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sexta-feira, abril 09, 2010

Porque amor não coincide com casamento . . .

"Porque eu te amo, tu não precisas de mim. Porque tu me amas, eu não de ti. No amor, jamais nos deixamos nos completar. Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários."

Roberto Freire

terça-feira, julho 01, 2008

A EQUIPA ESPANHOLA DO MUNDIAL. O SEGREDO DOS VENCEDORES

A COESÃO DA EQUIPA E A TERAPIA DO ESCRITOR PSIQUIATRA BRASILEIRO

in EL PAÍS, Martes, 1/7/2008

OBITUARIO

Roberto Freire, escritor brasileño y terapeuta del placer.
Ideó un método de psicoanálisis, con los pacientes desnudos.

JUAN ARIAS 01/07/2008

Difícil decir si Roberto Freire, fallecido en el hospital Sirio Libanés de São Paulo a los 81 años, ha sido más famoso como escritor que como psiquiatra terapeuta. Fue un anarquista de los años setenta, cuando aseguraba que el control y reducción del placer, a largo plazo, origina las neurosis. Sus restos mortales fueron incinerados días pasados por voluntad propia y la familia mantuvo en secreto la causa de la muerte.

La noticia en otros webs

Como escritor, produjo más de 20 obras, en el campo de la ficción y del ensayo. Uno de sus mayores éxitos fue la obra Cléo e Daniel, publicado en 1966, que tuvo, durante muchos años, gran repercusión entre los jóvenes. Fue adaptado al cine con la participación de Sonia Braga, Myriam Muniz y John Herbert. Otra de sus obras famosas fue Sem Tesão Não Há Solucão, del año 1987, en el que defendió la liberación de las represiones sociales y políticas a través del sexo. Vendió en pocos días 200.000 ejemplares.

Fue también Freire guionista de series famosas de la TV Globo como Malu Mulher y la Grande familia. En la obra Mulher, con la participación de la famosa actriz Regina Duarte, Freire estuvo en el aire durante seis años. En aquel programa se hizo famosa la sexóloga Marta Suplicy, que sería más tarde alcaldesa de São Paulo, y hoy es ministra de Turismo y una de las grandes personalidades del Partido de los Trabajadores (PT).

Pero quizá tanto o más que como escritor de moda, Freire fue conocido como psiquiatra y terapeuta rebelde, que en los años setenta creó, basándose en los estudios de Wilhelm Reich, la somaterapia, un método revolucionario de psicoanálisis que colocaba desnudos, en grupo, a los participantes. La terapia fue un shock en una sociedad que predicaba la represión del sexo.

Siempre se consideró a sí mismo como un anarquista. Defendía la liberación de la sexualidad, del placer y de la libertad. Para él la racionalidad y la lógica no eran suficientes para interpretar la compleja vida social y sobre todo su impacto sobre la individualidad.

Los analistas subrayan, a la muerte del escritor psiquiatra y terapeuta inconformista, que quizá hoy él mismo sonreiría sobre algunos de sus métodos para curar la neurosis, pero que no cabe duda de que fue un vanguardista en el campo de la liberación de las esclavitudes ancestrales provocadas por el miedo al ejercicio de la sexualidad.

segunda-feira, junho 23, 2008

Participei, em Portugal, no Grupo "Iniciador" e gostei. Muitíssimo. É um caminho. Libertariamente digo: cada um/a que procure o seu . . .

COMENTÁRIOS . . . NO LOS HAY?
TUDO É POLÍTICO. O CORPO É TERRITÓRIO POLITIZADO
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A SOMATERAPIA

Autoria: João da Mata (texto retirado da net)

Desenvolver uma nova prática psicológica que auxiliasse os homens na busca de sua liberdade. Foi assim que Roberto Freire rompeu com a psicanálise e criou a SOMATERAPIA ou apenas SOMA, durante o regime militar no Brasil.

