
And the dreamers? Ah, the dreamers! They were and they are the true realists, we owe them the best ideas and the foundations of modern Europe(...). The first President of that Commission, Walter Hallstein, a German, said: "The abolition of the nation is the European idea!" - a phrase that dare today's President of the Commission, nor the current German Chancellor would speak out. And yet: this is the truth. Ulrike Guérot & Robert Menasse
sexta-feira, junho 05, 2009
quinta-feira, junho 04, 2009
Por que há coisas que são realmente tarde...
quarta-feira, junho 03, 2009
A força do carácter
Pois na altura muitos se insurgiram sobre umas pretensas declarações da Elisa ao Jornal de Negócios, atribuindo-lhe erradamente a autoria da citação "o dinheiro é do Estado, é do PS". Este artigo causou um grande mal entendido e deu azo a diversos comentários e artigos na imprensa. Apesar de prontamente desmentida, muitos houve que não a interiorizaram, continuando mesmo a por em causa a veracidade do (primeiro e tímido) desmentido do Jornal de Negócios. Destaco entre os que não aceitaram o desmentido, o Nuno Gouveia, que em repetidos posts tem atacado a candidatura da Elisa ao Porto (por exemplo aqui).
Pois ontem, o Director do Jornal de Negócios, Pedro Guerreiro, faz um editoral completamente esclarecedor sobre este assunto, que pode ser aqui consultado. Uma vez mais se demonstrou a força do carácter da Elisa Ferreira. Terão os seus principais detractores a mesma característica e emitir, também, um pedido de desculpa público?
Mudsliding, humor e política.
O vídeo, que, repito, não o aprovo, é um exemplo recente que caracteriza os rumos do debate em Portugal: ataque pessoal ao principal adversário político, ad hominen. É essa a táctica que alguma direita tem procurado promover, por exemplo (como o comprova aliás alguns dos comentários recebidos neste post).
Dizia então que estas formas de fazer política estão cada vez mais frequentes na vida política nacional, e cortam qualquer intenção de elevar o debate sobre as propostas em causa. É o que se tem visto por esta campanha fora, e de parte a parte, admito.
O vídeo em causa, em minha opinião, roça o limite do aceitável, por ser talvez demasiado explicito, muito on your face. É verdade que o Paulo Rangel, com as respostas dadas, se põe a jeito para um contra-ataque destes, mas a coisa podia ter sido feito com mais… delicadeza.
Para exemplificar o argumento, deixo-vos outros vídeos, também de ataque político, mas que pelo uso da ironia, do humor e da ficção se destacam. Um é produzido pelo Bloco de Esquerda e é contra o Tratado de Lisboa; o outro é da responsabilidade da Sinistra i Libertá, coligação de esquerda concorrente às eleições europeias, que ataca o Partido Democrático (outra coligação de «esquerda» em Itália).
Estes exemplos reportam à melhor tradição do uso da caricatura e do humor em política, e devem relembrar que há outras formas de fazer política, mesmo negativa, do que atirar lama à cara do adversário. À atenção da direita.
Disfrutem.
terça-feira, junho 02, 2009
Afinal há outro... apoiante
segunda-feira, junho 01, 2009
LGBT : les socialistes européens s'engagent !
Estive em Roma no fim-de-semana desta acção de campanha. Estive como activista e cidadão preocupado com a qualidade da democracia ao nível europeu. Já conhecia muitos dos intervenientes, conheci outros. Soube que na Bielorrússia internaram o Andrei num hospital psiquiátrico porque ele se assumiu homossexual. Soube ainda que na Suécia se conversa com os agentes do clero para se construir um ritual religioso para a celebração do rito do casamento entre pessoas do mesmo género.
Neste fim-de-semana, já em Portugal, tive a oportunidade de estar na conferência de imprensa do Movimento pela Igualdade. Já aqui vos tinha falado disso (tema que o Pedro Morgado também já referiu), e a sessão correu muitíssimo bem, com extraordinárias intervenções da Isabel Moreira, do Pedro Marques Lopes, do Daniel Sampaio e da Ana Zanati (esta principalmente).
O Movimento pela Igualdade surgiu da necessidade de promover o debate, dentro da sociedade progressista e liberal portuguesa, acerca do acesso ao casamento civil de pessoas do mesmo género. É uma questão de igualdade. Ponto. Bem sei que Portugal já não é a Bielorrússia, nestes temas; mas também sei que ainda não é a Suécia. Andaremos algures no meio destas realidades.
Do que tenho tido a oportunidade de verificar, através do meu envolvimento no MpI, é que há de facto uma camada bem significativa da população portuguesa que está preparada para dar a cara e, sem ambições partidárias ou políticas, se envolver por uma questão de civilidade e pelo reconhecimento público que todos temos o direito à felicidade e à equiparação jurídica perante a Lei.
