And the dreamers? Ah, the dreamers! They were and they are the true realists, we owe them the best ideas and the foundations of modern Europe(...). The first President of that Commission, Walter Hallstein, a German, said: "The abolition of the nation is the European idea!" - a phrase that dare today's President of the Commission, nor the current German Chancellor would speak out. And yet: this is the truth. Ulrike Guérot & Robert Menasse
sexta-feira, julho 31, 2009
Dia Mundial do Orgasmo
Bom, a nível blogosférico, é um excelente pretexto para pôr este filmezinho!
A Secret Plan to Fight Inflation*
(este é um novo texto colocado ontem no Simplex, sob o nome Teoria da Conspiração)
Segundo o líder do Bloco de Esquerda "há um programa que não está escrito, um programa secreto" do PS para a próxima legislatura.
O que dizer de alguém que tem uma afirmação destas? A única razão que consigo encontrar é que o programa é 'suficientemente' de esquerda para que esta seja a primeira razão que Francisco Louçã encontra para atacar o PS quando lhe perguntam a opinião sobre o programa apresentado pelo PS. Depois lá se recompõe e diz que "na política e na economia, não há mudança nenhuma. E se o PS levar avante este programa, isto quer dizer que o país fica na mesma".
Mas fica o registo de que a primeira crítica foi "um programa secreto"...
* A primeira coisa de que me lembrei quando vi notícia que motivou o texto foi o vídeo abaixo mostrado. Por ser de uma série conhecida (The West Wing) não o coloquei no Simplex, nem usei o nome no post. Aqui, até hoje, não temos esse problema. Eis a cena...
quinta-feira, julho 30, 2009
O triunfo do Virtual sobre o Real?
O prolongado debate sobre a relação entre a sociedade civil e a sociedade político-partidária tem hoje uma nova dimensão: o espaço virtual da blogosfera. O «Simplex» e o «Jamais», com independentes e encartados, simbolizam isso mesmo. O fenómeno não é novo, nem mesmo em Portugal («Super Mário» e «Pulo do Lobo»), mas ganhou importância com advento da maturidade da blogosfera nacional, com a crescente qualificação e exigência da sociedade civil e do eleitorado (com muito e bom acesso à informação), e com o impacto do fenómeno Obama. O mundo virtual ganhou espaço e consolidou-se. A reacção dos Partidos foi interessante. Primeiro estranharam, depois entranharam.
Encontramo-nos então numa nova fase da vida política-partidária, que aproveita o que emana da blogosfera e bebe da sua reflexão crítica independente, complementando assim os contributos que vêm das vias tradicionais (universidades, sindicatos e movimentos sociais). Mas enganem-se os que julgam que a política só deve existir na net, pois os problemas dos portugueses continuam a ser mundanos. O mundo virtual deve complementar o real, e não o contrário. A política ainda se deve fazer para as pessoas. E essas continuam a ser reais.
Queijas a sério
Queijas a Sério (vão lá fazer uma visita ao blogue), para Oeiras a Sério.
E a estupidez continua
quarta-feira, julho 29, 2009
BlogConf com José Sócrates
Recebi vários comentários a referir que o video não se via. Voltei a copiar o embed, mas se ainda não o conseguirem ver, cliquem aqui.
terça-feira, julho 28, 2009
O "mito" do aquecimento global
Se conseguíssemos saber mais destas informações secretas, é provável que aquilo que alguns consideram um mito passasse a ser algo inequivocamente provado.
Mais Transparência
(texto originalmente escrito para o Simplex, aqui)
Um dos maiores desafios que se deparam ao próximo governo será claramente o da transparência. Se repararmos, dos maiores ataques ao governo do Partido Socialista, muitos tiveram a ver com a transparência, ou a hipotética falta dela, na acção política do governo que agora chega ao seu fim.
Nos tempos que correm, a transparência é um bem essencial à política. Um bem essencial que continua a escapar em Portugal. É tempo de fazer alguma coisa para que o dinheiro do estado e seu uso seja mais facilmente perceptível pelos cidadãos deste país.
Assim, e não tendo a intenção de ser original, recorre-se ao recovery.gov para extrair uma proposta para o programa de governo.
Como sabem, o recovery.gov é o site da administração americana que permite ao cidadão seguir a utilização do dinheiro público que está a ser injectado na economia. A proposta que aqui se deixa alinhavada (e, claramente, necessitada de ser trabalhada) é a construção de um sítio onde possa ser consultado os gastos/investimentos financeiros da governação portuguesa, bem como as opções tomadas em concursos públicos.