Baseada nas idéias iniciais de Wilhelm Reich, discípulo dissidente de Freud, a SOMA considera a neurose fruto das organizações sociais autoritárias. Numa sociedade onde a liberdade de ser é impedida através de mecanismos repressores presentes na família tradicional burguesa, na pedagogia escolar autoritária e nas religiões castradoras, a neurose surge como um processo de ajustamento dos indivíduos.

Além de ser um fenômeno social, que se forma de fora para dentro, a neurose se instala em todo o corpo das pessoas, impedindo sobretudo a expressão livre da espontaneidade, da afetividade e da sexualidade. Assim, a SOMA é uma terapia corporal, utilizando-se de exercícios próprios que, além de agirem sobre a couraça neuromuscular do caráter (tensões crônicas da musculatura voluntária, que retém a neurose no corpo das pessoas), também informam como a repressão atua no cotidiano.

A SOMA funciona em grupos (em torno de 20 pessoas) e com duração de 1 ano a 1 ano e meio, evitando assim a formação de dependência terapeuta- cliente. Nesse período os grupos fazem 3 viagens para vivências em campo, onde há um crescimento nas dinâmicas dos grupos, por uma maior percepção individual, seja no contato com outros grupos, seja no contato direto com a natureza, com exercícios em locais que ainda preservam ecossistemas com pouca interferência humana tecnológica, como Visconde de Mauá-RJ (grupos Sul/Sudeste) e Lençois-BA (grupos Nordeste).

A SOMA utiliza-se também de técnicas da Gestalterapia, sobretudo no desenvolvimento da autonomia e criatividade individuais para solucionar situações de vida, e conseqüentemente não desperdiçar energia. Como terapia libertária, buscou na Antipsiquiatria o entendimento de como a neurose é produzida por defeitos na comunicação humana, que geram dependência e culpa.

A mais recente pesquisa da SOMA é a introdução da Capoeira Angola para efeitos terapêuticos. Numa mistura de dança, luta e arte, a Capoeira Angola surgiu no Brasil para auxiliar no processo de libertação do negro à escravidão imposta pelos brancos. Hoje, na SOMA, ela está sendo utilizada tanto como terapia corporal quanto para auxiliar o homem escravo da neurose que o impede de ser livre e criativo.

Adotando a ideologia anarquista, a SOMA se propõe a facilitar a busca da liberdade a nível pessoal e social. O Socialismo Libertário proposto pelo Anarquismo torna objetiva a luta contra qualquer forma de autoritarismo, permitindo o surgimento da originalidade única das pessoas. O Anarquismo é hoje a única ideologia que se opõe ao capitalismo burguês, uma das principais fontes de manutenção da dominação, do autoritarismo e das injustiças sociais. Na SOMA esses mecanismos de poder são discutidos e combatidos gerando uma dinâmica autogestiva, onde o que se busca são relações sinceras e solidárias.

Há quase 30 anos a SOMA vem pesquisando alternativas novas no combate a qualquer forma de poder coercitivo que atue sobre o ser humano.

Atuando em vários estados, a SOMA possui três sedes: em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, onde realizam-se palestras, maratonas, grupos e cursos. Há cinco anos, o Coletivo Anarquista Brancaleone vem realizando o Curso de Pedagogia Libertária, um espaço aberto para discussão das possibilidades de uma vida libertária. Sem dominador ou dominado, uma sociedade nova onde uma nova ética, a ética libertária, possa existir e impedir as mazelas que o capitalismo e outras formas de autoritarismo vem produzindo na humanidade.


Foto de Verônica Volpato no decurso do percurso do Grupo "Iniciador" da Soma, em Portugal, 2007/2008


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Informações complementares:

João da Mata realizou Palestras e Workshops, em Lisboa, no ISPA - Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em 2007/2008, bem como em várias cidades europeias. É doutorando, em Sociologia, no ISEG- Instituto Superior de Economia e Gestão, de Lisboa, sendo o tema da tese uma abordagem sociológica da Somaterapia. Tema interessante do ponto de vista da introdução de mudanças micro-sociais nos grupos e nas organizações e das possíveis implicações políticas.

