A história é sabida. Uma grande empresa quer construir um resort no interior sul de Portugal (conhecido como Alentejo) e vê-se a braços com a teimosia do Presidente da Câmara que não deseja tal empreendimento para a localidade, embora tenha de combater a desertificação do seu concelho, ao mesmo tempo que quer construir um hospital num tempo em que o ministério os anda fechar.
O enredo forma-se quando a empresa que deseja construir o resort percebe que a única maneira de o construir é corrompendo o Presidente da Câmara, só que neste caso isso não é assim tão fácil. E é aí que entra a Call Girl.
Pena é que se exagere nos clichés (os polícias então… ui!). Ah! E que o som (pelo menos na sala onde o vi) só seja surround quando existe música.
E em relação aos erros, bem… Desde um microfone “entrar” três vezes em cena, a (pelo menos) uma imagem desfocada – Soraia Chaves sozinha no elevador – tivemos de tudo um pouco. Isto se nem contarmos com os erros de continuidade (o Álvaro Cunhal já morreu há uns anos, por exemplo).
De qualquer forma, Call Girl é um momento bem passado, que bem representa a renovação de mentalidades que se tem assistido no cinema português dos últimos anos. E é, na minha óptica, muito superior ao seu directo concorrente, o “Corrupção”.