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quinta-feira, setembro 15, 2011

Um grande azar

Este povo tem azar. Com uma crise internacional (desde fim de Junho) e nós sem ricos neste país. Se tivessemos ricos poderiamos chegar à mesma conclusão que Warren Buffett ou os franceses ricos.

Mas como nós não temos ricos, só trabalhadores, não podemos ter medidas destas, como a vizinha Espanha, que contribuíriam com receitas extraordinárias para o estado sem penalizar as classes mais baixas e o consumo (que dizem ser o motor da economia)

sexta-feira, novembro 12, 2010

A Ler: Teoria dos jogos

Teoria dos jogos:

Qual o sentido dos governos Francês e Alemão cozinharem uma solução institucional que, daqui a três anos, implicaria custos efectivos para os seus próprios bancos? Nenhum sentido: apesar das aparências, a declaração de Deauville foi feita para ter efeitos imediatos. Anunciando uma realidade a três anos, Alemães e os Franceses alteraram o presente e criaram as condições para forçar, hoje, os devedores a recorrer ao fundo que já existe e que não implica qualquer reestruturação da dívida. Ou seja, não há aqui qualquer intenção de punir os credores, antes pelo contrário. Num certo  e perverso sentido, o comportamento dos mercados nas duas últimas semanas foi inteiramente desejado pelo eixo Franco-Alemão.

Joião Galamba (Via Jugular.)

segunda-feira, outubro 18, 2010

Isto está bonito, está

Quo vadis, Europa?:

Angela Merkel afirmou, no passado sábado, que o modelo de uma Alemanha multicultural falhou. O problema da imigração, depois da publicação do panfleto Sarrazin [um provocador racista demitido do Bundesbank], fracturou a sociedade alemã.
Presentemente, Merkel considera que o projecto de co-habitação multicultural foi derrotado pelo peso da cultura muçulmana [emigrantes]. lemonde
Embora continuando a afirmar que a Alemanha continua aberta ao Mundo, Merkel, acrescentou: ‘Nós não temos necessidade de uma imigração que pese sobre o nosso sistema social’.
Merkel não sentiu necessidade de diferenciar co-habitação e integração. Em plena saída da crise a Alemanha levanta problemas muito próximos da xenofobia sob a pressão da Direita [que faz um aproveitamento hipócrita da crise].
A deriva de Merkel não anda muito distante da querela identitária manipulada por Nicolas Sarkozy, em França.

(Via PONTE EUROPA.)

P.S. - Ler Também:

Antes que seja tarde de mais:

Dentro da CDU a chanceler enfrenta cada vez maiores pressões para adoptar uma linha política mais dura na imigração, sobretudo nas franjas que não revelam predisposição a se adaptarem à sociedade alemã. E as declarações por ela feitas sábado à noite estão a ser vistas como uma tentativa de apaziguar aqueles que lhe criticam inaptidão para lidar com mão mais forte com os problemas da imigração no país.

 

(Via O Insurgente.)

quarta-feira, maio 02, 2007

Dia decisivo


Retirado do Tugir
Dia decisivo
Pelas sondagens, já se percebeu que os dois candidatos estão empatados. E, no domingo, só se conhecerá o vencedor quando todos os votos forem contados.
O debate de logo à noite é, portanto, decisivo para cativar os indecisos. E são muitos.
Atrevo-me a arriscar: quem ganhar o debate de hoje ganha as eleições.
Obviamente, muitas leituras podem ser feitas, e deverão ser feitas depois da contenda. Cada lado puxará pelo seu candidato; a não ser, claro está, que um candidato se apresente nitidamente fraco ou cometa um lapso na entrevista. Uma aposta, seguramente, que qualquer um dos dois vai tentar provocar.
A não perder!
CMC
Nota: Pode assistir ao debate em directo através deste link à France 2, e parece que a RTP N retransmite o mesmo, já legendado, pela meia-noite.

segunda-feira, abril 23, 2007

França



1º turno. finito
Venha o segundo.
Rescaldos estatisticos aqui, aqui e aqui (via Margem de Erro).
ADENDA
Mais rescaldos, agora políticos, da Boina Frigia, assinados pelo Pedro Delgado Alves.

sexta-feira, abril 20, 2007

França

Última sondagem útil.
A acompanhar nas Margens de Erro (Portugal) e na Margem de Erro (Brasil).
Não me parece que haverá surpresa.
Sego-Sarko à segunda. E aí voltamos a falar...

terça-feira, abril 17, 2007

França



Sarko + Sego.










Bayrou + Le Pen






Retirado, claro, do Pedro Magalhães. Para ver melhor, clique na imagem.
Ler também Pedro Magalhães França in Margem de Erro de 16 de Abril 2007.

segunda-feira, abril 16, 2007

A Europa e a França

Europeus preferem Royal a Sarkozy. O problema é que da última vez que perguntaram aos Europeus quem eles preferiam, ganhou o outro... George W. Bush!

Se bem que neste caso, os Europeus tem alguma coisa a haver, embora não votem!

quarta-feira, abril 04, 2007

França

Optimo trabalho do Esquerda Net, compilando este dossier temático.
Se completado com este site e o com o Pedro Magalhães, já podemos opinar em diversos transportes públicos sobre os significados que as próximas eleções francesas comportarão. Decerto seremos os mais bem informados do Autocarro, ou da carruagem, ou da composição.
Talvez ajude perceber françês...
Deixamos, como exemplo da recolha dos bloquistas (que não fazem qualquer apelo directo ao voto - ou pelo menos eu saí do seu site sem uma vontade extrema de votar em quem quer que seja) este video do Sarkosy. Já teve 2.5 milhões de visitas.


quinta-feira, março 29, 2007

França


É este o estado geral da coisa. (gráficos e sondagens via Pedro Magalhães no Margem de Erro)

Update 1.
Em quatro sondagens recentes, Sarko e Ségo estão tecnicamente empatados. Quem diria?

