segunda-feira, maio 30, 2011

Droga e da boa...

Jerónimo de Sousa afirmou hoje que se devia de fazer um grande debate sem pressas e conclusões premeditadas para saber se deveriamos continuar ou não.
Esta malta anda a dar na droga... e da boa!

sábado, maio 28, 2011

Unidade de Propósito

Passos Coelho, e o PSD, dividem sempre os seus ataques entre o PS e o CDS, obrigando sempre este último a responder, provocando assim uma espiral crescente de conflito, dentro da própria direita.

Como é óbvio, isto apenas reforça a presença mediática de Portas e do CDS, ao mesmo tempo que se transmite um temor do PSD face a um pequeno partido que, acredito, seja um dos principais motivos para a desmobilização do eleitorado social-democrata, o que explica como o PSD não descola do PS.

Por seu lado, o PS só tem um alvo: o PSD.

Para os socialistas, CDS, CDU e BE é como se não existissem.

Uma distinção pequena, mas que faz toda a diferença.

sexta-feira, maio 27, 2011

Combatendo a "Contra-Informação" do PSD III

E aqui está a transcrição da entrevista de Passos Coelho, via Shyznogud

Combatendo a "Contra-Informação" do PSD II

Esta é porque achei graça à música :)

(graças ao CC)

Combatendo a "contra-informação" do PSD

Está em muito em voga, nas redes sociais e não só, pessoas ligadas ao PSD dizerem que foi uma "invenção" da temível máquina socialista, as declarações de Passos Coelho na manhã de ontem à Rádio Renascença, em que ele reabre a polémica do referendo à Interrupção Voluntária da Gravidez.

Não obstante essa visão, se realmente em boa fé, implicar que a Rádio Renascença, e restantes media, não passarem de marionetas nas mãos do Temível Sócrates, decidi colocar neste blog o registo sonoro das declarações de Passos à Renascença, que a SIC Notícias transmitiu.

Gosto particularmente do "alerta às tropas" no final.

(graças ao CC)

Eis a "Campanha Limpa" do PSD

 

Tantas ideias, pensadas e ponderadas, tem o PSD. Uma campanha que se dizia "limpa", e o que nós vemos? Um chorrilho de insultos pessoais ao líder do PS, cada um mais estúpido do que o anterior.

Depois de Catroga comparar Sócrates a Hitler, Morais Sarmento ter dito que Sócrates era Saddam Hussein, José Luis Arnault afirmar que o PM era Drácula, qual foi a frase marcante de Luís Campos Ferreira (candidato PSD pelo Porto), numa conferência de imprensa hoje?

"Sócrates é uma pop star decadente".

Brilhante! Genial! Já me faltam os adjectivos para qualificar a profundidade e a capacidade argumentativa presente neste argumento da primária.

A campanha de ideias limpas, faz lembrar uma campanha de putos estarolas, pré-adolescentes, que dizem que Sócrates é mau. E quando questionados sobre o porquê de ser mau, respondem "porque é mesmo muita mau".

Sim, senhor. Se estes tipos governarem o país, vai ser brilhante! Vai ser genial!

quinta-feira, maio 26, 2011

Deve ser o sonho de uma vida...

... para Sócrates, ter Passos Coelho como adversário ao cargo de Primeiro-Ministro.

O que será mais danoso para o PSD?

1) ressuscitar o tema do aborto, prometendo um novo referendo sobre o assunto, garantindo a oposição enérgica de toda a esquerda e mobilizando-a para ir votar por uma questão de valores básicos, ao mesmo tempo que se sinaliza uma cegueira ideológica que obscurece os graves problemas do país.

ou

2) 3 horas depois mudar de opinião, mais uma vez dando a sensação que para Passos, e para o PSD, estas eleiçōes não passam de uma brincadeira de putos estarolas, que ainda por cima julgam que somos todos imbecis.



quarta-feira, maio 25, 2011

Aqui que ninguém nos ouve

Não se deixem enganar pelas declarações de campanha de Passos Coelho ou Paulo Portas (estas segundas muito mais ambíguas), sobre o não irem para o governo com José Sócrates, ou com o PS.

Se dúvidas existissem, a Grécia já as clarificou. Um governo de maioria absoluta de um só quadrante ideológico, ou o muito mais fraco PS/CDS, será incapaz de levar a cabo o programa de austeridade da Troika.

