me a certeza de, pelo menos, haver muita «mão de obra» humana para fazer do ITD um projecto de sucesso. Esperemos novidades.

Na apresentação foram estabelecidos protocolos com o IPRIS, o SOL, a Lusófona e a TVNet.

Aqui pode ver a reportagem Lançamento do ITD.

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