Em breve teremos mais novidades do MpI (que vos transmitirei). Por agora está submetida a subscrição pública o documento do Movimento pela Igualdade, http://www.petitiononline.com/mpi/petition.html.
(reconheço que estranhei o afastamento táctico de alguma direita, que convidada decidiu se manter a margem deste processo… papa a mais?)
domingo, maio 31, 2009
sexta-feira, maio 29, 2009
Completamente Inadmissível
Não é preciso ser ligado às leis para o saber.
Não é preciso ser professor catedrático para o saber.
Não é preciso ser constitucionalista para o saber.
Espero que quando a altura chegar, os outros partidos estejam à altura. Vital Moreira não esteve.
(Também publicado no Eleições 2009/Público)
quinta-feira, maio 28, 2009
sábado, maio 23, 2009
Dos recursos em política.
Deliberadamente deixei o texto aberto a diversas interpretações, não só para testar o nível das mesmas, mas também para procurar aferir as leituras que daí adviriam. Verifiquei depois, sem surpresa, porque o estado do debate político em Portugal é de fraco nível, que fui atacado por tudo e mais alguma coisa de direita que mexesse.
Sem stress. Escrever publicamente é também provocar emoções.
A piada é que os destinatários não entenderam (porque não quiseram? Porque não conseguiram?) que quando me referia ao uso de recursos da direita, e entre outros, referia-me à capacidade de atracção e motivação que a direita, e em especial o PSD, tem conseguido relativamente à blogosfera portuguesa (e não só).
O PSD hoje é, para um conjunto de pessoas, um projecto atractivo e motivador. É genuína essa motivação. E não vem de agora. Projectos como o Atlântico (que aliás teve um breve antecessor que não me recordo agora do nome), o 31 da Armada, tudo em que o PPM se envolveu, não são de agora. Já tem alguns anos e foram (e continuam a ser, ainda que menos) inovadores. Lembro bem a cobertura que o 31 da Armada fez dos últimos Congressos do Bloco de Esquerda, a ligação Atlântico-blog com a Atlântico-revista; projectos que permitiram o aparecimento e amadurecimento de óptimos pensadores do Portugal contemporâneo, como o Henrique Raposo (para citar aquele que acho mais consistente, ainda que não seja do PSD).
Motivação essa que, curiosamente, falta á esquerda. Qual foi o último projecto motivador do PS, por exemplo? O choque tecnológico? As Novas Fronteiras? Talvez os Estados Gerais, mas aí ainda se mandavam cartas às pessoas. A net, já existindo, no máximo era 0.1, qual 2.0…
É, aliás, para mim preocupante, como militante activo do Partido Socialista constatar esta realidade, e apesar de conseguir encontrar algumas explicações (a grande maioria da massa crítica e pensante socialista está governamentalizada, trabalha arduamente e com afinco para a melhoria das condições de vida do país – aceitou o difícil desafio de colocar em prática o que apregoa -, e não tem tempo nem para se coçar, quanto mais para twittar…), a verdade é que acho que podemos fazer mais e melhor, no que concerne a motivação dos nossos (muitos) apoiantes.
Falta ao PS, claramente, uma estratégia que se adeqúe à política 2.0. Não deve cair no exagero do PSD, que faz uma campanha virtual para um país virtual, mas deve saber entrar, de forma construir, criativamente, a política 3.0; a que articule o virtual com o real.
De motivação, afinal, falava eu, não de dinheiros ou de conspirações. De Motivação. Não é este, afinal, um dos mais preciosos recursos em política?
sexta-feira, maio 22, 2009
sexta-feira, maio 15, 2009
quinta-feira, maio 14, 2009
Only 3 more weeks to the European elections!
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quarta-feira, maio 13, 2009
terça-feira, maio 12, 2009
se isto é uma lista, eu vou ali e já volto...
Mais ils sont où?
Tenho reparado em várias coisas nesta campanha, e hoje decido destacar uma: onde anda a lista eleitoral do PSD? Ela já existe, mas por onde anda? Qual é (admito que ainda não a vi)? Quem regressa a Bruxelas e qual a taxa de renovação da mesma?
Apetece perguntar como fizeram os franceses após a final da copa do Mundo de 1998: «mais ils sont où?». Em Paris, nesses dias de loucura, procuravam-se «brésiliens», hoje procuro candidatos laranjas... Por onde andam?
Será que o Paulo Rangel sabe que tem mais candidatos na sua lista? E que será que a lista de candidatos do PSD sabem que tem Rangel? É que um não anda com os outros, nem os outros andam com o um.