Exemplo 1: Abriu-se um concurso público para construir um novo aeroporto. Concorreram três consórcios ao projecto. No sítio Transparência apareceria o concurso com a proposta vencedora e as duas derrotadas, ambas disponíveis para consulta, em linguagem que o cidadão comum consiga perceber.
Exemplo 2: Poder-se-ia fazer a história dos programas e-escola e e-escolinha. Quantos computadores já foram entregues, quanto se gastou nas melhorias escolares, em que escolas, etc.
Muitas outras apostas poderiam fazer parte da informação aqui presente (por exemplo, o número de pessoas nomeadas e o gasto com elas) e acredito que algumas destas já possam estar dispersas por vários sítios oficiais. Mas, a bem da transparência, deveriam estar todas num sítio único (mesmo que se mantenham nos seus sítios actuais) e a informação disponibilizada deveria ser a máxima possível, bem como a linguagem ser acessível.
segunda-feira, julho 27, 2009
domingo, julho 26, 2009
sábado, julho 25, 2009
Desafio para a Junta da Pontinha
Referiu ter enviado o CV para alguns jardins de Infância e as respostas dadas já em entrevistas foram no mínimo preocupantes. Desde o facto de oferecerem uma remuneração mensal muito aquém do esperado para alguém que se quer profissional e conhecedor da área, a “moldarem” desde logo que os pais aqui do sitio, entenda-se, com posses, eram especiais… Enfim, MAU… J Tudo isto aqui nas Colinas do Cruzeiro, Urbanização que ao que parece tem uns pais muito permissivos com as regras que os supostos Educadores de Infância e profissionais da área deveriam impor aos seus queridos filhos… O miúdos podem tudo… Se é que me entendem!
O que senti aqui, vi, revi noutros sítios por esta Lisboa fora, e porque não dizer, Portugal.
Bom, isto apenas para vos fazer perceber, que aqui onde habito, onde supostamente mora gente com alguma “formação Cívica”, se anda a criar monstrinhos…
Os miúdos de amanhã. Arrogantes, birrentos, egoístas… Imaginem o resto. E ainda faltam aqueles que por não terem nada, se tornam em proporções idênticas nos mesmos moldes egoístas, birrentos e arrogantes…
Toda a conversa com esta minha amiga me levou a fazer alguma reflexão sobre que tipo de gente e comunidade que nos rodeia a todos… Sobre todos os círculos que nos irão envolver, quais os tipos de interacção que nós, Políticos, e todos aqueles com responsabilidade na sociedade civil, precisaram de ter e criar para “educarmos” estes filhos dos “outros” mas filhos de Portugal. Será que esta gente conhece o sentido família, valores, limites? O preconceito de certeza que sim…
Como estou aqui a tentar desenvolver e definir temas para a campanha na Junta da Pontinha, situação análoga e transversal a quem aceitou mais um desafio a bem das comunidades locais e para o futuro da sociedade futura, gostaria que pudéssemos desenvolver algum saber, ou pelo menos indo debate-lo através “daqui”.
Eu acho o desafio tentador. Digam de vossa justiça.
sexta-feira, julho 24, 2009
O desígnio dos Professores é serem avaliados!
Estes quatro sectores reagiram de diferentes maneiras às políticas sectoriais de mudança. No que respeita aos três primeiros, e porque são três sectores que integram cada um a sua corporação - respectivamente Juízes, Médicos e Professores - as reacções tiveram força e visibilidade. O último sector - a Administração Pública - não integra qualquer corporação sócio-profissional mas sim um conjunto plural de perfis sócio-profissionais (desde o jardineiro ao assessor principal) teve pouca força de reacção, foi pouco escutada nas ruas e nos media.
Continuando o raciocínio, deveríamos então ter neste momento três ícones da "má governação" deste Governo, Juízes, Médicos e Professores. Mas tal não se verifica. Acontece que o mal-estar social foi coisificado num único grupo corporativo: os Professores. Pergunto que factores, que forças, que movimentos levaram a esta coisificação ?
Acontece ainda que um outro tipo de mal-estar social situado, também, nas relações de interface entre os cidadãos e o Estado se coisificou num "grupo social" - os funcionários públicos - mal considerados / desconsiderados pela população em geral.
