sexta-feira, julho 31, 2009

Dia Mundial do Orgasmo

Segundo a Sábado, hoje é Dia Mundial do Orgasmo.

Bom, a nível blogosférico, é um excelente pretexto para pôr este filmezinho!



A Secret Plan to Fight Inflation*

(este é um novo texto colocado ontem no Simplex, sob o nome Teoria da Conspiração)

Segundo o líder do Bloco de Esquerda "há um programa que não está escrito, um programa secreto" do PS para a próxima legislatura.

O que dizer de alguém que tem uma afirmação destas? A única razão que consigo encontrar é que o programa é 'suficientemente' de esquerda para que esta seja a primeira razão que Francisco Louçã encontra para atacar o PS quando lhe perguntam a opinião sobre o programa apresentado pelo PS. Depois lá se recompõe e diz que "na política e na economia, não há mudança nenhuma. E se o PS levar avante este programa, isto quer dizer que o país fica na mesma".

Mas fica o registo de que a primeira crítica foi "um programa secreto"...

* A primeira coisa de que me lembrei quando vi notícia que motivou o texto foi o vídeo abaixo mostrado. Por ser de uma série conhecida (The West Wing) não o coloquei no Simplex, nem usei o nome no post. Aqui, até hoje, não temos esse problema. Eis a cena...


quinta-feira, julho 30, 2009

O triunfo do Virtual sobre o Real?

O recente surgimento dos mega-blogs políticos (SIMpleX e Jamais) tem provocado diversas reacções na blogosfera nacional. O Diário de Notícias fez, na sua edição de segunda-feira, uma ampla reportagem sobre o assunto. Contactado, colaborei na análise com um curto texto de opinião, que agora convosco partilho:

O prolongado debate sobre a relação entre a sociedade civil e a sociedade político-partidária tem hoje uma nova dimensão: o espaço virtual da blogosfera. O «Simplex» e o «Jamais», com independentes e encartados, simbolizam isso mesmo. O fenómeno não é novo, nem mesmo em Portugal («Super Mário» e «Pulo do Lobo»), mas ganhou importância com advento da maturidade da blogosfera nacional, com a crescente qualificação e exigência da sociedade civil e do eleitorado (com muito e bom acesso à informação), e com o impacto do fenómeno Obama. O mundo virtual ganhou espaço e consolidou-se. A reacção dos Partidos foi interessante. Primeiro estranharam, depois entranharam.

Encontramo-nos então numa nova fase da vida política-partidária, que aproveita o que emana da blogosfera e bebe da sua reflexão crítica independente, complementando assim os contributos que vêm das vias tradicionais (universidades, sindicatos e movimentos sociais). Mas enganem-se os que julgam que a política só deve existir na net, pois os problemas dos portugueses continuam a ser mundanos. O mundo virtual deve complementar o real, e não o contrário. A política ainda se deve fazer para as pessoas. E essas continuam a ser reais.

Queijas a sério

Queijas já tem em Manuel Móscas um candidato para poder efectuar a mudança necessária na freguesia e contribuir para a mudança necessária ao concelho de Oeiras.

Queijas a Sério (vão lá fazer uma visita ao blogue), para Oeiras a Sério.

E a estupidez continua

Podem ler tudo no IOnline. Seria de rir às gargalhadas, se não fosse tão grave...

quarta-feira, julho 29, 2009

BlogConf com José Sócrates

Como se sabe nesta baiúca, a Loja de Ideias esteve representada na conferencia de bloggers que ontem se realizou com o Primeiro-ministro. Eu fui o nosso representante. O encontro foi muito produtivo, com questoes bem interessantes. Curiosamente, ou talvez não, vieram da parte dos blogs da esquerda as perguntas mais «desafiantes» para José Sócrates. A grande desilusão foi mesmo a direita, que só nos descontos (depois de quase 4 horas de encontro) soube mostrar o ar da sua graça.
Eu questionei o Primeiro-ministro sobre a questão do casamento entre pessoas do mesmo género.



Recebi vários comentários a referir que o video não se via. Voltei a copiar o embed, mas se ainda não o conseguirem ver, cliquem aqui.

terça-feira, julho 28, 2009

O "mito" do aquecimento global

"Fotografias tiradas por satélites norte-americanos, descobertas pela administração Obama, mostram as primeiras imagens gráficas do recuo do gelo polar, durante o Verão. As fotografias, prova do impacto devastador do aquecimento global no Árctico, foram mantidas em segredo durante a Presidência de George W. Bush"

Se conseguíssemos saber mais destas informações secretas, é provável que aquilo que alguns consideram um mito passasse a ser algo inequivocamente provado.

Mais Transparência

(texto originalmente escrito para o Simplex, aqui)

Um dos maiores desafios que se deparam ao próximo governo será claramente o da transparência. Se repararmos, dos maiores ataques ao governo do Partido Socialista, muitos tiveram a ver com a transparência, ou a hipotética falta dela, na acção política do governo que agora chega ao seu fim.


