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domingo, agosto 17, 2008

Optimo

Parece que o Duarte Cordeiro, e a Juventude Socialista, não vão deixar cair a bandeira do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Eu vejo a vontade com desconfiança, devo dizer, pois no passado essas ambições foram demasiadas vezes assumidas para depois serem abandonadas em detrimento de compromissos e posicionamentos políticos à la longue.

É verdade que o Partido Socialista tem tratado o tema com indiferença, apesar de algumas (poucas) iniciativas pouco estruturadas, pelo que pode a JS, ainda por cima com uma nova direcção, apanhar esta bandeira, o que acho óptimo.

Da minha parte, como militante socialista activo, julgo ser importante preparar uma série de iniciativas que levantem e organizem o debate sobre o tema, e que possam contribuir, com propostas concretas, para o futuro programa eleitoral do PS.

Recordo que recentemente o Partido Socialista Europeu promoveu um alargado e participado processo de consulta para o Manifesto eleitoral que pretende apresentar nas eleições europeias de 2009 e que desse processo, além dos contributos portugueses, houve uma forte concordância em defender o fim de todas as discriminações ainda existentes.

Defendo, assim, um processo semelhante onde se possam ouvir as várias instituições e organizações que pensam e actuam sobre o tema, recolher contributos de actores académicos e políticos, numa iniciativa que se pretende dinâmica, integradora e substancial.

(em breve direi mais sobre o tema…)

Vamos ver o que o futuro nos reserva, mas parece-me que se este vai ser um tema quente na próxima campanha e ainda bem. Pode ser que consiga que em Portugal acabar um pouco mais com as discriminações.

quarta-feira, abril 23, 2008

Semibreves

Europas dentro da Europa: o anel da Virgindade
Na Polónia é tempo de Primeiras Comunhões Católicas. No interior conservador (cerca de 10% da população) é oferecido, às meninas comungantes, um anel da Virgindade. Aos rapazes, consolas de jogos.
O que nos preocupa? Uma evidente questão de género: provavelmente o anel destina-se a ser substituído pelo anel de noivado e este pelo de casamento. Se não houver nem um nem outro terá de perdurar ad eternum no dedo da "Vieille Fille"? Mulheres argoladas para a vida: 5% da população polaca. Uma distinção discriminativa. Um presente gerador de possíveis hipocrisias.
Preocupam-nos também as formas institucionais europeias a construir para proteger minorias sociais. Os USA têm longa prática nesse campo. Há, no entanto, limites fluídos. A poligamia praticada por certos grupos tem vindo a ser denunciada porque proibida. Definir fronteiras entre o permitido e o proibido não é tarefa fácil. O mesmo problema coloca-se na delimitação entre a esfera do privado e a esfera do público. Em toda a Europa.
Tanto ainda a construir!

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