Em que se assemelham e em que diferem as relações entre os cidadãos e o Estado nos quatro grupos sócio-profissionais referidos? Os três primeiros grupos sócio-profissionais são percepcionados como actores que dão algo aos cidadãos: dão Justiça, dão Saúde, dão Educação. O último grupo sócio-profissional é percepcionado como o actor social que retira algo aos cidadãos: retira dinheiro dos impostos, retira tempo passado nas "filas", retira paciência no preenchimento de formulários. Assim, à partida e por definição social, os funcionários públicos vão ser reificados como o Mal, como a face visível do Monstro-Estado. Por muito que tenham reivindicado, nas ruas, o Povo não lhes deu ouvidos. Dos restantes três "grupos sociais", a oposição - à esquerda e posteriormente à direita - reificou os Professores. Porque a luta entre esta corporação e o Governo foi mediada por Sindicatos muito experientes.
O Povo sabe que o desígnio dos Professores é serem avaliados. Ignora se os restantes grupos sociais são ou não avaliados.
Nota: este post resulta do roubo que fiz a mim mesma, pois antes de o trazer para aqui, já era comment no blog SIMpleX.
quinta-feira, julho 23, 2009
quarta-feira, julho 22, 2009
terça-feira, julho 21, 2009
segunda-feira, julho 20, 2009
Simplex
Nasceu hoje o Simplex, blog de apoio, crítica e debate ao Governo socialista.
domingo, julho 19, 2009
O Maior Espectáculo do Mundo
O circo estava há muito de espectáculo preparado. O Apresentador, um respeitável senhor de barba, dá as boas vindas ao espectáculo. Ao maior espectáculo do mundo. O espectáculo começa com um novo número. Um Domador de um perigoso elefante. Claro que o facto de o elefante ser um pouco entradote foi um pormenor não mencionado, e por ninguém reparado. Provavelmente porque o Elefante, que tinha brio na sua longa e distinta vida, tinha mais prazer em mostrar as suas longas presas do que os papos por debaixo dos seus olhos. Mas o Domador não deixa de manter uma atitude severa, de alguém que enfrenta um animal realmente perigoso.
Depois de efectuado o número do Domador, o Apresentador volta para as luzes da ribalta. O público percebe algum tumulto por trás do pano. Parece que há um novo artista, com um número que pensa poder tornar popular, a querer entrar. Os velhos artistas do circo, no entanto, não o deixam. E nem a argumentação dos seus amigos parece convencê-los. O Apresentador, já experiente com casos destes, rapidamente chama a atenção do público para o próximo número.
The Show must go on.
E eis que surge o grande número. A Trapezista entra em cena. Esta famosa Trapezista é alguém que está habituada ao trapézio. Ninguém percebe muito bem como ela é famosa, pois a sua faceta mais conhecida são as quedas e os números mal efectuados, mas continua a ser destacada como uma das melhores trapezistas do mundo. Do alto do seu trapézio, que alguém apelidou de poleiro, a Trapezista começa o seu número. Por vezes cai na rede de protecção que ainda vai existindo, mas o Apresentador faz questão de nos explicar que tudo isto está previsto. O povo desconfia, mas vai batendo palmas. Eis que surge o grande momento: o ponto alto da actuação da Trapezista. O Apresentador anuncia "um número nunca antes conseguido". A Trapezista vai efectuar um triplo mortal à retaguarda. Os rufos de tambor ecoam pelo circo. A Trapezista balança no trapézio, a ganhar balanço. É agora! Aí vai ela… fazer um mortal simples para a frente. O público fica atónico, a olhar, sentindo-se enganado. Rapidamente o Apresentador entra em cena, arranjando uma explicação para a situação.
Surge, então, o momento mais esperado pela pequenada. O Palhaço aí está. Meia dúzia de piadas já antes vistas e gastas e o seu número está efectuado. O espectáculo termina. O público sai a comentar as piadas gastas do Palhaço. O Apresentador, que está na saída a agradecer a presença, como bom mestre-de-cerimónias que o é, sorri. Já ninguém fala dos erros da Trapezista nem das suas justificações para os mesmos. O Palhaço efectuou com eficácia o seu trabalho.
Está na altura de levantar tenda. O espectáculo vai agora para outra terra. Rasgam-se os cartazes em excesso.
O próximo espectáculo será junto a uma lagoa. Um terreno espectacular, florido. Um verdadeiro jardim! Aqui, o Palhaço sente-se em casa.