Nos tempos que correm, a transparência é um bem essencial à política. Um bem essencial que continua a escapar em Portugal. É tempo de fazer alguma coisa para que o dinheiro do estado e seu uso seja mais facilmente perceptível pelos cidadãos deste país.

Assim, e não tendo a intenção de ser original, recorre-se ao recovery.gov para extrair uma proposta para o programa de governo.


Como sabem, o recovery.gov é o site da administração americana que permite ao cidadão seguir a utilização do dinheiro público que está a ser injectado na economia. A proposta que aqui se deixa alinhavada (e, claramente, necessitada de ser trabalhada) é a construção de um sítio onde possa ser consultado os gastos/investimentos financeiros da governação portuguesa, bem como as opções tomadas em concursos públicos.


Exemplo 1: Abriu-se um concurso público para construir um novo aeroporto. Concorreram três consórcios ao projecto. No sítio Transparência apareceria o concurso com a proposta vencedora e as duas derrotadas, ambas disponíveis para consulta, em linguagem que o cidadão comum consiga perceber.


Exemplo 2: Poder-se-ia fazer a história dos programas e-escola e e-escolinha. Quantos computadores já foram entregues, quanto se gastou nas melhorias escolares, em que escolas, etc.


Muitas outras apostas poderiam fazer parte da informação aqui presente (por exemplo, o número de pessoas nomeadas e o gasto com elas) e acredito que algumas destas já possam estar dispersas por vários sítios oficiais. Mas, a bem da transparência, deveriam estar todas num sítio único (mesmo que se mantenham nos seus sítios actuais) e a informação disponibilizada deveria ser a máxima possível, bem como a linguagem ser acessível.

sábado, julho 25, 2009

Desafio para a Junta da Pontinha

Neste ultimo sábado encontrei uma amiga que é formada em educadora de Infância ou algo envolvendo este saber.

Referiu ter enviado o CV para alguns jardins de Infância e as respostas dadas já em entrevistas foram no mínimo preocupantes. Desde o facto de oferecerem uma remuneração mensal muito aquém do esperado para alguém que se quer profissional e conhecedor da área, a “moldarem” desde logo que os pais aqui do sitio, entenda-se, com posses, eram especiais… Enfim, MAU… J Tudo isto aqui nas Colinas do Cruzeiro, Urbanização que ao que parece tem uns pais muito permissivos com as regras que os supostos Educadores de Infância e profissionais da área deveriam impor aos seus queridos filhos… O miúdos podem tudo… Se é que me entendem!

O que senti aqui, vi, revi noutros sítios por esta Lisboa fora, e porque não dizer, Portugal.

Bom, isto apenas para vos fazer perceber, que aqui onde habito, onde supostamente mora gente com alguma “formação Cívica”, se anda a criar monstrinhos…

Os miúdos de amanhã. Arrogantes, birrentos, egoístas… Imaginem o resto. E ainda faltam aqueles que por não terem nada, se tornam em proporções idênticas nos mesmos moldes egoístas, birrentos e arrogantes…

Toda a conversa com esta minha amiga me levou a fazer alguma reflexão sobre que tipo de gente e comunidade que nos rodeia a todos… Sobre todos os círculos que nos irão envolver, quais os tipos de interacção que nós, Políticos, e todos aqueles com responsabilidade na sociedade civil, precisaram de ter e criar para “educarmos” estes filhos dos “outros” mas filhos de Portugal. Será que esta gente conhece o sentido família, valores, limites? O preconceito de certeza que sim…

Como estou aqui a tentar desenvolver e definir temas para a campanha na Junta da Pontinha, situação análoga e transversal a quem aceitou mais um desafio a bem das comunidades locais e para o futuro da sociedade futura, gostaria que pudéssemos desenvolver algum saber, ou pelo menos indo debate-lo através “daqui”.

Eu acho o desafio tentador. Digam de vossa justiça.

sexta-feira, julho 24, 2009

O desígnio dos Professores é serem avaliados!

Os Professores tornaram-se no ícone da "má governação" do País. Ora, se bem me lembro, este Governo introduziu transformações em vários sectores tais como Justiça, Saúde, Educação e Administração Pública.

Estes quatro sectores reagiram de diferentes maneiras às políticas sectoriais de mudança. No que respeita aos três primeiros, e porque são três sectores que integram cada um a sua corporação - respectivamente Juízes, Médicos e Professores - as reacções tiveram força e visibilidade. O último sector - a Administração Pública - não integra qualquer corporação sócio-profissional mas sim um conjunto plural de perfis sócio-profissionais (desde o jardineiro ao assessor principal) teve pouca força de reacção, foi pouco escutada nas ruas e nos media.