Apenas o Bloco Central fornece garantias externas e internas de poder levar a cabo os ajustes estruturais necessários. O PS e o PSD terão que estar completamente amarrados ao programa da Troika, e a única forma de isso acontecer é serem eles a executá-lo conjuntamente.

Acordos de incidência parlamentar, ou pactos alargados, são insuficientes para amarrarem o partido que ficasse na oposição. Com novos pacotes de austeridade a terem que ser impostos em cada trimestre, o exemplo do PEC IV demonstra-nos que, mais cedo ou mais tarde, quem ficasse na oposição roeria a corda, quando as sondagens demonstrassem que a chegada ao poder poderia ser possível.

O país não pode correr esse risco. Por isso, todas as elites nacionais, lideradas pelo Presidente da República, farão questão de empurrar o Bloco Central pela goela dos principais partidos a seguir às eleições. O interesse nacional assim o obrigará.

Estas eleições só servirão para determinar quem será o futuro Primeiro-Ministro. E dessa forma, os princípios ideológicos que irão nortear parte da acção governativa, diluídos pelo consenso dentro da Coligação.

Tudo o resto são patranhas. Patranhas engraçadas e idiotas, que apenas demonstram como um candidato em particular não está preparado para exercer o cargo.

Ah, ganda Passos. :)

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Interrupção lúcida over,

Back to the game...

segunda-feira, maio 16, 2011

Fernando Nobre... again


Fernando Nobre, numa entrevista ao Público, justifica assim (e com a necessidade de Portugal ter o seu empenho) o facto de ter decidido aceitar o primeiro lugar de candidato a deputado pelo circulo eleitoral de Lisboa.

Chato é que seja Fernando Nobre a desmentir o próprio Fernando Nobre. Expliquem lá ao senhor (e às supostas jornalistas Sofia Rodrigues e Maria José Oliveira, que fizeram a entrevista) que há quem guarde o email facebookiano que ele enviou a informar os seus apoiantes (ou amigos, como lhes chamava) que não iria apoiar ninguém.
Se alguém construiu esse imaginário foi o próprio Fernando Nobre. Explica-se agora que, por ser imaginário, não poderia ser real.

Deixe estar, Sr. Fernando Nobre. Já haviamos percebido...

Drill, Baby, Drill!

O dia em que Barack Obama soçobrou...

segunda-feira, maio 09, 2011

Perguntinha Indiscreta

Estive fora do país neste fim-de-semana, pelo que não acompanhei tão de perto a política nacional como devia.
Mas entre a declaração ao país da passada sexta-feira e as declarações de ontem... mudaram a Contituíção da República Portuguesa? O Presidente já não é isento? Ou Cavaco demitiu-se e eu nao percebi?

Fiquei na dúvida.

quinta-feira, maio 05, 2011

Estudar o histórico discurso da esquerda

Henrique Raposo devia ter mais atenção ao discurso da esquerda política deste país, nomeadamente o PCP. Se assim fosse já saberia, desde há muitos anos, que foi Mário Soares que colocou o socialismo na gaveta e não a troika.

Agradece-se que não se reescreva a história do discurso político de Portugal. Obrigado!

quarta-feira, abril 27, 2011

O fim da União Europeia

Depois do começo da crise financeira de 2008, e após a intervenção estatal nos vários países para que o impacto da mesma fosse minimizado, passámos a sofrer o ataque especulador ao €uro.
Este ataque, país a país, teve (como é do conhecimento geral) uma pobre reacção da União Europeia.

Por muitas voltas que se dêem, os políticos dos principais países não têm líderes à altura dos acontecimentos. Os actuais líderes europeus têm uma visão muito curta, principalmente quando comparados com alguns dos seus históricos antecessores (como Helmut Kohl ou Jacques Chirac - para não falar de François Mitterrand).

Mais preocupados com os ganhos ou perdas eleitorais nos seus países, e movidos por cada círculo eleitoral, deixaram de olhar para o médio/longo prazo. Numa situação destas, tornou-se óbvio que o projecto europeu perdeu espaço e significado nas políticas de cada país. Os líderes destes começaram, basicamente, a reagir de forma a responder ao crescente mediatismo de partidos representativos de franjas do seu eleitorado, mas cuja exposição mediática ganhava relevância através de uns média cada vez mais acossados pelas perdas de lucro que as novas ferramentas de informação estavam a procurar. Sempre na busca da nova "caixa" jornalística, as propostas radicais ganhavam força nos canais de média tradicionais, numa óptica de "Controversy creates cash"!

