quinta-feira, novembro 10, 2011

Observação ao Secretário-Geral do PS

Passar a vida a usar a expressão "o PS tudo fará", em relação à apresentação de propostas que visam minorar o Orçamento da Miséria, raia o insulto da inteligência dos ouvintes, ou espectadores, quando se sabe que o PS se irá abster neste Orçamento. (Ou será que já quer votar a favor???).

Continuemos no caminho da "abstenção violenta mas construtiva", que já vemos o que nos acontece.

Diferenças cromáticas

Aqui e acolá

terça-feira, novembro 08, 2011

António Costa: Sempre na cruzada de tornar a sua reeleição mais difícil

"o presidente da Câmara Municipal de Lisboa espera poder receber em breve o Benfica no Paços do Concelho, tal como aconteceu após a conquista do campeonato nacional no final da época 2009/2010.«Espero que tenha sido um ensaio para várias recepções nos Paços do Concelho. Esta era uma boa época para voltar a receber o Benfica», expressou António Costa, entrevistado pelo canal televisivo do clube da Luz."

 

(Hat tip Alda Teles)

 

Quando é que António Costa pede desculpa por estas declarações infelizes?

Pergunta à liderança nacional do Partido Socialista

Se o PS já anunciou a sua abstenção "violenta mas construtiva"* ao Orçamento de Estado, qual é o incentivo do Governo em assumir uma posíção de diálogo?

*(se alguém souber o que significa esta expressão mirabolante, por favor que o diga publicamente.)

E ainda dizem que os mercados são racionais

As taxas de juro das obrigações italianas a 10 anos, ultrapassaram hoje as das Filipinas e da Indonésia.

Neste momento, ou o BCE começa, rapidamente, a imprimir moeda como se não existisse amanhã, ou o Euro, e a UE, estão tramados.

Esqueçam o FEEF e Eurobonds. Já ninguém acredita neles.

Neste altura, na minha opinião, existe uma elevada probabilidade de saída da Grécia do Euro, que poderia desencadear um processo em cadeia, que levaria a uma saída forçada de mais 4 ou 5 países da moeda única.

Para nos irmos preparando...

sábado, novembro 05, 2011

Eu queria continuar a apoiar António José Seguro!

Sabemos quando estamos a caminhar para a idade da experiência quando começamos as frases por qualquer coisa como "Eu sou do tempo em que..."

Pois... Eu sou do tempo em que no PS havia discussão política. Também passei pelo tempo em que o PS seguia o seu líder sem qualquer tipo de discussão, tempos esses normalmente associados a períodos no poder.

Agora abriu-se um novo ciclo. Neste novo ciclo existe um período para discussão política, existe um período para decisões dos órgãos competentes e, soube-se agora, existe um periodo para continuar a discussão e a divisão após a decisão dos órgãos competentes.
Escrevo isto no seguimento da capa do jornal Expresso, hoje, em que António José Seguro informa que queria votar a favor do Orçamento de Estado 2012. Sou, porventura, daqueles que balançava entre a abstenção e o voto contra. Achei, inclusive, que a abstenção na votação na generalidade abriria espaço para a apresentação de propostas para minorar o fortíssimo ataque à classe média com especial incidência nos funcionários públicos e pensionistas. Também fui da opinião, como disse anteriormente, que há coisas mais graves e mais penalizadoras para a sociedade portuguesa no orçamento de estado do que este corte. Nunca, em tempo algum, ponderei a hipótese de votar favoravelmente após a tristemente histórica declaração ao país de Pedro Passos Coelho.

O que eu nunca esperei é que o meu Secretário Geral, o Secretário Geral que eu apoiei e que já vinha a apoiar à algum (bom) tempo - que me fez inclusive não aceitar ir ao último congresso que elegeu José Sócrates - viesse, depois de um período de discussão interna longo (que permitiu até aos comentadores de direita tentarem desviar atenções falando da liderança do PS sem ligarem a uma das maiores promessas de António José Seguro que foi discutir internamente os pontos principais da política portuguesa) ser ele próprio, o Secretário Geral, a lançar mais controvérsia.
 
 
António José Seguro queria votar a favor do Orçamento de Estado 2012. Eu também queria continuar a apoiar António José Seguro na liderança do meu partido. Infelizmente, nenhum de nós poderá fazer o que queria!

Estou sem palavras...