Continuando o raciocínio, deveríamos então ter neste momento três ícones da "má governação" deste Governo, Juízes, Médicos e Professores. Mas tal não se verifica. Acontece que o mal-estar social foi coisificado num único grupo corporativo: os Professores. Pergunto que factores, que forças, que movimentos levaram a esta coisificação ?

Acontece ainda que um outro tipo de mal-estar social situado, também, nas relações de interface entre os cidadãos e o Estado se coisificou num "grupo social" - os funcionários públicos - mal considerados / desconsiderados pela população em geral.

Em que se assemelham e em que diferem as relações entre os cidadãos e o Estado nos quatro grupos sócio-profissionais referidos? Os três primeiros grupos sócio-profissionais são percepcionados como actores que dão algo aos cidadãos: dão Justiça, dão Saúde, dão Educação. O último grupo sócio-profissional é percepcionado como o actor social que retira algo aos cidadãos: retira dinheiro dos impostos, retira tempo passado nas "filas", retira paciência no preenchimento de formulários. Assim, à partida e por definição social, os funcionários públicos vão ser reificados como o Mal, como a face visível do Monstro-Estado. Por muito que tenham reivindicado, nas ruas, o Povo não lhes deu ouvidos. Dos restantes três "grupos sociais", a oposição - à esquerda e posteriormente à direita - reificou os Professores. Porque a luta entre esta corporação e o Governo foi mediada por Sindicatos muito experientes.

O Povo sabe que o desígnio dos Professores é serem avaliados. Ignora se os restantes grupos sociais são ou não avaliados.

Nota: este post resulta do roubo que fiz a mim mesma, pois antes de o trazer para aqui, já era comment no blog SIMpleX.

Barack Obama on Healthcare

domingo, julho 19, 2009

O Maior Espectáculo do Mundo

O circo estava há muito de espectáculo preparado. O Apresentador, um respeitável senhor de barba, dá as boas vindas ao espectáculo. Ao maior espectáculo do mundo. O espectáculo começa com um novo número. Um Domador de um perigoso elefante. Claro que o facto de o elefante ser um pouco entradote foi um pormenor não mencionado, e por ninguém reparado. Provavelmente porque o Elefante, que tinha brio na sua longa e distinta vida, tinha mais prazer em mostrar as suas longas presas do que os papos por debaixo dos seus olhos. Mas o Domador não deixa de manter uma atitude severa, de alguém que enfrenta um animal realmente perigoso.

Depois de efectuado o número do Domador, o Apresentador volta para as luzes da ribalta. O público percebe algum tumulto por trás do pano. Parece que há um novo artista, com um número que pensa poder tornar popular, a querer entrar. Os velhos artistas do circo, no entanto, não o deixam. E nem a argumentação dos seus amigos parece convencê-los. O Apresentador, já experiente com casos destes, rapidamente chama a atenção do público para o próximo número.

The Show must go on.

E eis que surge o grande número. A Trapezista entra em cena. Esta famosa Trapezista é alguém que está habituada ao trapézio. Ninguém percebe muito bem como ela é famosa, pois a sua faceta mais conhecida são as quedas e os números mal efectuados, mas continua a ser destacada como uma das melhores trapezistas do mundo. Do alto do seu trapézio, que alguém apelidou de poleiro, a Trapezista começa o seu número. Por vezes cai na rede de protecção que ainda vai existindo, mas o Apresentador faz questão de nos explicar que tudo isto está previsto. O povo desconfia, mas vai batendo palmas. Eis que surge o grande momento: o ponto alto da actuação da Trapezista. O Apresentador anuncia "um número nunca antes conseguido". A Trapezista vai efectuar um triplo mortal à retaguarda. Os rufos de tambor ecoam pelo circo. A Trapezista balança no trapézio, a ganhar balanço. É agora! Aí vai ela… fazer um mortal simples para a frente. O público fica atónico, a olhar, sentindo-se enganado. Rapidamente o Apresentador entra em cena, arranjando uma explicação para a situação.

Surge, então, o momento mais esperado pela pequenada. O Palhaço aí está. Meia dúzia de piadas já antes vistas e gastas e o seu número está efectuado. O espectáculo termina. O público sai a comentar as piadas gastas do Palhaço. O Apresentador, que está na saída a agradecer a presença, como bom mestre-de-cerimónias que o é, sorri. Já ninguém fala dos erros da Trapezista nem das suas justificações para os mesmos. O Palhaço efectuou com eficácia o seu trabalho.

Está na altura de levantar tenda. O espectáculo vai agora para outra terra. Rasgam-se os cartazes em excesso.

O próximo espectáculo será junto a uma lagoa. Um terreno espectacular, florido. Um verdadeiro jardim! Aqui, o Palhaço sente-se em casa.

Pesquisar neste blogue