CSA, 22/3:
Sarko, 26%; Ségo, 26%.

TNS-Sofres, 22/3:
Sarko, 28%; Ségo, 26,5%.

IFOP, 23/3:
Sarko, 26%; Ségo, 25%.

Louis-Harris, a mais recente, 24/3:
Sarko, 27%; Ségo, 27%.
IPSOS e BVA estão a dar margens maiores, mas mesmo assim..

P.S. - O BVA já não. Sarko, 28%; Ségo, 27%.

[toda a info via Margem de Erro]

Update 2.

No Boina Frígia descobri este site, onde se podem testar e comparar todos os 12 candidatos oficiais às eleições francesas. (compare aqui). São fantásticas as combinações, quer entre candidatos quer entre temas. Que auxilio informativo interessante, dinamico e suficientemente atractivo. Uma ideia para os nossos próximos actos eleitorais?
Na realidade já tivemos produzidos materiais de semelhante propósito, pelo menos no que respeitou as eleições para a Assembleia Constituinte. Aí foram postos à estampa diversos trabalhos com o intuito de «esclarecer o eleitor», num acto cívico e político de alcance. De vários destaco o publicado logo no verão de 1974 (Agosto), coordenado por Rogério Carapinha, António Vinagre e Joaquim Couto e produzido com base nos programas partidários, Partidos Políticos. Ponto por ponto [1]; o inquérito construído em Novembro de 1974 (mas só publicado em Fevereiro de 1975), por Pereira de Moura, Proença Varão, Borges Coelho, Avelino Rodrigues, Daniel Sampaio e Carlos Caldeira, de título Esclarecer o eleitor. Inquérito aos partidos políticos [2]; e o trabalho elaborado a partir dos programas, estatutos, comunicados e entrevistas com dirigentes partidários, coordenado por Albertino Antunes, Alexandre Manuel, António Amorim, Fernando Cascais e Mário Bacalhau, e intitulado A opção de voto [3].
Update 3.
Evolução, em gráfico, das intenções de voto em Ségolène Royal, Nicolas Sarkozy e François Bayrou. (para variar, toda a informação do Margem de Erro)

Evolução Sarko











Evolução Sego











Evolução Bayrou


[1] Rogério Carapinha, António Vinagre e Joaquim Couto, Partidos Políticos. Ponto por ponto, Jornal do Fundão, Queluz de Baixo, 1974.

[2] F. Pereira de Moura, A. Proença Varão, A. Borges Coelho, Avelino Rodrigues, Daniel Sampaio e Carlos Caldeira, Esclarecer o eleitor. Inquérito aos partidos políticos, Fernando Ribeiro de Mello/edições Afrodite, s.l., 1975. Inquérito elaborado por Francisco Pereira de Moura, António Proença Varão, António Borges Coelho, Avelino Rodrigues, Daniel Sampaio e Carlos Caldeira e contando com a colaboração de Jorge Sampaio, Marcelo Rebelo de Sousa, Mário Sottomayor Cardia, Villaverde Cabral e Fernando Ribeiro de Mello. É um grupo de inquiridores bastante heterogéneo, cobrindo grande parte do espectro político da época (do MES ao PPD, do PCP ao MDP/CDE, passando pelo PS.
[3] Albertino Antunes, Alexandre Manuel, António Amorim, Fernando Cascais, Mário Bacalhau, A opção do voto, Queluz de Baixo, s.e., s.d. [1975].

sexta-feira, março 09, 2007

França


Este último post do Filipe Nunes lembrou-me que o que era para ser um duelo antecipado a dois (Sego - Sarko) está transformado numa emocionante corrida a três (com a entrada definitiva de Bayreu). Já me tinha apercebido de tais movimentações através da colecta do Pedro Magalhães (aqui e aqui) e o último post do Medeiros Ferreira (A política chega às presidenciais francesas) adensou o que o Filipe bem retractou.

O terceiro homem veio para ficar, e tudo está em tudo nesta mesa de poker que são as eleições francesas. Parece-me, no entanto, que o alcance político das mesmas está muito à quem do desejado, ocupando o assunto muito pouco espaço comunicativo. Ao nível da televisão ou da imprensa escrita, por exemplo, mas mesmo na blogosfera não se vê - ou pelo menos eu não vejo - muita reflexão e debate sobre as eleições francesas. Espere-se pelas americanas, vai ser uma loucura.

Há algo, no entanto, em que estas eleições tem-se destacado: no uso da internet. Esta é a ferramenta mais e melhor utilizada como veiculo de comunicação política. Veja-se, e compara-se com os sites institucionais dos partidos portugueses. Estamos, talvez com a excepção do BE (e a desculpa do PS ser o partido de governo e logo poder ser só institucional), a milhas de distância do que se faz lá fora.
Deixo os sites dos principais candidatos franceses.

Ségolène Royal - aqui e aqui e aqui
Nicolas Sarkozy - aqui e aqui
Bayrou - aqui e aqui

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