CapaExpresso5Nov2011.jpg

sexta-feira, novembro 04, 2011

Mais razões porque o PS deveria ter votado contra o OE

Aqui

(e essa do "facilmente" alteráveis é priceless, :) )

Sem especular, mas falando a sério...

Do ponto de vista europeu (da Grécia não tenho dados para opinar) onde está a democracia de um acto que se sabe o resultado?

Alguém acredita que o referendo é democrático tendo por base a existente?
Sinceramente!

Claro que isto não justifica a chantagem inaceitável que o directório fez sobre a Grécia, mas não foi também o referendo uma forma de chantagem?

(e isto sem falar nas questões de menor importância que mencionei anteriormente)

Coisas que me chateiam

Anda toda a gente preocupada e a discutir o corte salarial, de pensões e o aumento de impostos e as suas terríveis consequências.

Tudo situações que poderão ser 'facilmente' alteradas com um governo diferente, sem grande dificuldade.

Mas a destruíção do Ensino Público, a diminuíção do nível de acesso à saúde e as privatizações - para nomear somente três que me vêm facilmente à cabeça - ninguém discute. E estas, ou são definitivas (como as privatizações) ou têm um custo brutal voltar aos níveis actuais.

Que dizer de um país que acha 'normal' um governo promover o fim dos programas e-escolas e e-escolinhas ao mesmo tempo que anda a promover a bandeira maior deste programa - o Magalhães - no México?

Gostava de ter escrito isto

Deve o PS estar nos debates que aí vêm nos próximos anos à frente da oposição, como seu maior partido e maior partido da esquerda portuguesa? Ou, pelo contrário, caucionar pelo silêncio ou a discrição o dito ataque liberal? O instinto centrista do PS leva-o pelo segundo caminho e a abstenção no OE 2012. A intuição de liderança da esquerda leva-o pelo primeiro e impõe já o voto contra. Este é que e o verdadeiro momento de definição do que será o novo ciclo político do PS.

Nesta discussão, já sabemos o que pensam Seguro e Assis: são, sem surpresa, os irmãos gémeos que são há décadas na escola do instinto centrista do PS. Enganou-se quem tenha pensado diferente, sobre um ou outro. Resta saber que espírito prevalece entre os dirigentes do partido e se eles têm plena consciência de que estão a definir hoje o que será o PS por todo o ciclo da sua actual liderança, dure ela um ano ou uma década.

Paulo Pedroso

Essa do PS não voltar as costas a Portugal tem muito que se lhe diga...

Suponho que isso servirá de consolo

1) aos funcionários públicos

2) aos pensionistas

3) aos trabalhadores e empresários da restauração

4) a todas as restantes empresas que irão fechar, e seus trabalhadores, que irão para o desemprego, por causa do agravar brutal da recessão, resultado exclusivo deste orçamento miserável, cujo único objectivo é a miséria de todos nós

A esses, o PS não se importa de virar as costas.

Quem será esse "Portugal" a quem o PS não vira as costas?

 

 

Não tentando explicar, apenas especulando...

1) Há quem diga que o referendo foi apenas uma manobra, brilhante diga-se, de política interna de Papandreou para obrigar a oposição a apoiar as medidas de austeridade que terá de pôr em prática. Se vai resultar, veremos pelo evoluir da situação política grega, que muda de hora para hora.

2) Há também a versão mais tenebrosa que indica que o directório Merkosy ordenou que o referendo não se realizasse sob pena de corte imediato de financiamento externo, e expulsão imediata da UE.

3) Seja 1) uma brilhante jogada política interna, ou a cedência a uma chantagem monstruosa por parte daqueles que se comportam cada vez mais como ditadores da Europa, o efeito é o mesmo:

A Democracia saiu derrotada na Grécia.

Há passos que nunca se podem voltar atrás...

quinta-feira, novembro 03, 2011

Explica lá isto, meu caro!

Diogo,

Explica lá isto, s.f.f.
Um entusiasta como tu deve ter uma explicação cabal!

Perguntinhas indesejaveis

Alguém sabe como vai a Grécia pagar os salários, pensões, bolsas de investigação, educação, saúde e outras coisas do género se decidir, no referendo, pela saída do €uro?

Alguém sabe como vai a Grécia pagar todo o investimento necessário à alteração da sua divisa?

Grande Papandreou!!!

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