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quinta-feira, setembro 02, 2010

Pelas primárias para escolher o candidato do PES a Presidente da Comissão Europeia

Bandeira da União Europeia
Como sabem (e se não sabem, ficam a saber) está a haver um debate no seio do PES (Partido Europeu Socialista) sobre como decidir o próximo candidato do PES a Presidente da Comissão Europeia. Uma das propostas, apresentada por destacados membros do PES Activists (e um deles - o José Reis Santos - escreveu por aqui em tempos) é efectuar esta nomeação por eleições primárias nos vários partidos pertecentes ao PES.

Podem dar uma leitura às notícias sobre isto no NewEurope, no EUObserver, no site do PES, no blog Campaign for a PES Primary criado para o efeito, ou no blog do PES Activist Portugal.

quinta-feira, junho 11, 2009

Crónica de uma eleição europeia (I) [título modificado]

48 horas depois já consigo proferir um par de análises sobre o 7 de Junho. Irei faze-lo em jeito de crónica e em posts distintos: um prelúdio, um par de ideias sobre as eleições e uma ou duas reflexões sobre o futuro.
Prelúdio: Bruxelas, 7 de Junho.
O dia 7 de Junho começou de forma fantástica. Viagem para Bruxelas em primeira (deram-me um update de ultima hora, que aceitei) e no lugar ao lado do do Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. Acabei por trocá-lo com o João Marques de Almeida – não me fosse eu não me comportar– mas ir para Bruxelas com Bruxelas pintou de excentricidade a viagem e permitiu alargar a palete de cores do meu dia. Vinha vestido de vermelho, puro; e agora uns tons de azuis apresentavam-se institucionalmente.
Chegado a Bruxelas, ao Parlamento Europeu, a atmosfera era a dos grandes jogos. Centenas de jornalistas, vários estúdios de televisão e da rádio, entrevistas por todo o lado. Uma energia contagiante. Gente e mais gente, encontrões, olhares cruzados, piadas e risos. Stress. Muito stress. Mais cores apareceram. Verde, Amarelos, tons de Vermelho e de Azul, Cinzas. Todas as cores do espectro político europeu visíveis ao olho nu. A democracia vestida com o seu melhor traje. Fantástico cenário.
No Partido Socialista Europeu a noite não era a das grandes vitórias. O semblante carregado do staff não nos deixava grandes esperanças, e o vislumbre dos primeiros resultados confirmava as piores expectativas. Esperava-se perder nos grandes países e de uma maneira geral um pouco por todo o lado. Mas quando se começou a perceber o que se ia passar em França, na Alemanha, na Polónia, na Hungria a ideia inicial de fazer um bom jogo, de nos apresentarmos competitivos, de podermos – de alguma maneira – moldar a nova Europa eleita (condicionando, por exemplo, a eleição de Barroso), rapidamente desvaneceu. Agora era evitar a goleada, e procurar promover as pequenas vitórias na segunda divisão da política europeia (Grécia, Belgica, Malta, Dinamarca, Chipre, mais tarde a Roménia, etc). Afinal, os partidos membros do PES subiram em 10 dos 27 países.
Esperávamos perder, mas nunca de goleada, nunca assim. Nunca tão cedo. E perdemos Portugal. E perdemos Espanha. Caímos nos bastiões do socialismo progressista europeu que são o exemplo da governação social-democrata para essa Europa de esquerda. Desastre. Massacre. Afinal, até tínhamos uma boa equipa. Um bom programa. Os activistas. A crise provocada pela direita neo-liberal. Onde falhámos?
Tenho descrito esta situação como se fossemos, o PES, uma equipa de fórmula I. Desenhámos um carro (o Partido), colocámos-lhe um bom motor (o manifesto eleitoral), umas boas rodas (os activistas), e quando foi altura de o conduzir… não só percebemos que não tínhamos condutor como parte da nossa equipa queria o piloto dos nossos adversários. Caricato, não? Depois tomámos consciência de que este não era, afinal, um jogo de equipa – onde todos vestem e suam a mesma camisola – mas antes uma espécie de entretenimento colectivo, amador, onde os jogadores da equipa se apresentam juntos no campo dos jogos com camisetas semelhantes mas todas diferentes, na core nas tonalidades. Não conseguimos transformar o potencial das nossas individualidades numa mais-valia colectiva, e fomos um qualquer conjunto de galácticos da política, equipa cheia de vedetas, incapazes de passarmos a bola uns aos outros, mais preocupados com a gestão das diversas carreiras pessoais do que em ser competitivos no campeonato da política europeia. Aí errámos. Procurámos criar e construir uma realidade europeia onde só existe dinâmica nacional. Não há 27. Há 1+1+1+1+1+1…
A noite acabou por acabar numa boa nota: a eleição – ainda por confirmar – do Rui Tavares. Éramos muito poucos os resistentes. Com interesses distintos. Curiosamente portugueses e italianos, mais e mais cabisbaixos. Os Socialistas italianos ficaram fora do Parlamento Europeu. Julgo que devemos ter uma qualquer sina para a dramaturgia trágica. Entretanto, o ruído de fundo, ritmado, do rebentar das garrafas de champanhe marcava o tempo e recordava-nos de que a festa era num outro lado. Rui, PCP ou outro do PSD. Elegemos o Rui. Podia fechar a noite com um sorriso.
Telefonei-lhe. O Rui tinha-me ligado – estava eu em Bucareste numa acção de campanha do PES – quando decidiu aceitar o 3º lugar na lista do BE. Era um dos socialistas a quem ele queria comunicar tal decisão, disse. No mínimo queria ser um dos primeiros a congratulá-lo. Telefonei-lhe. Rimos. E prometi-lhe uma cerveja pelo Parvis de Saint-Gilles e fui dormir.

quarta-feira, maio 27, 2009

Europa, Europas

Tenho aqui por diversas vezes feito referência, assim como vários dos meus colegas, aos aspectos europeus e comparados desta campanha eleitoral europeia. Tenho andado em campanha eleitoral, activa, não por Portugal mas pela Europa. Estou agora em Bruxelas, onde ontem estive numa sessão organizada pelo PSOE Bruxelas, na Maison du People de Saint Gilles (uma casa de grande história e prestigio, por onde passaram – entre outros – Paul-Henri Spaak e Vladimir Lenine). Estive no último fim-de-semana em Roma, numa acção promovida pela Rainbow Rose, organizada em parceria com o Partido Democrático e com o Partido Socialista; e no fim-de-semana anterior na Roménia, onde percorri mais de 1400 km e participei em diversas acções de campanha.
Por isso, pela intensidade destes dias, não tenho aqui ocupado muito espaço. Tentarei escrever nestes dias próximos sobre estas experiências. É que afinal, as caravanas andam em corrupio por essa Europa fora. Há por ai mais Europas, que a Europa que se vende em Portugal.

Dear fellow activist!

We are socialists grassroots and we are promoting a call for a new EU commission President.

The European Parliament will elect the next European Commission. We, the voters on June 7 do not only decide the composition of the European Parliament, we also decide upon the driving seat of the EU: The European Commission. The composition of the executive EU body – the European Commission – has to reflect the vote of us EU citizens on June 7.

We call for the PES to build a new progressive majority with a strong Commission President.

We demand respect for our democratic rights! We demand that the Presidency of the European Council makes sure that the European Governments nominate a Commission President that reflects the majority in the European Parliament.

You can:
sign our PETITION
get engaged in our cause on FB
and express your support with a comment .

Thank you!!

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