Será só estratégia? ou a equipa laranjinha é assim tão fraca?
domingo, maio 10, 2009
Obrigado pela ajuda, Elisa Ferreira!
E "isto" é alguém abrir a boca e daí se retirar ilações em relação à famigerada questão das Quotas. Eu defendo que não deve de haver uma imposição de quotas de género nas listas e sim uma alteração de mentalidades dos partidos que deve começar por dentro dos mesmos. Podia dar vários exemplos, como dou nas discussões em que participo sobre o tema (não é, Vera?). Assim como me são dadas várias razões para a aplicabilidade da imposição das quotas, como necessária por uma questão de urgência na correcta representatividade da sociedade nos vários órgãos políticos, ou uma razão geracional (para algumas gerações, já não há tempo de mudar essa mentalidade por forma a que a representatividade de género esteja correcta. E que haviam mulheres de grande valor que não conseguiam chegar aos palcos de actuação devido ao machismo vigente nas organizações partidárias.
Para todas estas justificações, e nas próximas discussões sobre o assunto, eu só citarei Elisa Ferreira: "Vou só dar o nome e volto. (…) Sinceramente, eu quero vir para o Porto. Quero-vos pedir que me ajudem a conquistar a Câmara do Porto. O meu objectivo é sair de onde estou e trabalhar para a cidade".
Depois disto, falem-me lá da necessidade das quotas para melhorar a representatividade…
sexta-feira, maio 08, 2009
Europe Day: time to put social justice back at the heart of European politics


Message from Poul Nyrup Rasmussen which will be published on his blog tomorrow, May 9.
Europe Day: time to put social justice back at the heart of European politics
Poul Nyrup Rasmussen
President of the Party of European Socialists
Today is Europe Day, the annual celebration of European integration.
It marks the day in 1950 on which the Schuman Declaration was signed, launching the Coal and Steel Community: the start of what we now call the European Union. The declaration included a commitment to "the equalisation and improvement of the living conditions of workers". It is this commitment to the welfare of all that makes our Europe unique in the world. Our welfare states, including European-wide rights for consumers and workers, offer a level of protection that exists almost no-where else.
But on Europe Day 2009 Europeans are in no mood to celebrate. The financial crisis threatening our savings and pensions has been superceded by economic crisis threatening our jobs. The rising food and energy prices we suffered before the financial and economic crisis came on top of years of attacks on our social and public services and a widening gap between rich and poor.
There is a growing belief among citizens that Europe, which has had a conservative majority in all EU institutions for the last five years, puts the market before people. I believe that we must put workers rights and social rights before competition rules.
With unemployment looming towards 27 million next year, and 74 million Europeans already living below the poverty line, Europe's future is at the crossroads. There is a real risk of deep and permanent divides in our societies. We must put the fight for social justice back at the heart of European politics. We need to do much more to tackle the worst inequalities, protect and create jobs and actively support those without work.
The European conservatives say in their manifesto that a high level of social contributions "is a handicap for the creation of wealth". We disagree and we can prove it: the most competitive economies in Europe are Sweden and Denmark, with the highest levels of social protection and the highest taxes. According to the World Economic Forum, they are the third and fourth most competitive economies in the world. They are the first and third most income-equal societies in the world. They come fourth and seventh on the Global Innovation Index. They consistently top quality of life rankings.
Conservatives have made it quite clear that they think globalisation means we need to work longer hours, lower costs, slash spending and dilute social services. We disagree.
Our manifesto for the European elections promotes social justice by making 12 concrete proposals for a 'New Social Europe' including decent minimum wages in all EU countries, protecting public services, strengthening rights to collective bargaining, and fair tax policies to guarantee the financing of our welfare states.
It is not just a difference in rhetoric. Take a look at the votes in the European Parliament. When European Socialists voted to exclude social services from the infamous Services Directive, the conservatives voted against. When European socialists voted for an average 48 hour working week with no opt outs the conservatives voted against. When European socialists voted for a new directive against discrimination outside the workplace the conservatives voted against. Just this week Conservatives refused to vote for strengthening rights to maternity leave.
To highlight the need to put social justice back at the heart of Europe the PES is organizing, today on Europe Day, a 'Day of Action' across Europe on the theme 'giving people a fairer deal' with meetings, debates and street campaigning in at least fifteen countries. You can follow action via live blogging and twittering on our website http://elections2009.pes.org/
In the European elections in June you can express your choice of the direction you wish Europe to take. Our future is at stake…
With socialist regards,
Poul Nyrup Rasmussen
President Party of European Socialists (PES/PSE)