Começou-se, assim, a propor políticas típicas de partidos extremistas, dando assim razão aos mesmos e aumentando a caixa-de-ressonância das propostas dos mesmos e permitindo o seu crescimento eleitoral, entrando-se assim num esquema de pescadinha de rabo na boca (quanto mais radicais são as propostas, e alimentadas pelo sucesso das propostas anteriores, mais destaque é dado na comunicação social, mais pressão é exercida nos partidos tradicionais de poder, mais estes soçobram perante as novas propostas).

Esta situação provocou que a resposta ao ataque especulativo ao €uro não pudesse ser, por força das pressões políticas, feito de uma maneira concertada e única, actuando os líderes actuais de uma forma reactiva e minimizando os estragos, em vez de atacar o cerne da questão.

Agora vê-se chegar ao fim daquilo que representava, do ponto de vista social, a maior medida tomada para os cidadãos deste espaço único. O acordo de ontem, entre Sarkozy e Berlusconi, com o apoio hoje dado pela Alemanha, pela voz do Ministro do Interior alemão, Hans-Peter Friedrich, à alteração ao acordo Schengen por forma a "incluir novas cláusulas que permitam adaptá-lo a novas exigências", significa o fim da livre circulação de bens e pessoas. Abrindo-se esta porta, daqui para a frente poder-se-á sempre incluir mais e mais cláusulas para adaptar a novas exigências.

Pobre Europa esta que não se mostrou digna da sua herança.

terça-feira, abril 19, 2011

500€ é um exagero...

Parece que esta é a única forma que alguns
 terão para ver este valor
Percebe-se... 500 euros é um exagero. Qualquer dia os trabalhadores querem ser ricos à conta do seu trabalho. Onde é que isto já se viu...

Há empresas que estão "falidas" e ninguém as avisou (por outras palavras, se não conseguem passar um salário de 475€ para 500€, também não conseguirão competir com as outras empresas)

Exemplos de rigor

Palavras para quê?

segunda-feira, abril 18, 2011

Qualquer dia querem ilegalizar o PS

Primeiro andam "contentes" a decidir quem, na opinião deles, deveria ser o líder do Partido Socialista.
Agora já avançaram para outros cargos. Querem, também, decidir quem devem ser os membros da Comissão Política Nacional e do Secretariado Nacional do PS.

José Manuel Fernandes, após chamar "muito educadamente" adjectivar o último congresso do PS de reunião de Nuremberga, José Manuel Fernandes pretende agora decidir quem deve ser convidado ou não, , para o Secretariado Nacional (pelo Secretário-Geral eleito) ou para a Comissão Política Nacional do Partido Socialista - para onde, embora tendo havido duas listas, Ana Paula Vitorino não foi convidada para estar em nenhuma delas.

Ainda vamos ouvir/ler deste senhor que o Partido Socialista deverá ser ilegalizado.

quarta-feira, abril 06, 2011

A culpa é (mesmo) do Rato Mickey

Não acontece muitas vezes mas de vez em quando é possível dar razão a Luís Filipe Menezes. Diz este ex-líder do PSD que "O Rato Mickey tem com certeza culpa da crise portuguesa".

Eu não percebo muito de transacções comerciais com outros países, por isso socorro-me de um conhecido economista português, de seu nome Aníbal Silva, que há algum tempo disse que os portugueses deveriam fazer férias em Portugal pois "férias passadas no estrangeiro são importações e aumentam a dívida externa portuguesa".

Como o Rato Mickey é uma criação de Walt Disney e os seus direitos pertencem à Disney que é, como todos sabemos, uma empresa americana, todo o merchandising relacionado com este boneco são importações e fazem aumentar a dívida externa portuguesa.

Como tal, Luís Filipe Menezes tem razão: A culpa é do Rato Mickey!

sexta-feira, abril 01, 2011

Razões de um voto (como se isso fosse preciso, no meu caso)

Claro está que votarei PS. É um voto certo, não faço parte do eleitorado flutuante. Não sou eu, portanto, que decido eleições.

Mas lembrei-me, assim de repente, de quatro boas razões para não votar Pedro Passos Coelho:
  1. António Barreto
  2. Mário Crespo
  3. Felícia Cabrita
  4. Manuela Moura Guedes
Mais razões haveria, e bem mais interessantes, mas estas não deixam de ser fortes razões para o voto não ir lá parar (no meu caso nunca irá, mas isso são contas de outro rosário).

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