Mais informações: http://www.somaterapia.com.br/

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A minha peculiar visão da minha experiência vivida na SOMA, em duas imagens


A Flauta Mágica
Wofgang Amadeus
Papageno e Papagena "A Flauta Mágica";
Marionetas de Viena









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Em conversa com João da Mata.

Dizia Emma Goldmann:

"Só me interessa a Revolução se puder dançar"

" A grande, enorme diferença entre marxistas e anarquistas é que aos primeiros interessam os fins a atingir e, aos segundos, sobretudo os meios"

Absolutamente de acordo! Sempre considerei mais importante o como do que o quê; os caminhos do que a meta; o que se mostra, vive e diz do que o "alcançado" ou a alcançar... Que é, também, uma postura aristocrática.


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terça-feira, maio 27, 2008

NA SENDA DE MAIO DE 68, A LIBERTAÇÃO DAS REPRESSÕES SOCIAIS E POLÍTICAS POR MEIO DO EROS EM PRAXIS

De João da Mata, em Londres, recebo a notícia e o impacto da mesma na imprensa do Brasil

SÃO PAULO - O médico psiquiatra, psicanalista e escritor Roberto Freire, de 81 anos, morreu na noite de sexta-feira, 23. Ele ficou conhecido na década de 1970 por criar, com base nos estudos de Wilhelm Reich, a Somaterapia, método revolucionário de psicanálise que busca a saúde e a harmonia emocional. Freire estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. A causa da morte do psicanalista não foi divulgada, a pedido de sua família. O corpo do escritor foi cremado por volta do meio-dia deste sábado, 24, no Crematório da Vila Alpina, na capital paulista.

Freire se considerava um anarquista, referencial ético em que baseava a Somaterapia, uma terapia corporal e em grupo, baseada nas pesquisas de Reich. Defendia a sexualidade, o prazer e a liberdade. Para ele, o racional e o lógico não eram suficientes para se entender a vida social e seu impacto sobre a individualidade.

Freire escreveu mais de 20 livros, vivendo seu auge de sucesso nos anos 70 e 80. Um de seus maiores best sellers foi Cléo e Daniel, publicado em 1966 e que teve por muitos anos uma grande repercussão entre jovens. O livro ganhou uma adaptação para o cinema com Sônia Braga, Myriam Muniz e John Herbert. Freire escreveu ainda Sem Tesão Não Há Solução, de 1987, talvez um de seus livros mais importantes e que defende a liberação de repressões sociais e políticas por meio do sexo. Vendeu mais de 200 mil exemplares. Outros sucessos do escritor: Coiote, Ame e Dê Vexame e Sem Entrada e Sem Mais Nada.

Além de escrever romances e livros de ensaios, Freire integrou a equipe de roteiristas de séries de televisão como Malu Mulher e a primeira edição de A Grande Família, ambos na Rede Globo. Ainda na Globo, Freire teve um quadro de sucesso no programa TV Mulher, que ficou no ar de 1980 a 86, com participação também da atriz Regina Duarte, revelou Marília Gabriela como apresentadora, Marta Suplicy como sexóloga, Clodovil Hernandez tinha um quadro como estilista, entre outros participantes.Em 1992 foi criado um grupo de pesquisa e ação da Soma, terapia anarquista que nasceu para combater a idéia então vigente na sociedade de controle e redução do prazer, o que a longo prazo, segundo Freire, origina as neuroses. Este grupo de somaterapeutas, chamado de Coletivo Brancaleone, foi supervisionado desde então pelo próprio psicanalista. Freire se definia como "militante do tesão".

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Em Lisboa, Barcelona, Valência e noutras capitais europeias, a terapia de Roberto Freire começou, em 2007/2008, a ser divulgada e praticada por João da Mata.

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