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terça-feira, abril 19, 2011

500€ é um exagero...

Parece que esta é a única forma que alguns
 terão para ver este valor
Percebe-se... 500 euros é um exagero. Qualquer dia os trabalhadores querem ser ricos à conta do seu trabalho. Onde é que isto já se viu...

Há empresas que estão "falidas" e ninguém as avisou (por outras palavras, se não conseguem passar um salário de 475€ para 500€, também não conseguirão competir com as outras empresas)

quinta-feira, outubro 23, 2008

Uma vez mais: "Trabalhadores e Empregados"

Ao princípio era: "Trabalhadores de Todo o Mundo, Uni-vos!".

E muitos trabalhadores lutaram e muito, desde Chicago e de outros lugares, por se tornarem Empregados. Felizmente conseguiram. Deixaram de ser Descartáveis. Estavamos nos finais do século passado.

Os tempos foram mudando; a casca da fórmula manteve-se per seculo seculorum. O miolo mudou, contendo apenas os Empregados. Os Trabalhadores resvalaram pela borda fora da casca, da fórmula e da vida real.

São os intermitentes das artes do espectáculo, artistas variadíssimos, gente que trabalha nas artes por conta própria, a sós ou em micro-empresas, tradutores, cientistas, investigadores, pequenos editores, pequeníssimos livreiros e muitos, muitos outros. Quando não há trabalho, são descartados do mercado. Sejam pco (os intermitentes) ou pcp (os micro-empresários). Os primeiros terão, ainda assim, direitos garantidos no que ao Desemprego respeita, os últimos não têm qualquer direito. São largados no monte da "mão-de-obra excedentária". "Mão-de-obra" que é outro conceito a reformular, pois tem a sua génese em processos laborais tayloristas. Os trabalhadores de campos artísticos, científicos e literários não são mão-de-obra mas cabeça-e-mão-de-obra. That´s not the same. Não é taylorismo.

E, afinal, o que, hoje, é um Trabalhador? Uma sociedade que pretende ser criativa, só é capaz de garantir direitos a Empregados, ie, a quem executa as criações alheias? Ou a quem cria dentro de um enquadramento organizacional, vulgo Empresas De Grandes Dimensões? E os que criam porque criam, porque sim, porque arriscam, porque são deveras criativos (nas artes, nas ciências e nas letras) e empreendedores? Estes não têm garantias de coisa alguma. São todos artistas de circo. Sem rede.

Por isso não reajo nada positivamente a contestações, marchas e manifestações de Empregados (funcionários públicos, professores, etc) que, por mimetismos com 3 décadas, tomam as ruas da cidade, auto-designando-se "Trabalhadores", tomando o Lugar dos Trabalhadores, conquistando a Agora, eles que são apenas uma fatia dos Trabalhadores. Pode alguém falar em nome de alguém?

Estou há muito do lado dos artistas de circo. Sem rede. Afinal, como intelectual e criativa, tenho, de momento, um rendimento seguro provindo dos dinheiros públicos - leia-se nossos de todos nós; no futuro serei, provavelmente, mais uma intelectual artista de circo sem rede.


A fórmula do princípio está, de novo, por cumprir.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Eu questiono. Empregado pco ou Trabalhador pcp?

Dentro destas paredes - que o não são - quero apontar um problema actual, da sociedade portuguesa, que está por resolver.

Trata-se da dupla "ficar sem emprego" ou "ficar sem trabalho". Passo a explicar. Um trabalhador pco (por conta de outrém) que fique sem emprego tem direito, e muito bem, a subsídio de desemprego. Um trabalhador pcp (por conta própria) fica sem trabalho e tem direito a NADA, se for sócio gerente da sua própria empresa.

Se olharmos para o nosso tecido empresarial, são cada vez em maior número as pequenas empresas. Porque, não havendo postos de trabalho, as pessoas empreendedoras criam-nos, por entre sarilhos e levam-nas em frente, por entre cadilhos. Naturalmente também as querem gerir (são suas "filhas") e pagam todos os impostos: IRC, IRS, Segurança Social, etc. Se acontece um período de vacas magras arcam com os prejuízos e com as indemnizações aos trabalhadores pco, o que é normal. Mas, não obstante terem trabalhado, não têm direito a qualquer migalha de subsídio de desemprego. Claro, o subsídio deveria chamar-se subsídio de falta de trabalho ou de destrabalho. A sua inexistência pode causar muito destrambelho, individual, familiar e social.

Diz-se que a origem desta injustiça se situa nas falências fraudulentas. Não é verdade. Temos muitos subsídios de desemprego fraudulentos e, no entanto, não se acaba - felizmente - com os ditos. Situa-se, isso sim, na ausência de análise das mudanças sociais e na quietude de um povo que prefere viver "por conta de outrém".

Camarada José Reis, que estás aí no coração da Europa e do Socialismo, ouves-me? Então, por favor, reflecte no que eu acabo de dizer.

Fico a aguardar muitos feed-backs a esta questão, de Camaradas de Portugal e da Europa. Sei que incomodo mas não posso deixar de o fazer. A minha consciência de cidadã prevalece.

Até sempre, Camaradas.
Vera Santana

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