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segunda-feira, novembro 14, 2011

Aleluia, Aleluia. Álvaro mostra a Luz, e o Caminho.

"2012 irá certamente marcar o ano de fim da crise."

Álvaro Santos Pereira, hoje na AR

Não irei fazer comparações, como muitos já fazem, entre o "Álvaro" e Manuel Pinho.

Apenas direi o seguinte: 2012 vai ser mesmo o fim de algo. Vai ser o fim deste Governo que nos (des)governa para a miséria.

Isso não terá importância para o "Álvaro", porque nessa altura já há muito tempo que ele foi expulso da carruagem...

quinta-feira, novembro 10, 2011

Observação ao Secretário-Geral do PS

Passar a vida a usar a expressão "o PS tudo fará", em relação à apresentação de propostas que visam minorar o Orçamento da Miséria, raia o insulto da inteligência dos ouvintes, ou espectadores, quando se sabe que o PS se irá abster neste Orçamento. (Ou será que já quer votar a favor???).

Continuemos no caminho da "abstenção violenta mas construtiva", que já vemos o que nos acontece.

terça-feira, novembro 08, 2011

Pergunta à liderança nacional do Partido Socialista

Se o PS já anunciou a sua abstenção "violenta mas construtiva"* ao Orçamento de Estado, qual é o incentivo do Governo em assumir uma posíção de diálogo?

*(se alguém souber o que significa esta expressão mirabolante, por favor que o diga publicamente.)

sábado, novembro 05, 2011

Eu queria continuar a apoiar António José Seguro!

Sabemos quando estamos a caminhar para a idade da experiência quando começamos as frases por qualquer coisa como "Eu sou do tempo em que..."

Pois... Eu sou do tempo em que no PS havia discussão política. Também passei pelo tempo em que o PS seguia o seu líder sem qualquer tipo de discussão, tempos esses normalmente associados a períodos no poder.

Agora abriu-se um novo ciclo. Neste novo ciclo existe um período para discussão política, existe um período para decisões dos órgãos competentes e, soube-se agora, existe um periodo para continuar a discussão e a divisão após a decisão dos órgãos competentes.
Escrevo isto no seguimento da capa do jornal Expresso, hoje, em que António José Seguro informa que queria votar a favor do Orçamento de Estado 2012. Sou, porventura, daqueles que balançava entre a abstenção e o voto contra. Achei, inclusive, que a abstenção na votação na generalidade abriria espaço para a apresentação de propostas para minorar o fortíssimo ataque à classe média com especial incidência nos funcionários públicos e pensionistas. Também fui da opinião, como disse anteriormente, que há coisas mais graves e mais penalizadoras para a sociedade portuguesa no orçamento de estado do que este corte. Nunca, em tempo algum, ponderei a hipótese de votar favoravelmente após a tristemente histórica declaração ao país de Pedro Passos Coelho.

O que eu nunca esperei é que o meu Secretário Geral, o Secretário Geral que eu apoiei e que já vinha a apoiar à algum (bom) tempo - que me fez inclusive não aceitar ir ao último congresso que elegeu José Sócrates - viesse, depois de um período de discussão interna longo (que permitiu até aos comentadores de direita tentarem desviar atenções falando da liderança do PS sem ligarem a uma das maiores promessas de António José Seguro que foi discutir internamente os pontos principais da política portuguesa) ser ele próprio, o Secretário Geral, a lançar mais controvérsia.
 
 
António José Seguro queria votar a favor do Orçamento de Estado 2012. Eu também queria continuar a apoiar António José Seguro na liderança do meu partido. Infelizmente, nenhum de nós poderá fazer o que queria!

Estou sem palavras...

CapaExpresso5Nov2011.jpg

sexta-feira, novembro 04, 2011

Mais razões porque o PS deveria ter votado contra o OE

Aqui

(e essa do "facilmente" alteráveis é priceless, :) )

Coisas que me chateiam

Anda toda a gente preocupada e a discutir o corte salarial, de pensões e o aumento de impostos e as suas terríveis consequências.

Tudo situações que poderão ser 'facilmente' alteradas com um governo diferente, sem grande dificuldade.

Mas a destruíção do Ensino Público, a diminuíção do nível de acesso à saúde e as privatizações - para nomear somente três que me vêm facilmente à cabeça - ninguém discute. E estas, ou são definitivas (como as privatizações) ou têm um custo brutal voltar aos níveis actuais.

Que dizer de um país que acha 'normal' um governo promover o fim dos programas e-escolas e e-escolinhas ao mesmo tempo que anda a promover a bandeira maior deste programa - o Magalhães - no México?

Gostava de ter escrito isto

Deve o PS estar nos debates que aí vêm nos próximos anos à frente da oposição, como seu maior partido e maior partido da esquerda portuguesa? Ou, pelo contrário, caucionar pelo silêncio ou a discrição o dito ataque liberal? O instinto centrista do PS leva-o pelo segundo caminho e a abstenção no OE 2012. A intuição de liderança da esquerda leva-o pelo primeiro e impõe já o voto contra. Este é que e o verdadeiro momento de definição do que será o novo ciclo político do PS.

Nesta discussão, já sabemos o que pensam Seguro e Assis: são, sem surpresa, os irmãos gémeos que são há décadas na escola do instinto centrista do PS. Enganou-se quem tenha pensado diferente, sobre um ou outro. Resta saber que espírito prevalece entre os dirigentes do partido e se eles têm plena consciência de que estão a definir hoje o que será o PS por todo o ciclo da sua actual liderança, dure ela um ano ou uma década.

Paulo Pedroso

Essa do PS não voltar as costas a Portugal tem muito que se lhe diga...

Suponho que isso servirá de consolo

1) aos funcionários públicos

2) aos pensionistas

3) aos trabalhadores e empresários da restauração

4) a todas as restantes empresas que irão fechar, e seus trabalhadores, que irão para o desemprego, por causa do agravar brutal da recessão, resultado exclusivo deste orçamento miserável, cujo único objectivo é a miséria de todos nós

A esses, o PS não se importa de virar as costas.

Quem será esse "Portugal" a quem o PS não vira as costas?

 

 

terça-feira, outubro 18, 2011

O mundo mudou

Há muitos socialsitas que advogam a memória para defender o voto no Orçamento de Estado 2011. Uns para não se votar desfavoravelmente, outros para efectivar esse voto contra.

Mas a verdade é que muitos descobriram a sua costela bloquista (alguns navegando da direita para a esquerda do partido).

A esses, relembro que da última vez que o Bloco foi Bloco, um governo caiu. E aqueles que substituiram esse governo estão a efectuar o maior ataque à classe média e classe trabalhadora do país, pós 25 de Abril.

Como diria um ex-Primeiro-Ministro: "O mundo mudou!"

Miguel Sousa Tavares comenta OE 2012

Este Governo está mesmo a gozar com a nossa miséria

Pensões vitalícias de ex-políticos poupadas a cortes

Espero que esta notícia seja rapidamente desmentida, ou que o OE2012 seja alterado nesta alínea.

Caso contrário, começa a ser complicado ver membros do Governo andarem na rua...

E ainda há quem diga que o PS devia aprovar este Orçamento

As alterações ao IRS constantes da proposta de Orçamento do Estado para 2012 (OE2012) beneficiam os rendimentos mais elevados, segundo as simulações realizadas pela consultora Price, Waterhouse & Coopers (PwC) para a Agência Lusa.

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